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quarta-feira, 20 de março de 2013
Roda no Bar do Noel dia 23!
O grupo Um Bom Partido volta a tocar no Bar do Noel!!
Será uma apresentação única! SOMENTE ESTE SÁBADO, dia 23, às 14h!!
Estamos torcendo para que voltemos a tocar lá regularmente, mas a princípio haverá roda somente neste sábado dia 23!!!
Quem nunca foi e quiser saber como era o samba, é oportunidade única!!
E pra quem tá com saudades, relembrar os tempos de outrora!!
O Bar do Noel fica na esquina da Rua Tiradentes com a Travessa Ratclif, no Centro.
A roda é de graça, no calçadão da Travessa.
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Um Bom Partido
domingo, 2 de dezembro de 2012
Noel e a polêmica
Não a do Wilson Baptista. Uma outra aí.
Há uns 3 anos o grupo Um Bom Partido tocava ali no Bar do Noel todo sábado. Com exceção de dias chuvosos. Por ideia do primeiro dono, Seu Edson, que enfrentou o medo e arriscou. Muito bem arriscado, por sinal.
Se o samba fosse dentro do estabelecimento, o bar deveria ter tratamento acústico, para o som não incomodar os vizinhos. Como o samba é feito na rua, entra em ação o poder público (Estado). Seria necessário solicitar para a Floram (órgão municipal do meio ambiente) uma autorização para fazer o som. Só que essa autorização tem que ser feita toda vez que for feito um evento. E segundo funcionários da Prefeitura, uma semana dessas a Prefeitura ia se invocar e não ia autorizar. Ou a partir da primeira reclamação de vizinhos. A legislação municipal não prevê eventos frequentes na rua.
Próximo do Bar do Noel existem uns 3 condomínios. 1 deles em especial é o responsável pelas reclamações mais contundentes: barulho, mendigos, usuários de drogas, mijadores de calçadas, insegurança (subjetivo, mas entendível). E não, o hotel em frente não fechou por conta da reclamações dos clientes.
Pois bem. Esse lado do Centro da cidade, abandonado pelo Estado, é chamado de Centro Histórico, porque tudo que é antigo tem que ser velho, mal feito, ter o aspecto de sujo e underground. Esse Centro Histórico, por ser abandonado pelo Estado, acaba atraindo, naturalmente, a escória da sociedade. Desde que eu me entendo por gente que o Bar do Seu Milton, o Bar do Noel (antigo Petit), a Travessa Ratclif e a João Pinto em geral, é um lugar underground, frequentado por emos, roqueiros, viciados, jornalistas, músicos, boêmios, comunistas, mas também pessoas 'de bem', como secretários, vereadores, escritores, advogados, etc. Tudo depende do dia, horário e época. As fotos expostas na parede do Noel provam o que eu digo. Desde que eu fui naquela região a primeira vez, que eu só vejo a escória. Talvez pelos horários que eu vou: na entre-safra do sol.
Ou seja: não é o samba que atrai barulho, mendigos, usuários de drogas, mijadores de calçadas, insegurança. Pelo meu relato (e se não quer acreditar em mim, pergunte a outros frequentadores), isso sempre existiu. O que atrai isso tudo é a inobservância do Estado.
O zoneamento daquela região, estabelecido pelo Estado, permite que se tenha estabelecimento comercial, como um bar, por exemplo. Também permite som, com um limite de tolerância, naturalmente.
A presença do samba todo sábado ali, não favorece a aumentar o barulho, os mendigos, os usuários de drogas, os mijadores de calçadas e a insegurança. Causa exatamente o inverso. A presença massiva de pessoas inibe os mendigos, usuários de drogas, mijadores, que procuram outra região.
Com cada vez mais pessoas frequentando o samba aos sábados a tarde, mais pessoas frequentam também outros dias e horários e cada vez mais os mendigos, usuários de drogas e mijadores saem da região. E isso é uma bola de neve sem fim. Com isso, sem intervenção do Estado, que deveria intervir, a insegurança também deixa de existir, naturalmente.
Em cerca de 3 anos, eu só vi 1 briga, e foi entre 2 mulheres. Coisa rápida. Nenhuma garrafa foi quebrada.
E o Bar do Noel ainda contratava banheiros químicos todo sábado.
