Seguindo a linha editorial do programa, de exaltar os famosos anônimos, segue a segunda edição do programa "Quem não é ouvido não é lembrado", dessa vez com Bernardo de França da Silva. Um grande percussionista e que sabe cantar muito bem!
Pode ser ouvido no player abaixo, no player lateral do blog, ou clicando nesse link. Também há uma versão com menor qualidade rolando no zapzap.
Sem mais delongas, senhoras e senhores, Bernardo!
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segunda-feira, 19 de junho de 2017
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Quem não é ouvido não é lembrado
Está no ar a primeira edição do programa "Quem não é ouvido não é lembrado - o programa que vai cair no esquecimento". É um programa de entrevistas com os famosos anônimos do samba, aqueles que são conhecidos entre as pessoas do meio musical, mas que não estão na grande mídia.
Não há uma periodicidade fixa do programa. Ele vai ao ar sempre que possível.
É possível fazer o download para ouvir em outro momento ou guardar no computador, basta clicar aqui no link do soundcloud.
O primeiro programa é com o violonista Cleber dos Santos.
Ouçam!
Não há uma periodicidade fixa do programa. Ele vai ao ar sempre que possível.
É possível fazer o download para ouvir em outro momento ou guardar no computador, basta clicar aqui no link do soundcloud.
O primeiro programa é com o violonista Cleber dos Santos.
Ouçam!
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016
100 anos de samba! Primeiro samba gravado!
Sempre falei que essa história de primeiro samba gravado em 1917 só serve para fins didáticos. De uma gente que quer ter uma data para início das coisas.
Uma breve pesquisa na internet já faz cair por terra os 100 anos de samba, ou que "Pelo telephone" tenha sido o primeiro samba gravado.
Antes dele, não necessariamente em ordem cronológica, temos:
Em casa de baiana (Alfredo Carlos Brício) - 1913
Não encontrei a música.
Joaquina (Pedro Bifano) - 1913
A viola está magoada (Catullo da Paixão Cearense) - 1913 ou 1914
Gravada pelo mesmo Bahiano, que gravou "Pelo telephone".
Catimbó (Antônio R. de Jesus) - Não sei a data. Se não foi antes do "Pelo telephone", foi contemporâneo. Também não encontrei a música.
Há, ainda os compositores Lourival de Carvalho e Louro, que tiveram sambas gravados antes do Donga. Não encontrei as músicas.
E deve ter muitos outros sambas. Qual foi o primeiro? Não sei. Mas como o intuito dessa postagem não é fazer uma dissertação de mestrado, mas mostrar exemplos de gravações de samba antes do "Pelo telephone", creio que tá bom.
E porque cargas d'água então se fala do "Pelo telephone"? Porque fez sucesso.
E se disserem que isso tudo não é samba, mas maxixe ou outro gênero musical, o primeiro samba, no formato como conhecemos hoje, só seria gravado em 1928, com os compositores do Estácio. De qualquer forma, não seria em 2017 o centenário do samba. Ou 2016, ano de registro do "Pelo telephone" na Biblioteca Nacional.
Me faz carinhos (Ismael Silva) - 1928
Registrado em nome de Francisco Alves, mas é do Ismael.
Encerro por aqui!
Uma breve pesquisa na internet já faz cair por terra os 100 anos de samba, ou que "Pelo telephone" tenha sido o primeiro samba gravado.
Antes dele, não necessariamente em ordem cronológica, temos:
Em casa de baiana (Alfredo Carlos Brício) - 1913
Não encontrei a música.
Joaquina (Pedro Bifano) - 1913
A viola está magoada (Catullo da Paixão Cearense) - 1913 ou 1914
Gravada pelo mesmo Bahiano, que gravou "Pelo telephone".
Catimbó (Antônio R. de Jesus) - Não sei a data. Se não foi antes do "Pelo telephone", foi contemporâneo. Também não encontrei a música.
Há, ainda os compositores Lourival de Carvalho e Louro, que tiveram sambas gravados antes do Donga. Não encontrei as músicas.
