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sábado, 26 de outubro de 2019

A difícil tarefa do jornalista nos dias de hoje

"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade." (George Orwell)

Dito isso, o jornalismo acabou no mundo. E já faz tempo. Ninguém questiona nada no mundo atual. As perguntas "por que?" e "será?", que sempre moveram os jornalistas, deixaram de ser feitas.
Com isso, muitos jornalistas migraram para o marketing, ou marketing digital, que está na moda hoje em dia, e é um ramo dentro da comunicação. Os que tiveram sorte, conseguiram entrar na parte de geração de conteúdo da área do marketing. Estão escrevendo. Os mais "azarados", no quesito gerar conteúdo, tiveram que ir para o designer, por exemplo.

Eis que no marketing, ou marketing digital, o jornalista se depara com uma porção de expressões, nomes pomposos, nomenclaturas conhecidas mas com outro significado, e tem que dar alguns passos para trás:

  • Lead, que ele aprendeu, não é mais o início da matéria. É um potencial consumidor de um produto;
  • Saber para quem se escreve hoje é chamado de persona;
  • Escolher palavras-chave em títulos, intertítulos e em pontos chave do texto, que jornalista sabe de cor e salteado, ou deveria, hoje se chama SEO.

E esse SEO parece ser algo que as agências de marketing dão muito valor. Existem diversos aplicativos, programas, plugins para gerenciar isso. Um dos mais conhecidos é o Yoast SEO. Esse plugin do WordPress te diz quantas palavras você tem que usar, quantas ainda faltam, quantas palavras devem ser colocadas em cada intertítulo, quais palavras faltam, onde elas devem ser colocadas.

As pessoas não querem ler muito. Querem ver figurinhas e ver vídeos. Mas esse mesmo plugin, e todas as referências de ranqueamento do Google, diz que temos que ter muito texto, muito conteúdo. Conta muito ponto pro SEO.

E com esse plugin, ou similar, Você só precisa de um macaco que saiba ler e escrever e esse plugin. Pronto! Você tem um gerador de conteúdo.

Outra mudança notada pelos jornalistas é que substantivos comuns, sem ser nomes próprios, ganharam caixa alta na primeira letra, independentemente de onde eles estejam. Isso chama mais a atenção do leitor. E a gramática que vá para a segunda página do resultado do Google.

O marketing não é culpado disso. Nem o público leitor. Nem o pobre jornalista. Se tem algum culpado disso é o tempo. Os tempos modernos estão deixando pra trás todo um conhecimento adquirido, toda uma história, toda uma literatura, toda uma identidade de cada escritor.

É triste ver que o mundo está ficando cada vez mais burro, imerso em uma máquina que encaixota tudo, deixando todos iguais, com direitos diferentes. Mas isso já é assunto pra outro artigo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Precisa-se de jornalista

Precisa-se de jornalista na área cultural, especialista em samba. Quanto mais, melhor.

Mas não basta um qualquer. Mais um. Tem que ser alguém que abraçe a causa. Que entenda a essência do samba.

Há ônus e bônus. Ei-los:

Não necessita de experiência;
Dedicação exclusiva;
Horário: normalmente de noite imendando a madrugada, as vezes de tarde e quase nunca de manhã;
Salário: muito baixo;
Sexo: tanto faz;
Pode fumar e beber. De preferência não beber muito, pra poder lembrar dos fatos que vivenciou;
Sem direito a férias. Mas quase todo dia haverá festa;
Glamour: nenhum. Em vida, terá o reconhecimento dos sambistas. Depois da morte, terá o reconhecimento de 17 pessoas em todo Brasil, por registrar passagens do samba de Florianópolis. Dessas 17, 10 são pesquisadores - classe da qual ninguém da bola -, 4 acadêmicos, 2 antropólogos e 1 avulso que gosta de samba.

Interessados, deixar um comentário.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lançamento do jornal O Amigo do Samba

Publicação digital e bimestral do Movimento Cultural @migosdosamba.com.
Mais informações nos blogs O Couro do Cabrito e Vermute com Amendoim.

