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sábado, 30 de maio de 2009

Lobby

O termo “lobby” é muito utilizado no meio político. Infelizmente, grande parte da população possui uma concepção errônea do significado da palavra. Primeiro, precisamos entender que lobby nada mais é do que um grupo de pressão na esfera política, um grupo de pessoas ou organizações que tentam influenciar, aberta ou secretamente, as decisões do poder público em favor de seus interesses.

O projeto de lei (PL) do couvert artístico está tramitando, e até agora NENHUM músico foi até a Câmara Municipal falar com qualquer vereador para tentar aprovar esse projeto. Nem o que mandou e-mail solicitando a criação do PL. Se não tem ninguém a favor, não há nenhuma razão pra esse projeto ser aprovado.

Não é nenhuma ameaça, nem pedido para que façam lobby, até porque não tenho mais nenhuma esperança que isso aconteça, é apenas uma constatação óbvia pelo andar da carruagem: O projeto que obriga as casas noturnas a repassar todo o couvert artístico para o músico será arquivado.

Depois não adianta chorar, dizer que os políticos não trabalham, que o poder público não dá importância pra cultura, e ficar numa de "ai de mim".
Parte da culpa é de vocês, músicos, que quando tem a oportunidade de fazer alguma coisa, se calam.
Tem mais é que ficar ganhando 50% da porta, e pagar R$70 reais por hora pra um estúdio enquanto podiam pagar R$100 por ano pro mesmo fim.

Eu to largando de mão dessa questão do PL do couvert, até porque daqui a pouco não terá mais PL, já que ele será arquivado. E a campanha do selo de responsabilidade social não terá mais sentido se não houver projeto.


E os músicos cantam: "Ai ai, meu deus! Tenha pena de mim. Todos vivem muito bem, só eu que vivo assim. Trabalho e não tenho nada, não saio do miserê. Ai ai, meu deus! Isso é pra lá de sofrer" (Babaú / Cyro de Souza)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Couvert artístico - 100% para o músico

Comecei uma campanha para repassar todo o couvert artístico para o músico.

A partir de agora só anunciarei as casas que repassam 100%, e estas casas ganharão este selo.

Hoje, muitas casas de show ficam com 20, 30, até 60% do valor do couvert ARTÍSTICO.

Se a sua casa de show preferida não aparecer por aqui, pode ser atraso meu, ou pode ter certeza que o que você paga não vai, em sua totalidade, para o músico. Vai para o dono do estabelecimento, que já está ganhando dinheiro na venda de bebida e comida.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O couvert artístico pode ser arquivado!!!

A Câmara Municipal se reunirá nesta segunda-feira, 27, às 16h, no 1º andar, para votar pelo arquivamento ou continuação da tramitação do projeto do ver. Márcio de Souza que estabelece repasse integral do couvert ARTÍSTICO para os músicos.
Hoje, muitas casas ficam com 20, 30, até 60% do valor do couvert.

Convido todos os músicos e apoiadores a vir para a Câmara nesta segunda às 16h para pressionar os vereadores que fazem parte da Comissão de Justiça, por onde ocorre a reunião.
Quem não puder vir, ao menos entre em contato. São eles:

Ver. Cesar Belloni Faria (Presidente da Comissão)
3027-5762

Ver. João da Bega (Vice presidente da Comissão)
3027-5878

Ver. Dinho (Membro)
3027-5704

Ver. João Amin (Membro)
3027-5730

Ver. Badeko (Membro)
3027-5897


Fiz um levantamento rápido dos bares que repassam integralmente o couvert para os músicos:Armazém (do Córrego), Creperia (do Córrego), Varandas (da Lagoa), Bar do Tião, Praça 11 (SJ), Vigia do Casqueiro (da Barra da Lagoa).
Prestigiem esses lugares!!! Os músicos agradecem!!!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Couvert artístico em debate

Circulando na internet descobri esse blog de um tal Daniel Pereira. Não foi um dos meus melhores achados, mas vale para a discussão que eu quero provocar.

Por favor, leiam a postagem dele do dia 14 de abril intitulada "OS MÚSICOS DEVEM FICAR COM 100% DO COUVERT?" (não dá pra linkar apenas uma postagem), e depois leiam o meu comentário no blog dele, que já adianto e coloco aqui embaixo.

Lembrando que em Florianópolis também há um projeto de lei tramitando que regulamenta o repasse integral do couvert artístico pro músico.


Daniel, não o conheço. Conheci o seu blog por acaso pesquisando "só no sapatinho" do Arlindo para uma crítica.
Vi essa postagem e estou abismado com o que disseste!

Quando é feito um contrato fechado (a casa paga X pro músico e o couvert, ou entrada, fica 100% pra casa), a casa corre pra fazer a publicidade, contratar assessoria de imprensa, marketing, material de propaganda, gente para entregar os folders, designer para desenhar o material, chamadas de rádio, etc.

