Mostrando postagens com marcador Choro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Choro. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de junho de 2014

Um Toco de choro

O famoso anônimo Toco Preto ganha um cd todo em sua homenagem

Artur de Bem

A primeira rotação do disco passou comigo lendo o encarte. Nunca li um encarte com tanta tranquilidade e serenidade. Mesmo com os tiros que, dizem, terem disparado no morro onde moro na tarde em que me deliciava com o disco.

Na segunda passada do disco, chorei. Chorei por causa da beleza das músicas e com o esmero da execução. Mesmo conhecendo o pouco que conheço de Agnaldo Luz e Luizinho 7 Cordas, sei que o trabalho foi realizado com muito amor e competência, que lhes compete. É o primeiro disco autoral de Agnaldo e o 2º de Luizinho, que tem 54 anos de carreira, e já participou de outros tantos álbuns.


E Agnaldo Luz estreia brilhando. A começar pela escolha do repertório. Todo em homenagem ao grande chorão Toco Preto. Depois, pelo competentíssimo Regional que o acompanha: Luizinho 7 Cordas, Ricardo Cassis no violão, Gustavo Cândido no cavaquinho e Pedro Pita no pandeiro, e as participações de Leonardo Miranda na flauta, Nailor Proveta no clarinete, Yuri Reis no cavaquinho, Oswaldinho do Acordeon, e do próprio homenageado, Toco Preto, fazendo uma participação em uma faixa, no cavaquinho. E como bem disse Pedro Amorim no texto do encarte, “neste disco não tem nota jogada fora”. O CD tem 2 músicas inéditas de Toco Preto: "Malvina" e “Recordando os velhos tempos”, em parceria com Agnaldo.

E quem é esse senhor com apelido de entidade da umbanda? É uma entidade do choro! Toco Preto, nascido Ormindo Fontes de Melo, é um dos maiores cavaquinistas do Brasil. E por ser um dos grandes da nossa cultura, quase que por regra, é um famoso anônimo. O apelido nada tem a ver com a religião. Ganhou ainda criança, quando raspou o cabelo.

Aos 8 anos começa seu interesse pela música, por influência do pai, que tocava cavaquinho. Aos 20, demonstrando muita habilidade em seu instrumento, entra para a Rádio Mayrink Veiga, que na época era uma das principais rádios do país. Já ostentando certo prestígio no meio musical, foi convidado pelo compositor, pianista e radialista Ary Barroso para integrar o conjunto musical do programa de calouros intitulado “A Hora do Calouro”, programa que obteve grande êxito e sucesso por vários anos e até os dias de hoje é copiado pela TV Brasileira.

A partir da década de 70 Toco Preto evidencia sua carreira como solista gravando 9 Lp’s. Em 1977, por iniciativa de Hermínio Bello de Carvalho, fundou, ao lado de Zé da Velha (trombone), Josias (flauta), Rubens (piston), Valdir (violão 7 cordas), Jairo (violão 6 cordas), Parada (surdo) e Jayme (pandeiro), o “Grupo Chapéu de Palha” e com o mesmo lançou dois Lp’s: o primeiro em 1977, e o segundo em 1979. Em 1980, com o fim do grupo, Toco Preto muda-se para São Paulo por intermédio de Pedro Sertanejo (pai de Oswaldinho do Acordeon), grande produtor de discos de forró e proprietário da gravadora Cantagalo, com a promessa de realizar inúmeras gravações, e assim foi feito.


Escondido em São Paulo desde a década de 1980, Toco Preto estava quase esquecido. Muitos achavam que ele já tinha morrido. Agnaldo, que mora na capital paulista, soube que o mestre estava morando na mesma cidade e foi procurar conhecê-lo. Depois de alguns dias tentando marcar um encontro, finalmente conseguiu agendar uma visita até a residência do mestre. Chegando por volta das duas horas da tarde e saindo por volta da meia noite. Foi um bom primeiro encontro. Dos encontros que se seguiram, Toco apresentou coisas que Agnaldo nunca tinha ouvido, e Agnaldo apresentou coisas do Toco que nem o próprio tinha.

Toco Preto teve a oportunidade de se apresentar ao lado de grandes nomes da música brasileira além de Ary Barroso; Odete Amaral, Dircinha Batista, Roberto Silva, Ciro Monteiro, Ademilde Fonseca, Gilberto Alves, Orlando Silva, Orlando Correia, Claudete Soares, Luiz Gonzaga, Cartola, Nelson Cavaquinho, Jamelão, Waldir Azevedo, Carmem Costa, Abel Ferreira, Altamiro Carrilho, Otaviano Pitanga, Mario Pereira, Genival Lacerda entre outros.