Será uma publicação bimestral onde serão abordados temas históricos, novidades, críticas e outros assuntos relacionados ao nosso samba.

Nessa primeira edição, um texto meu.

terça-feira, 15 de março de 2011

Precisamos da mídia?

Esse texto não vai apontar uma solução. Nem tenho esse poder. É apenas uma análise da mídia atual.

Eu não leio jornal, não ouço rádio, nem vejo tv, mas sei de tudo de "importante" que se passa no mundo.

O que acontece? Os jornais estão sem informações importantes para passar? Nada de importante acontece? A gente pode viver bem sem saber das informações "importantes" transmitidas?

Acho que até há pautas interessantes. O problema está na abordagem. As reportagens são feitas de uma forma muito superficial, somente com informações de assessorias de imprensa. Não há um informante secreto, repórter não se infiltra em lugar nenhum e há um profundo e irritante uso de câmeras escondidas. A mídia perdeu tanta credibilidade que, pra provar as coisas que diz, usa compulsivamente as câmeras escondidas.

A mídia tá ruindo. Quem tem twitter, por exemplo, não precisa ler jornal. A internet está acabando não só com os impressos, mas com toda a mídia. Não só pela rapidez, mas pela qualidade e credibilidade das informações.
Pode ser tão desconfiável quanto, já que não há uma agência reguladora de informação da internet, mas temos a certeza de estarmos lendo notícias com clareza de posicionamento.
O jornal O Estado de São Paulo (O Estadão) publicou um editorial durante as eleições declarando abertamente apoio ao candidato José Serra. Então quem for ler O Estadão terá certeza que está lendo matérias e opiniões contrárias ao governo PT. É um marco na nossa imprensa.

A internet está dando um banho na mídia convencional. Mas aí surgem os problemas de mídia convencional: TSE concede primeiro direito de resposta no Twitter.
E as pessoas que retuitaram a mensagem original? Seria estranho, mas nada incoerente, se todos fossem obrigados a publicar a resposta.

A mídia tem uma ligação muito forte com os políticos. As grandes corporações são donas de jornais, portais de internet, emissoras de rádio e tv, essas últimas, concessões públicas, aprovadas (ou não) pelo Congresso. A outra ligação é com publicidade governamental, grande parte da renda da mídia. E os políticos dão bola pra mídia porque ela ainda atinge a maioria da população, além de lucrarem, já que muitos deles são donos dessas empresas de comunicação.
Além disso, as corporações não tem nenhum interesse em apurar as informações corretamente ou responder as perguntas que deveriam fazer nas reportagens.

Nada disso acontece na internet.
Por não haver ligação com nenhum político (pelo menos não tão forte quanto às grandes corporações), há uma grande mudança na qualidade da informação publicada. É escancara a posição política e os blogs podem falar, tranquilamente, sobre os variados aspectos da política nacional entre outros assuntos. Aí sim com investigações, informantes, comprovações com documentos escaneados, etc. Tudo isso até que o político entre com um processo na justiça e mande fechar o blog.
E o blogueiro, twitteiro, facebookeiro, enfim, não precisa ser jornalista. Não precisa seguir a cartilha de ética jornalística como todos os jornalistas seguem (sic).

Isso é liberdade! Isso é pluralidade de informação!

A mídia está ruindo e não precisamos dela para viver. Não essa mídia.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Essa imprensa...

Já imaginaram se a imprensa acompanhasse a tramitação de algum projeto importante do Congresso com o mesmo empenho que acompanha o Bruno de lá pra cá? Ou qualquer outra besteira que esteja na moda da mídia?
Os textos seriam algo como (salvo alguns erros na tramitação):

O projeto de lei saiu do gabinete do deputado Chico Bezerra e seguiu até o Protocolo da Câmara. Do Protocolo, o PL seguiu diretamente para o Plenário, onde recebeu um número.
Após sair do Plenário, um funcionário encaminhou o PL para a Procuradoria da Câmara, onde recebeu um parecer favorável ao projeto.

