Segue link com a obra completa (que eu pude juntar) do Monsueto:
https://www.4shared.com/folder/foLFI9iZ/Monsueto.html
Caso você não tenha cadastro no 4shared, pode baixar aqui também: https://mega.nz/#F!5s80UYxL!41Bk2qW6iRw8f-xCxQStXg
No link tem um PDF com foto, um apanhado do histórico dele que está na internet, e todas as letras das músicas que foram possíveis encontrar. Tem também, e logicamente, todos os áudios que puderam ser encontrados.
Algumas letras não estão completas porque o áudio não estava muito bom em determinadas partes. Qualquer correção, por favor, entre em contato.
E cabe aqui um agradecimento especial à Verônica Menezes, filha do Monsueto, que me ajudou muito no levantamento completo da obra do pai.
Nasceu na Gávea e foi criado no Morro do Pinto. Com menos de três anos ficou órfão de mãe e pai e foi criado pela avó e por uma tia. Na adolescência, trabalhou como guardador de carros no Jockey Club.
Estudou até o quinto ano primário. Aos 15 anos, já tocava em baterias de escola de samba e aos 17 começou a trabalhar como baterista free lancer em bailes de gafieira e cabarés. Prestou serviço militar no Forte de Copacabana e ao sair casou-se com Maria Aparecida Carlos, indo morar em Vieira Fazenda, subúrbio carioca. Lá, abriu uma tinturaria, a exemplo de seu irmão Francisco, que também fora proprietário de uma tinturaria na qual chegou a trabalhar. Apesar de ter seu próprio negócio, continuou tocando na noite, frequentando os pontos de encontro de músicos, principalmente nas redondezas do Teatro João Caetano. Teve seis filhos.
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Monsueto
Conheci esse samba em Caiobá, uma cidade próxima de Curitiba (alô, Anildo!), através do Marcão.
Era um domingo, meio dia, e o Bom Partido tocava quando chegou ele.
Cantou vários sambas, com a interpretação brilhante que lhe é peculiar, e, no meio dos sambas, me veio com isso.
Eu, tocando surdo, juro que me emocionei. Era a interpretação, o fato de ser uma música nova, uma melodia desconcertante e uma letra fenomenal.
Até toquei o surdo mais baixo, pra poder ouvir melhor a letra. Fiquei imaginando a cena narrada pela música...
Quem me passou essa música foi o Thales, do blog O Samba é meu dom.
Na casa de Antônio Jó
(Monsueto / Venâncio)
Assisti um quadro na casa de Antônio Jó
Antônio tem oito filhos
Levou um pão para casa
Todos queriam um bico
Mas o pão era um só
Um prato de pirão d’água
Todos sentados ao redor
No centro do prato, um ovo
Todos queriam o ovo
Mas o ovo era um só
Ao chegar a noite
A confusa foi maior
Quem dorme na beira da cama cai
Todos queriam um canto
Mas o canto era um só
Me lembrei daquela frase
O pão de cada dia
Me lembrei daquela cena
A ceia do Senhor
Então eu refleti
Deus é um só
Dá pra todo seu amor
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