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quarta-feira, 20 de março de 2013

Roda no Bar do Noel dia 23!


O grupo Um Bom Partido volta a tocar no Bar do Noel!!
Será uma apresentação única! SOMENTE ESTE SÁBADO, dia 23, às 14h!!


Estamos torcendo para que voltemos a tocar lá regularmente, mas a princípio haverá roda somente neste sábado dia 23!!!

Quem nunca foi e quiser saber como era o samba, é oportunidade única!!
E pra quem tá com saudades, relembrar os tempos de outrora!!


O Bar do Noel fica na esquina da Rua Tiradentes com a Travessa Ratclif, no Centro.

A roda é de graça, no calçadão da Travessa.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Noel e a polêmica

Não a do Wilson Baptista. Uma outra aí.

Há uns 3 anos o grupo Um Bom Partido tocava ali no Bar do Noel todo sábado. Com exceção de dias chuvosos. Por ideia do primeiro dono, Seu Edson, que enfrentou o medo e arriscou. Muito bem arriscado, por sinal.

Se o samba fosse dentro do estabelecimento, o bar deveria ter tratamento acústico, para o som não incomodar os vizinhos. Como o samba é feito na rua, entra em ação o poder público (Estado). Seria necessário solicitar para a Floram (órgão municipal do meio ambiente) uma autorização para fazer o som. Só que essa autorização tem que ser feita toda vez que for feito um evento. E segundo funcionários da Prefeitura, uma semana dessas a Prefeitura ia se invocar e não ia autorizar. Ou a partir da primeira reclamação de vizinhos. A legislação municipal não prevê eventos frequentes na rua.

Próximo do Bar do Noel existem uns 3 condomínios. 1 deles em especial é o responsável pelas reclamações mais contundentes: barulho, mendigos, usuários de drogas, mijadores de calçadas, insegurança (subjetivo, mas entendível). E não, o hotel em frente não fechou por conta da reclamações dos clientes.

Bar do Noel e ao fundo um dos edifícios importunados com a cultura brasileira.
Foto: Google Street.

Pois bem. Esse lado do Centro da cidade, abandonado pelo Estado, é chamado de Centro Histórico, porque tudo que é antigo tem que ser velho, mal feito, ter o aspecto de sujo e underground. Esse Centro Histórico, por ser abandonado pelo Estado, acaba atraindo, naturalmente, a escória da sociedade. Desde que eu me entendo por gente que o Bar do Seu Milton, o Bar do Noel (antigo Petit), a Travessa Ratclif e a João Pinto em geral, é um lugar underground, frequentado por emos, roqueiros, viciados, jornalistas, músicos, boêmios, comunistas, mas também pessoas 'de bem', como secretários, vereadores, escritores, advogados, etc. Tudo depende do dia, horário e época. As fotos expostas na parede do Noel provam o que eu digo. Desde que eu fui naquela região a primeira vez, que eu só vejo a escória. Talvez pelos horários que eu vou: na entre-safra do sol.

Ou seja: não é o samba que atrai barulho, mendigos, usuários de drogas, mijadores de calçadas, insegurança. Pelo meu relato (e se não quer acreditar em mim, pergunte a outros frequentadores), isso sempre existiu. O que atrai isso tudo é a inobservância do Estado.

O zoneamento daquela região, estabelecido pelo Estado, permite que se tenha estabelecimento comercial, como um bar, por exemplo. Também permite som, com um limite de tolerância, naturalmente.

A presença do samba todo sábado ali, não favorece a aumentar o barulho, os mendigos, os usuários de drogas, os mijadores de calçadas e a insegurança. Causa exatamente o inverso. A presença massiva de pessoas inibe os mendigos, usuários de drogas, mijadores, que procuram outra região.


Com cada vez mais pessoas frequentando o samba aos sábados a tarde, mais pessoas frequentam também outros dias e horários e cada vez mais os mendigos, usuários de drogas e mijadores saem da região. E isso é uma bola de neve sem fim. Com isso, sem intervenção do Estado, que deveria intervir, a insegurança também deixa de existir, naturalmente.

Bar do Noel, Um Bom Partido e a Travessa Ratclif protagonizaram várias rodas memoráveis. Essa é uma delas, quando veio um pessoal de Mauá, São Paulo, Uberlândia e Porto Alegre.

Em cerca de 3 anos, eu só vi 1 briga, e foi entre 2 mulheres. Coisa rápida. Nenhuma garrafa foi quebrada.