Na semana passada, o PL foi encaminhado por um estagiário até o secretário da Comissão de Justiça.
"Eu entreguei o PL, mas confesso que não li o que era. Só faço meu trabalho", declara o estagiário. Na Comissão, o presidente indicou um deputado para ser o relator.
Ainda na semana passada, o deputado relator apresentou o parecer dele e o projeto foi para a votação da Comissão. O PL foi aprovado por maioria e foi levado por um funcionário para a Comissão de Educação.
"Antes de levar o projeto, eu estive no banheiro e nem lavei a mão", confessa o funcionário.

Na nova Comissão, o novo relator pediu mais informações ao autor. O projeto seguiu por um estagiário até o gabinete do deputado Chico Bezerra.
A assessoria jurídica do deputado Chico Bezerra respondeu as dúvidas do deputado relator e encaminhou de volta.
"O relator está equivocado. Todas as informações estão na justificativa do projeto. Acho que ele não leu tudo", alfineta o assessor.

O deputado relator afirmou não ter ficado satisfeito com a resposta e solicitou informações do Ministério da Educação.
"Ele faz isso para atrasar a tramitação. Ele não quer esse projeto aprovado", reclama o deputado Chico Bezerra.
O Ministério tem até 30 dias para responder, período prorrogável por mais 30 dias.
O ministro da Educação afirmou que vai analisar o PL com carinho, mas não tem data para apresentar sua resposta.
O PL ainda está na Comissão de Educação.

No meio disso tudo, os câmeras seguem a pastinha do projeto de lá pra cá.
Os repórteres entram desesperados nos gabinetes dos deputados para ouvir manifestações, conversam com advogados, buscam uma exclusiva dos estagiários, uma opinião dos faxineiros... até a aprovação em Plenário, a sanção do presidente da República e a aplicação prática da lei.

Não sem antes, porém, um perfil do deputado, entrevista com a mãe, esposa...

Seria interessante.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Memória

Eu, enquanto historiador, fico muito triste com as notícias que recebi nos últimos dias:
O fim do Bar Cine York (o Cine já tinha fechado há mais tempo)
O fim do jornal O Estado (a morte já era anunciada, mas o estado do fim do O Estado é que é triste)
E a situação da Biblioteca Pública Estadual.

Li no Blog do Moacir Pereira sobre a situação da Biblioteca.

O elevador continua sem operar. Os ladrilhos estão caindo. Os jornais não têm proteção. O mais rico acervo, com obras do século XVIII, está sem climatização.

Agora, o pior: na semana passada, um defeito no sistema hidráulico, provocou enchente parcial. As águas atingiram jornais e revistas no terceiro andar.

Na segunda-feira, a Biblioteca Pública foi interditada. Informa-se que os jornais molhados seriam enviados para o lixão.


Pra quem ainda queria ver alguma coisa do jornal O Estado, pode ser que agora não veja nunca mais.

Eu já fui algumas vezes pesquisar coisas nos jornais antigos da Biblioteca.
Em teoria, seria necessário usar luvas pra proteger o jornal de contatos com a pele. Mas eles não tem luvas. Fico sem ler o jornal? Não. Fico sem luva e leio do mesma jeito.


O estado do jornal O Estado está sendo divulgado em vários blogs: Moacir Pereira, César Valente, Celso Martins, Alexandre Gonçalves, Carlos Damião, Alessandro Bonassoli, e acho que só.
Meu chefe e a minha mãe já trabalharam no jornal O Estado. Meu chefe foi diagramador e a minha mãe foi revisora. Puxando do baú ela lembrou que até já fez 2 ou 3 matérias. Até ela já foi jornalista. E não tem diploma. Isso nos idos de 1970.
Quando contei pra ela que a função de revisor não existe mais, ela lamentou. Eu também. Os leitores também. É muita matéria sem começo, meio fim, sem pé, sem cabeça, sem informação, sem nada.
Sinto falta de um revisor sem nunca ter trabalhado com um.


