Mostrando postagens com marcador Paulo da Portela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paulo da Portela. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de março de 2021

O subúrbio está é bom

O subúrbio, periferia, comunidade, como queiram chamar, é o melhor lugar do mundo!

Voltei a morar aqui e já no primeiro dia estava no mercadinho do bairro, na fila do caixa, com uma distância de 2 metros, esperando a atendente terminar o atendimento de duas moças.

Enquanto ajeitavam suas sacolas, que teimavam em não enganchar nos dedos já ocupados por outras alças, elas riam e conversavam sobre algo que não ouvia, pela distância, e também porque não me interessa ouvir assunto alheio.

Até que uma delas fala uma frase que eu não captei o começo, mas ouvi o final: pomba gira.

Elas riram, terminaram de se ajeitar, e foram embora.

Foi tão natural a conversa delas, sem precisar falar baixinho, sem precisar olhar para os lados enquanto falava. Falaram como se tivessem falado a palavra "cadeira". E ninguém olhou para as moças de cara feia. Ninguém fez o sinal da cruz. Ninguém fez menção de se distanciar mais das moças por medo.

Em que outro lugar do mundo alguém falaria em uma entidade das religiões afro normalmente em um ambiente público?

O subúrbio, periferia, comunidade, como queiram chamar, é o melhor lugar do mundo!

E é possível sentir o calor humano nas ruas, mesmo em época de pandemia.

A periferia é movimento, energia, é vida.

Viva a periferia!

Já dizia Paulo da Portela:

Para que havemos de mentir?
O subúrbio está é bom
Venham ver, não é história
Se por ventura estou errado
Dou a mão à palmatória

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Peso é peso!




Sabem o vídeo da postagem anterior?
Então... É Tuco e o Batalhão de Sambistas. Tuco também faz parte do Terreiro Grande.
Estou indo lá pra São Paulo, de novo, ver o show "Peso é peso" e a gravação do cd ao vivo do show.


E eu vou cantando: "Todos que pertencem ao samba do Rio te mandam um abraço. Paulicéia, Ô! Paulicéia, Ô!" (Cartola / Paulo da Portela)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

1 ingresso



É pedir muito pra quem anuncia os eventos por e-mail, em blog (e ecoado em mais 2 colunas de  diferentes sites), ou no maior site de informações sobre samba e choro do país?

A ganância está chegando a um nível estarrecedor. Tomara que reversível.

Sempre tive o prazer de anunciar eventos de samba. Nunca cobrei nada de ninguém. Muita gente que organiza eventos, inteligentemente, por respeito, amizade e agradecimento aos serviços prestados, não cobra a minha entrada nos eventos que organiza, me ofereçe carona e até me paga um refrigerante.
Já uns e outros cobram até do músico que vai tocar. Cobram até da mãe.

É uma mesquinharia ignorante. A ânsia de ter sucesso financeiro nos eventos ofusca a vontade de se ter sucesso cultural. Se é que em algum momento de todo o processo houve alguma vontade de fazer sucesso cultural. Porque se não houve, sugiro que vá organizar uma festa de aniversário, ou qualquer outra coisa que não seja samba. O Samba não merece isso. O Samba é uma das manifestações culturais genuinamente brasileira. O Samba foi considerado Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Governo. Então, e não só por isso, não há como pensar em samba e não pensar em cultura.

Será que vale a pena os, apenas, R$10 que vai deixou de entrar no caixa por um desentendimento?
Vale a pena perder uma amizade ou um relacionamento profissional por R$15, que podem ser considerados investimentos do evento?

Pra alguns parece que vale. Mas saibam que não adianta estar no mais alto degrau da fama, com a moral toda enterrada na lama.
Pra esses eu não anuncio mais nada de graça.


E o povo canta:
Ouro, desça do seu trono
(Paulo da Portela / Candeia)

Ouro, desça do seu trono
Venha ver o abandono
De milhões de almas aflitas, como gritam
Sua majestade, a prata
Mãe ingrata, indiferente e fria
Sorri da nossa agonia

Diamante, safira e rubis são pedras valiosas
Mas eu não troco por ti
Porque és mais preciosa
De tanto ver o poder prevalecer na mão do mal
O homem deixa-se vender
A honra pelo vil metal

Nessa terra sem paz, com tanta guerra
A hipocrisia se venera
O dinheiro é que impera
Sinto minh'alma tristonha
Se tanto ver falsidade
E muitos já sentem vergonha
Do amor e honestidade

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Volta às aulas!

Que maravilha!
Caderno novo, lápis novo, caneta nova, borracha novo, colegas novos, tudo novo.

Não fosse pelo fato de que eu não uso caderno, nem lápis, nem caneta, nem borracha e os colegas não são novos.

Mesmo com a, ainda, falta de tempo, frequentando aula eu consigo uma fonte maior para informações. Assim sendo, há uma probabilidade maior para publicação no blog. Como o que se seguirá.


E o povo canta: "
Vou começar a aula! Diante da comissão, muita atenção que eu quero ver se diplomá-los posso! Salve o fessor! Dá mão prá ele senhor! Quatorze com dois doze, noves fora tudo é nosso (Paulo da Portela)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Contatos profissionais

Quero me desculpar antecipadamente pelo que eu vou fazer nos próximos meses:
Estarei mais ausente e quando estiver presente será por contatos profissionais.