E o Bar do Noel ainda contratava banheiros químicos todo sábado.
Se mijadores de calçadas não usavam o banheiro não é culpa do dono do bar ou dos músicos. Culpa de uma falta de educação e de cultura do brasileiro.

Outra reclamação dos vizinhos é que pessoas ficavam na Travessa durante a madrugada.
O Bar do Noel fechava as portas meia noite. Horário limite do seu alvará. Se outro estabelecimento ficava até às 2h, 3h, 4h, como eu já vi, o samba de sábado a tarde não tem a mínima culpa.
E no mais, o dono do bar não tem culpa absolutamente nenhuma de que as pessoas permaneçam na rua mesmo com o bar fechado. Fica na rua quem quiser.

Outra reclamação: o barulho (samba), que acontecia aos sábados, das 14h às 18h, religiosamente. Cuidávamos muito com a questão do horário. Os moradores reclamavam que sempre tinha algum morador que só tinha o sábado a tarde para descansar. Mas os frequentadores do samba e os próprios sambistas, só tinham sábado a tarde pra fazer samba. E daí? O coletivo não tem preferência sobre o individual?

Por uma época, o Bar do Noel fazia música ao vivo quase todo dia da semana. Até às 22h. Claro que isso ajudou em muito negativamente. Por conta disso, houve uma reunião no Ministério Público com todas as partes envolvidas: moradores, donos dos bares, prefeitura, polícia, bombeiro, etc. Eu fui convidado pelos donos do Bar do Noel e participei da reunião. Lá ficou acertado que não haveria mais som nos dias da semana e que os moradores iriam tolerar o samba de sábado a tarde. Entre outras questões de alvará, etc.

Ponto!!

Mas isso não aconteceu. As reclamações continuaram, o Bar pecou em outros quesitos e agora (mais uma vez) o samba foi cancelado. Dessa vez pra sempre, até segunda ordem.

Samba no Noel agora só na lembrança e fotos.
Foto: Divulgação

O Estado deveria oferecer segurança para a população. Sob o meu ponto de vista, o Estado não ofertava segurança, o samba sim.
O Estado deveria fomentar a cultura para a população. Sob o meu ponto de vista, o Estado fez exatamente o contrário: retirou uma cultura popular da rua, de graça, ofertado pelo setor privado.

Isso sem falar que o samba não é só a música, mas toda a energia que envolve, todo o clima, a confraternização, a aglutinação de pessoas em prol de um único objetivo: o bem estar.
Ops... a aglutinação de pessoas é justamente o que o Estado não quer. Muitas pessoas juntas, pensando, se divertindo, pode ser perigoso para o Estado e para o sistema.

Vou sentir saudades do Seu Lidinho dançando e convocando todas as mulheres da Travessa pra dançar com ele. Do Carioca pedindo uma saideira com 9 ou 12 músicas. Do Má benzendo todos durante os sambas de roda. Do Candinho cantando as brasas que só ele canta.

Tentei ser o mais didático e explicar todos os detalhes. Caso alguém ainda tenha alguma dúvida, estarei a disposição para mais esclarecimentos.

Feliz Dia Nacional do Samba pra todos!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um Bom Partido aos sábados no Varandas Bar, na Lagoa



O grupo Um Bom Partido está se apresentando no Varandas Bar, na Av. das Rendeiras, Lagoa da Conceição, todo sábado a partir das 23h.

Até meia noite mulher não paga para entrar!


No repertório, samba de terreiro, samba de roda, partido alto, samba amaxixado, samba canção... Dá pra dançar junto no samba canção, sozinho no samba de terreiro, em grupo no samba de roda. E até pra quem prefere ficar parado só curtindo a música. Tem pra todos os gostos!

A entrada é de apenas R$ 10.

Mais informações pelo telefone 9904-2281.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um Bom Partido no Bar do Noel


Samba é resistência.
Fazer samba é uma diversão, mas não é brincadeira.

Isso é desde os tempos mais primórdios, quando era proibido, quando pessoas eram presas por andarem com um pandeiro embaixo do braço.
O executar um samba num bar não é somente executar um samba num bar. Qualquer pessoa que se digna a executar um samba tem que ter em mente que este ato é um ato de resistência, de enfrentamento a uma cultura que insiste em ser desviada para caminhos estranhos, mas sempre volta a si quando um samba é entoado.