Toco esteve ao lado de grandes nomes da música brasileira. Luizinho, apesar do diminutivo, é grande! Agnaldo é novo. Mas nem por isso diminui sua importância. Agnaldo é grande! Toco esteve ao lado de grandes nomes da música brasileira e agora, ou já há algum tempo, se torna, ele mesmo, apesar de toco, um dos grandes da música brasileira.

Dentre cerca de 300 músicas, e de um universo musical variado, que permeou por guitarras, bandolins e cavaquinhos, Toco Preto tem composições que vão de músicas pra gafieira até o choro. Para o CD, foram escolhidos os choros, para se tocar por um regional. Foi gravado, basicamente, em 3 dias de seção de estúdio. 18 horas de gravação. No último dia foram gravadas as participações. Ensaiaram, ensaiaram, para poder passar o menor tempo possível no estúdio. Gravando todos juntos. Como deve ser.


Esse CD é um marco na história do choro no país. Não houve nenhum trabalho anterior deste tipo para servir como referência. Agnaldo e Luizinho são a referência. São pioneiros. Medo da responsabilidade de ser pioneiros? “Não. Acho que não. Quando a gente põe o coração e a boa vontade na frente, as coisas acontecem com naturalidade. E a única coisa que a gente esperava era a alegria dele (Toco). E isso a gente conseguiu. Acho que o objetivo foi alcançado. O que vier agora é lucro”, responde Agnaldo.

Mais do que um belo CD, com belas músicas, belas execuções, o CD consegue transmitir a alegria e a emoção do reencontro de velhos amigos como são Toco Preto, Luizinho e Oswaldinho, amigos de longa data, recordando os velhos tempos, e os de pequena data, como Agnaldo e os músicos do regional. É um reencontro e uma reapresentação do Toco Preto aos músicos e ao mundo.

Toco Preto nasceu em 7 de junho de 1933. Hoje ele faz 81 anos.

Parabéns, Toco Preto! Você merece isso e muito mais!




E pra quem quiser adquirir essa preciosidade, pode procurar Agnaldo Luz no facebook ou enviar um e-mail para agnaldo.bandolim@gmail.com. O valor? R$ 25 com frete incluso para todo Brasil! Eu recomendo!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Choro na Ufsc por R$ 1


Material da assessoria de comunicação

Turnê Choro Carioca: Música do Brasil - Florianópolis

Serviço:
Show: Turnê Choro Carioca: Música do Brasil - Florianópolis
Local: Centro de Cultura e Eventos da UFSC - Auditório Garapuvu (3721-9559)
Data: 30 de outubro, sábado
Horário: 20h
Preço: R$ 1,00 (um real)
concerto didático gratuito voltado a músicos e estudantes de música às 16hs no mesmo local.


O projeto inédito Choro Carioca: Música do Brasil chega a Florianópolis no dia 30 de outubro, sábado, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC – Auditório Garapuvu, a 1 real, levando à cidade uma amostra especial das músicas de compositores da região sul.

Pesquisadas para a compilação da coleção da caixa de 9 CDs Choro Carioca-Música do Brasil, as peças serão interpretadas pelos renomados músicos Luiz Flavio Alcofra (violão), Rui Alvim (clarinete e saxofone), Aquiles Moraes (trompete e flugel horn), Marcilio Lopes (bandolim), Jayme Vignoli (cavaquinho) e Oscar Bolão (percussão e pandeiro).

Quatro horas antes do show, haverá um concerto didático, gratuito, voltado aos músicos e estudantes de música com os mesmos artistas que farão os shows.

Turnê Choro Carioca: Música do Brasil

Com uma série de shows durante outubro e novembro, este trabalho circulará em 20 cidades pelos estados do país de onde saíram as composições que serviram de matéria-prima para a gravação dos 9 discos da coleção. Nos shows de cada estado, serão priorizados os compositores daquela região.

Além das músicas regionais, o roteiro trás ainda choros contemporâneos como Guará (Bonfiglio de Oliveira), Garoto (E. Nazareth), O Turbante do Joel (Maurício Carrilho), Cinza (Jayme Vignoli, um dos músicos do show) e Acerte o Passo (Pixinguinha) e ainda duas canções de Meira, o homenageado desta edição, Arranca Toco e Molambo.