Ossos do ofício.



E o povo canta: "O meu nome já caiu no esquecimento. O meu nome não interessa a mais ninguém" (Paulo da Portela)

domingo, 23 de março de 2008

Sobrenome

"Olá, meu nome é Artur."
"Artur de que?"

Como assim "de que?". Não basta eu ser uma pessoa, ter fisionomia, expressão, idéias, pensamentos, já tenho nome e ainda tenho que ter sobrenome???
Reza a lenda: "Penso, logo, existo!"
Eu vos digo: "Tenho sobrenome, logo, existo!"

Antigamente os escravos não tinham sobrenome. Só quem tinha direito a ter sobrenome eram as pessoas consideradas de bem, de família.
E quanto maior o sobrenome, maior a linhagem, melhor seria a pessoa, melhor seria seu status na sociedade.
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon (cabe até umas vírgulas nesse nome). Também conhecido como Dom Pedro II, ou Pedrinho, pros íntimos. Fora o apelido, que eu não conheço.
Viram? De que adianta ter um nome gigante, cheio de sobrenome se no fim das contas vão chamar só o primeiro nome, ou um apelido?
E que diabo de status é esse na sociedade?

Quando as pessoas se casam já começa o rolo do sobrenome.
A esposa tem que adotar o sobrenome do marido. No mínimo incluir o sobrenome do marido ao sobrenome herdado do pai e mãe. E o marido continua com o mesmo sobrenome. Que palhaçada.
Quando se casar, adota o sobrenome do cônjuge somente se quiser, mas tem que ser adotado de ambas as partes. Agora, já acho interessante, se vai continuar essa palhaçada de sobrenome, incluir o sobrenome dos dois, pai e mãe, no filho.
Continuar só pra dizer que é de tal família, mostrar a linhagem. Único lado interessante.
Eu já tive certas facilidades por ser da família "de Bem", e acho mal. Exemplo: emprego.
Não fui contratado por ser Artur, mas por ser "de Bem". Quer dizer: minha capacidade nem foi avaliada, mas meu sobrenome. Claro que isso me prejudicou depois, pois eu não tinha capacidade para aquele emprego.

Nunca fiz amigos por ser um "de Bem", mas por ser eu, Artur, que penso, que tenho idéias, etc.
Também nunca fiz inimigos por ser um "de Bem", mas por ser eu, Artur, que penso, que tenho idéias, etc.

Sobrenome é besteira.


E o povo canta: "O meu nome já caiu no esquecimento. O meu nome não interessa a mais ninguém." (Paulo da Portela)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ônibus


 
Fila única para um único guichê. Faz sentido.


Vocês já viram o semblante de quem anda de ônibus?

Hoje estava reparando na expressão das pessoas que transitavam pelo TICEN. São rostos fatigados, caras amarradas, faces tristes.

O sistema de transporte coletivo de Florianópolis é horrível! E não me interessa saber se em Joinville é pior, ou se em São Paulo é pior. Não vivo lá. E um erro não justifica outro.

No início de 2008 reformaram e ampliaram os guichês de atendimento da plataforma B, a única para comprar passe. De quatro, passaram para seis. Poderiam até ser oito.
Nos primeiros dias até que estava bom: de dois a três atendentes em cada lado. Hoje está como antes: um atendente.
De que adianta aumentar o número de guichês, se o número de atendentes é o mesmo???

Segundo relatos, os ônibus da plataforma C não desembarcam passageiros na rua, somente na calçada da plataforma. Por mais que tenha que esperar sair um ônibus que esteja estacionado.
Já os ônibus da plataforma B desembarcam os passageiros em qualquer lugar.
A falta de organização impera.
Os fiscais das empresas de ônibus dizem que os ônibus que chegam não podem esperar outros ônibus sair, pois se ficarem parados no meio da rua recebem multa da prefeitura.
E desembarcar passageiros na rua não recebe?
Custa criar um pouco de vergonha na cara e organizar melhor os ônibus de forma que, quando um chegue, tenha, pelo menos, uma vaga para desembarcar os passageiros??? Não é difícil. Pra isso existem os fiscais.

Mas é que o terminal foi tão bem projetado que não coube todos os ônibus da cidade. E não pensaram, sequer, no aumento de linhas.
É um Terminal Integrado que não integra nada com coisa nenhuma. Há linhas intermunicipais utilizando o Terminal Integrado, mas não são integrados.

Os condicionadores de ar são outro problema. Passamos o verão inteiro sem condicionadores de ar nos ônibus. Pior para quem vai pra Trindade, Itacorubi, etc. Alguns desses ônibus possuem as janelas totalmente vedadas, mas os condicionadores de ar estão desligados.

Os banheiros são limpos. Uma vez por dia. De madrugada. O resto do dia, horários de pico, fica ao "Deus dará".
Essa é Florianópolis!
Eu não quero falar mal. Só estou relatando os fatos. Se alguém acha que eu estou falando mal, então é porque a situação está realmente ruim.

E o povo canta: "Cidade, quem te fala é um sambista, ante-projeto de artista, teu grande admirador. Me confesso, boquiaberto, de manhã, quando desperto, com tamanho esplendor. Quando noto o infinito, apresenta tão bonito, trajando azul anil. Vai o sol lá nas alturas, dando maior formosura à mais linda dama do Brasil" (Paulo da Portela)