Se mijadores de calçadas não usavam o banheiro não é culpa do dono do bar ou dos músicos. Culpa de uma falta de educação e de cultura do brasileiro.
Outra reclamação dos vizinhos é que pessoas ficavam na Travessa durante a madrugada.
O Bar do Noel fechava as portas meia noite. Horário limite do seu alvará. Se outro estabelecimento ficava até às 2h, 3h, 4h, como eu já vi, o samba de sábado a tarde não tem a mínima culpa.
E no mais, o dono do bar não tem culpa absolutamente nenhuma de que as pessoas permaneçam na rua mesmo com o bar fechado. Fica na rua quem quiser.
Outra reclamação: o barulho (samba), que acontecia aos sábados, das 14h às 18h, religiosamente. Cuidávamos muito com a questão do horário. Os moradores reclamavam que sempre tinha algum morador que só tinha o sábado a tarde para descansar. Mas os frequentadores do samba e os próprios sambistas, só tinham sábado a tarde pra fazer samba. E daí? O coletivo não tem preferência sobre o individual?
Por uma época, o Bar do Noel fazia música ao vivo quase todo dia da semana. Até às 22h. Claro que isso ajudou em muito negativamente. Por conta disso, houve uma reunião no Ministério Público com todas as partes envolvidas: moradores, donos dos bares, prefeitura, polícia, bombeiro, etc. Eu fui convidado pelos donos do Bar do Noel e participei da reunião. Lá ficou acertado que não haveria mais som nos dias da semana e que os moradores iriam tolerar o samba de sábado a tarde. Entre outras questões de alvará, etc.
Ponto!!
Mas isso não aconteceu. As reclamações continuaram, o Bar pecou em outros quesitos e agora (mais uma vez) o samba foi cancelado. Dessa vez pra sempre, até segunda ordem.
O Estado deveria oferecer segurança para a população. Sob o meu ponto de vista, o Estado não ofertava segurança, o samba sim.
O Estado deveria fomentar a cultura para a população. Sob o meu ponto de vista, o Estado fez exatamente o contrário: retirou uma cultura popular da rua, de graça, ofertado pelo setor privado.
Isso sem falar que o samba não é só a música, mas toda a energia que envolve, todo o clima, a confraternização, a aglutinação de pessoas em prol de um único objetivo: o bem estar.
Ops... a aglutinação de pessoas é justamente o que o Estado não quer. Muitas pessoas juntas, pensando, se divertindo, pode ser perigoso para o Estado e para o sistema.
Vou sentir saudades do Seu Lidinho dançando e convocando todas as mulheres da Travessa pra dançar com ele. Do Carioca pedindo uma saideira com 9 ou 12 músicas. Do Má benzendo todos durante os sambas de roda. Do Candinho cantando as brasas que só ele canta.
Tentei ser o mais didático e explicar todos os detalhes. Caso alguém ainda tenha alguma dúvida, estarei a disposição para mais esclarecimentos.
Feliz Dia Nacional do Samba pra todos!
Há uns 3 anos o grupo Um Bom Partido tocava ali no Bar do Noel todo sábado. Com exceção de dias chuvosos. Por ideia do primeiro dono, Seu Edson, que enfrentou o medo e arriscou. Muito bem arriscado, por sinal.
Se o samba fosse dentro do estabelecimento, o bar deveria ter tratamento acústico, para o som não incomodar os vizinhos. Como o samba é feito na rua, entra em ação o poder público (Estado). Seria necessário solicitar para a Floram (órgão municipal do meio ambiente) uma autorização para fazer o som. Só que essa autorização tem que ser feita toda vez que for feito um evento. E segundo funcionários da Prefeitura, uma semana dessas a Prefeitura ia se invocar e não ia autorizar. Ou a partir da primeira reclamação de vizinhos. A legislação municipal não prevê eventos frequentes na rua.
Próximo do Bar do Noel existem uns 3 condomínios. 1 deles em especial é o responsável pelas reclamações mais contundentes: barulho, mendigos, usuários de drogas, mijadores de calçadas, insegurança (subjetivo, mas entendível). E não, o hotel em frente não fechou por conta da reclamações dos clientes.