Por isso não posso ser tão flexível quando o assunto é samba. Me sinto obrigado a colocar os pingos nos is e ser radical nas minhas posições. Se me prontifiquei a viver para isso, tenho que entrar de unhas e dentes e evitar que seja deturpado. Enfrentando quem e o que quer que seja. Evitando que, aos poucos, o samba seja desvirtuado para uma coisa qualquer, sem fundamento, sem história, sem emoção.

Ninguém toca samba por tocar. Ao menos, não deveriam. No samba existe um axé, como tem na capoeira, no candomblé, ou qualquer outra manifestação afro. Me arrisco a dizer que existe axé em qualquer manifestação que envolva louvação a alguém já falecido, como costumeiramente acontece no samba. Quando não existe um axé bom, não tem samba bom.

Quando se toca um samba, não se toca um samba simplesmente. Há todo um ritual que envolve uma roda de samba. Porque o samba só é samba quando vem do povo e para o povo. Quando há uma execussão musical do gênero samba em uma casa noturna, no palco, longe do povo, com itens distanciadores, como o ingresso, deixa de ser samba. Passa a ser uma simples execussão musical do gênero samba.

E dentro do ritual da roda de samba, enquanto executamos os sambas, estamos louvando aqueles compositores, alguns já falecidos. Estamos falando de forças extra terrenas. De energias que rondam a roda. O axé.
A cada samba executado de um compositor diferente, ou quando se louva um cantor, ou um instrumentista, o axé é renovado.

E o axé que existe aos sábados no Bar do Noel, na roda do Um Bom Partido, é muito bom.

Digo isso porque frequento o Bar do Noel desde quando é Bar do Noel - não frequentava quando era Bar do Petit -, mesmo quando não tem samba.

Digo isso porque no samba de sábado podem ser encontrados os melhores músicos em suas respectivas áreas, na sua linha de samba.

Digo isso com a propriedade de quem já frequentou praticamente todos os sambas da cidade e esse ser o único lugar que me tira de casa.

Digo isso depois de muito criticar, brigar, elogiar, brigar, discutir. Aprendi que as moças que comandam aquela roda há mais de 3 anos, e comandam o grupo há mais de 13 anos, não vão lá todo sábado pra brincar de fazer samba. Estão lá cantando músicas que ninguém canta em lugar nenhum da cidade. Os músicos idem. Executando gêneros musicais que não se executa em lugar nenhum da cidade. Deixando de marcar outros compromissos, como com a família, para ganhar 50 reais por dia, debaixo de um sol do meio dia, tocando 4 horas, perdendo um dia inteiro que poderiam estar curtindo seus filhos ou produzindo algo para si. Mas estão lá enfrentando tudo e todos. Todos aqueles que não dão bola pro samba e só querem pagode. Aqueles que não dão bola pro samba e só querem mulher ou homem. Aqueles que não dão bola pra manifestação cultural que acontece gratuitamente e pacificamente e que querem fechar o bar. Enfrentando o Estado, que deveria chamar a responsabilidade pra si e ofertar cultura para a população, mas que não faz força nenhuma para ajudar e não mede esforços para tentar fechar o bar e acabar com o samba de todas as formas. Mesmo assim, o samba está lá. Resistindo. Enfrentando. Isso é o samba.

Viva o samba!
Viva o Bar do Noel!
Viva o grupo Um Bom Partido!
Viva a resistência cultural!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Bom Partido no Canto do Noel

Foto: Karina Gonçalves

O Bom Partido já toca no Canto do Noel, na Travessa Ratclif, há mais de um ano e eu nunca falei sobre isso aqui. Aliás, já. Mas foi um caso pontual e não foi muito bom.

O Noel é o único lugar que eu frequento. E quando digo frequento é frequentemente, quase todo sábado. Não há outro lugar na cidade que eu vá regularmente. Desde o tempo do Seu Edson, que reabriu o Petit com o atual nome, reformulou o bar e inventou de querer fazer samba lá. O clima é ótimo. É um buteco mesmo. Butiquim pra uns. Lar pra outros.
Mesmo sem samba, dá gosto ir pra lá. Com samba então...

O Bom Partido toca lá todo sábado, a partir das 13h. Não é dentro do bar. É na rua. No calçadão. Na mesa. Na roda. De graça. Com o povo. Como o samba deve ser feito. E ponto.

