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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Couvert artístico 100% pra músico


Essa figura está menor, no canto direito deste blog, desde 2010, mais ou menos.

Coloquei como uma campanha para aprovação do projeto e, posteriormente, divulgação da lei municipal 8.136/2010, daqui de Florianópolis. Lei esta criada a partir do projeto 246/2009, que ainda tramita no Congresso.

Alguém catou essa imagem e agora estão publicando no facebook. Sempre que a vejo, deixo um comentário explicando a origem da figura, a lei de Floripa e o projeto do Congresso.

Acho que é o primeiro grande sucesso, primeira grande utilidade do Cantinho do Nermal. Em quase 7 anos de existência!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Facilidade para aquisição de instrumentos musicais

Um projeto que cria linha de crédito especial para aquisição de instrumentos musicais por músicos está parado desde abril na Assembleia Legislativa.

O projeto do deputado Carlos Chiodini (PMDB), apresentado em 14 de fevereiro, está para receber um parecer do deputado Edison Andrino (PMDB) ainda na primeira comissão, das possíveis 2 das quais o projeto deve tramitar antes de ser aprovado.

Segundo informações das assessorias dos deputados, por conta de ser um ano de eleições, o calendário da Assembleia foi alterado e as reuniões da Comissão de Justiça, onde o projeto se encontra, acontecem uma vez por mês. A próxima reunião só deve ocorrer em outubro e não há previsão para o projeto ser apresentado na pauta da Comissão.

Ainda segundo as assessorias, o regimento interno prevê essa alteração no calendário por conta do ano eleitoral. Mesmo sendo eleição municipal.

Segundo o projeto (PL 0028.2/2012), a linha de crédito terá taxas de juros reduzidas e prazos diferenciados, por intermédio de instituições financeiras conveniadas.

Para habilitar-se à linha de crédito, o músico deverá apresentar a nota contratual prevista na Portaria nº 3.347, de 30 de setembro de 1986, do Ministério do Trabalho, acompanhada de declaração da Ordem dos Músicos do Brasil, e comprovante de renda.

Foto: Artur de Bem

sábado, 5 de setembro de 2009

Parteira será profissão. E músico? Não.

Repentista, capoeirista, jornalista e agora parteira. Tudo é profissão regulamentada. Algumas já, outra ainda.

Enquanto isso, o músico vai perdendo o compasso, saindo do ritmo, com uma melodia triste, num tom menor agonizante...

Ministro Celso Mello considerou admissível proposta da procuradora geral da República, Deborah Duprat, contra artigos da lei 3.857/60, que regulamenta a profissão de músico.
Notícia completa aqui.


Sobre a profissão de parteira:

A profissão das parteiras deverá ser reconhecida em lei

O deputado Pedro Wilson (PT-GO) defende a tramitação urgente de dois projetos de lei que tramitam na Câmara para regulamentar e capacitar a profissão das parteiras. Durante audiência pública realizada nesta semana, pela Comissão de Legislação Participativa, o deputado enfatizou que a atividade das parteiras é de fundamental importância para as populações tradicionais que vivem em regiões isoladas, notadamente comunidades indígenas e quilombolas.

Pedro Wilson sugere que o governo federal determine, na área da saúde e educação, políticas públicas e cursos de capacitação que, respeitando o conhecimento popular, possam profissionalizar essas mulheres que são o único recurso para as parturientes nas regiões mais longínquas do país. “? lá nas comunidades ribeirinhas, onde nenhum médico quer ir, que se vê o valor das parteiras”, conclui. Um dos projetos que dispõe sobre a regulamentação da profissão de parteira é do deputado Henrique Afonso (PT-AC).

Fonte: Informes PT


Sem luvas, com material reutilizável, e ninguém morreu por isso.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Músicos roubados

Os músicos estão sendo roubados. Pela Ordem? Pelo STF? Não. Por pessoas más intencionadas.

O primeiro caso é do meu amigo Bidu. Ele foi pro Rio de Janeiro e só tinha um pandeiro, tamborim e a roupa do corpo (brincadeira). Até que um dia roubaram-lhe os instrumentos. Voltando de uma roda, próximo de casa, foi abordado por uns sujeitos, que lhe assaltaram.

O segundo caso é do Alfredo, integrante do Terreiro Grande. Após uma roda de samba, em São Paulo, algum sujeito resolveu levar sua cuíca e seu pandeiro.

O terceiro caso é do Proveta. Aquele que viria lançar um cd em Floripa, mas ficou doente. Também no Rio, quebraram o vidro traseiro do carro, que havia parado no semáforo, e levaram o instrumento.