Já o Bar Cine York fechou as portas. Mais um espaço que guarda(va) a memória da cidade de São José se indo.
O Cine York já tinha fechado há mais tempo. Dessa vez foi o Bar.
Uma das justificativas para o fechamento do bar é a manutenção do espaço. Estava ficando inviável.
Eu quase choro quando passo por lá, vejo a faixa de "Vende ou aluga", e lembro dos poucos momentos que estive lá, fazendo um samba, imagina o Seu Catonho Gerlach, um dos donos do espaço.


Eu quase choro com essas informações, com o fato de que o Museu de Imagem e Som está em estado de depreciação também, que pessoas estão deixando esse mundo e ninguém dá a mínima, que ninguém pensa em guardar a história da cidade.
Até pensam, mas ninguém coloca em prática.


E o povo canta: "Quem é que não se lembra da jaqueira. Da jaqueira da Portela. Velha fiel amiga e companheira. Eu sinto saudades dela" (Zé Ketti)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sou jornalista!

Ainda não me formei, mas o STF antecipou pra mim. Não é mais obrigatório o diploma, logo, sou jornalista!

Qualquer um já se dizia sambista, porque não há um diploma de sambista, agora qualquer um vai se dizer jornalista. Que merda...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

DC responde

Dia 25 de fevereiro eu falei que o DC usou texto meu sem citar a fonte ou o autor. Hoje recebo e-mail da jornalista que fez a matéria. Ela publicou um comentário na postagem. Como quase ninguém ve comentários, ainda mais de postagens antigas, publico aqui.


Prezado Arthur e demais

Fiquei sabendo hoje do post e dos comentários sobre a matéria que fiz para o DC e acredito que tenha direito de resposta neste espaço. 

Primeiro, sobre o suposto "plágio": na verdade, foi uma citação, uma referência, que nem usei ipsis literis, e sim acrescida de outras informações que obtive conversando com o próprio músico. Não citei o seu blog na ocasião pois você se coloca como um assessor de imprensa, mesmo que informal, do pessoal do samba, e não creditamos assessores de imprensa. Se você não entendeu assim, me desculpe, mas acho que deveria ter falado comigo. Você até comentou, por telefone, mas rindo, então achei que isso não tivesse sido um problema para você. Poderia ter comentado naquela oportunidade que não gostou de não ser citado.

Sobre as incorreções - e esta vai para o Dôga - há um espaço no jornal chamado DC Errou. Se houve um erro ali, o Dôga deveria ter entrado em contato comigo que publicaríamos a errata prontamente. Peço desculpas aqui pelo engano. Sobre o "bisturi", foi uma figura de linguagem, uma licença poética, usada na linha de apoio, que pode até ter dado uma impressão errada de que você já teria sido médico e largou por causa da música. OK, você tem razão, mas também caberia nota na errata.

Novamente reafirmo: essas coisas poderiam ter sido ditas à mim, diretamente. Uma pena ter acontecido desta maneira, tivemos a melhor das intenções em divulgar os músicos que fazem o samba acontecer na Ilha.

Atenciosamente,

Alícia Alão


Minha resposta:
Alícia...

É o seguinte: eu tenho a feia mania de falar mal de um monte de coisa.
Quando liguei pra ti, realmente não estava bravo com a situação. Fico feliz por saber que um material que surgiu de mim foi publicado, mas depois fiquei pensando, conversei com uns e outros, e não gostei muito do caso. Penso até que não seja culpa tua, mas da linha editorial da empresa.

E uma briga que eu vou comprar sempre é o caso de citar assessoria. Mas isso é mais além do que esse caso. NINGUÉM credita assessoria. E eu acho isso errado. Vira e mexe eu discuto isso com o pessoal da faculdade.

E eu publiquei aquilo, entre outras coisas, pra poder creditar. Pro pessoal que le o meu blog saber que coisas minhas estão sendo publicadas em jornais.

Eu fico feliz quando algo meu é publicado. Mas, por questão de vaidade, não adianta ser publicado algo meu se ninguém sabe que é meu.

Também sou compositor e não gosto quando citam um samba e o autor não é citado. Um dia isso pode ser feito com meu samba. Ari Barroso, em seu programa de calouros na tv, exigia do candidato que dissesse o nome do samba e do compositor.