O Turnê Choro Carioca: Música do Brasil - Florianópolis é uma realização do Instituto Casa do Choro, com patrocínio da Petrobras, em comemoração aos 10 anos da Escola Portátil de Música, hoje forte referência em ensino de música no Brasil.

Coleção Choro Carioca: Música do Brasil

A coleção Choro Carioca: Música do Brasil, lançada em 2006 pela Acari Records, que registrou um panorama do choro em todas as regiões do Brasil, teve importância ímpar na história da música brasileira por resgatar, através das 132 músicas nela registradas, a obra de 74 compositores de diversos estados brasileiros, todos nascidos até a primeira década do século XX.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ginga do Mané ensina choro nas escolas de Floripa

Recebi e-mail do grupo agora pouco. O texto também se encontra no site da Prefeitura.
Pra contrariar Noel Rosa... :)

Com o objetivo de difundir a música brasileira, especialmente o choro, nas escolas da rede pública de ensino, foi criado o projeto Choro na Escola. A iniciativa possibilita aos estudantes e a comunidade, o entendimento dos ritmos, instrumentos e linguagem da música brasileira e ainda o conhecimento de compositores e obras catarinenses e nacionais deste gênero.

O projeto é desenvolvido pelo grupo de choro Ginga do Mané, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, por meio do programa Escola Aberta. Com seis anos de história, o grupo, é composto pelos músicos Bernardo Sens (Flauta / Coordenação Geral), Fernanda da Silveira (cavaco), Raphael Galcer (Violão 7 cordas) e Fabrício Gonçalves (Pandeiro). No repertório estão as obras dos grandes músicos nacionais como: Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo e também dos catarinenses Nilo Dutra, Carlos Vieira, Geraldo Vargas e Bernardo Sens.

O nome Ginga do Mané faz alusão ao choro “A Ginga do Mané”, do grande mestre Jacob do Bandolim. Também faz referência ao jeito florianopolitano de ser, cujo nativo é carinhosamente chamado de “manezinho”.

A primeira apresentação do projeto, acontece neste sábado (28/08), às 14h , na Escola Básica Municipal Gentil Mathias da Silva, no bairro Ingleses, em Florianópolis. A entrada é franca
A importância do choro

O Choro é um gênero musical brasileiríssimo, que arrebata a atenção de qualquer platéia com seus andamentos velozes e vibrantes. Da mesma forma, envolve e cativa a todos com a criação de um ambiente melancólico e sereno, patrocinado por algumas de suas composições mais lentas com seus arranjos sublimes. Não há como ficar indiferente ao choro bem executado.

O projeto possibilita a troca de saberes através de apresentações didáticas envolvendo e cativando os escolares para a apreciação das mais belas composições do gênero Choro.

Sensibilizar a comunidade para a riqueza dos ritmos e músicas catarinenses, difundir a música instrumental e aproximar o brasileiro de sua cultura são os objetivos do projeto Choro na Escola – Educando através da música brasileira.

Serviço
O quê: Apresentação do projeto Choro na Escola
Quando: Sábado (28 de agosto)
Horário: 14h
Local: Escola Gentil Mathias da Silva
Rua Dom José Becker, 986 – Ingleses
Entrada Franca

Imagem: Divulgação

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O maestro



Eu não sou maior que ele. Estava num degrau acima. Foto: Dôga

Fabricio Gonçalves, o maior pandeirista de Florianópolis. Eu até imagino que ele possa não gostar disso que eu disse, por motivos dele, mas é a minha opinião.

É um exímio percussionista, excelente pesquisador e profundo conhecedor de todas as histórias do samba e choro de Florianópolis.
Fabricio é professor de percussão no Centro Musical Wagner Segura e foi através do Dôga que o conheci.

Fabricio é dono de um senso rítmico e senso crítico incrível. É respeitado e respeitoso.

Fabricio conhece todas as histórias dos bastidores do samba e do choro na cidade. Pudera! Ele toca há troscentos anos e já deve ter tocado com todo mundo que está na ativa. Mas não é fofoqueiro.

Dentro do samba e do choro, ele é o maior diretor de harmonia (daqueles de antigamente). Diz quando entrar, quando sair, dá dinâmica pro samba e pro choro. Com Fabricio na roda, podem ter certeza que haverá cadência, dinâmica, alegria.

Fabricio, essa singela postagem vai para você, Maestro!
Felicidades, um forte abraço e um grande beijo!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dia do Choro

As vezes eu esqueço que algumas ações do meu serviço podem servir pro meu blog.