Não sei o Proveta, mas os outros 2 casos foi no fim de evento.

Me parece que há uma lei, ou decreto, ou consta nos contratos de trabalho, que 1h antes ou depois do expediente, ou quando o funcionário está indo ou retornando do serviço, a empresa deve arcar com os custos médicos caso aconteça algum acidente. Ou algo assim.
Me corrijam se eu estiver errado.

Não deveria haver algo proporcional para o músico?
Em casos assim, principalmente com o Alfredo, onde o fato aconteceu dentro do bar, a casa não deveria ter alguma responsabilidade sobre o instrumento?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Esclarecimentos sobre o Estúdio de Gravação para o Músico Catarinense

Não vou entrar na discussão de Ordem dos Músicos (se ela é boa ou não, se só come dinheiro do músico ou não. Sobre isso falo daqui a pouco), estou só ajudando a criar eco no pronunciamento do presidente, prestando esclarecimento sobre o Estúdio (aquele de graça para o músico inscrito na Ordem).

As partes grifadas são por minha conta.


Caro Jornalista.

Inauguramos o Estúdio de Gravação para o Músico Catarinense no dia 02.12.2008 e redigimos o Regulamento de funcionamento do Estúdio, que estou remetendo em anexo para conhecimento do amigo.

Nesses 07 meses de funcionamento, recebemos apenas um pedido de gravação dentro do estabelecido no Regulamento, que foi o da BIG BAND DA ESCOLA DE MÚSICA DE BIGUAÇU. Ela tem 16 componentes, professores da escola e os que não estavam inscritos na Ordem já providenciaram a Carteira de Músico ou já encaminharam a devida documentação para a emissão da mesma.

Face o exposto, estamos buscando parceria com projetos sociais e já conversamos com a Coordenadoria da Fundação Franklin Cascaes para que possamos encontrar caminhos que nos levem ao efetivo uso do Estúdio, enquanto não recebemos pedidos de gravação dos músicos inscritos na Ordem e em dia com suas obrigações.

Desautorizamos qualquer pessoa a falar em nome da Associação, no sentido de convidar músicos para gravar sem as devidas exigências constante do Regulamento.

É nossa idéia levar o CD gravado da Big Band tão logo esteja pronto, para uma audição na Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte e mostrar ao Secretário Gilmar Knaesel a qualidade da gravação, mostrando que toda a nossa luta e todo o dinheiro empregado no projeto, valeu a pena.

Gostaríamos de rechaçar qualquer comentário que indique a ociosidade do Estúdio. Estamos trabalhando e muito para que esse projeto atinja seus propósitos.

Já mandamos confeccionar a capa dos CDs gravados, que contará com a devida divulgação do Governo do Estado de Santa Catarina, da Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte, da Fundação Catarinense de Cultura, da Prefeitura Municipal de Biguaçu e da Ordem dos Músicos do Brasil-Conselho Regional de Santa Catarina.

Estou tentando recursos para a compra de uma máquina de prensar. Com ela poderemos fazer quantas cópias do CD o músico necessitar, á um preço muito abaixo do mercado.

É o que tenho para informar ao amigo. Como não entendo nada de Jornalismo e também dos trâmites de um jornal, deixo com voce a escolha do que pode e não pode ser divulgado, desde que seja possível.

Renovo meu respeito e estima e agradeço de coração.


Um abraço - Machadinho.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Profissão: músico! Ou não...

"Trabalhas de que?"
"Sou músico!"
"Legal. Mas tu trabalhas de que? Qual a tua profissão?"

Quem é músico já enfrentou essa conversa diversas vezes.
E ela pode acabar.

É porque o Supremo Tribunal Federal - STF (o mesmo que disse que pra ser jornalista não precisa de diploma) está prestes a desregulamentar a profissão de músico.

Agora o músico terá que inventar uma segunda resposta pra segunda pergunta ali de cima.


Mais informações direto com o STF.

sábado, 27 de junho de 2009

Plágio

Na postagem que eu fiz sobre plágio, muita gente disse que a postagem deu a entender que o samba da Portela parece um samba da Copa Lord. De fato. Relendo percebo que dá essa impressão.

Na verdade o samba da Portela parece muito com um samba da Velha Guarda da Coloninha.
É que foi tão automático pra mim, quando ouvi o samba da Portela, que achei que outras pessoas sentissem o mesmo que eu. Parece que não.

Já fiz essa retificação na postagem original também, e também explico nessa postagem nova.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Estúdio de gravação por R$100 ao ano


É isso mesmo. E parodiando a slogan de uma empresa de telefonia nova em SC, simples assim.