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| Bar do Noel e ao fundo um dos edifícios importunados com a cultura brasileira. Foto: Google Street. |
Pois bem. Esse lado do Centro da cidade, abandonado pelo Estado, é chamado de Centro Histórico, porque tudo que é antigo tem que ser velho, mal feito, ter o aspecto de sujo e underground. Esse Centro Histórico, por ser abandonado pelo Estado, acaba atraindo, naturalmente, a escória da sociedade. Desde que eu me entendo por gente que o Bar do Seu Milton, o Bar do Noel (antigo Petit), a Travessa Ratclif e a João Pinto em geral, é um lugar underground, frequentado por emos, roqueiros, viciados, jornalistas, músicos, boêmios, comunistas, mas também pessoas 'de bem', como secretários, vereadores, escritores, advogados, etc. Tudo depende do dia, horário e época. As fotos expostas na parede do Noel provam o que eu digo. Desde que eu fui naquela região a primeira vez, que eu só vejo a escória. Talvez pelos horários que eu vou: na entre-safra do sol.
Ou seja: não é o samba que atrai barulho, mendigos, usuários de drogas, mijadores de calçadas, insegurança. Pelo meu relato (e se não quer acreditar em mim, pergunte a outros frequentadores), isso sempre existiu. O que atrai isso tudo é a inobservância do Estado.
O zoneamento daquela região, estabelecido pelo Estado, permite que se tenha estabelecimento comercial, como um bar, por exemplo. Também permite som, com um limite de tolerância, naturalmente.
A presença do samba todo sábado ali, não favorece a aumentar o barulho, os mendigos, os usuários de drogas, os mijadores de calçadas e a insegurança. Causa exatamente o inverso. A presença massiva de pessoas inibe os mendigos, usuários de drogas, mijadores, que procuram outra região.
Com cada vez mais pessoas frequentando o samba aos sábados a tarde, mais pessoas frequentam também outros dias e horários e cada vez mais os mendigos, usuários de drogas e mijadores saem da região. E isso é uma bola de neve sem fim. Com isso, sem intervenção do Estado, que deveria intervir, a insegurança também deixa de existir, naturalmente.
Bar do Noel, Um Bom Partido e a Travessa Ratclif protagonizaram várias rodas memoráveis. Essa é uma delas, quando veio um pessoal de Mauá, São Paulo, Uberlândia e Porto Alegre.
Em cerca de 3 anos, eu só vi 1 briga, e foi entre 2 mulheres. Coisa rápida. Nenhuma garrafa foi quebrada.
E o Bar do Noel ainda contratava banheiros químicos todo sábado.
Se mijadores de calçadas não usavam o banheiro não é culpa do dono do bar ou dos músicos. Culpa de uma falta de educação e de cultura do brasileiro.
Outra reclamação dos vizinhos é que pessoas ficavam na Travessa durante a madrugada.
O Bar do Noel fechava as portas meia noite. Horário limite do seu alvará. Se outro estabelecimento ficava até às 2h, 3h, 4h, como eu já vi, o samba de sábado a tarde não tem a mínima culpa.
E no mais, o dono do bar não tem culpa absolutamente nenhuma de que as pessoas permaneçam na rua mesmo com o bar fechado. Fica na rua quem quiser.
Outra reclamação: o barulho (samba), que acontecia aos sábados, das 14h às 18h, religiosamente. Cuidávamos muito com a questão do horário. Os moradores reclamavam que sempre tinha algum morador que só tinha o sábado a tarde para descansar. Mas os frequentadores do samba e os próprios sambistas, só tinham sábado a tarde pra fazer samba. E daí? O coletivo não tem preferência sobre o individual?
Por uma época, o Bar do Noel fazia música ao vivo quase todo dia da semana. Até às 22h. Claro que isso ajudou em muito negativamente. Por conta disso, houve uma reunião no Ministério Público com todas as partes envolvidas: moradores, donos dos bares, prefeitura, polícia, bombeiro, etc. Eu fui convidado pelos donos do Bar do Noel e participei da reunião. Lá ficou acertado que não haveria mais som nos dias da semana e que os moradores iriam tolerar o samba de sábado a tarde. Entre outras questões de alvará, etc.
Ponto!!
Mas isso não aconteceu. As reclamações continuaram, o Bar pecou em outros quesitos e agora (mais uma vez) o samba foi cancelado. Dessa vez pra sempre, até segunda ordem.
