Mostrando postagens com marcador Barão do Pandeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barão do Pandeiro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Não quero mais amar a ninguém

Carlos Moreira de Castro, o Carlos Cachaça, certa vez, fez isso:

Não quero mais amar a ninguém
Não fui feliz
O destino não quis meu primeiro amor
Morreu como a flor ainda em botão
Deixando saudades que dilaceram o meu coração

Cartola ouviu e colocou uma segunda:

Semente de amor sei que sou desde nascença
Mas sem ter brilho e fulgor eis minha sentença
Jurei pela primeira fez um sonho vibrar
Foi beijo que nasceu e morreu sem se chegar a dar


Às vezes dou gargalhada ao lembrar do passado
Nunca pensei em amor, nunca amei nem fui amado
Se julgas que estou mentindo, jurar sou capaz
Foi simples sonho que passou e nada mais



A Mangueira desfilou com este samba em 1936.

Após o carnaval, o Zé da Zilda procurou o Carlos Cachaça com uma proposta de gravação e pediu pra ele assinar uma autorização. Carlos Cachaça ponderou que o Cartola também era autor do samba e devia ser consultado. Zé concordou.

De posse da autorização assinada pelo Carlos Cachaça, ele escreveu uma segunda parte



O que dou preferência hoje em dia
É viver com bastante alegria
E o sorriso que esperava esconder
Saudade que me faz sofrer

e registrou o samba no nome dele e do Carlos Cachaça. Aracy de Almeida gravou este samba em 09/09/1936, e no selo saiu "Não quero mais" (José Gonçalves/Carlos Moreira da Silva). Erraram o nome do Carlos Cachaça. Quando o Cartola soube da gravação foi falar com o Carlos Cachaça que explicou a história toda. Cartola não ficou magoado com o Carlos Cachaça, mas nunca mais falou com o Zé da Zilda.

Em 1973 quando o Paulinho da Viola gravou o samba com a letra original, a Zilda procurou o Paulinho dizendo que tinha direitos, que o Zé era parceiro da música, coisa e tal. O Cartola assinou uma cessão de direitos pra Zilda e nunca mais falou com ela também.

Hoje o Zé consta como autor do samba, mas não tem uma vírgula da autoria dele na letra com que o samba é cantado.
Não significa que o Zé seja encrenqueiro ou "comprositor". Zé tem obras belíssimas, inclusive em parceria com a Zilda, sua esposa.

Colaborou: Barão do Pandeiro

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Um Bom Partido recebe Barão do Pandeiro domingo no Kanttum

Título no maior estilo Samba-Choro.

O grupo Um Bom Partido se apresenta todo domingo no Bar Kanttum, na cabeceira da ponte Hercílio Luz, lado continental, e neste domingo, dia 17, às 20h, irá receber Barão do Pandeiro.
A entrada é de R$5 para mulheres e R$10 para homens.

Mais informações pelo telefone 9991-3218, com Carlos Raulino.

Segue o release que eu recebi sobre o Barão, até porque eu não o conhecia.


Nascido e criado no meio do Choro e do Samba, Barão passou a tocar o instrumento que passou ser parte do seu nome aos 5 anos de idade tendo por inspiração o grande João da Baiana. Cantor e ritmista, conviveu e acompanhou grandes nomes da música popular brasileira tais como: Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus, Zé Kéti, Paulo Vanzolini e Cristina Buarque de Holanda.

É profundo conhecedor e pesquisador da História da Música Popular Brasileira, focado na história do Samba e do Choro, sendo uma referência sobre assuntos musicais.

Como cantor, Barão do Pandeiro possui um repertório extremamente cultivado, característica essa ressaltada por todos no universo do Samba e do Choro. Exímio pandeirista foi e continua sendo componente de representativos grupos de Choro e Samba.

Atualmente comanda as quintas-feiras a Roda de Samba do Bar do Alemão, tradicional ponto de encontro de apreciadores da boa música, onde já participaram como convidados artistas do porte de Miltinho, Germano Mathias, Délcio Carvalho, entre outros.