E deve ter muitos outros sambas. Qual foi o primeiro? Não sei. Mas como o intuito dessa postagem não é fazer uma dissertação de mestrado, mas mostrar exemplos de gravações de samba antes do "Pelo telephone", creio que tá bom.
E porque cargas d'água então se fala do "Pelo telephone"? Porque fez sucesso.
E se disserem que isso tudo não é samba, mas maxixe ou outro gênero musical, o primeiro samba, no formato como conhecemos hoje, só seria gravado em 1928, com os compositores do Estácio. De qualquer forma, não seria em 2017 o centenário do samba. Ou 2016, ano de registro do "Pelo telephone" na Biblioteca Nacional.
Me faz carinhos (Ismael Silva) - 1928
Registrado em nome de Francisco Alves, mas é do Ismael.
Encerro por aqui!
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Gravações raras e inéditas para download
Oportunidade de ouro de ouvir gravações raras!!! Só depende de nós!!! Basta um simples cadastro com nome e e-mail.
Votem no site do selo Legacy Recordings (CLIQUE AQUI) para que o selo disponibilize para download as faixas do histórico álbum ‘Native Brazilian Music’, incluindo os oito registros que nunca foram lançados:
Tristeza (samba do morro de Cartola)
Cartola e pastoras da Mangueira
Cartola e pastoras da Mangueira
Afoché (candomblé de Zé Espinguela)
Zé Espinguela e Grupo do Pai Alufá
Zé Espinguela e Grupo do Pai Alufá
Samba do Urubu (variações de Pixinguinha)
Pixinguinha e conjunto regional de Donga
Pixinguinha e conjunto regional de Donga
Apanhá Limão (samba de Jararaca)
Conjunto regional de Donga
Conjunto regional de Donga
Samba da Lua (batucada de Donga e David Nasser)
Conjunto regional de Donga
Conjunto regional de Donga
Quando uma Estrela Sorri (marcha-rancho de Donga, Villa-Lobos e David Nasser)
Conjunto regional de Donga
Conjunto regional de Donga
Primeiro Amor (samba do morro de Cartola e Aloísio Dias)
Cartola e pastoras da Mangueira
Cartola e pastoras da Mangueira
Meu Amor (samba do morro de Cartola e Aloísio Dias)
Cartola e pastoras da Mangueira
Cartola e pastoras da Mangueira
Conheça a história do disco por Daniella Thompson, uma americana apaixonada pela cultura brasileira e que luta por ela.
"Era uma vez uma gravadora americana
que pôs suas mãos em algumas músicas raras
e maravilhosas e as tornou ainda mais raras.
Esta é a história de minha busca por Native Brazilian Music."
"Era uma vez uma gravadora americana
que pôs suas mãos em algumas músicas raras
e maravilhosas e as tornou ainda mais raras.
Esta é a história de minha busca por Native Brazilian Music."
sexta-feira, 22 de junho de 2012
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Precisa-se de jornalista
Precisa-se de jornalista na área cultural, especialista em samba. Quanto mais, melhor.
Mas não basta um qualquer. Mais um. Tem que ser alguém que abraçe a causa. Que entenda a essência do samba.
Há ônus e bônus. Ei-los:
Não necessita de experiência;
Dedicação exclusiva;
Horário: normalmente de noite imendando a madrugada, as vezes de tarde e quase nunca de manhã;
Salário: muito baixo;
Sexo: tanto faz;
Pode fumar e beber. De preferência não beber muito, pra poder lembrar dos fatos que vivenciou;
Sem direito a férias. Mas quase todo dia haverá festa;
Glamour: nenhum. Em vida, terá o reconhecimento dos sambistas. Depois da morte, terá o reconhecimento de 17 pessoas em todo Brasil, por registrar passagens do samba de Florianópolis. Dessas 17, 10 são pesquisadores - classe da qual ninguém da bola -, 4 acadêmicos, 2 antropólogos e 1 avulso que gosta de samba.