Não estou bravo contigo. Estou bravo com essa cultura, inclusive dos jornais, de não citar a fonte. Seja ela qual for.
O que me deixou bravo é que eu coloquei uma mensagem no começo do blog pedindo pra, quando usar o material do blog, citar o autor ou a fonte.

Espero que esse caso não atrapalhe nossos contatos. Até porque és a única que faz matérias de samba e agradecemos por isso.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

DC usa texto do meu blog

Um dia desses eu falei sobre o Dôga aqui no blog.

Dias depois o DC me liga pra fazer uma matéria sobre o pessoal que toca samba o ano inteiro, pra saber o que eles fazem durante o carnaval.
Fiz uma relação de nomes e passei pra eles. O Dôga, logicamente, encabeçava a lista.
Diz a repórter que leu meu blog e a postagem especial que eu fiz sobre o Dôga influenciou-a a fazer uma matéria sobre ele. A matéria saiu no Variedades do dia 19, quinta.

Acontece que ela não me consultou (pelo menos pra cumprir um protocolo de ética e bons costumes) e utilizou o material sem citar autor ou fonte.
A parte que ela usou foi o trecho em que eu digo que o Dôga toca saco plástico, cinzeiro, etc.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Candeia

A Rede Globo só faz merda. A mídia em geral só faz merda.
Mas essa reportagem foi foda!



Só que Candeia não vai ajudar a Portela a ganhar. Candeia era contra o caminho que as escolas de samba estavam tomando (inclusive a Portela), na década de 70, deixando o sambista de lado. Contra isso, e outras coisas mais, fundou a Quilombo dos Palmares, um dos maiores feitos de Candeia, que não foi citado no vídeo.
Se Candeia já era contra o sistema das escolas de samba na década de 70, imagina hoje em dia.

E se o carinha ali do vídeo cantou "fúria dos meus ais", como eu ouvi, cantou errado. É "fuga dos meus ais".


E o povo canta: "O sambista não precisa ser membro da Academia. Ao ser natural em sua poesia, o povo lhe faz imortal" (Candeia)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Variedades - DC II

Pra quem ainda não sabe, o A Notícia e o DC são do Grupo RBS. O A Notícia está se tornando regionalizado. Rodará somente em Joinville.

Reparem nas datas! (A Notícia - 03/12/08 | DC - 04/12/08)
Será falta de assunto?
Se é isso, eu posso sugerir algumas pautas pra eles.

Esse jornalismo, especificamente esse, é uma merda!!!



sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Variedades - DC

Alguém pode me explicar porque o caderno Variedades do Diário Catarinense está sempre escondido?
Ele fica dentro do caderno Vestibular, ou Kazuka, ou qualquer outro, que, por sua vez, fica dentro do Classificados, ou GuiaTV, ou qualquer outro.

Não que este caderno seja exemplo de cultura, mas é o lugar onde mais ou menos se concentra as matérias de música, teatro, exposições, etc.

É a cultura escondida do povo.

sábado, 1 de novembro de 2008

Crônica de futebol - jogo do Avaí

Trabalho da faculdade.
O professor pede para cobrirmos o jogo do Avaí. A minha sugestão de pauta era cobrir o jogo vendo a transmissão pela tv em algum butiquim.
Não fiz notícia, só saiu em forma dessa crônica.
É a segunda vez que o tema futebol vinga no blog. Mas é que eu gostei do texto. Meio louco, confesso, mas gostei!


Se a noite é uma criança, os bares deveriam fechar às 18h, porque lugar de criança não é em bar.
Bar é um lugar sagrado. Principalmente em uma sexta-feira de tempo bom. Cervejas, petiscos, mulheres, mendigos, prostitutas, 3 televisões e um jogo de futebol à vista. Menos a conta, que pode ser pendurada.
Dói ver um jogo desses. A tv fica na parte de cima de um pilar. Ao fim da partida a nuca reclama do jogo.

