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domingo, 30 de novembro de 2008

Assessibilidade

Essas "calçadas para cegos", popularmente conhecidas como "pisos guia", não estão ali para bonito. Elas têm uma função. Mas, por estarem empregadas de forma errada, acabam ficando para bonito. Ou para feio.
Alguém já tentou andar com os olhos fechados nas calçadas que possuem os pisos guia?

É impossível.


Há uma norma (NBR 9050/2004) e um decreto (5296/2004) que regulamenta as leis 1048 e 1098, ambas de 2000, que podem ser consultados no Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis - Ipuf, no setor de Assessibilidade, que instruem como devem ser construídos os pisos guia, com detalhes de ângulo, metragem, etc.

Mesmo com tudo isso, já é sabido, até de olhos fechados, que as calçadas que ainda estão sendo instaladas em Florianópolis NÃO ESTÃO ADEQÜADADAS AOS CEGOS. Ou idosos, ou míopes, ou qualquer outra pessoa que precise desse auxílio.


Modelo certo:
Piso guia

Este modelo indica que pode transitar.

Piso alerta

Este modelo indica atenção, pois há algum obstáculo na frente: poste, orelhão, nível, curva, etc. Em caso de orelhão ou poste, o piso deve ser instalado ao redor do obstáculo. E não basta ao redor do poste que é fincado no chão. Nos casos de orelhões, tem que ser instalado ao redor da área que a proteção abrange, caso contrário o cego baterá com a cabeça no molde.


Modelo errado:

Isso é uma mistura de "ande com atenção".

É visível, não?


O que eu não entendo é que as empresas que fabricam essas placas ainda continuam fabricando, mesmo sabendo que estão erradas.

O setor de assessibilidade do Ipuf informa que já encaminhou ofícios para as empresas fabricantes, mas essas placas erradas foram fabricadas em gigantesca escala, antes da norma e decreto de 2004, e as empresas não estão com muita vontade de jogar as placas fora, por isso implanta nas nossas calçadas
a torto e a direito, como diria minha mãe.

Se um dia você for implantar este piso guia em sua calçada, pense nisso.

O pior cego é aquele que não quer ver!!


E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde naisceu JK, que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá..." (Sérgio Porto)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ônibus a R$1,90

Lembrai-vos que a empresa Emflotur não aumentou a tarifa de ônibus.
Enquanto todas as outras empresas cobram R$1,98 no cartão, a Emflotur ainda cobra R$1,90.

Lembrai-vos, também, que
o serviço de transporte público de passageiros poderá ser explorado mediante delegação a empresas operadoras privadas, sob os regimes de concessão, permissão ou autorização, conforme a Lei 034/99, no Capítulo III, Art. 8º.

A Lei diz, ainda, que
o prazo da delegação para exploração do serviço regular ou convencional será de 10 (dez) anos, prorrogável por igual período, desde que justificado, objetivando assegurar sua continuidade. (Art. 9º)

A Lei é de 1999.


E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde naisceu JK, que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá" (Sérgio Porto)

terça-feira, 18 de março de 2008

Chuva

Não deveriam permitir que pessoas saíssem de casa com chuva.

Quando determinadas pessoas, determinadas a encher o saco de outras, saem de casa, elas pegam ônibus e fecham as janelas, andam de guarda-chuva embaixo de marquises, não levantam o guarda-chuva quando cruzam com outras pessoas, etc.

Hoje em dia, com a tecnologia aflorando em nossas vidas, existe um item que, sabiamente, colocaram nos ônibus chamado de cortina.
Sabendo usá-la, ela pode proteger de sol, imagens feias como um aciente, e, pasmem, CHUVA.
A questão é simples e prática:
Com a janela aberta, circula ar, mas a chuva entra. Então o que fazer para que continue circulando ar (janela aberta) mas que a chuva não entre? Fechem as cortinas! Vualá!
Já não basta ter que sair de casa com chuva, andar de ônibus, esta maravilha da engenharia automobilística mal aproveitada em nossa cidade, enfrentar lotação, ainda dar de cara com um parador socado de gente, com todas as janelas fechadas, sem circulação de ar.... aí é demais!!!
Eu vos suplico: EM DIAS DE CHUVA, ABRAM AS JANELAS E FECHEM AS CORTINAS!

Creio que essas mesmas pessoas que fecham as janelas dos ônibus são aquelas que andam de guarda-chuva, aberto ou fechado, embaixo de marquises, no centro da cidade.
Eu não sei o que é pior: andar com o utensílio aberto ou fechado.
Enquanto quem não tem, se molha. Tá certo, tá na chuva é pra se molhar. Mas se há a possibilidade de não me molhar, eu gostaria muito de utilizar esta possibilidade.
Não uso guarda-chuva. A única parte do corpo que eu não quero que molhe, guarda-chuva nenhum no mundo protege: meu pé.
Se eu molhar a cara, quando chegar no escritório, ou em casa, ou na faculdade, é só pegar um pano, papel toalha do banheiro e secar. Mas o pé.......
Agora, essas pessoas que andam com guarda-chuva embaixo de marquises, dá vontade de tirar o guarda-chuva da mão, quebrar e jogar no meio da rua, na chuva.
Tremenda falta de educação.
Bonito são aquelas pessoas que ficam com guarda-chuva aberto embaixo da marquise parado vendo vitrine. O guarda-chuva inclina um pouco, naturalmente, e toda água que estava aparado pelo aparato, desliza caindo em cima de quem passa do lado. E quem passa do lado, ainda embaixo de marquise, se molha do mesmo jeito.
E quando estou andando no meio da chuva, fora da marquise, que as pessoas não levantam o guarda-chuva quando cruzam comigo. Não só comigo, mas com qualquer pessoa. Ai o guarda-chuva bate na nossa cara, olho, óculos...... é uma injeção de ânimo no nosso dia.

Eu fico tão fulo da vida com chuva, que nem consigo pensar em um samba com esse tema pra terminar a postagem, então vai a música padrão.


E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde naisceu JK, que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá..." (Sérgio Porto)