Interessados, deixar um comentário.
Mas não basta um qualquer. Mais um. Tem que ser alguém que abraçe a causa. Que entenda a essência do samba.
Há ônus e bônus. Ei-los:
Não necessita de experiência;
Dedicação exclusiva;
Horário: normalmente de noite imendando a madrugada, as vezes de tarde e quase nunca de manhã;
Salário: muito baixo;
Sexo: tanto faz;
Pode fumar e beber. De preferência não beber muito, pra poder lembrar dos fatos que vivenciou;
Sem direito a férias. Mas quase todo dia haverá festa;
Glamour: nenhum. Em vida, terá o reconhecimento dos sambistas. Depois da morte, terá o reconhecimento de 17 pessoas em todo Brasil, por registrar passagens do samba de Florianópolis. Dessas 17, 10 são pesquisadores - classe da qual ninguém da bola -, 4 acadêmicos, 2 antropólogos e 1 avulso que gosta de samba.
Interessados, deixar um comentário.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
O samba veio dos índios!
Pelo menos essa é a teoria de Bernardo Alves, publicado no livro "A pré-história do samba".
Mais informações referentes ao livro podem ser lidas neste link do site Brasileirinho.
Se alguém tiver informações de como comprar o livro, por favor, me avisem!
Se alguém tiver informações de como comprar o livro, por favor, me avisem!
Acredito que a teoria não pretende negar a influência do negro no samba que ouvimos hoje. Apenas vai mais longe na pesquisa, e talvez no radicalismo.
O samba sofreu diversas alterações. Sempre quando me perguntam "o que é samba?", nunca tenho resposta e conto sempre a mesma historinha: a discussão entre Donga e Ismael Silva, proposta por Sérgio Cabral, que teve “a felicidade de testemunhar (e a infelicidade de não ter gravado)”, sobre o que seria o verdadeiro samba. Cada um deu sua resposta:
DONGA – Ué, o samba é isso há muito tempo: ‘O chefe da polícia/pelo telefone/mandou me avisar/que na Carioca tem uma roleta para se jogar’.
ISMAEL SILVA – Isto é maxixe.
DONGA – Então o que é samba?
ISMAEL SILVA – ‘Se você jurar/que me tem amor/eu posso me regenerar/Mas se é/para fingir mulher/A orgia assim não vou deixar’:
DONGA – Isso não é samba, é marcha.
Tempos depois, Pixinguinha disse que samba não é nem o do Ismael nem o do Donga. Pra ele, samba era do tempo do Hilário Jovino, do João da Mata. Um samba mais rural.
Depois disso, eu me nego a dar uma definição de samba e aceito que ele sofre modificações. Posso não concordar com a maioria das modificações existentes, inclusive eu costumo lamentar, mas aceito, pois a arte é livre e aberta.
O que não aceito é criar algo esquecendo que pra tudo existe uma história anterior àquilo que se pretende criar. E a história do samba é muito mais antiga do que "Pelo telefone", de 1917.
E pra botar mais lenha na fogueira, segue um samba pra confirmar a teoria do Bernardo Alves.
A vida do samba
(Alvaiade / Bibi)
Samba foi uma festa dos índios
Nós o aperfeiçoamos mais
É uma realidade
Quando ele desce do morro
Para viver na cidade
Samba
Tu és muito conhecido no mundo inteiro
Samba
Orgulho dos brasileiros
Foste ao estrangeiro
E alcançaste grande sucesso
Muito nos orgulha o progresso
O samba sofreu diversas alterações. Sempre quando me perguntam "o que é samba?", nunca tenho resposta e conto sempre a mesma historinha: a discussão entre Donga e Ismael Silva, proposta por Sérgio Cabral, que teve “a felicidade de testemunhar (e a infelicidade de não ter gravado)”, sobre o que seria o verdadeiro samba. Cada um deu sua resposta:
DONGA – Ué, o samba é isso há muito tempo: ‘O chefe da polícia/pelo telefone/mandou me avisar/que na Carioca tem uma roleta para se jogar’.