Com 30 minutos de jogo os ânimos começam a se alterar. "Marquinho! Desce uma latinha de Antártica bem gelada!"
Os que estão em pé, na geral, já não prestam muita atenção no jogo. Começam os palpites, as sugestões para os jogadores. E não tem problema se eles não podem escutar. Também não escutariam se pudessem.
Fim do primeiro tempo e o jogo está truncado. Zero a zero. O bar é que continua aberto. E assim permanecerá até que o alvará de soltura das excelentíssimas permita.

Segundo tempo. A torcida ainda chega ao templo.
São torcedores, mas nas horas vagas são prefeitos, presidentes, advogados, juízes, poetas, profetas. No bar você pode ser qualquer um. O espaço sagrado te dá espaço para tudo isso. Diploma? Eles são formados na vida, no bar.
Amigos desde pequenos, mas ninguém sabe o nome de ninguém. É um tal de Zé, Alemão, Negão, Barba, Barriga, Maluco, Tim Maia, Chico, Irmão... E assim eles se entendem.

Os olhos vidrados no vidro do monitor. Lá do canto vem o recado. Milissegundos de silêncio. Um silêncio sábio de quem sabe o que se segue. Depois da calmaria vem a tempestade: GOOOOOLLLL!!!!
Gritos de alegria! Agora sim! Sobra abraços até pro secador. E deveria ter vários. Em um jogo como esse não houve chuva.

Os secadores estavam fazendo seu trabalho. Sem chuva o time não desenvolve bem. Empate.
Os mesmos palavrões que antes eram usados como forma de elogio, de incentivo, agora são usados para denegrir.

Uma vitória não é completa se não tiver aventura, emoção.
Eis que surge o jogador que vai levando a bola com classe e fuzila o arqueiro.
E vem a chuva. Salgadinhos, cerveja, tudo vai pro ar. A festa está completa. Logo chegam os cantores e o hino é entoado. Todos cantam, batem palma.

Curta, mas intensa, a festa termina quando termina o jogo.
90 minutos de jogo e 5 minutos para pagar a conta e terminar de comemorar no lar.

"Marquinho! Me trás mais um guaraná, porque eu to indo pra casa!"

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Terceirização do jornalismo

"Mande sua imagem para nós!"
"Mande seu vídeo para nós!"

Quando vejo esses pedidos em programas de televisão fico assustado.

O jornalismo está indo de vento em poupa, mas pra direções suspeitas, sem GPS, e com o padre de co-piloto.

Será que uma redação não consegue se manter só com pautas e tem que apelar, ao ponto de abrir espaços que poderiam ser utilizados para transmitir informações relevantes, para coisas fúteis?
Há tanta falta do que dizer?
Há tanta ociosidade no jornalismo?
Acho que não.

O jornalismo quer tanto informações, por sinal, cada vez mais rápidas, e fica se prostituindo para amadores que enviam vídeos não jornalísticos, de graça. Tolos. Além de tirar espaço de profissionais habilitados em vídeos, o jornalismo tira espaço que poderia ser preenchido com matérias de informações importantes, ou reportagens realmente interessantes, ou de utilidade pública, coisas que aprendemos na primeira fase do curso de jornalismo. Mas isso custa. Tem que pagar uma equipe. Pensamento óbviu? "Conclamemos o povo a enviar seus vídeos e fotos. Daremos publicidade para eles, que não vão receber nada por isso, nem ganhar dinheiro aparecendo, só uma fama tola, e economizaremos."

O jornalismo já é econômico em suas redações. Cada vez menos podemos encontrar jornalistas especializados em alguma área. Exemplo? Não consigo citar 3 jornalistas específicos em samba, sendo que temos 3 jornais de grande circulação na cidade.
Dieve Oehme (JND), Ângela Bastos (Hora SC), Nico Ribeiro (O Estado)?
Apesar de jornalistas, o papel deles nos jornais é de colunistas.
Rodrigo Brasil (JND)? Jornalista de cultura. (1)
Jéferson Lima (A Notícia)? Jornalista de cultura. (2)
DC? Ah... o DC...

Enfim... hoje qualquer um pode se meter a ser jornalista. Pode se meter a ser câmera, editor... basta enviar seus vídeos e fotos para as redações, cada vez mais enxutas, mais fracas.