Tem gente que vem falar comigo e duvida que seja "de graça".
Pra quem está em dia com a Ordem, é "de graça".

Você paga a anuidade da Ordem, corre o risco de conseguir aposentadoria como músico, auxílio 
médico, odontológico, funeral, etc (que ainda estão no projeto).

Mas só pelo fato do músico ter um estúdio de gravação disponível "de graça" (que já está em prática, lá em Biguaçu), já seria argumento suficiente pra fazer parte da Ordem.

O que o povo mais reclamava antigamente, e com razão, era que o músico não
 tinha vantagem.
Hoje o músico tem a sua disposição um estúdio de gravação!! Não é vantagem?
Qual músico não sonha em ter seu cd?

Eu juro que não entendo esse pessoal que tem raiva da Ordem, reconhece o esforço do Machadinho, tem um estúdio disponível, e nem sequer cogita a idéia de conversar com o Machadinho, como eu sei que alguns já o fizeram e gostaram da conversa.


Estúdio
Pra usar o estúdio é simples. O músico faz um projeto que deve conter itens básicos como: lista das músicas, lista dos músicos, registro das músicas, etc. Coisas óbvias, solicitadas por qualquer estúdio de gravação. Na Ordem não será diferente. Mas os músicos não querem cumprir esta pequena solicitação da Ordem.


Crédito das fotos: Artur de Bem

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Estúdio de gravação

Foto: Artur de Bem

Criei uma enquete no blog.
Quem tiver interesse, favor responder.

Caso queira expressar alguma outra idéia, mande um e-mail pra mim: arturdbem@gmail.com

sábado, 2 de maio de 2009

Novo estúdio para ensaios


Márcio Pimenta, do estúdio Pimenta do Reino, manda avisar que está inaugurando um novo estúdio, só para ensaios, além do estúdio de gravação que ele já possui.

A inauguração será dia 4 de maio, segunda, às 14h, ali no Córrego Grande, Rua Walter de Bona Castelan, 93 (mapa abaixo).
A entrada é gratuita e ele pede pra confirmar presença pelo e-mail estudiopimenta@terra.com.br.
O estúdio Pimenta do Reino já gravou dezenas de cds de samba e choro de Florianópolis.
Conversei com o Pimenta esses dias e ele se demonstrou um grande entusiasta e apoiador desses gêneros. Merece meu apoio.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Espaço Music

Fabiano Feliciano, músico, montou um blog.
Não é blog de samba, é blog de música, e é muito interessante.

Tem entrevistas (uma delas com o presidente da Ordem dos Músicos, Machadinho) que valem muito a pena, dicas para os músicos, como registrar músicas, artigos para discussões, etc.

Leiam!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Nome artístico

Quando começei a entrar nesse meio artístico tive que pensar em um nome pra usar.
Nermal é apelido. Artur pode ter vários, além de eu gostar do meu sobrenome. Escolhi Artur de Bem.

Certa vez eu perguntei pro Seu Catonho: "Mestre, qual é o teu nome artístico? Catonho? Seu Catonho? Catonho da Cuíca?" Ele ficou meio na dúvida, mas escolheu na hora.
Pra ser sincero não lembro qual foi a resposta que ele me deu, mas eu sempre coloco como Catonho da Cuíca. Ou Seu Catonho.

Com o Bidu foi a mesma coisa. Bidu? Bidu da Cuíca?
Pra ele tanto fazia, mas ele definiu por Bidu.

No primeiro show da Iara Germer eu perguntei qual era o nome que ela usava: Iara ou Iara Germer. Ela não sabia me responder, porque estava começando na carreira (shows, etc. Ela já cantava antes) naquela hora. Sugeri Iara Germer, e ela aceitou.

Um dia na faculdade brigaram comigo porque eu coloquei Jandira em um trabalho acadêmico. Faltava o sobrenome, como manda a regra do jornalismo. Argumentei que o nome artístico dela era Jandira. Sem sobrenome. Aceitaram meu argumento, mas mandaram eu colocar o sobrenome, que eu não sei exatamente, então devo ter errado. Quem se importa? Meus professores não a conhecem, mesmo.

O último caso foi o do Eduardo da Costa, o Cadinho. "Tanto faz", diz ele.

É nisso que eu quero chegar.
Gente! Músicos! Não é "tanto faz"! É necessário ter um nome artístico. Nem que seja o mesmo nome de batismo. Mas escolham, um só! E exigam correção quando escreverem errado.