Quando chove não há samba. "Porque não uma cobertura móvel?", perguntam uns. "Sou contra!", retruco, quase sem esperar acabar a pergunta. Perde o charme e começa a descaracterizar o local. É samba na rua! Estar-se-á sujeito aos efeitos climáticos. Nada mais natural!

É gostoso chegar quando o samba já está acontecendo e ver aquela multidão na pequena travessa, ouvir a música e não ver os músicos. Tamanha gente que fica ao redor. Josi, Júlia e Jandira, eternizadas na parede do Noel, quase somem. Somente se infiltrando pra poder enxergar de onde vem o samba.
E é gente em pé, sentada, dançando, do outro lado da rua, no outro bar, em cima, gente que passa a pé, de carro, garçom... todo mundo junto curtindo o samba.

Legal também é chegar cedo, almoçar e curtir a roda toda.

Legal também é ver o povo todo confraternizando. Aqueles que não se vêem a tempos. Aqueles que não se vêem desde o dia anterior. Aqueles que nunca se viram. Músicos, mesmo que de estilos diferentes, de ramificações diferentes do samba, todos lá, respeitando a roda, o samba.

E para os, digamos, "alternativos" que frequentavam o local, por favor, continuem frequentando! Vocês são muito bem vindos. O espaço é de vocês. Até porque, o samba dali também é "alternativo".

Esse sábado eu vou pra lá!


E o samba tá ficando bom! Tá ficando bom!!!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Salve, Candeia! Salve, Dinho!

Dinho?
É... Dinho. Aquele que tocava no Um Bom Partido.
Não voltou pro samba (ainda), mas deu uma canja.

Torresmo à Milanesa, Projeto Nosso Samba, Maria Helena, Reizinho (que eu não vi pois cheguei atrasado), Boca de Siri, de Itajaí, que me desculpem, mas foi tudo esquecido quando o Um Bom Partido começou a tocar.

E começaram com capoeira, jongo e ponto, pra abrir os caminhos. Depois ainda teve samba, choro, partido alto e participações de Verônica, Marçal, Mará, Denise e Marcão, de Balneário. Tudo de Candeia. Tudo para Candeia.

O grupo estava impecável. Músicas novas, um clima legal e um axé muito forte naquela roda.
Jandira é uma entidade. Josiane apresentou belos sambas canções, do estilo dela. Fernanda comandava a harmonia e fazia o clima. Pedro, mesmo com 6 cordas em um momento, foi brilhante. Adão no berimbau, deu um charme à roda. Derik me impressiona a cada dia. Fabricio fazia o peso no surdo. Dôga quebrava tudo na conga, tamborim, cuíca e repique de anel. Mazinho... Mazinho é o Mazinho. Mata a pau.
E a Júlia. A Júlia é a melhor cantora de samba que temos hoje. E ponto.

Os olhos gordos, que arrebentaram algumas cordas, foram embora quando Dôga pediu um lá menor e cantou para as retinas fofinhas: "Não, não é bem assim. É bem diferente o que anda falando essa gente de mim".

Pronto. Estava esticado o tapete vermelho para o que se seguia: Dinho.

Um diminutivo. Mas foi o maior. É o maior.
Afastado do samba há alguns anos por questões pessoais, deu o ar de sua graça.
Subiu no tablado meio tímido, na humildade. Mesmo o meio tímido dele já era uma presença maior e melhor do que qualquer outra pessoa. Pediu um ré maior e assim que começou a cantar, provocou o choro de muitos dos presente.


Dinho e Jandira. Par perfeito!

Ele cantava e pedia, rindo, o coro das pastoras, que cantavam em meio a soluços e tentando enxugar os olhos.
A cada frase que cantava, mais e mais lágrimas corriam.
Mudou o tom e puxou: "Saio de casa e vou pra rua. A noite está pra violão..."
Não havia mais lágrimas pra derramar. Todos já estavam em alfa.
Jandira estava mais embriagada pela presença do irmão do que pela cachaça.

A homenagem era pra Candeia, mas Dinho roubou a cena.
Quando puxou um partido alto, todos já estavam alucinados. Dinho e Jandira são os melhores partideiros dessa cidade.
Foram versos fortes. Mesmo se não estivéssemos em clima de cordialidade e festa, seria difícil derrubar a dupla.
Ainda houve participação de Dôga, Amarildo, Marçal, Mará e a minha modesta contribuição no partido alto, mas Dinho deu aula.