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| Samba no Noel agora só na lembrança e fotos. Foto: Divulgação |
O Estado deveria oferecer segurança para a população. Sob o meu ponto de vista, o Estado não ofertava segurança, o samba sim.
O Estado deveria fomentar a cultura para a população. Sob o meu ponto de vista, o Estado fez exatamente o contrário: retirou uma cultura popular da rua, de graça, ofertado pelo setor privado.
Isso sem falar que o samba não é só a música, mas toda a energia que envolve, todo o clima, a confraternização, a aglutinação de pessoas em prol de um único objetivo: o bem estar.
Ops... a aglutinação de pessoas é justamente o que o Estado não quer. Muitas pessoas juntas, pensando, se divertindo, pode ser perigoso para o Estado e para o sistema.
Vou sentir saudades do Seu Lidinho dançando e convocando todas as mulheres da Travessa pra dançar com ele. Do Carioca pedindo uma saideira com 9 ou 12 músicas. Do Má benzendo todos durante os sambas de roda. Do Candinho cantando as brasas que só ele canta.
Tentei ser o mais didático e explicar todos os detalhes. Caso alguém ainda tenha alguma dúvida, estarei a disposição para mais esclarecimentos.
Feliz Dia Nacional do Samba pra todos!
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Bar do Noel pode fechar definitivamente!!!
Está rolando um manifesto sobre o possível fechamento do Bar do Noel motivado por várias denúncias na Prefeitura e no Ministério Público.
Infelizmente, em Florianópolis, a lei que regulamenta esse tipo de atividade cultural não prevê o que acontece no Noel, ou com os capoeiristas no centro da cidade.
A lei diz que o alvará para música em um estabelecimento somente será cedida após tratamento acústico. Acontece que neste caso o som é na rua. E não há legislação para isso.
Os eventos em locais públicos devem ser solicitados previamente para a SUSP e a Floram autorizarem (ou não). A lei também não prevê eventos ordinários. Ou seja, se o bar ficar pedindo toda semana, é capaz de numa dessas, o pedido ser negado. E se fizer um pedido só com todas as datas, o poder público pode considerar uma afronta, piada de mal gosto, sei lá.
Enquanto isso, cumpre-se a lei e acaba-se com a manifestação cultural que revitalizava aquela espaço do Centro Histórico, esquecido pelo poder público.
Segue o manifesto:
A Travessa Ratclif, hoje convertida num dos principais
pontos de encontro de Floripa por conta das atividades da Travessa Cultural,
Jazz e Samba do Bar Canto do Noel, todas gratuitas, têm sido alvo de processos
e denúncias de alguns poucos vizinhos que acabaram por conseguir a suspensão
total das atividades abertas ao público, queixando-se do “barulho” que a música
encerra em seus ouvidos, embora esses eventos primem pelo respeito ao horário
limite das 22hs.
Tendo em vista que nesta sexta, dia 02/12 é o Dia Nacional
do Samba, estamos programando uma manifestação, com saída da Travessa Ratclif,
com destino ao Mercado Público (onde estará rolando o grande evento de
comemoração ao Samba), em favor da cultura, da arte e do desenvolvimento
social, com concentração a partir das 17 horas.
Tradicional reduto cultural de Florianópolis, ponto de encontro
de intelectuais, músicos, poetas, teatristas, jornalistas, artesãos e boêmios,
sambistas, moradores das comunidades do Maciço do Morro da Cruz, por décadas
abrigando o Museu da Arte Metálica, a Travessa assumia as fantasias
carnavalescas com o Desfile das Escolas de Samba desde sua transferência para
suas imediações na Avenida Paulo Fontes até a criação do Sambódromo em
1989.
Hoje, o local abriga um Ponto de Cultura e várias atividades
artísticas, gratuitas a todo público, como o Jazz e Sambas do Canto do Noel e cursos no Instituto Arco-Íris, e tem
a pretensão de contribuir com os inúmeros projetos como o de Revitalização do
Centro Histórico do CDL e PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) das Cidades Histórias.
