Mostrando postagens com marcador Ginga do Mané. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ginga do Mané. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ginga do Mané lança seu primeiro CD


Um dos principais grupos de choro de Florianópolis, o Ginga do Mané, está lançando seu primeiro CD, dia 21 de julho, quinta-feira, às 21h, no Teatro Álvaro de Carvalho - TAC.

É o lançamento do primeiro CD autoral de um grupo de choro catarinense, com composições de Bernardo Sens, Raphael Galcer e Marcelo Portela.
O show conta com participações dos músicos Leandro Pacheco, no bandolim, Carlos Schimidt, no bombardino, Marcelo Portela, no violão 7 cordas, e Julio Cordoba, no violão 6 cordas.

A entrada é R$ 10 e o ingresso pode ser adquirido no Empório Mineiro (Lagoa da Conceição), no TAC, com Raphael Galcer (9904-2281) ou Cristovam Thiago (9948-6832).


Abaixo, trecho de dois choros do grupo.

O batutinha
(Bernardo Sens)


Ernesto chorando na polca
(Raphael Galcer)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ginga do Mané ensina choro nas escolas de Floripa

Recebi e-mail do grupo agora pouco. O texto também se encontra no site da Prefeitura.
Pra contrariar Noel Rosa... :)

Com o objetivo de difundir a música brasileira, especialmente o choro, nas escolas da rede pública de ensino, foi criado o projeto Choro na Escola. A iniciativa possibilita aos estudantes e a comunidade, o entendimento dos ritmos, instrumentos e linguagem da música brasileira e ainda o conhecimento de compositores e obras catarinenses e nacionais deste gênero.

O projeto é desenvolvido pelo grupo de choro Ginga do Mané, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, por meio do programa Escola Aberta. Com seis anos de história, o grupo, é composto pelos músicos Bernardo Sens (Flauta / Coordenação Geral), Fernanda da Silveira (cavaco), Raphael Galcer (Violão 7 cordas) e Fabrício Gonçalves (Pandeiro). No repertório estão as obras dos grandes músicos nacionais como: Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo e também dos catarinenses Nilo Dutra, Carlos Vieira, Geraldo Vargas e Bernardo Sens.

O nome Ginga do Mané faz alusão ao choro “A Ginga do Mané”, do grande mestre Jacob do Bandolim. Também faz referência ao jeito florianopolitano de ser, cujo nativo é carinhosamente chamado de “manezinho”.

A primeira apresentação do projeto, acontece neste sábado (28/08), às 14h , na Escola Básica Municipal Gentil Mathias da Silva, no bairro Ingleses, em Florianópolis. A entrada é franca
A importância do choro

O Choro é um gênero musical brasileiríssimo, que arrebata a atenção de qualquer platéia com seus andamentos velozes e vibrantes. Da mesma forma, envolve e cativa a todos com a criação de um ambiente melancólico e sereno, patrocinado por algumas de suas composições mais lentas com seus arranjos sublimes. Não há como ficar indiferente ao choro bem executado.

O projeto possibilita a troca de saberes através de apresentações didáticas envolvendo e cativando os escolares para a apreciação das mais belas composições do gênero Choro.

Sensibilizar a comunidade para a riqueza dos ritmos e músicas catarinenses, difundir a música instrumental e aproximar o brasileiro de sua cultura são os objetivos do projeto Choro na Escola – Educando através da música brasileira.

Serviço
O quê: Apresentação do projeto Choro na Escola
Quando: Sábado (28 de agosto)
Horário: 14h
Local: Escola Gentil Mathias da Silva
Rua Dom José Becker, 986 – Ingleses
Entrada Franca

Imagem: Divulgação

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hoje é o Samba



O grupo de choro Ginga do Mané está organizando um samba no Projeto 12:30, da Ufsc, no dia 26, quinta-feira, no Teatro da Igrejinha da Universidade, de graça.

O grupo fará um evento para comemorar o
Dia Nacional do Samba (02/12) e, pra isso, chamou amigos de peso: Jandira, cantora do grupo Um Bom Partido, Seu Ari, da Velha Guarda da Copa Lord, no tamborim e agogô, Julio Córdoba no violão de 6 cordas e Dôga na percussão.
O Ginga é formado por
Fernanda da Silveira no cavaco, Fabricio Gonçalves no pandeiro, Raphael Galcer no violão de 7 cordas e Bernardo Sens na flauta.