Agora é lei: o Dia Municipal do Choro foi instituído em Florianópolis. Dia 23 de abril. O projeto é do vereador Márcio de Souza.

Já havia comemorações na cidade (há 2 anos, até onde eu lembre), mas agora, com a lei, pode ser incluído um orçamento específico para o Dia do Choro, por exemplo, além de constar no Calendário de Eventos do município.

sábado, 1 de agosto de 2009

Ginga do Mané, o melhor de 2008!


Só autoridades. Autoridades políticas e autoridades do Choro. Foto: Artur de Bem

O Ginga do Mané ganhou, na categoria música popular, o troféu Prêmio Franklin Cascaes de Cultura, destinado à pessoas, projetos e instituições públicas ou privadas, que se destacaram em 2008, nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, música, letras, cultura popular e dança.

Pra conferir o porque deles terem se destacado, eles estão toda quinta-feira no Armazém do Córrego, na Rua João Pio Duarte Silva, às 20h30.

Exibir mapa ampliado

E dias 8 e 22 de agosto, na Cervejaria Original, Rua Altamiro Guimarães, 126 (ao lado do Shopping Beiramar), às 13h, com participação da cantora Verônica Kimura.

Exibir mapa ampliado

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Saxofone de Proveta é prematuro

Não contive o trocadilho...

Um dos maiores saxofonistas e clarinetistas do país, Nailor Proveta, estaria em Florianópolis para o pré lançamento do seu cd Brasileiro Saxofone, mas ele ficou doente.

Segue informação do Luiz Sebastião:

Queridos amigos...

O que temos pra informar é sério e muito triste...

O proveta nos telefenou e informou que seu estado de saúde é grave e necessita de tratamento urgente.

Há algum tempo ele vem sentindo fortes dores nos braços (tendinite) após passar algum tempo tocando. Sua médica pediu para ele fazer repouso absoluto e esperar algum tempo antes de voltar a tocar (este tempo é que não sabemos o quanto vai ser). Como a apresentação seria na semana que vem dia 03 de julho, resolvemos cancelar esta data e adiar a apresentação para uma data futura quando ele estiver recuperado.

Por isso pedimos desculpas aos amigos que ajudaram na divulgação do evento, e gostariamos que este comunicado de cancelamento fosse repassado aos seus contatos.

As pessoas que por ventura tenham comprado o seu convite, por favor podem trocá-lo novamente no local da compra.

Pedimos desculpas à todos...

No momento pedimos aos amigos que torçam pela rápida recuperação desta pessoa maravilhosa e músico extraordinário:
N
ailor Proveta

Muito obrigado

L
uiz Sebastião

terça-feira, 9 de junho de 2009

Proveta

SERÁ?????
SERÁ?????
SERÁ?????

Será que
Nailor Proveta, o maior clarinetista da atualidade, voltaria a Floripa este ano, este semestre????

SERÁ?????
SERÁ?????
SERÁ?????


Proveta esteve no Floripa Instrumental, no Ribeirão, elogiado até as últimas por quem presenciou o evento.

terça-feira, 31 de março de 2009

Choro e poesia

Que infeliz sorte! Cheguei no fim.
Mas a tempo o suficiente de ouvir uns 2 ou 3 choros do Ginga do Mané e 2 ou 3 declamações do poeta César Félix.
E foi maravilhoso!!!

Eu tinha muito pré-conceito com poetas. Achava que não mereciam ser chamados de poetas. Bobagem. Burrice. Nem os conhecia.
Hoje eu conheci um pedaço ínfimo de César Félix.

A apresentação foi divinal!

Já vi um show do Toquinho. Ele conta histórias e canta. É maravilhoso.
Já ouvi um cd com participação do Paulo César Pinheiro. Ele declama poesia e canta. É maravilhoso.
Imagino como eram os show de Vinícius de Moraes, Tom Jobim e Toquinho juntos. Cheio de histórias, poemas e música. Deveria ser maravilhoso.

Assim como maravilhoso foi a presentação do Ginga do Mané e Cesinha. O poeta conta histórias divertidas, declama poemas muito bonitos e o Ginga complementa com um choro. Tudo transado.

Eventos assim devem acontecer sempre!
Foi muito bom! Eu recomendo! E me prontifico a ajudar no que for preciso pra outros eventos desse tipo!

Replico aqui as palavras do Cesinha: Obrigado e parabéns pra UFSC por disponibilizar o espaço pra esta apresentação.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Entrevista com Wagner Segura

Dia 21 de maio de 2007, Wagner Segura foi entrevistado pelos alunos da 3ª fase do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá. Foi a segunda transmissão ao vivo de um programa de rádio da Estácio.

