Taí uma combinação que nunca me passou pela cabeça.
Mas pensemos:
Noel Rosa nasceu em 1910.
Nelson Cavaquinho nasceu em 1911.
Noel Rosa era amigo de Cartola.
Nelson Cavaquinho era amigo de Cartola.
Noel Rosa andava muito em Mangueira.
Nelson Cavaquinho andava muito em Mangueira.
Noel Rosa fez samba junto com Cartola.
Nelson Cavaquinho fez um samba junto com Cartola.
E coincidentemente, o único samba de parceria de Nelson com Cartola, "Devia ser condenada", era cantado lá no Morro de vez em quando. Em uma das idas de Noel por lá, ele ouviu e gostou.
Eis a história do Noel.
Eis a história do samba.
E eis o samba completo que recebeu elogios de Noel Rosa, na voz do Nelson. A primeira do Nelson e a segunda do Cartola.
Sabe-se lá de qual autoria o Noel ficou sabendo. Se somente do Nelson, enquanto só havia a primeira; Nelson e Cartola; ou Nelson e o outro policial.
Devia ser condenada
(Nelson Cavaquinho / Cartola)
Devia ser condenada ou crucificada pois juraste falso
Beijaste a cruz do Senhor e dissesses que me tinha amor
Quando eu ouço as baladas do sino daquela igrejinha
Julgo-me ainda feliz e que és toda minha
E quando vejo a torre bem alta daquela linda catedral
Fujo da tua amizade infernal
Eu vivo tão magoado
Não sei viver mais ao teu lado
Só peço a Deus que me dê coragem
Eu preciso esquecer
Da tua grande mentira
Que me faz sofrer
(Me faz sofrer)
Só faltou uma parceria Nelson e Noel.
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sábado, 13 de abril de 2013
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Homenagem a Nelson Cavaquinho 2
Pra entender o segundo vídeo, é necessário ver a primeira parte desse psicodélico documentário sobre Nelson.
E agora, a homenagem:
E agora, a homenagem:
E esse é o ano do centenário de Nelson Cavaquinho.
domingo, 5 de junho de 2011
Homenagem a Nelson Cavaquinho
Parece que o Dino estava aprendendo o samba naquela hora.
Parece que o Zé Ketti estava criando o samba naquela hora.
Eu não duvido de nenhuma das duas hipóteses.
Homenagem a Nelson Cavaquinho
(Zé Ketti)
Compadre Nelson Cavaquinho
Onde anda você?
Já me disseram que deixaste de beber
O seu conhaque
Sua Genebra bem amada
Em suas mil ou mais moradas
Você cantava a noite inteira
Com a batida diferente do seu violão
E nos bares da cidade
Bebia um vinho rascante
A rouquidão em sua voz era constante (bem constante)
E na Praça Tiradentes
Cantava seus sambas pra gente
Depois saía com a viola pra lugares diferentes
A lua foi sua companheira
E hoje está de luto com a Estação Primeira
A lua foi sua companheira
E hoje está de luto com o Morro da Mangueira
Sabemos que o Brasil
E o mundo inteiro te conhece
Eu bato palmas pra você
Porque você merece
Onde anda, eu quero ver o seu parceiro
O Guilherme deve estar coroa
E aqui pra nós
A dupla é muito boa
Eu também já compus alguma coisa
Já fiz sambas com você
Se hoje sou poeta, tive muito que aprender
Enriqueceu os versos meus
O meu muito obrigado, adeus
Meu criador
E hoje está de luto com a Estação Primeira
A lua foi sua companheira
E hoje está de luto com o Morro da Mangueira
Sabemos que o Brasil
E o mundo inteiro te conhece
Eu bato palmas pra você
Porque você merece
Onde anda, eu quero ver o seu parceiro
O Guilherme deve estar coroa
E aqui pra nós
A dupla é muito boa
Eu também já compus alguma coisa
Já fiz sambas com você
Se hoje sou poeta, tive muito que aprender
Enriqueceu os versos meus
O meu muito obrigado, adeus
Meu criador
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Depois da vida
Estou com esse samba na cabeça.
Depois da vida
(Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Paulo Gesta)
Passei a mocidade esperando dar-te um beijo
Sei que agora é tarde, mas matei o meu desejo
É pena que os lábios gelados como os teus
Nao sintam o calor que eu conservei nos lábios meus
No teu funeral estás tão fria assim
Ai de mim, e dos beijos meus
Eu te esperei, minha querida
Mas só te beijei depois da vida
Depois da vida
(Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Paulo Gesta)
Passei a mocidade esperando dar-te um beijo
Sei que agora é tarde, mas matei o meu desejo
É pena que os lábios gelados como os teus
Nao sintam o calor que eu conservei nos lábios meus
No teu funeral estás tão fria assim
Ai de mim, e dos beijos meus
Eu te esperei, minha querida
Mas só te beijei depois da vida
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Salve, Nelson Cavaquinho!
Texto magnífico do meu mestre Dôga, publicado originalmente no seu blog, em 29 de outubro, com o título "É feliz quem já viveu aflito..", que eu copio na maior cara de pau e assino embaixo.
e hoje tem a vida sossegada
Muita gente tem o corpo tão bonito mas tem a alma toda tatuada"
Hoje, dia 29 de outubro, comemoramos 99 anos do nascimento de um mito, um poeta, boemio, um excepcional compositor, que, na minha opinião, está entre os quatro maiores sambistas da história - e não é pelo fato de ele participar do disco "Os 4 grandes do Samba".
Falo de Nelson Antônio da Silva, o Nelson Cavaquinho.
Suas músicas me fascinam, me consomem, acho que pelo fácil entendimento e tamanha sintonia entre letra e melodia. Acho fantástico os temas utilizados pelo Mestre, como as coisas simples da vida, o passado, a saudade, o violão, o bar, mulheres, traição, solidão, botequins e, até mesmo a morte. Não há nada mais direto e realista do que suas letras.
E a simplicidade está também nas melodias, o que pra mim, é um grande exemplo do que é o gênero musical Samba, bom e verdadeiro.
Os Sambas de Nelson parecem brotar da alma, e refletem bem aquilo que ele sente (sentia, muitos diriam).
Nelson "melancólico" Cavaquinho é modesto e sem igual. É diferente de tudo e todos e sem dúvida muito importante para a história da nossa música.
Ele me fez entender meus pensamentos de que o Samba é "ralé", é comum e não precisa de frescuras mais. E que pra ser sambista não se precisa de quase nada ou nada, basta ser.
O saúdo hoje Mestre!! E meu hoje é todos os dias, principalmente os que não durmo.
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