A apresentação do show fica por minha conta,
Artur de Bem.

Mais informações, com a Fernanda: 8402-1151.


Show
Hoje é o Samba, 26/11/09, no Teatro da Igrejinha da UFSC, no Projeto 12h30
Grupo Ginga do Mané e convidados
Jandira / Dôga / Seu Ari / Julio
Texto e apresentação: Artur de Bem


1. Cheguei (Pixinguinha)
Pixinguinha foi o maior músico que tivemos! Talvez, um dos maiores do mundo. E essa informação tem o respaldo de todos os outros grandes músicos. Vinicius de Moraes disse, um dia, não conhecer figura tão excepcional quanto Pixinguinha. E Vinicius conhecia bastante gente.
Pixinguinha foi especial.
Aqui, o primeiro da Santíssima Trindade.

2. Pelo Telefone (Donga / Mauro de Almeida)
Donga foi, talvez, o maior responsável pela preocupação dos compositores em registrar suas obras. Segundo Heitor dos Prazeres, o refrão deste samba era cantado por todos na casa de Tia Ciata (antigamente não havia segundas partes, o pessoal improvisava), e ninguém saberia dizer, ao certo, quem era o autor. Donga registrou este como sendo seu, causando certo desconforto entre os outros sambistas freqüentadores da Tia Ciata. O jornalista Mauro de Almeida fez uma paródia do samba para uma reportagem sobre cassino e publicou no jornal. A paródia fez tanto sucesso quanto a original. Hoje, se cantam das duas formas e a autoria foi dividida.
Donga é o segundo da Santíssima Trindade.

3. Jura (Sinhô)
O auto intitulado Rei do Samba. Infelizmente, Sinhô é muito conhecido por roubar músicas dos outros, o que poderia até diminuir sua credibilidade. Não para nós. Sinhô tinha, sim, essa malandragem de embebedar outros compositores e pedir para eles executarem a obra várias e várias vezes, enquanto um amigo de Sinhô escrevia a partitura escondido atrás de algum biombo. Após isso, corriam para a rádio dizer que tinham feito um samba novo.
Mas Sinhô também era compositor de verdade, além de um músico extraordinário. Incapaz de ler uma linha sequer de partitura, tocava de ouvido. Seu instrumento era o piano. Certa vez em um cabaré, colocaram uma partitura em sua frente e pediram para executar tal obra. Sinhô, malandramente, disse que não poderia, pois não se dava com o autor.

4. Batuque na Cozinha (João da Baiana)
Exímio tocador de prato e faca e pandeiro, compositor, improvisador, dançarino, João da Baiana foi preso por portar um pandeiro, quando se dirigia à Festa da Penha. Quando o senador Pinheiro Machado, seu amigo, soube do ocorrido, mandou soltá-lo, mandou fazer um pandeiro novo, talhar no corpo do instrumento os dizeres “Do senador Pinheiro Machado para João da Baiana” e o presenteou.
João termina a formação da Santíssima Trindade da Música Popular Brasileira.

5. Se você Jurar (Ismael Silva / Nilton Bastos / Francisco Alves)
Ismael Silva foi o fundador da primeira escola de samba, a Deixa Falar. O termo Escola de Samba foi criado pelo fato da sede do bloco ser ao lado de uma escola comum, e pelo fato do bloco ser repleto de grandes sambistas que acabavam ensinando samba às outras pessoas, até para o pessoal da Portela (então Vai Como Pode) e Mangueira (então Estação Primeira), na época em que as escolas de samba ensinavam samba. Ironicamente, a Deixa Falar nunca foi registrada como Escola de Samba, apenas como Bloco Carnavalesco e, mais tarde, Rancho Carnavalesco. De Escola de Samba, tinha, apenas, o apelido.
Ismael foi, também, o responsável pela mudança de andamento do samba amaxixado da época. Houve até uma discussão proposta pelo pesquisador Sérgio Cabral entre Ismael e Donga. Ismael dizia, sobre o samba de Donga: “Isso não é samba, é maxixe!”, ao que Donga respondia, sobre o samba de Ismael: “Isso não é samba, é marcha!”. Alguém se arrisca a dar um palpite?
Uma dia dois amigos se encontraram num bar:
- Você viu o Ismael?
- Quem?
- Ismael! Não conheces?
- Não!
- Você não conhece Ismael Silva????
O rapaz se levanta, bate continência e diz:
- Você está falando do Grande Ismael Silva?