Foi um evento emocionante! Perfeito!
Pra lavar a alma. Calar a boca dos faladores (...). Ensinar os que acham que entendem.

Foi pra fechar "muito bem, obrigado" o ano.
Mas ainda tem água pra rolar.
Aguardem!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Nação Balanço recebe Um Bom Partido

E viva a Agenda Samba-Choro, pioneira neste tipo de título!!!



O grupo Um Bom Partido estará no Drakkar, centrinho da Lagoa, esta sexta-feira, 21, às 22h, visitando o Nação Balanço.

A entrada é de R$10 e mulheres que entrarem até às 23h não pagam.


Nação Balanço é um encontro de culturas, cores e ritmos brasileiros e afro-americanos. No projeto, idealizado pelo DJ Marcelo Pimenta, o samba-rock encontra o maracatu, o soul, o funk'70, o reggae, o samba, o hip-hop latino e a blaxploitation.

O Nação Balanço tem uma proposta de mesclar a música dos anos 60 e 70 às sonoridades contemporâneas que bebem desta fonte. Marcelo Pimenta é o mestre de cerimônias da festa.

A cada edição recebe convidados de diferentes estilos, o que aumenta ainda mais a diversidade dessa festa que já é endereço certo pra quem busca música de qualidade, alto astral e muita gente bonita.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Confraternização do Samba



O grupo Um Bom Partido está se preparando para ir ao Rio de Janeiro, no encontro das Velhas Guardas.
Para isso, organiza uma grande festa no dia 16 de novembrodomingo, no Kanttum.

A festa começa mais cedo, às 17h, com participações das Velhas Guardas de Florianópolis (Coloninha, Consulado, Copa Lord e Protegidos), Denise de Castro, Maria Helena, Jeisson Dias, Marçal do Samba, Poeta Cesar Felix, Vlademir Rosa, o grupo de choro Ginga do Mané, e participações de outras cidades: Marcão, de Balneário Camboriú, a Confraria do Samba, de Blumenau, e Jorginho do Império, do Rio de Janeiro.
Às 20h o grupo Um Bom Partido sobe ao palco.

Apesar de tantas canjas, a entrada é de apenas R$5 para quem entrar até às 19h. Após, a entrada será de R$10. Desta vez não haverá desconto para quem possui a carteirinha do grupo.

Mais informações pelo telefone 9991-3218, com Carlos Raulino.


Mais agenda do grupo Um Bom Partido:
Todo domingo, às 20h30, no Kanttum, cabeceira da ponte no lado continental;
Todas às quintas-feiras, às 21h, Jandira se apresenta no Bar Varandas, na Lagoa, com o show A Fina Flor do Samba;

Dia 19 de novembro, às 21h, no Largo da Alfândega, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, acompanhando Jorginho do Império;

Dia 21 de novembro, às 22h, no Drakkar, Centrinho da Lagoa, com Marcelo Pimenta;

Dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, às 12h, no Terminal Integrado do Centro - TICEN;

Dia 12 de dezembro, no Jinga Bar, na Lagoa.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Perfil de um sambista em Florianópolis


Obra de Heitor dos Prazeres

Jandira no surdo e voz, Josi e Júlia na voz (integrantes do grupo Um Bom Partido), Gabriela (do Coisa da Antiga) no pandeiro, Fernanda da Silveira (do Ginga do Mané) no cavaco, e Marcelo 7 Cordas no violão de 7 cordas apresentam o show Perfil de um sambista em Florianópolis.

Será uma noite para você conhecer os sambas dos nossos compositores locais.

O evento se
rá no dia 15 de outubro, quarta-feira, às 21h30, no Café Matisse, dentro do CIC.
A entrada é de R$10.
Mais informações pelos telefones 9991-3218 ou 8425-5083.


E o povo canta: "Envio aqui, musicalmente, cartões de boas festas a todos poetas e compositores" (Walter Rosa)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

100 anos de Cartola

"Cartola não existiu. Foi um sonho que a gente teve" (Nelson Sargento)

Agenor de Oliveira (em 1964 ele mesmo descobriu que o correto era Angenor de Oliveira), nascido em 11 de outubro de 1908, é conhecido como Cartola.

Fundador do Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, um dos maiores sambistas do Morro da Mangueira, da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil, Cartola ganhou este apelido quando ainda era pedreiro e usava uma cartola para se proteger da poeira.

