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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

"Hoje me torno antipático pois censuro a inovação"

"Hoje me torno antipático
Pois censuro a inovação
Partido alto antigo
Batido na mão é muito bom"
(Aniceto do Império)

"Tem muita gente falando em evolução de samba. Não existe! Eu não conheço nenhuma evolução. O que houve foi uma deturpação total da nossa cultura, da nossa maneira de ser. Escola de samba é manifestação popular! E desde o momento que está se afastando cada vez mais de suas raízes, praticamente já estão divorciadas e entrando em um mercado de consumo. E ninguém é saudosista. Ninguém deixou de evoluir. Nós estamos tentando somente preservar a cultura. É pra isso que se propõe a Quilombo." (Candeia)

"Hoje a cultura é o samba. Mudou o nome. Cultura! De vez em quando, quando eles me aperreiam, eu digo: hoje mudou o nome daquilo que vocês faziam antigamente. Metiam o pau na gente. Não era cultura. Era vadiagem, era malandragem. Mas hoje... né?" (Xangô da Mangueira)

"... Inclusive é um samba que eu... Um dos sambas que eu tenho. Até nem sei se é samba. Eu digo que é samba porque tá em moda." (Casquinha)

Eu só assino embaixo deles.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O ideal é competir


Um baita de um samba.
Estou ouvindo essa música há 53 minutos, desde que cheguei em casa.
Essa música me arrepia.

A começar pelos compositores: Candeia e Casquinha. Uma das melhores duplas de compositores.
A melodia se encaixando, de uma forma até grosseira para com as outras músicas, de tão bela, com a letra.
Depois, o arranjo maravilhoso feito pelo Paulinho.
Depois, a simplicidade de como ele é executado, magistralmente simples, no início: Cavaco, pandeiro, violão, tamborins e tantã.
A voz do Paulinho, limpa, tranquila, afinadíssima.
A Velha Guarda, entrando com tudo, com força toda, como se estivesse iniciando um dos desfiles épicos da Portela na Praça 11, tocando e cantando, com a voz da Surica sobressaindo sobre as outras.
"Seus cavaquinhos, seus pandeiros e suas cuícas", como diria Zé Keti.
A cuíca, na levada que só o Casemiro fazia, excelente.
O pandeiro do mestre Argemiro, dono de uma batida única.
Os tamborins de Monarco, Jair e Casquinha.
O Casquinha, um dos compositores, puxando um "quando chegou", para que o samba reinicie.

Demais! Perfeito! Absoluto! Soberano! Sensacional! Glorioso! Fenomenal! Impecável!



Mas eu queria me ater no 6 cordas do César Faria, pai do Paulinho, principalmente quando a música é retomada.
É de chorar!

Eu sempre ouvi e pensei que era um 7 cordas, mas ao ver o encarte e ler que o violonista de 7 cordas (Guaracy, da Velha Guarda) só aparece na segunda parte, e conhecendo o César Faria e o Guaracy como conheço, só posso presumir que seja o próprio César Faria, no 6 cordas, que faz esse chamamento.

Na foto, ao lado do pandeirista.
Deve ser foto de divulgação do Conjunto Época de Ouro, da época. Não sei a autoria.
A data da foto não deve ser muito longe da data da gravação, 1996. Mesmo velho pra caramba, tocava muito! César Faria era o melhor violão de 6 cordas de todos os tempos.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Nada a favor

Vocês já perceberam que quando se trata de CPI dos Cartões Coorporativos, por exemplo, a matéria é veiculada na editoria de Política enquanto que a CPI da Moeda Verde, por exemplo, é veiculada na editoria Geral?

Não é tudo CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito? Uma análise dos parlamentares, ou seja, dos políticos? Então porque diabos uma CPI está em Política e a outra CPI, que também é CPI, está em Geral?

Esse é o nosso jornalismo local!


E o povo canta: "Menino bonito quer ser locutor. Quer ser jornalista e até produtor" (Casquinha)