6. Agora é Cinza (Bide / Marçal)
Também da Estácio, assim como Ismael, Bide e Marçal estão entre as maiores duplas de todos os tempos. Bide dizia que eles se completavam. A ligação que eles tinham era tamanha que, quando da morte de Marçal, Bide parou de compor e se dedicou à atividade de percussionista de rádio e das gravadoras. Dois grandes bambas da Estácio, exímios percussionistas e excelentes compositores. Bide inventou o surdo e uns atribuem a ele a invenção do tamborim, apesar dele mesmo declarar não ter certeza disso.
Marçal é o primeiro da dinastia Marçal, que hoje está na terceira geração.
Esta música foi a primeira parceria dos dois.

7. Alvorada (Cartola / Carlos Cachaça)
Terminada Estácio de Sá, vamos para Mangueira, fundada por Cartola e Carlos Cachaça, grandes amigos e parceiros, entre outros sambistas. Na década de 70, Cartola ficou de longe dos desfiles da Mangueira, por não conseguir seguir o andamento das escolas de samba.
Cartola foi dono de restaurante: o Zicartola. Ele era o gerente e Dona Zica, sua esposa, a cozinheira. Como gerenciar conta de bêbados amigos não era o forte, o restaurante faliu, não sem antes revelar grandes nomes do samba como Paulinho da Viola, Nelson Sargento, Anercarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, como Rosa de Ouro, Clementina de Jesus, etc.
Um dia, Heitor Villa Lobos ouviu uma música que Cartola tinha recém composto e disse: “Ta tudo errado, mas ta ótimo!”.

8. Minha Vontade (Chatim)
“Da Mangueira tem Carola, do Estácio, Ismael. Da Portela tem o Paulo, que é o nosso Deus do Céu!”
A Portela é um celeiro de bambas. Além da quantidade, há a qualidade. A Portela detinha a mais respeitada ala de compositores. Dentro dela, Chatim.
Infelizmente não há muitos detalhes sobre a sua vida, mas Chatim fez parte do grupo musical da Velha Guarda da Portela, gravou algumas de suas músicas e deixou outras tantas não gravadas. Recentemente, um áudio gravado por Candeia com uma segunda parte, inédita, de um de seus sambas foi descoberto e está circulando pela internet.

9. As Forças da Natureza (Paulo César Pinheiro / João Nogueira)
João Nogueira foi o criador do Clube do Samba. Não só da música, mas do Clube em si, que tinha a sede no quintal de sua casa e reunia grandes sambistas.
João era um excelente intérprete. Suas divisões melódicas são inigualáveis.
Paulo César Pinheiro foi casado com Clara Nunes e, junto com João Nogueira, era presença garantida nos álbuns da Guerreira.
Excelentes letristas, melodistas, poetas, essa dupla marcou história no samba.

10. Partido Alto da Clementina de Jesus (Candeia)
Sou suspeito de falar, mas Candeia foi o maior sambista de todos os tempos. A lista de elogios é extensa, então vou tentar resumir: Respeitava os mais velhos, criava, respeitando as tradições, tocava cavaquinho, violão, percussão, compunha letra, melodia, cantava, e, muito importante, conhecia os fundamentos.
Fundou o Grêmio Recreativo Arte Negra Escola de Samba Quilombo em 1974, por não aceitar o que estava acontecendo com o carnaval e com as escolas de samba, que estavam deixando de lado os verdadeiros responsáveis pela criação do carnaval e das escolas: os sambistas, os pobres e os negros.
Sambista, chorão, capoeirista, jongueiro, foi um grande líder do movimento negro.

11. Timoneiro (Paulinho da Viola / Hermínio Bello de Carvalho)
O grande Paulinho da Viola seja, talvez, o último dos sambistas-chorões, com passagem fácil por essas duas vertentes, e que executa tão bem as duas modalidades.
Em sua primeira visita à quadra da Portela, já arranjou uma parceria de peso. Casquinha ouviu uma primeira de Paulinho, foi ao banheiro e retornou com uma segunda que se encaixou perfeitamente. Estava feito o samba Recado, e selada a entrada de Paulinho na mais respeitada ala de compositores, da Portela.
Em 1970, juntou o pessoal da Velha Guarda da Portela e produziu o primeiro álbum da Velha Guarda. Hoje ele é padrinho da Velha Guarda e pede a bênção pros seus afilhados.