Hoje, com a remoção do principal terminal de transportes, a
região leste do Centro perdeu sua pujança com a diminuição do tráfego de
pessoas. Esses fatores implicam numa necessidade imperiosa de revitalização da
ocupação desta área, resgatando sua vocação gastronômica e cultural, conforme
manifesta o próprio CDL de Florianópolis, propiciando atividades que sejam
atrativas à população local de forma a incentivar investimentos em restaurações
do patrimônio histórico e atrair, também, o turista visitante, fomentando o
desenvolvimento sócio-econômico da região.
Travessa Cultural, além de ser um Ponto de Cultura é,
também, uma rede de parcerias que tem como foco a questão o desenvolvimento
sócio-cultural através das artes, da comunicação e da inclusão digital.
Janaina
Canova (Instituto Arco-Íris)
(48)
9961-3820
janacanova@gmail.com
Acauã Irê F.
Canabarro Machado (Bar Canto do Noel):
(48)
3223-1779 / 9117-3803 / 8833-0724 / 9900-1510/
8457-3994
acauaire@hotmail.com
drakunk@gmail.com
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
O o o o... o Noel voltooo !!!
E o Bar do Noel reabre as portas!
Depois de um longo e tenebroso inverno de uma semana sem samba, o Bar do Noel reabre, sob nova direção, e já estão sendo retomadas as atividades semanais de samba.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Noel Rosa morreu! E nem completou 26 anos!
Tudo na vida tem começo, meio e fim.
Pelé foi um gênio porque, além de jogar um futebolzinho mais ou menos, era inteligente. Soube, inclusive, a hora de parar, no ápice de sua carreira, pra fechar com chave de ouro.
Ninguém é insubstituível.
Todo mundo pode ser trocado por qualquer coisa. Ainda mais no mundo de hoje, onde os itens de valor estão cada vez mais se tornando dispensáveis, meros detalhes.
Sempre falei que o Bar do Noel era o melhor ambiente da cidade e que o samba feito lá, aos sábados, era a melhor, se não única, e que nem por isso deixaria de ser a melhor, roda de samba da cidade.
O clima do buteco era muito bom. O clima da roda era muito bom. Tudo era muito bom.
Nem tudo, óbvio. Mas alguma coisa era até relevada.
Em todo lugar existe as pessoas boas e os chatos. No Noel não era diferente.
Sempre gostei dos undergrounds que andavam por lá. Até porque, desde que eu conheço aquela região (Ratclif, João Pinto), eles sempre dominavam o espaço. E o samba que era executado aos sábados é underground. Não só pelo repertório, mas pela instrumentação, o clima, a confraternização, tudo. É algo fora dos padrões, fora da moda, fora de qualquer possibilidade de entendimento das mentes sãs.
Infelizmente, com o passar do tempo, os undergrounds nativos foram deixando de frequentar naturalmente, sem desrespeito. Até aí, nada de mais.
O problema é que, recentemente, surgiram vários "donos" do espaço. Não só do bar, mas da Travessa, do samba, do sábado...
Não sei cozinhar, mas sei que se duas pessoas mexerem na mesma panela, a comida desanda.
Com grandes poderes, surgem grandes responsabilidades. Ser "dono" de um grupo musical, por exemplo, significa, praticamente, ser dono de uma empresa, onde os outros integrantes do grupo são os funcionários que fazem a empresa ir para frente. Apesar de ser um trabalho gratificante, deve-se saber administrar, pois um erro pode levar ao fim do grupo (empresa), e a consequente demissão dos integrantes (funcionários). Imagina, então, ser dono de uma empresa onde acontece semanalmente a apresentação de um grupo musical.
Devemos, sempre, respeitar os mais velhos, aqueles que chegaram primeiro. Quem é do samba, tem isso incrustrado nas veias.
Nunca se começa nada do marco zero. Primeiro, porque o tempo é cíclico. As coisas sempre se repetem. E segundo, porque sempre há uma história antecedendo a sua, e que não deve ser ignorada.
Obrigado, Seu Edson! Que reabriu o antigo Petit, ou apenas mudou de nome (não sei bem ao certo), e teve vontade, coragem, peito e responsabilidade ao iniciar algo que virou história na cidade, com o grupo Bom Partido. Uma história que respeitou o passado e deve ser respeitada no futuro.
O Bar do Noel cerrou as portas. Por tempo indeterminado. Mesmo sabendo que um dia ia acabar, assim como se sabe que depois da vida há a morte, a gente fica triste. Mesmo imaginando que o bar volte um dia, assim como volta um amigo de viagem, a gente está triste. Mesmo que o samba volte, assim como reatam os namorados, não será como era antes. Nunca é. E eu fico triste por isso.