ISMAEL SILVA – Isto é maxixe.
DONGA – Então o que é samba?
ISMAEL SILVA – ‘Se você jurar/que me tem amor/eu posso me regenerar/Mas se é/para fingir mulher/A orgia assim não vou deixar’:
DONGA – Isso não é samba, é marcha.
Tempos depois, Pixinguinha disse que samba não é nem o do Ismael nem o do Donga. Pra ele, samba era do tempo do Hilário Jovino, do João da Mata. Um samba mais rural.
Depois disso, eu me nego a dar uma definição de samba e aceito que ele sofre modificações. Posso não concordar com a maioria das modificações existentes, inclusive eu costumo lamentar, mas aceito, pois a arte é livre e aberta.
O que não aceito é criar algo esquecendo que pra tudo existe uma história anterior àquilo que se pretende criar. E a história do samba é muito mais antiga do que "Pelo telefone", de 1917.
E pra botar mais lenha na fogueira, segue um samba pra confirmar a teoria do Bernardo Alves.
A vida do samba
(Alvaiade / Bibi)
Samba foi uma festa dos índios
Nós o aperfeiçoamos mais
É uma realidade
Quando ele desce do morro
Para viver na cidade
Samba
Tu és muito conhecido no mundo inteiro
Samba
Orgulho dos brasileiros
Foste ao estrangeiro
E alcançaste grande sucesso
Muito nos orgulha o progresso
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Lançamento do jornal O Amigo do Samba
Publicação digital e bimestral do Movimento Cultural @migosdosamba.com.
Será uma publicação bimestral onde serão abordados temas históricos, novidades, críticas e outros assuntos relacionados ao nosso samba.
Mais informações nos blogs O Couro do Cabrito e Vermute com Amendoim.
Será uma publicação bimestral onde serão abordados temas históricos, novidades, críticas e outros assuntos relacionados ao nosso samba.
Nessa primeira edição, um texto meu.
terça-feira, 26 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Projeto Resgate em Florianópolis neste sábado

O Projeto Resgate, de Porto Alegre, estará se apresentando neste sábado aqui em Florianópolis.
Serão 3 apresentações:
15h - Travessa Ratclif, no Centro;
18h - Praça 11, em SJ;
23h - Vigia do Casqueiro, na Barra da Lagoa.
O Projeto Resgate, fundado em 07/09/2008, é uma união de músicos e amigos admiradores do samba tradicional (samba de morro, samba de roda, samba de terreiro, época do rádio). A idéia principal é - através da execução de um repertório musical baseado em pesquisas - tocar sambas utilizando, dentro do possível, técnicas, idéias e valores dos fundadores e bambas do gênero. Por isso, o Projeto Resgate não se propõe à inovações, pelo contrário, o fundamental é manter o espírito da música que representa um dos aspectos mais importantes da cultura brasileira, ou seja, o samba. Sempre enaltecendo sambas das velhas-guardas como: Portela, Salgueiro, Mangueira, Estácio, Império e outros, buscando o seu formato original no momento da execução, desde o apito inicial até a última marcação. Desta forma, cada escola é representada com respeito e reverência.
Ao longo do tempo, o Projeto Resgate realizou e diversas rodas, incluindo a participação de outros grupos e artistas, como Central do Samba (RS), Núcleo de Samba Jequitibá (SP), Império Serrano, Moacir Luz e Gabriel da Muda, Nei Lopes e Rui Quaresma, entre outros.
Desde o início de 2010, o projeto realiza suas rodas na Galeria Dois Pontos, espaço cultural que integra livraria, café e outros eventos na área de cultura e conhecimento. As rodas acontecem sempre no primeiro sábado de cada mês.
Caso chova, somente não haverá samba na Travessa Ratclif, por ser um local aberto. O Praça e o Vigia estão confirmados!
Já falei sobre esse grupo em outras oportunidades.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Fotos do Woodstuco
Bide!