12. Tia Eulália na Xiba (Nei Lopes / Cláudio Jorge)
Nei Lopes é um grande pesquisador da cultura negra. Autor de livros, dicionários, sambas, jongos, e outros estilos musicais. Fez muitos sambas de sucesso, principalmente com seu parceiro mais constante: Wilson Moreira.
Nei, hoje, costuma fazer sambas com um grupo de samba de São Paulo e alimenta um blog com contos, causos, histórias e demais informações interessantes.

13. Cantar (Teresa Cristina)
Chegando na nova geração, Teresa Cristina surge em 1998, no movimento de revitalização da Lapa. Cantora, compositora, portelense, Teresa tem músicas em parceria até com Argemiro Patrocínio. Chegou ao mercado regravando músicas de Paulinho da Viola, e hoje já grava suas próprias músicas.
Teresa é facilmente encontrada na Lapa.

14. A Fina Flor (Jandira)
Também da nova geração, temos a Jandira, maior partideira do Brasil, quando venceu o primeiro torneiro, em 2002, no Rio de Janeiro.
Cantora, compositora, percussionista, improvisadora, fundadora do grupo Um Bom Partido, Jandira está em qualquer lista que se preze sobre as figuras mais importantes do samba de Florianópolis.

15. Aquarela Brasileira (Silas de Oliveira)
Terminamos aqui esta humilde e pequeníssima, diante do vasto mundo do samba, cronologia do samba com o maior compositor de samba enredo de todos os tempos. O que quase ninguém sabe, é que Silas de Oliveira é, também, um excelente compositor de samba de terreiro.
Faltando alguns minutos para o desfile da Império Serrano de 1964, em homenagem a Ary Barroso, chega à concentração a notícia de que Ary, autor de Aquarela do Brasil, havia falecido. Foi, talvez, o desfile mais emocionante da escola.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ginga do Mané na Cachaçaria

O Ginga do Mané toca hoje, às 20h, na Cachaçaria do Córrego, Rua João Pio Duarte Silva.
A entrada é R$3.

Participação especial de Leandro do Bandolim, integrante do Portal do Choro. Grande bandolinista.

terça-feira, 31 de março de 2009

Choro e poesia

Que infeliz sorte! Cheguei no fim.
Mas a tempo o suficiente de ouvir uns 2 ou 3 choros do Ginga do Mané e 2 ou 3 declamações do poeta César Félix.
E foi maravilhoso!!!

Eu tinha muito pré-conceito com poetas. Achava que não mereciam ser chamados de poetas. Bobagem. Burrice. Nem os conhecia.
Hoje eu conheci um pedaço ínfimo de César Félix.

A apresentação foi divinal!

Já vi um show do Toquinho. Ele conta histórias e canta. É maravilhoso.
Já ouvi um cd com participação do Paulo César Pinheiro. Ele declama poesia e canta. É maravilhoso.
Imagino como eram os show de Vinícius de Moraes, Tom Jobim e Toquinho juntos. Cheio de histórias, poemas e música. Deveria ser maravilhoso.

Assim como maravilhoso foi a presentação do Ginga do Mané e Cesinha. O poeta conta histórias divertidas, declama poemas muito bonitos e o Ginga complementa com um choro. Tudo transado.

Eventos assim devem acontecer sempre!
Foi muito bom! Eu recomendo! E me prontifico a ajudar no que for preciso pra outros eventos desse tipo!

Replico aqui as palavras do Cesinha: Obrigado e parabéns pra UFSC por disponibilizar o espaço pra esta apresentação.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Choro e poesia na UFSC


O grupo Ginga do Mané e o poeta César Félix se apresentarão no Teatro da UFSC na sexta-feira, 27, às 20h.
A entrada é de R$ 20 e quem levar uma poesia paga meia entrada (inédita, de preferência).

Imagino que essa idéia de levar um poema deva ter surgido da cabeça pensante do César.


O Ginga toca também na Cachaçaria do Córrego (sem o poeta dessa vez), na Rua João Pio Duarte Silva, dia 9 de abril, quinta-feira, às 20h.
Dessa vez a entrada é R$3. Sem choro. (rrá)


E toda terça-feira, às 21h, no Varandas Bar, na Lagoa. A entrada é de R$ 5. Músico não paga.


