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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Blog da Dieve

Só falta ela.

Eu tenho um, a Ângela Bastos tem o dela, e agora Nico Ribeiro, que trabalha com carnaval há uns 30 anos (mais do que eu tenho de idade) em todo estado, colunista do O Estado (sim, o jornal ainda existe e há quem diga que voltará a circular como antes), acaba de inaugurar seu blog.

Nico é uma das pessoas mas críticas, alguns podem dizer que chega a ser chato, que existe no carnaval. Pudera. Com tanto tempo de serviço, já viu de tudo. Coisas boas e ruins.
Agora Nico entra na era digital e poderá ser lido, literalmente, por todo mundo (que acessa a internet).

Conheci Nico quando eu era aluno de violão do Aranha e ele me dizia que o pai (Nico) também era pesquisador e tinha um programa de rádio que falava de carnaval.
Muito tempo depois fui reapresentado pelo Marçal no Dia Nacional do Samba de 2007. Ele já estava sem barba e não o reconheci.
Por ser pessoa influente, o adicionei no meu mailing e passamos a nos conhecer.

E o que tudo isso tem a ver com a Dieve?
Bom. Segundo a Dieve, A RIC não tem nenhum planejamento para ingressar na internet. Está perdendo. E muito.
A Dieve poderia ficar alheia a tudo isso e montar um blog por conta própria. Razões pessoais a fazem não tomar esta atitude.
Que pena. Dos 3 colunistas de carnaval (Ângela, Nico e Dieve) é a única que ainda não possui blog.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Terceirização do jornalismo

"Mande sua imagem para nós!"
"Mande seu vídeo para nós!"

Quando vejo esses pedidos em programas de televisão fico assustado.

O jornalismo está indo de vento em poupa, mas pra direções suspeitas, sem GPS, e com o padre de co-piloto.

Será que uma redação não consegue se manter só com pautas e tem que apelar, ao ponto de abrir espaços que poderiam ser utilizados para transmitir informações relevantes, para coisas fúteis?
Há tanta falta do que dizer?
Há tanta ociosidade no jornalismo?
Acho que não.

O jornalismo quer tanto informações, por sinal, cada vez mais rápidas, e fica se prostituindo para amadores que enviam vídeos não jornalísticos, de graça. Tolos. Além de tirar espaço de profissionais habilitados em vídeos, o jornalismo tira espaço que poderia ser preenchido com matérias de informações importantes, ou reportagens realmente interessantes, ou de utilidade pública, coisas que aprendemos na primeira fase do curso de jornalismo. Mas isso custa. Tem que pagar uma equipe. Pensamento óbviu? "Conclamemos o povo a enviar seus vídeos e fotos. Daremos publicidade para eles, que não vão receber nada por isso, nem ganhar dinheiro aparecendo, só uma fama tola, e economizaremos."

O jornalismo já é econômico em suas redações. Cada vez menos podemos encontrar jornalistas especializados em alguma área. Exemplo? Não consigo citar 3 jornalistas específicos em samba, sendo que temos 3 jornais de grande circulação na cidade.
Dieve Oehme (JND), Ângela Bastos (Hora SC), Nico Ribeiro (O Estado)?
Apesar de jornalistas, o papel deles nos jornais é de colunistas.
Rodrigo Brasil (JND)? Jornalista de cultura. (1)
Jéferson Lima (A Notícia)? Jornalista de cultura. (2)
DC? Ah... o DC...

Enfim... hoje qualquer um pode se meter a ser jornalista. Pode se meter a ser câmera, editor... basta enviar seus vídeos e fotos para as redações, cada vez mais enxutas, mais fracas.

Mas isso é uma fase. E não precisa ser muito inteligente, nem visionário, pra prever que um dia os leitores vão voltar a buscar informações corretas, importantes, coerentes, interessantes, e não essas balelas que são feitas hoje em dia.


E o povo canta: "Você me diz que detesta ser notícia de jornal. Mas quando vê jornalista fica perto, e coisa e tal" (Gisa Nogueira)