Frequentou somente até a 4ª série do 1ª grau e foi capaz de compor poesias incríveis, invejáveis até por membros da Academia Brasileira de Letras, se duvidar.
Infelizmente Cartola é lembrado apenas por "As rosas não falam".

O Grupo Um Bom Partido e o poeta Cesar Felix apresentam o tributo a Cartola, neste domingo, dia 28, às 14h, no Praça 11, com participação especial de Raphael Galcer no violão de 7 cordas, Lu Alves na voz, Fabrício na percussão e Bernardo Senz na flauta. Relembram (para alguns) e apresentam (para outros) um repertório de canções feitas por este sonho mangueirense, fluminense, carioca e brasileiro.

O poeta Cesar Felix declamará poesias de poetas conhecidos, desconhecidos e poesias próprias entre uma música e outra.


Mais informações: 9991-3218 / 3247-3346


E o povo canta: "Bate outra vez..." (Cartola)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Um Bom Partido recebe Barão do Pandeiro domingo no Kanttum

Título no maior estilo Samba-Choro.

O grupo Um Bom Partido se apresenta todo domingo no Bar Kanttum, na cabeceira da ponte Hercílio Luz, lado continental, e neste domingo, dia 17, às 20h, irá receber Barão do Pandeiro.
A entrada é de R$5 para mulheres e R$10 para homens.

Mais informações pelo telefone 9991-3218, com Carlos Raulino.

Segue o release que eu recebi sobre o Barão, até porque eu não o conhecia.


Nascido e criado no meio do Choro e do Samba, Barão passou a tocar o instrumento que passou ser parte do seu nome aos 5 anos de idade tendo por inspiração o grande João da Baiana. Cantor e ritmista, conviveu e acompanhou grandes nomes da música popular brasileira tais como: Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus, Zé Kéti, Paulo Vanzolini e Cristina Buarque de Holanda.

É profundo conhecedor e pesquisador da História da Música Popular Brasileira, focado na história do Samba e do Choro, sendo uma referência sobre assuntos musicais.

Como cantor, Barão do Pandeiro possui um repertório extremamente cultivado, característica essa ressaltada por todos no universo do Samba e do Choro. Exímio pandeirista foi e continua sendo componente de representativos grupos de Choro e Samba.

Atualmente comanda as quintas-feiras a Roda de Samba do Bar do Alemão, tradicional ponto de encontro de apreciadores da boa música, onde já participaram como convidados artistas do porte de Miltinho, Germano Mathias, Délcio Carvalho, entre outros.

domingo, 15 de junho de 2008

Aniversário de 11 anos do Bom Partido

O Grupo Bom Partido está de aniversário, completando 11 anos!
A festa será dia 22 de junho, domingo, às 19h, no Kanttum Bar, na cabeceira da ponte Hercílio Luz, lado continental. A entrada é de R$10 para homens e R$5 para mulheres.

Mais informações pelo telefone 9991-3218, com Carlos Raulino.


Histórico
Numa tarde do sábado, em 14 de junho de 1997, um grupo de amigos conversava sobre a decadência do samba. O modismo estava em alta e já não se encontravam mais grupos de samba autêntico. Não se ouvia mais, enfim, o velho e bom samba.

Nesta data surgiu a idéia de criar um grupo, com o objetivo de resgatar as raízes e dar continuidade à trajetória do samba feito com paixão e qualidade. Nascia, assim, o Bom Partido.

Com a meta traçada, o Grupo começou a estudar e se aprimorar. Como só um integrante (Dinho) tocava instrumentos de percussão, foram necessários nove meses de aprendizado e dedicação. Boas influências musicais e lembranças da infância todos tinham.

Desde então, o Bom Partido se firmou como um dos melhores grupos de samba da atualidade. Sempre vestidos à caráter, o Grupo se destaca pelo forte coral de suas pastoras e o resgate de instrumentos tradicionais do samba, como agogô, reco-reco de madeira, prato e faca, cuíca, pandeiro de couro entre tantos mais. Resgatam, também, estilos musicais primos do samba, como o lundu, o maxixe; vertentes do samba, como o partido alto, o samba-canção, samba de roda, samba de terreiro; e sambistas nacionais e locais, quase esquecidos, não fosse o trabalho do Grupo, como Mano Décio da Viola, Aniceto do Império, Candeia, Paulo da Portela, Xangô da Mangueira, Avez-vous, Bira Pernilongo, Nazareno, Mato Grosso, e Marcelo 7 cordas. Além do trabalho de resgate, há, também, o de divulgação de nomes como Celinho da Copa Lord, Jandira e Zininho.