Cabe uma explicação pra esse "Bide!" no começo das minhas postagens.
Aprendi com o Fernando Paiva, de Uberlândia/MG, que, ao acordarmos, deveremos sempre dizer "Bide", reverenciando esse grande sambista. É um exercício que todos devemos praticar.
Agora as fotos, de Artur de Bem. Exceto a última.
Em destaque, Tuco e Donga.
Rafael Toledo no pandeiro com Rafael Lo Ré ao fundo. A sombra do flash tapou o rosto do Jorge Castro no tamborim.
Léo Careca apontando pro responsável pelo fim de semana desgraçado.
Meu parceiro Dôga dividindo os tamborins com Careca. Na foto ainda aparece o Fernando Paiva, com a camisa do Vasco.
A roda! A roda! Ah, roda!
Alfredo e Tuco.
Artur de Bem (eu), Dôga, Thiago Nascimento, Léo Careca (ambos do Projeto Resgate, de Porto Alegre) Alfredo Castro e André Carvalho. Foto: Bagdasamba
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Tuco! Eu fui!
Tuco lançou seu cd 'Tuco & Batalhão de Sambistas ao vivo' neste fim de semana, dias 12, 13 e 14, em uma chácara na cidade de Atibaia - SP.
Eu fui!
Na verdade, esses três dias foram um dia só, divididos por 2 tempos de cerca de 2 horas de sono cada. Quando entramos na Chácara Bambuzal nada mais importava. O que ficou do lado de fora era completamente inexpressivo. Só tínhamos noção de horário quando eram servidos o café da manhã, almoço e janta. No mais, pensar no ponteiro do relógio era bobagem.
Chegamos na sexta, dia 12, de noite. Eu, Dôga, Jorge Garcia, Juçara, Pedro Romão e a mãe do Jorge. Estupidamente muito bem recepcionados, depois de cumprimentar todos (Glória ao Samba, Terreiro de Mauá, Jequitibá, Projeto Resgate (RS), Roda de Samba de Uberlândia (MG), Amigos do Samba, Terra Brasileira, e os amigos sem grupo), era hora de conhecer o alojamento. Quartos, salão de jogos com sinuca e ping-pong, campo de futebol, piscina, churrasqueira.
Alguns dizem que o samba começou por volta das 3 da manhã. Mas como disse, pensar em horário seria bobagem.
Os cavaquinhos, os pandeiros e as cuícas. Os tamborins, chocalhos e surdo foram uma tentação. Além dos violões, repiques, recos, agogôs, e do lençol de vozes (aprendi essa com Alexandre, um dos fundadores do G.R.T.P. Morro das Pedras, que, em meados de 2001, deu origem há isso tudo).
A chácara se transformou em um grande conservatório. Em todos os cantos, em todos os momentos, se encontrava uma roda de samba, choro ou seresta.
E a música surgia fácil no meio das 45 espécies de plantas, 14.832 tijolos (eu contei, Pedro Romão!), entre os músicos de plantão, fluia no meio do ar que respirávamos. Era natural. Era de arrepiar. Emocionante. Era o samba acontecendo!
E o clima de amizade era tão gostoso, tão intenso. Conheci muita gente boa lá. Todos com humildade, com disposição de ensinar e aprender.
Parabéns, Tuco e Noeli! Tudo isso que foi dito aqui não consegue transmitir a emoção que eu senti e ainda sinto.
Peço desculpas a todos os presentes, principalmente à mãe e tia do Jorge, à Noeli e à Juçara, pois não tive tempo de me despedir de ninguém. Saí correndo pra pegar o avião.
No fim, uma burocracia estúpida no aeroporto serviu pra reforçar que o que vale no mundo é a amizade e que se dane o resto.
Salve os amigos!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Novidade no samba!
Não de Florianópolis, claro! Infelizmente e ainda!
Simples e bonito, como é o samba!
Edinho, parabéns!!!
Queria eu fazer um programa assim. Não deu. Ainda.