Mais informações sobre os eventos, liguem para a Fernanda da Silveira, Fernandinha pros íntimos (8402-1151).

domingo, 25 de janeiro de 2009

Raphael Galcer

Foto: Gaia Petrelli

Wagner Segura foi, provavelmente, o responsável por existir choro em Florianópolis. Isso em meados de 80. Começou no bandolim e depois foi para o violão de 7 cordas, tornando-se um dos maiores violonistas de 7 cordas da cidade.
Mas não é dele que eu quero falar. Não agora.
A introdução foi para dizer que Wagner Segura, chorão, é um dos maiores e toca 7 cordas.

Raphael Galcer é chorão e toca 7 cordas. Mas a coincidência não termina aí. Raphael Galcer tem se tornado um dos maiores violonistas da cidade. Tanto quanto Wagner. Tive o privilégio e o prazer de gravar uma roda de choro com os 2 no violão. Segundo Raphael, até onde ele lembre, foi a primeira vez que eles tocaram juntos.

Raphael (com ph) é chorão, sambista, compositor, estudioso, esforçado, dono de um bom e rápido ouvido, cantor, e um dos maiores violões de 7 cordas.
O ver tocar é um prazer muito grande. O som é maravilhoso, as baixarias são certeiras, a levada é completa, o dedilhado é hipnotizante.
Ele até erra. Mas só pra dizer que é humano.
Seu nome consta na lista de músicos indicados deste blog, no canto inferior direito.

Raphael organizava uma roda de choro na praçinha da Lagoa, às terças-feiras. Tudo improvisado, sem aparelhagem de som, descontraído. Era ótimo!
Cavacos, violões, flautas, acordeãos, pandeiros, clarinetes, todos juntos, felizes, animados, animando, culturando os transeuntes. E não eram poucos. A praçinha inteira parava pra ver. Saiu até no jornal. E, óbviu, no Youtube.
Raphael não está tocando essa música, mas está ao lado do 7 cordas, conversando.

Claro que a ignorância fez com que proibissem a manifestação artística e cultural. A polícia aparecia, mandava fechar a tendinha e pedia para o pessoal ir embora.

Hoje Raphael retorna às terças na Lagoa, um pouco mais a frente, no bar
Varandas, no começo da Avenida das Rendeiras. Integrando o Grupo Ginga do Mané, Raphael Galcer (violão de 7 cordas), Fabrício (pandeiro), Bernardo Sens (flauta), Fernanda da Silveira (cavaco) e Thiago Larroyd (bandolim) organizam uma roda de choro a partir das 22h. A entrada é de R$5.
QUEM FOR MÚSICO NÃO PAGA!






Por tudo isso e mais um pouco ele é digno de uma postagem só dele.
Raphael Galcer é, hoje, um dos maiores expoentes do Choro.


E o povo canta: "O amor que floresce em paz resiste ao tempo. E o tempo até é gota que escorre pela flor que cai num rio que já não volta mais" (Raphael Galcer / Dôga)

sábado, 8 de novembro de 2008

E dá-le choro



Está tudo no folder.
Só posso acrescentar que é muito bom e que vale a pena!

domingo, 2 de novembro de 2008

Choro na Lagoa - músico não paga

E dá-le choro!



Toda terça-feira o grupo Ginga do Mané se apresenta no Varandas, na Lagoa da Conceição, às 21h.

A entrada é de R$5 e quem for músico, chorão, quiser dar uma canja, não paga o couvert.
Faz sentido. Faz muito sentido!!! Mas aqui em Florianópolis é necessário anunciar este fato.

E lá vai a trupe: Raphael Galcer no 7 cordas, Bernardo Sens na flauta, Thiago Larroyd no bandolim, Fernanda da Silveira no cavaco e Fabrício no pandeiro.

Mais informações: (48) 9933-3353


E o povo canta: "O tico-tico tá, tá outra vez aqui, o tico tico tá comendo o meu fubá. Se o tico-tico tem, tem que se alimentar, que vá comer umas minhocas no pomar." (Zequinha de Abreu / Eurico Barreiros)

domingo, 19 de outubro de 2008

Ginga do Mané - Choro de graça


Foto: Jéfferson Sodré/Divulgação

O Grupo Ginga do Mané faz show gratuito nesta terça-feira, dia 21, às 21h, no Espaço Cultural Sol da Terra, na Lagoa da Conceição, Av. Afonso Delambert Neto, 885.