Em 2002 gravou o CD "O Samba na Ilha", que traz composições próprias e de outros autores catarinenses. Entre estes compositores estão: Zininho, Celinho da Copa Lord, Mickey, Zé Delírio, Jandira e Dinho.

Atualmente é o representante mais antigo entre os grupos de samba locais. Usam como fonte a memória viva dos velhos bambas, muitos ainda ativos na difusão da música local. O Bom Partido traz em seu repertório os grandes mestres do samba, como Noel Rosa, Cartola, Pixinguinha e Silas de Oliveira. Também interpreta compositores locais, como Celinho da Copa Lord, Jandira, Dinho e Zininho.

Sua formação atual é composta por Jandira (voz), Júlia (voz), Josiane (voz), Fernanda da Silveira (cavaco), Thiago Laroyd (violão), Dôga e Bidu (percussão).


Prêmios
Em 1999, o Grupo recebeu das mãos da madrinha Maria Helena o importante troféu Kizomba, pelo seu trabalho de resgate das raízes da cultura brasileira, na quadra da Consulado.

Em fevereiro de 2002, Jandira recebeu, no Rio de Janeiro, o troféu de primeiro lugar do evento "Disputa de Partido-Alto - Improviso", das mãos de Xangô da Mangueira, um dos maiores partideiros em atividade.


Projetos
O Bom Partido participou de vários projetos de samba da cidade como Encontro de Samba Raiz I, II, III, IV, V, O Samba pede passagem, e Clube do Partido. Em alguns deles, foi o criador do projeto.

Em 2002, o Bom Partido participou do Projeto "O Samba e sua Nobreza", com apresentações em Curitiba, Itajaí e Florianópolis.


Apresentações
O Bom Partido esteve em diversas casas de samba do país, entre elas: Carioca da Gema (Lapa, RJ), Villagio Café (SP), Cimples Samba-Choro, Feitoria Cimples Ócio e Porão Noel Rosa(PR).

Inúmeras foram as apresentações no programa Bar Fala Mané. Em 2003 participou do quadro "Dia de Banda", do Jornal Hoje, da Rede Globo.

O Grupo também faz questão de levar a boa música a locais públicos e considerados patrimônios históricos, como o Mercado Público de Florianópolis e de Itajaí, Parque Barigui, em Curitiba, entre outros.

À convite da Velha Guarda da Portela, participou, em 2007, do Encontro Nacional das Velhas Guardas do Brasil, no Rio de Janeiro, que aconteceu na quadra da Vila Isabel.

Além disso, as apresentações em casas pequenas são freqüentes na agenda do Grupo. Assim podem homenagear compositores desconhecidos, variar repertório e apresentar sambas de autoria própria, sempre mantendo o padrão da proposta inicial.

O Grupo já acompanhou nomes como:
Almir Guinéto
Argemiro
Ataulpho Alves Jr
Bezerra da Silva
Dona Yvonne Lara
Dudu Nobre
Guilherme de Brito
Jair do Cavaquinho
Jurandir da Mangueira
Leci Brandão
Monarco
Neguinho da Beija-Flor
Nei Lopes
Noite Ilustrada
Quinteto em Branco e Preto
Sombrinha
Tantinho da Mangueira
Velha Guarda da Coloninha
Velha Guarda da Consulado
Velha Guarda da Copa Lord
Velha Guarda da Mangueira
Velha Guarda da Protegidos
Wilson Moreira
Xangô da Mangueira
Zé Luiz

Muitos são os músicos que já tocaram no Bom Partido, seja como integrante, seja como free-lancer. Alguns deles são:
Amarildo
Aurélio
Bernardo
Bira 7 cordas
Dinho
Du Seara
Fabrício
Gu
Guilherme Partideiro
Jean Leiria
Jeisson Dias
Raphael Galcer
Vlademir Rosa
Wagner Segura

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sambistas de A a Z

O Grupo Bom Partido apresenta para o público o show "Sambistas de A a Z".

O show será realizado dia 21 de maio, às 21h, no Café Matisse, no Centro Integrado de Cultura (CIC), e a entrada é de R$10.

Com um repertório variado, que compreende de Adoniran Barbosa a Zé Kéti, o grupo Bom Partido expande, também, os estilos musicais: samba, maxixe, marcha-rancho, ijexá, etc.