Por isso, e pela falta de sensibilidade de alguns em não conseguir vislumbrar toda beleza que havia lá. Toda a magia. Toda a história.
Mas tudo bem. Ainda temos ar nos nossos pulmões, sangue em nossas veias, samba em nossa alma. Devemos agora lembrar dos tempos bons que passamos lá. Esquecer o passado ruim e nos reencontrarmos. Em algum samba por aí.
A gente era feliz. E sabia!
Pelé foi um gênio porque, além de jogar um futebolzinho mais ou menos, era inteligente. Soube, inclusive, a hora de parar, no ápice de sua carreira, pra fechar com chave de ouro.
Ninguém é insubstituível.
Todo mundo pode ser trocado por qualquer coisa. Ainda mais no mundo de hoje, onde os itens de valor estão cada vez mais se tornando dispensáveis, meros detalhes.
Sempre falei que o Bar do Noel era o melhor ambiente da cidade e que o samba feito lá, aos sábados, era a melhor, se não única, e que nem por isso deixaria de ser a melhor, roda de samba da cidade.
O clima do buteco era muito bom. O clima da roda era muito bom. Tudo era muito bom.
Nem tudo, óbvio. Mas alguma coisa era até relevada.
Em todo lugar existe as pessoas boas e os chatos. No Noel não era diferente.
Sempre gostei dos undergrounds que andavam por lá. Até porque, desde que eu conheço aquela região (Ratclif, João Pinto), eles sempre dominavam o espaço. E o samba que era executado aos sábados é underground. Não só pelo repertório, mas pela instrumentação, o clima, a confraternização, tudo. É algo fora dos padrões, fora da moda, fora de qualquer possibilidade de entendimento das mentes sãs.
Infelizmente, com o passar do tempo, os undergrounds nativos foram deixando de frequentar naturalmente, sem desrespeito. Até aí, nada de mais.
O problema é que, recentemente, surgiram vários "donos" do espaço. Não só do bar, mas da Travessa, do samba, do sábado...
Não sei cozinhar, mas sei que se duas pessoas mexerem na mesma panela, a comida desanda.
Com grandes poderes, surgem grandes responsabilidades. Ser "dono" de um grupo musical, por exemplo, significa, praticamente, ser dono de uma empresa, onde os outros integrantes do grupo são os funcionários que fazem a empresa ir para frente. Apesar de ser um trabalho gratificante, deve-se saber administrar, pois um erro pode levar ao fim do grupo (empresa), e a consequente demissão dos integrantes (funcionários). Imagina, então, ser dono de uma empresa onde acontece semanalmente a apresentação de um grupo musical.
Devemos, sempre, respeitar os mais velhos, aqueles que chegaram primeiro. Quem é do samba, tem isso incrustrado nas veias.
Nunca se começa nada do marco zero. Primeiro, porque o tempo é cíclico. As coisas sempre se repetem. E segundo, porque sempre há uma história antecedendo a sua, e que não deve ser ignorada.
Obrigado, Seu Edson! Que reabriu o antigo Petit, ou apenas mudou de nome (não sei bem ao certo), e teve vontade, coragem, peito e responsabilidade ao iniciar algo que virou história na cidade, com o grupo Bom Partido. Uma história que respeitou o passado e deve ser respeitada no futuro.
O Bar do Noel cerrou as portas. Por tempo indeterminado. Mesmo sabendo que um dia ia acabar, assim como se sabe que depois da vida há a morte, a gente fica triste. Mesmo imaginando que o bar volte um dia, assim como volta um amigo de viagem, a gente está triste. Mesmo que o samba volte, assim como reatam os namorados, não será como era antes. Nunca é. E eu fico triste por isso.
Por isso, e pela falta de sensibilidade de alguns em não conseguir vislumbrar toda beleza que havia lá. Toda a magia. Toda a história.
Mas tudo bem. Ainda temos ar nos nossos pulmões, sangue em nossas veias, samba em nossa alma. Devemos agora lembrar dos tempos bons que passamos lá. Esquecer o passado ruim e nos reencontrarmos. Em algum samba por aí.
A gente era feliz. E sabia!
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