Foi um trabalho acadêmico e o meu grupo acatou a minha sugestão de pauta.
No grupo eu fiquei com a parte de produção. Foi a pior produção, confesso, mas o resto do grupo fez um trabalho "da porra" e o programa foi "bala"!!
Nervosismos à parte (início do curso, tema novo, programa ao vivo, cuidado com o tempo, barulhos, aquela coisa toda), o resultado foi excelente!!
E o Wagner matou a pau!!

Os entrevistadores são MMMarcelo e Janine Mello.
O professor é o Ricardo Medeiros.

Eu tirei as propagandas e dividi em 3 partes pra poder caber.

domingo, 15 de março de 2009

Dia Nacional do Choro

É... não é só o Samba que tem seu Dia Nacional.

Dia 23 de abril, dia de São Jorge, nascimento de Pixinguinha, também é comemorado o Dia Nacional do Choro.

Ano passado o evento foi comemorado no Mercado Público com a presença de troscentos chorões. Não sabia que havia tanto instrumentista assim.

Créditos para Luiz Sebastião (na foto de Nilza Girolla), que organizou o evento.

Esse ano tem mais.

A medida que os detalhes chegarem, eles serão divulgados.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Raphael Galcer

Foto: Gaia Petrelli

Wagner Segura foi, provavelmente, o responsável por existir choro em Florianópolis. Isso em meados de 80. Começou no bandolim e depois foi para o violão de 7 cordas, tornando-se um dos maiores violonistas de 7 cordas da cidade.
Mas não é dele que eu quero falar. Não agora.
A introdução foi para dizer que Wagner Segura, chorão, é um dos maiores e toca 7 cordas.

Raphael Galcer é chorão e toca 7 cordas. Mas a coincidência não termina aí. Raphael Galcer tem se tornado um dos maiores violonistas da cidade. Tanto quanto Wagner. Tive o privilégio e o prazer de gravar uma roda de choro com os 2 no violão. Segundo Raphael, até onde ele lembre, foi a primeira vez que eles tocaram juntos.

Raphael (com ph) é chorão, sambista, compositor, estudioso, esforçado, dono de um bom e rápido ouvido, cantor, e um dos maiores violões de 7 cordas.
O ver tocar é um prazer muito grande. O som é maravilhoso, as baixarias são certeiras, a levada é completa, o dedilhado é hipnotizante.
Ele até erra. Mas só pra dizer que é humano.
Seu nome consta na lista de músicos indicados deste blog, no canto inferior direito.

Raphael organizava uma roda de choro na praçinha da Lagoa, às terças-feiras. Tudo improvisado, sem aparelhagem de som, descontraído. Era ótimo!
Cavacos, violões, flautas, acordeãos, pandeiros, clarinetes, todos juntos, felizes, animados, animando, culturando os transeuntes. E não eram poucos. A praçinha inteira parava pra ver. Saiu até no jornal. E, óbviu, no Youtube.
Raphael não está tocando essa música, mas está ao lado do 7 cordas, conversando.

Claro que a ignorância fez com que proibissem a manifestação artística e cultural. A polícia aparecia, mandava fechar a tendinha e pedia para o pessoal ir embora.

Hoje Raphael retorna às terças na Lagoa, um pouco mais a frente, no bar
Varandas, no começo da Avenida das Rendeiras. Integrando o Grupo Ginga do Mané, Raphael Galcer (violão de 7 cordas), Fabrício (pandeiro), Bernardo Sens (flauta), Fernanda da Silveira (cavaco) e Thiago Larroyd (bandolim) organizam uma roda de choro a partir das 22h. A entrada é de R$5.
QUEM FOR MÚSICO NÃO PAGA!






Por tudo isso e mais um pouco ele é digno de uma postagem só dele.
Raphael Galcer é, hoje, um dos maiores expoentes do Choro.


E o povo canta: "O amor que floresce em paz resiste ao tempo. E o tempo até é gota que escorre pela flor que cai num rio que já não volta mais" (Raphael Galcer / Dôga)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Choro 2



É comum ver na tv cenas de cidades, da década de 20, 30, 40, com o choro como música de fundo. Puro preconceito.
O choro é uma das manifestações musicais e culturais mais antigas e genuinamente brasileira. Mesmo sendo uma das mais antigas, é muito atual.
2 bons exemplos disso são as músicas Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro) e Brasileirinho* (Waldir Azevedo). Não há brasileiro, velho ou novo, em sã consciência que não termine a seguinte frase: Meu coração, não sei porque, ........
Ou brasileiro em sã consciência que não reconheça o solo de Brasileirinho.
Carinhoso foi feito em 1917, século XX. 91 anos depois, já no século XXI, e a música continua como uma das mais conhecidas no Brasil. Brasileirinho é de 1949.