Tenho o Depoimentos para posteridade, que voltará em breve com novas entrevistas.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Os quatro crioulos, Os cinco crioulos, Rosa de ouro e A voz do morro
Tinha uma dúvida cruel com relação aos grupos Os quatro crioulos, Os cinco crioulos, Rosa de ouro e A voz do morro.
André Carvalho tirou minha dúvida. Segue.

Na mesma época (1965), Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho e Anescar do Salgueiro participaram do espetáculo Rosa de Ouro, ao lado de Clementina de Jesus e Aracy Cortes. Formou-se aí, então, o conjunto Rosa de Ouro.

Em 1967, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho, Anescar do Salgueiro e Mauro Duarte formaram o conjunto os Cinco Crioulos, que lançou 3 discos.
"Os Quatro Crioulos" é um samba de Elton Medeiros e Joacyr Santana que foi gravado em forma de partido alto no disco "Rosa de Ouro"
São 4 crioulos inteligentes
Rapazes muito decentes
Fazendo inveja a muita gente
Muito bem empregados numa secretaria
Educados e diplomados em filosofia
E quando chega fevereiro
Ver os crioulos no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
São figuras de destaque
No desfile principal
Rapazes muito decentes
Fazendo inveja a muita gente
Muito bem empregados numa secretaria
Educados e diplomados em filosofia
E quando chega fevereiro
Ver os crioulos no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
São figuras de destaque
No desfile principal
No disco "Rosa de Ouro 2" aparece uma nova letra, complementar, após os versos de improviso.
O quinto crioulo
Quase indigente
Rapaz até indecente
Rapaz até indecente
Fazendo inveja a pouca gente
Muito mal empregado numa carpintaria
Educado e diplomado na boemia
E quando chega fevereiro
Ver o crioulo no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
É figura de destaque
No plantão policial
Muito mal empregado numa carpintaria
Educado e diplomado na boemia
E quando chega fevereiro
Ver o crioulo no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
É figura de destaque
No plantão policial
Aí, em 1971, numa gravação para uma edição da Abril Cultural (Elton Medeiros e o samba do morro), Elton gravou uma segunda parte no samba.
São 4 crioulos inteligentes
Rapazes muito decentes
Fazendo inveja a muita gente
Muito bem empregados numa secretaria
Educados e diplomados em filosofia
E quando chega fevereiro
Ver os crioulos no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
São figuras de destaque
No desfile principal
Esses 4 crioulos são o orgulho da gente de cor
Só quem os conhece saberá dar um justo valor
Trabalham, estudam, tem o samba por divertimento
Para eles a moral é o maior documento
Fazendo inveja a muita gente
Muito bem empregados numa secretaria
Educados e diplomados em filosofia
E quando chega fevereiro
Ver os crioulos no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
São figuras de destaque
No desfile principal
Esses 4 crioulos são o orgulho da gente de cor
Só quem os conhece saberá dar um justo valor
Trabalham, estudam, tem o samba por divertimento
Para eles a moral é o maior documento
Pra finalizar a história, em 1990, Paulinho da Viola foi gravar o ENSAIO na TV Cultura e, de surpresa, apareceram lá Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho e Anescar do Salgueiro. O programa (que depois virou CD) ficou batizado de "Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos".
terça-feira, 8 de junho de 2010
Projeto Resgate

Mais uma roda de samba bonita. Dessa vez, como presidente. O que não mudou em nada.
Na foto de Rosa Helena: Léo Careca, Thiago Coisa Linda Nascimento, Banana, olhos da Milene, Artur de Bem, Mário, Fernandinho, Moa e ao fundo o dono da Galeria Dois Pontos, um maluco que abriu espaço pra mais um bando de louco, Marco.
Fui lá fazer um estágio pra aprender um pouco mais de samba.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Samba em São Paulo
Terreiro Grande e Cristina Buarque fizeram um cd em homenagem ao Candeia.
O lançamento foi no Bar do Alemão, O Patriota, considerado por eles com o a segunda casa. E é.
O cd é um pedaço de qualquer coisa melhor do mundo.