Duvido alguém anunciar o show do Zeca Pagodinho como "Show nacional com Jessé Gomes da Silva".
Então, promotores e anunciadores de eventos, não brinquem com o nome dos artistas locais!!
Não é Massal do Samba, não é Raquel Barreto, não é Jaílson Dias, não é Rafael Gaucer. É Marçal do Samba, Rachel Barreto, Jeisson Dias, Raphael Galcer, e por aí vai...

Os jornalistas não erraram nenhum nome chinês na época das Olimpíadas, mas erram nomes brasileiros. Eu não admito isso!!!


E o povo canta: "O meu nome já caiu no esquecimento. O meu nome não interessa a mais ninguém" (Paulo da Portela)

sábado, 22 de novembro de 2008

22 de novembro - Dia do Músico

O presidente da Ordem dos Músicos, Machadinho, encaminha uma singela mensagem aos músicos pelo Dia do Músico, 22 de novembro.


PARABENIZO O COLEGA PELO DIA DO MÚSICO 22 DE NOVEMBRO DE 2008, DIA DE SANTA CECÍLIA. VOU CONTINUAR MINHA LUTA, PARA QUE NO PRÓXIMO ANO, TENHAMOS MUITO O QUE COMEMORAR.
 
UM ABRAÇO,
 
MACHADINHO
PRESIDENTE

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Contratação de músico



Quando vou contratar um médico, a primeira coisa que pedirei é o diploma da academia. Depois peço a carteira do Conselho Regional de Medicina (Cremesc).
Quando vou contratar um advogado, também peço o diploma. Depois peço a carteira da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Pra um músico não deveria ser muito diferente. Peço o diploma da academia. Se não tiver, tudo bem. Peço a carteira da
Ordem dos Músicos do Brasil (OMB). Se não tiver, “sinto muito, mas no meu estabelecimento não vais tocar.”
O que ocorre hoje é que a academia não obriga o formando a fazer o teste na OMB e o estabelecimento não obriga o músico a ter carteira da OMB.

Seguindo a contratação.
Vou fechar um contrato com um médico: Papel, letras, uma linha no final para a assinatura. Lá estão especificados o tempo de serviço (8 horas por dia, por exemplo), o período (4 anos, por exemplo), salário, multas contratuais, etc. Tudo que um contrato de trabalho tem direito.
Vou fechar um contrato com um advogado: Papel, letras, uma linha no final para a assinatura. Lá estão, de novo, especificados o tempo de serviço, o período, salário, multas contratuais, etc. Tudo que um contrato de trabalho tem direito.
Vou fechar um contrato com um músico: “Ó! Te dou 300 reais por essa noite. Com público ou sem público, 300 reais são teus e a porta é minha!”
A casa vai pagar um profissional de divulgação, com contrato, provavelmente o mesmo do médico ou advogado, para divulgar aos quatro cantos que na casa dele, naquele dia, haverá música.
Ou
“Ó! Não te pago nada, mas o que entrar do
couvert artístico é teu. E dentro desse teu, 10% são meus!”
O músico vai se desdobrar pra fazer cartaz, mandar e-mails pros amigos, pra ir lá dar apoio, e ajudar a fazer com que o músico receba. Ainda sim, por convidar muitos amigos, ainda dá um desconto, ou libera a entrada.
De ambas as formas, haverá gente no estabelecimento, serão vendidas bebidas e comidas, e a casa vai estar conhecida. Publicidade de graça.

É justo? É muito justo? É justíssimo?


PS.: Sobre o contrato de músico, existe, realmente. Procure a
OMB, ou a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), pois há uma regulamentação sobre isso. Decretos, Leis, Portarias, etc.
Não sou eu, aspirante a jornalista, não-advogado e não-músico, quem vai procurar. Vamos e venhamos.


PS2.: Sobre o couvert artístico, há, na Câmara Municipal de Florianópolis, um projeto de lei (12.767/2008) que institui o repasse integral do couvert artístico para o músico. O projeto, de autoria do vereador Márcio de Souza, foi, pela 3ª vez, devolvido ao autor pelo vereador Gean Loureiro que reluta, por algum motivo, para concluir o parecer. Acompanhe a tramitação clicando aqui.


E o povo canta: "Aquela grana que você me deve, deve, faz de conta que não deve, não precisa pagar" (Bucy Moreira)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Choro 2



É comum ver na tv cenas de cidades, da década de 20, 30, 40, com o choro como música de fundo. Puro preconceito.
O choro é uma das manifestações musicais e culturais mais antigas e genuinamente brasileira. Mesmo sendo uma das mais antigas, é muito atual.
2 bons exemplos disso são as músicas Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro) e Brasileirinho* (Waldir Azevedo). Não há brasileiro, velho ou novo, em sã consciência que não termine a seguinte frase: Meu coração, não sei porque, ........
Ou brasileiro em sã consciência que não reconheça o solo de Brasileirinho.
Carinhoso foi feito em 1917, século XX. 91 anos depois, já no século XXI, e a música continua como uma das mais conhecidas no Brasil. Brasileirinho é de 1949.