A idéia é mostrar a vasta gama de sambistas existentes, e seus sambas. O público terá a chance de conhecer os sambistas que geraram muitos dos sambas já conhecidos.


O Bom Partido é formado por Jandira (voz), Júlia (voz), Josiane (voz), Fernanda da Silveira (cavaco), Thiago Laroyd (violão), Dôga (percussão) e Bidu (percussão).


Mais informações com Carlos Raulino pelo telefone 9991-3218.

terça-feira, 29 de abril de 2008

CIC cumprindo seu papel

O Centro Integrado de Cultura (CIC) está integrando a cultura da cidade.
Nesta quarta-feira, dia 30, véspera de feriado, Wagner Segura e Grupo Bom Partido estarão se apresentando no CIC.

Wagner Segura se apresenta às 21h, no teatro, com o show "Encontro", com apresentação de Capoeira, choro, valsa, tango, etc.
Às 22h, o Grupo Bom Partido se apresenta no Café Matisse, homenageando Noel Rosa.

É um verdadeiro centro de integração cultural!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Bom Partido no Café Matisse

O grupo Bom Partido irá se apresentar nesta quarta-feira, às 22h, no Café Matisse, no Centro Integrado de Cultura (CIC), com o projeto "Samba", homenageando Noel Rosa. A abertura fica por conta do pesquisador e cantor Marcão, acompanhado por Raphael Galcer no violão de 7 cordas, apresentando sambas, que não constam no repertório de nenhum grupo, resgatados graças ao trabalho deste pesquisador.
A entrada é de R$10.


O grupo Bom Partido já existe há mais de 10 anos e sempre teve a preocupação de cantar os sambas e os sambistas de Florianópolis, e resgatar os sambas que não são mais cantados, evitando que caiam no esquecimento. Seu único CD até agora possui somente músicas de compositores da cidade como Zininho, Celinho da Copa Lord, Dinho, Jandira, e Marcelo 7 cordas.
O grupo é formado por Jandira (voz), Josiane (voz), Júlia (voz), Dôga (percussão), Bidu (percussão), Fernanda da Silveira (cavaco) e Thiago Laroyd (violão).

Desde o começo do grupo, o Bom Partido faz homenagens freqüentes à um sambista. Aniceto do Império, João Nogueira, Dorival Caymmi, Clara Nunes, e até o próprio Noel, na primeira sessão de homenagens, feita há quase 10 anos, são alguns dos sambistas que podem ser citados.
O projeto "Samba" é de criação do próprio Bom Partido e consiste em uma apresentação por mês para homenagear um sambista. Em abril será Noel Rosa.
O Grupo escolheu os melhores sambas do compositor, dentre os mais conhecidos, até para não deixar os espectadores perdidos, e irá apresentar para o público do Café Matisse.

Noel Rosa (11/12/1910 – 04/05/1937) é considerado por muitos historiadores como o maior cronista do país. Pra quem quer conhecer um pouco do Rio de Janeiro da década de 20 e 30 pode buscar as músicas de Noel, que terá uma boa fonte de informações. Noel tinha uma facilidade incrível de escrever versos e criar melodias e suas músicas ainda podem ser interpretadas como se fossem atuais.
A primeira gravação de Noel foi feita em 1929 e a última em 1937, ano de sua morte, tendo, baseado no ano de gravação, apenas 7 anos para compor suas mais de 150 músicas e dizer o que pretendia. Além das outras tantas canções que corrigia, refazia ou fazia inteira e dava para outras pessoas, sem colocar seu nome.

Excepcional boêmio, ídolo de quase todos os sambistas, autor de músicas mágicas, Noel será relembrado na noite de quarta-feira, 30, véspera de feriado, às 22h, no Café Matisse, no CIC, em um show propício inclusive para quem gosta de dançar.
Para os mais inspirados esta noite pode render até o dia 1º de maio, como, com certeza, Noel Rosa faria.

Para mais informações, entre em contato com Carlos Raulino pelo telefone 9991-3218


E tem mais! Quem chegar mais cedo, ainda poderá curtir Wagner Segura no teatro, com o show "Encontro". (Parafraseando meu colega Claudio Caldas)


E o povo canta: "Mu... mu... mulher. Em mim fi... fizeste um estrago. Eu de nervoso esto... tou fi... ficando gago." (Noel Rosa)