Mas isso é uma fase. E não precisa ser muito inteligente, nem visionário, pra prever que um dia os leitores vão voltar a buscar informações corretas, importantes, coerentes, interessantes, e não essas balelas que são feitas hoje em dia.


E o povo canta: "Você me diz que detesta ser notícia de jornal. Mas quando vê jornalista fica perto, e coisa e tal" (Gisa Nogueira)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Anel de Jornalista

Porque além de sambista eu também sou jornalista.

Pra resumir, estamos reivindicando que pra atuar como jornalista a pessoa tem que ser formada em jornalismo. Meio óbviu, mas que não existe hoje em dia.

Você se consultaria com um médico se ele não for médico?
Então porque pessoas que não são jornalistas escrevem em jornal, apresentam programas de tv e locutam em rádios? (mesmo que não exista esse verbo)

Carta divulgada em redes de e-mails de jornalistas. Ao menos os Jornalistas, formados, com a Carteira Nacional de Jornalismo e acadêmicos de jornalismo, futuros jornalistas com a Carteira Nacional de Jornalismo.






Convidamos todos a participarem da luta em defesa do jornalismo qualificado, democrático e ético. O STF está prestes a julgar a necessidade de formação superior para o exercício da profissão de jornalista. A obrigatoriedade do diploma interessa não apenas à categoria, mas a toda a sociedade. Abaixo encaminhamos o Manifesto para o qual pedimos a mais ampla divulgação.

Saudações sindicais.
Sérgio Murillo de Andrade
Presidente da FENAJ

Valci Zuculoto
p/Coordenação Nacional da Campanha em Defesa da Formação e Regulamentação
Diretora de Educação da FENAJ


Manifesto à Nação

Em defesa do Jornalismo, da Sociedade e da Democracia no Brasil

A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.

A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.

Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.

É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas – especialistas, notáveis ou anônimos – se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!

FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Citar o autor

Outro dia travei uma discussão com minha professora da faculdade. Tema: plágio no jornalismo.
Como eu sirvo de fonte de informação pra algumas pessoas (não é querer me gabar, nem nada), vira e meche encontro textos meus em outros blogs, jornais, etc.

Há toda uma discussão sobre o jornalista que não vai cobrir a matéria, que fica fazendo jornalismo na cadeira, por telefone, que o tempo é cada vez mais escasso, que, por vezes, um release é publicado como matéria, e por aí vai...

Já vi textos meus serem publicados da forma como foi redigido, como redigo este. Por dois lados fiquei feliz: meu cliente foi exposto na mídia e um texto meu foi parar no jornal. Por outros lados fiquei triste: não foi citado meu nome, o jornalista levou a fama, o jornalista foi anti-ético em fazer isso, o jornalista foi preguiçoso e o jornalista fez plágio do meu texto.

Faço meus textos para serem lidos e, se agradar um editor, ser usado. Mas se vai usar, cita o autor. É só isso que peço.
Não digo nem citar a fonte, porque um jornalista jamais revela suas fontes, mas que cite o autor do texto publicado.

Procuro sempre publicar um trecho de um samba que ilustre minhas postagens, e procuro sempre citar o autor, afinal, é dele! Aconteceu umas duas vezes de não encontrar o autor, ou ser de Domínio Público.

Obrigado.


E o povo canta (só pra chatear), um possível plágio, não confirmado, do João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro: "O monstro de oito cabeças, a lâmina clara, espessa, é a espada sagrada que corta o mal" (Mará)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Nada a favor

Vocês já perceberam que quando se trata de CPI dos Cartões Coorporativos, por exemplo, a matéria é veiculada na editoria de Política enquanto que a CPI da Moeda Verde, por exemplo, é veiculada na editoria Geral?

Não é tudo CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito? Uma análise dos parlamentares, ou seja, dos políticos? Então porque diabos uma CPI está em Política e a outra CPI, que também é CPI, está em Geral?

Esse é o nosso jornalismo local!


E o povo canta: "Menino bonito quer ser locutor. Quer ser jornalista e até produtor" (Casquinha)