A apresentação faz parte da 3ª Mostra Multicultural de Florianópolis.

Mais informações:
(48) 3232-2303
www.soldaterra.com.br ou www.gingadomane.com.br

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ginga do Mané às terças no Varandas

O Ginga do Mané faz roda de choro com convidados todas às terças-feiras, a partir das 21h, no Bar e Petiscaria Varandas, Av. das Rendeiras, 492, Lagoa da Conceição. Entrada é de R$ 5.


O nome "Ginga do Mané" faz alusão ao Choro "A Ginga do Mané" do inimitável mestre Jacó do Bandolim e também faz referência ao jeito florianopolitano de ser, que carinhosamente é chamado de "manezinho".

O grupo é bem sintetizada pelo nome escolhido, ou seja, seriedade, comprometimento e paixão pelo choro - como foi a trajetória de Jacó do Bandolim - irreverência e improvisação – como os dribles do genial Mané Garrincha - e alegria e simplicidade – exemplos da vida do ilhéu.

A célula inicial do Grupo nasceu nas aulas práticas ministradas no Centro Musical Wagner Segura, onde alguns foram alunos, ou ainda, como é o caso da cavaquinhista Fernanda, do pandeirista Fabrício e do Thiago Larroyd hoje professores da escola Wagner Segura.

Bernardo, Fabricio, Fernanda, Raphael e Thiago buscam mesclar a impetuosidade da juventude com a necessária dedicação e a responsabilidade de executar obras musicais tão elaboradas e vinculadas ao perfeccionismo, a exemplo de, em meados da década de 70, alguns jovens como proposta similar fundaram o grupo "Os Carioquinhas" (uma das principais influências do Ginga do Mané), formado por nada menos que Celso Alves da Cruz (clarinete), Celsinho Silva (pandeiro), Luciana Rabello (cavaquinho centro), Maurício Carrilho (violão), Mário Florêncio Nunes (percussão), Paulo Magalhães Alves (bandolim), Rafael Rabello (violão 7 cordas) e Téo Oliveira (arranjador).

A proposta do Ginga do Mané, portanto, é o estudo e a divulgação do choro, dando ênfase à produção catarinense. Por este motivo, o grupo possui, além do especial repertório de clássicos do gênero, músicas de qualidade adquiridas através de pesquisa histórica com os compositores do nosso estado. Assim, adicionamos a cada apresentação características sugeridas pelo público local.

Poucos conseguem ficar indiferentes com pot pourri's de choros de andamentos velozes e execuções vibrantes, da mesma forma que todos são envolvidos pelo ambiente melancólico e sereno que alguns choros proporcionam.

Assim, o Ginga do Mané, por onde passa conquista o público. A cada apresentação mais e mais pessoas são tocadas pelo choro executado por estes competentes músicos.

Dentre as atividades desenvolvidas pelo "Ginga do Mané" destacamos: a participação no "III Festival dos Grupos de Samba-Raiz de Florianópolis" – 09/2004,as apresentações no lançamento do "Clube do Choro de Florianópolis" – 05/2005 e no Circuito Banco do Brasil – Etapa Santa Catarina – 06/2005.

Ainda, cabe citarmos as participações: na Oficina "Ritmos Brasileiros" – no Centro Integrado de Cultura, acompanhando o mestre Jorginho do Pandeiro (Grupo Época de Ouro) – 08/2005, no VI Encontro Nacional dos Advogados da União e II Seminário Nacional sobre Advocacia do Estado – 08/2005, no Projeto "Regionalização da Cultura Musical" com a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina no município de Pinhalzinho (SC) – 09/2005, no evento "Happy Hour com chorinho" promovido pelo Rotary/Rotaract Kobrasol – 09/2005, na "Operação Verão 2006" promovida pela Prefeitura Municipal de Florianópolis 01 e 02/2006 – participações no Fam nas edições de 2007 e 2008.


E o povo canta: "Um chorinho nos trás
belas recordações. Quando o som dos regionais invadiam os salões" (Sivuca / Paulo César Pinheiro)