Quando o couvert, ou entrada, é dos músicos, é o músico quem corre pra fazer a publicidade, contratar assessoria de imprensa, marketing, material de propaganda, gente para entregar os folders, designer para desenhar o material, chamadas de rádio, etc. E A CASA AINDA COME 20, 30 OU 40% DO MÚSICO ! É justo? É muito justo? É justíssimo????

Se vão mudar o nome de "couvert artístico" pra "entrada", dane-se. A lei não diz que tem que repassar o valor integral de quando estiver escrito "couvert", mas subintende-se que quando se le "couvert", sabe que se trata do dinheiro que os clientes pagam para o músico. Se for o caso, que se faça uma complementação a lei.

Casas que já tem a aparelhagem de som? Maravilha! A isso chamamos de INVESTIMENTO! Não é desculpa pra cobrar porcentagem do músico.

Casa quebrar????? Tem buteco que vive há 130 anos vendendo cerveja a R$2,50, sem músico, sem atração, e não quebrou até hoje. Tu achas, realmente, que casas noturnas, com atração, ou seja, atraem gente, vendendo cerveja a R$5, R$6 reais, fora o resto, vai quebrar???
Ainda bem que tu fez jornalismo e não administração!!!

Taes gravando um cd? Vais tocar na noite pra divulgar teu cd? E és contra repassar todo o couvert pro músico????? Quase nada contraditório.

Que pena que eu estou fazendo jornalismo. Estarei na mesma classe trabalhadora que tu. Imagino que sejas contra o diploma pra jornalista. Libera tudo. Deixa o médico apresentar um programa de tv. Deixa o professor de química fazer reportagem. Deixa o mecânico editar um jornal...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Contratação de músico



Quando vou contratar um médico, a primeira coisa que pedirei é o diploma da academia. Depois peço a carteira do Conselho Regional de Medicina (Cremesc).
Quando vou contratar um advogado, também peço o diploma. Depois peço a carteira da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Pra um músico não deveria ser muito diferente. Peço o diploma da academia. Se não tiver, tudo bem. Peço a carteira da
Ordem dos Músicos do Brasil (OMB). Se não tiver, “sinto muito, mas no meu estabelecimento não vais tocar.”
O que ocorre hoje é que a academia não obriga o formando a fazer o teste na OMB e o estabelecimento não obriga o músico a ter carteira da OMB.

Seguindo a contratação.
Vou fechar um contrato com um médico: Papel, letras, uma linha no final para a assinatura. Lá estão especificados o tempo de serviço (8 horas por dia, por exemplo), o período (4 anos, por exemplo), salário, multas contratuais, etc. Tudo que um contrato de trabalho tem direito.
Vou fechar um contrato com um advogado: Papel, letras, uma linha no final para a assinatura. Lá estão, de novo, especificados o tempo de serviço, o período, salário, multas contratuais, etc. Tudo que um contrato de trabalho tem direito.
Vou fechar um contrato com um músico: “Ó! Te dou 300 reais por essa noite. Com público ou sem público, 300 reais são teus e a porta é minha!”
A casa vai pagar um profissional de divulgação, com contrato, provavelmente o mesmo do médico ou advogado, para divulgar aos quatro cantos que na casa dele, naquele dia, haverá música.
Ou
“Ó! Não te pago nada, mas o que entrar do
couvert artístico é teu. E dentro desse teu, 10% são meus!”
O músico vai se desdobrar pra fazer cartaz, mandar e-mails pros amigos, pra ir lá dar apoio, e ajudar a fazer com que o músico receba. Ainda sim, por convidar muitos amigos, ainda dá um desconto, ou libera a entrada.
De ambas as formas, haverá gente no estabelecimento, serão vendidas bebidas e comidas, e a casa vai estar conhecida. Publicidade de graça.

É justo? É muito justo? É justíssimo?


PS.: Sobre o contrato de músico, existe, realmente. Procure a
OMB, ou a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), pois há uma regulamentação sobre isso. Decretos, Leis, Portarias, etc.
Não sou eu, aspirante a jornalista, não-advogado e não-músico, quem vai procurar. Vamos e venhamos.


PS2.: Sobre o couvert artístico, há, na Câmara Municipal de Florianópolis, um projeto de lei (12.767/2008) que institui o repasse integral do couvert artístico para o músico. O projeto, de autoria do vereador Márcio de Souza, foi, pela 3ª vez, devolvido ao autor pelo vereador Gean Loureiro que reluta, por algum motivo, para concluir o parecer. Acompanhe a tramitação clicando aqui.


E o povo canta: "Aquela grana que você me deve, deve, faz de conta que não deve, não precisa pagar" (Bucy Moreira)