Além dos choros antigos, há os novos choros. Gente criando coisa nova. Com a linguagem antiga, com nova roupagem, mas fazendo choro.
No Dia Nacional do Choro, 23 de abril de 2008, comemorado no Mercado Público, vi que existem vários grupos de choro e vários chorões que eu nunca vi na vida.
Como exemplos mais consistentes de novos chorões, posso citar Fernanda da Silveira, Fabrício, Thiago Larroyd, Bernardo Sens, Raphael Galcer, Luiz Sebastião e Wagner Segura, que são os que eu conheço. Os outros chorões de Florianópolis estão em algum lugar, chorando entre os dedos.


*Brasileirinho é questionado por vários chorões por não ser considerado choro, mas fox-trot.




E o povo continua sem cantar hoje, porque, na maioria, o choro não tem letra.

domingo, 26 de outubro de 2008

Choro



Não sou um profundo conhecedor de choro, mas freqüento o meio e sei que pra tocar choro é necessário muito estudo.
O leque de informações musicais que o choro proporciona é muito grande. Comparado com o samba, sem querer desmerecer, um chorão pode acompanhar um sambista facilmente, mas sambista não acompanha chorão com tanta destreza.
São escolas diferentes, mas quem se forma como chorão tem mais portas abertas.

Andei reparando que os músicos de choro de Floripa, onde eu faço a análise, são muito estudados, e estão em constante aprendizado, sempre atualizados. 
Em Florianópolis é fácil encontrar quem acha que entende de samba, mas se for apresentado um grupo qualquer, as pessoas não vão saber se estão tocando bem ou mal, muito menos onde estão errando. (Por isso que o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá" (Sérgio Porto)).
Com o choro a situação piora. Ninguém se arrisca a dizer que "acha" que entende de choro. É algo muito complexo. Ou se entende, ou não. E é quase impossível encontrar alguém que entenda de choro. Imagina apresentar um grupo de choro pra saber se estão tocando bem ou mal, ou se estão errando.
Já os adianto: eles não erram!
Cada dia que passa eu fico mais impressionado com o conhecimento que eles possuem.

Eu dou moral pros chorões de nossa cidade!
Só pra constar, já que o fato de alguém de Florianópolis dando moral pra alguém de Florianópolis ninguém dá moral, os chorões do Rio de Janeiro e São Paulo também dão moral pro pessoal daqui.


E hoje o povo não canta, porque o choro é somente instrumental. Em sua maioria.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Músicos disponíveis

Estou dispobiliziando aqui no blog, no lado direito, junto aos links, uma relação de músicos que atuam também como free-lancer, para quem tiver interesse em contratar para eventos.

São músicos de Florianópolis da mais alta qualidade em diversas áreas do Samba e Choro: percussão (surdo, pandeiro, cuíca, etc.), cordas (cavaco, bandolim, violão de 7, etc.), voz, harmonia (flauta, sax, etc.).


E o povo canta: "Já chegou quem faltava. Quem o povo esperava chegar" (Nilson Gonçalves)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Dia Nacional do Choro

Dia 23 de abril, além do dia de São Jorge, é, também, aniversário de Alfredo da Rocha Viana Júnior, o Pixinguinha.
Por causa de seu aniversário foi estipulado que seria considerado o Dia Nacional do Choro, em homenagem ao maior chorão de todos os tempos, através da Lei nº 10.000/2000.

Em Florianópolis haverá um evento no Mercado Público. Luiz Sebastião, o Luizinho 7 cordas, está organizando um show neste sábado, dia 26, a partir das 10h e segue até umas 16h.

Haverá apresentação de vários grupos de choro da cidade. E como tem grupo de choro!!

Mais informações: 9928-9838 - Luiz Sebastião


Aproveito para lembrar os simpatizantes que toda terça-feira há uma excelente roda de choro na praça da Lagoa da Conceição, comandada por Raphael Galcer.


E o povo recita: "O CHORO é como um vestido de roda. Que não segue a moda, que a moda não dura. O seu tecido é de fino novelo. Parece um modelo da alta-costura." (Paulo César Pinheiro)