Além dos choros antigos, há os novos choros. Gente criando coisa nova. Com a linguagem antiga, com nova roupagem, mas fazendo choro.
No Dia Nacional do Choro, 23 de abril de 2008, comemorado no Mercado Público, vi que existem vários grupos de choro e vários chorões que eu nunca vi na vida.
Como exemplos mais consistentes de novos chorões, posso citar Fernanda da Silveira, Fabrício, Thiago Larroyd, Bernardo Sens, Raphael Galcer, Luiz Sebastião e Wagner Segura, que são os que eu conheço. Os outros chorões de Florianópolis estão em algum lugar, chorando entre os dedos.


*Brasileirinho é questionado por vários chorões por não ser considerado choro, mas fox-trot.




E o povo continua sem cantar hoje, porque, na maioria, o choro não tem letra.

domingo, 26 de outubro de 2008

Choro



Não sou um profundo conhecedor de choro, mas freqüento o meio e sei que pra tocar choro é necessário muito estudo.
O leque de informações musicais que o choro proporciona é muito grande. Comparado com o samba, sem querer desmerecer, um chorão pode acompanhar um sambista facilmente, mas sambista não acompanha chorão com tanta destreza.
São escolas diferentes, mas quem se forma como chorão tem mais portas abertas.

Andei reparando que os músicos de choro de Floripa, onde eu faço a análise, são muito estudados, e estão em constante aprendizado, sempre atualizados. 
Em Florianópolis é fácil encontrar quem acha que entende de samba, mas se for apresentado um grupo qualquer, as pessoas não vão saber se estão tocando bem ou mal, muito menos onde estão errando. (Por isso que o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá" (Sérgio Porto)).
Com o choro a situação piora. Ninguém se arrisca a dizer que "acha" que entende de choro. É algo muito complexo. Ou se entende, ou não. E é quase impossível encontrar alguém que entenda de choro. Imagina apresentar um grupo de choro pra saber se estão tocando bem ou mal, ou se estão errando.
Já os adianto: eles não erram!
Cada dia que passa eu fico mais impressionado com o conhecimento que eles possuem.

Eu dou moral pros chorões de nossa cidade!
Só pra constar, já que o fato de alguém de Florianópolis dando moral pra alguém de Florianópolis ninguém dá moral, os chorões do Rio de Janeiro e São Paulo também dão moral pro pessoal daqui.


E hoje o povo não canta, porque o choro é somente instrumental. Em sua maioria.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ordem dos Músicos inaugura estúdio


Obra de Heitor dos Prazeres

A
Ordem dos Músicos do Brasil de Santa Catarina (OMB) irá inaugurar seu estúdio de gravação daqui a um mês, dia 22 de novembro, dia do músico, em Biguaçu.
O estúdio será oferecido gratuitamente aos músicos associados à Ordem em dia com a anuidade.

O presidente da OMB, Sebastião Machado, o Machadinho, conseguiu apoio da Prefeitura de Biguaçu, depois de tentar com as Prefeituras de Florianópolis e São José e, segundo ele, não conseguir passar dos assessores.

A informação foi divulgada no
Diário Catarinense de sexta-feira, 17, de onde é possível obter mais detalhes.

Parabéns Machadinho!!!
Parabéns Prefeitura de Biguaçu!!!


E o povo canta: "Enquanto a gente batuca, a gente tá de butuca sabendo quem é que samba, sabendo quem é que fica. Quem põem a mão na cuíca, quem põem a mão na cumbuca, enquanto a gente batuca, enquanto a gente batuca" (Ivan Lins, Vitor Martins e Nei Lopes)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Músicos disponíveis

Estou dispobiliziando aqui no blog, no lado direito, junto aos links, uma relação de músicos que atuam também como free-lancer, para quem tiver interesse em contratar para eventos.

São músicos de Florianópolis da mais alta qualidade em diversas áreas do Samba e Choro: percussão (surdo, pandeiro, cuíca, etc.), cordas (cavaco, bandolim, violão de 7, etc.), voz, harmonia (flauta, sax, etc.).


E o povo canta: "Já chegou quem faltava. Quem o povo esperava chegar" (Nilson Gonçalves)