A roda de samba deles é outro pedaço da mesma qualquer coisa.
Não há nada parecido. Nada!
Eu não tenho capacidade para demonstrar, em texto, a qualidade deles.
Tentei, mas ficou muito aquém do necessário.
Só posso dizer que os orixás me presentearam. Disseram assim: "Artur, não conhecestes os mestres daquela época. Não convivestes com eles. Não sentastes na mesa com um Nelson Cavaquinho, Chico Santana ou Francisco Alves. Não participastes de nenhuma roda de samba com Osmar Procópio, Velha ou Paulo da Portela. Não participastes de nenhuma roda de partido alto com Aniceto, Xangô ou Candeia. Não fostes a nenhuma Festa da Penha com João da Bahiana, Donga ou Ismael Silva. Nunca vistes uma batucada com Buci, Raul e Arnô Canegal. Não curtistes uma noitada com Brancura, Baiaco ou Noel Rosa. Então vamos criar o Terreiro Grande na tua época, pra compensar tudo isso. Temos certeza que irás gostar!"
Aqui, uma ediçãozinha meio mais ou menos da viagem.
Já mostrei pra alguns e ninguém entendeu, mas eu to no ônibus, indo pra SP. Interpretem com quiser.
Atalho
Candeia,
Cristina Buarque,
Samba,
Terreiro Grande,
vídeo
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Peso é peso!


Sabem o vídeo da postagem anterior?
Então... É Tuco e o Batalhão de Sambistas. Tuco também faz parte do Terreiro Grande.
Estou indo lá pra São Paulo, de novo, ver o show "Peso é peso" e a gravação do cd ao vivo do show.
E eu vou cantando: "Todos que pertencem ao samba do Rio te mandam um abraço. Paulicéia, Ô! Paulicéia, Ô!" (Cartola / Paulo da Portela)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Eu voltei...
...não sei bem porque voltei dos lugares onde fui e dos caminhos onde andei.
Samba da Ouvidor, na esquina da Rua do Mercado com a Rua do Ouvidor.
(Wilson Bombeiro / Anézio)
Era pra ser somente Bahia, mas há males que vem pra bem, e acabei indo pra Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Na Bahia várias histórias mas nenhum samba.
Cartão postal da Chapada Diamantina.
Em Porto Alegre vários sambas, algumas histórias.
Entrada (ou saída) do Bar Confirmado, onde o Projeto Resgate fez uma roda de samba muito boa, mesmo com algumas ausências do grupo. Pessoal muito gente boa e muito bom!
No Rio de Janeiro várias histórias, vários sambas!!
Samba da Ouvidor, na esquina da Rua do Mercado com a Rua do Ouvidor.
Mas não vou contar essas histórias. Não caberia aqui.
Negócio agora é voltar pra vidinha mais ou menos...
E salve a Bahia, senhor!
PS.: Quem quiser fitinha do Senhor do Bonfim, tenho umas pra vender ainda.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Raidinho - Partido em 5
Novas músicas no Raidinho, do lado direito do blog.
É o primeiro álbum do Partido em 5, encabeçado por Candeia. Depois ainda vieram Partido em 5 vol.2 (ainda com Candeia), vol.3 (já sem o brilho de Candeia, mas ainda com Velha), vol.4, e Partido em 6.
Dá a impressão de que eles ensaiaram um dia antes a base de churrasco e cana, e no dia da gravação estavam todos sentados dentro do estúdio, cada um na sua, com 2, 3 microfones, cantando ao vivo, sem ligar pro técnico de som, com se estivessem ainda no ensaio, ainda com garrafas de cana.
Reza a lenda que foi mais ou menos assim que aconteceu.
Samba puro. Mas isso eles falam durante as músicas.
Candeia, Velha, Casquinha, Wilson Moreira, Joãozinho da Pecadora, Anézio, Osmar do Cavaco, Doutô, Luna, Marçal, Eliseu, Gilberto, e mais uns 2 que eu não reconheci.
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