Eu e meu amigo Dôga estamos com uma oficina de samba todas as terças-feiras, às 19h, no Arco Íris, na Travessa Ratclif, perto do Terminal antigo Cidade de Florianópolis.
E o que é uma oficina?
Segundo o dicionário Michaelis, oficina significa:
sf (lat officina) 1 Lugar onde se exerce um ofício. 2 Laboratório. 3 Lugar onde trabalham os oficiais e aprendizes de algum ofício ou arte.
E o que seria uma oficina de samba?
Lá a gente vai estudar um pouco de tudo. Percussão, cordas, levadas, prática em conjunto, estudo das vertentes do samba, diálogo sobre o samba e sua história, etc.
A oficina é gratuita e não há período de inscrição. Basta chegar, preencher o formulário e começar a participar.
Tragam seus instrumentos! Se não tiver, não tem problema. Venha mesmo assim!
Todas as terças, às 19h, no Instituto Arco Íris, na esquina da Travessa Ratclif com o calçadão da João Pinto.
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sexta-feira, 9 de maio de 2014
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Minha felicidade
Minha felicidade
(Artur de Bem)
Eu não sei porque incomodo
Quando estou acompanhado
Se é ciúme de mim
Ou de que está ao meu lado
Não posso ter boa conversa
Com uma boa companhia
Logo vem alguém com pressa
Me flertar com hipocrisia
Eu que sempre andei sozinho
E nem sou namorador
Eu estou devagarinho
Só acumulando amor
Eu que sempre fiz o bem
Não quero o mal de ninguém
Não me incomodem mais
Deixa eu conversar em paz
A minha felicidade
É uma coisa tão singela
E pequena e sem alarde
Cabe bem em uma tigela
(Artur de Bem)
Eu não sei porque incomodo
Quando estou acompanhado
Se é ciúme de mim
Ou de que está ao meu lado
Não posso ter boa conversa
Com uma boa companhia
Logo vem alguém com pressa
Me flertar com hipocrisia
Eu que sempre andei sozinho
E nem sou namorador
Eu estou devagarinho
Só acumulando amor
Eu que sempre fiz o bem
Não quero o mal de ninguém
Não me incomodem mais
Deixa eu conversar em paz
A minha felicidade
É uma coisa tão singela
E pequena e sem alarde
Cabe bem em uma tigela
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Samba do paranormal
Pressentimento
(Nermal)
Pressentimento
(Nermal)
Pressentimento
Em minha mente eu tenho demais
Sanidade que eu tinha, nunca mais
Depois daquele dia
Em que eu fui observador
Que a mulher que eu tanto via
Em vida me teve amor
Hoje ela pensa que estou alucinado
Mas é mentira
Já estou desesperado
Agora estou resolvido
A não enxergar mais ninguém
Porque se só eu vejo
Que graça tem?
Samba original de Mijinha
Samba original de Mijinha
Atalho
Artur de Bem,
Mijinha,
Música,
Paulinho da Viola
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Aos mestres com carinho
Samba que eu fiz ontem, voltando da faculdade. Nada pra ser gravado ou cantado em roda. Só pra registrar.
Aos mestres com carinho
(Artur de Bem)Venho
Humildemente agradecer
Aos professores que me fazem engrandecer
São eles que me ensinam
Que orientam meu caminho
Sem eles minha vida
Não seria nada fácil
Obrigado aos professores do Estácio
Falo de Armando Marçal, Raul e Arnô Canegal
Ismael, Manos Rubem e Edgard
Bide vou sempre reverenciar
Ao sair o resultado
E ver que o resultado não agradou
Brancura ficou maluco e Baiaco quase chorou
terça-feira, 25 de maio de 2010
Opinião
Sou presidente da Associação dos Sambistas da Grande Florianópolis - Asgflo.
Mas isso não impede, de forma alguma, de continuar com as minhas opiniões.
Mas isso não impede, de forma alguma, de continuar com as minhas opiniões.
Aqui neste blog, continuam expressas as MINHAS opiniões.
domingo, 23 de maio de 2010
Artur de Bem é o presidente da Associação dos Sambistas da Grande Florianópolis
Sou o mais novo presidente da Associação dos Sambistas da Grande Florianópolis - Asgflo.
A votação foi por unanimidade. Tá certo que era chapa única, mas foi unânime.
O vice presidente é o meu parceiro Dôga.
Agora, até 22 de maio de 2012, pelo menos, será só alegria!
Hoje eu canto: "Ajeita a pancadaria, Dodô, mestre de harmonia, que eu já mandei reunir o pessoal" (Heitor dos Prazeres / Herivelto Martins)
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Artur de Bem no Google

O Google só facilita a nossa vida.
Enquanto estamos digitando alguma palavra, ou expressão para buscar, ele vai nos dando opções com as expressões mais procuradas.
Obrigado a todos vocês! Tanto buscam meu nome pra encontrar meu blog, que o Google colocou-o no hall de expressões mais buscadas que começem com "Artur de B"!
Próximo passo agora é fazer com que a expressão "Cantinho do Ner" também figure.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Barba
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Eu voltei...
...não sei bem porque voltei dos lugares onde fui e dos caminhos onde andei.
Samba da Ouvidor, na esquina da Rua do Mercado com a Rua do Ouvidor.
(Wilson Bombeiro / Anézio)
Era pra ser somente Bahia, mas há males que vem pra bem, e acabei indo pra Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Na Bahia várias histórias mas nenhum samba.
Cartão postal da Chapada Diamantina.
Em Porto Alegre vários sambas, algumas histórias.
Entrada (ou saída) do Bar Confirmado, onde o Projeto Resgate fez uma roda de samba muito boa, mesmo com algumas ausências do grupo. Pessoal muito gente boa e muito bom!
No Rio de Janeiro várias histórias, vários sambas!!
Samba da Ouvidor, na esquina da Rua do Mercado com a Rua do Ouvidor.
Mas não vou contar essas histórias. Não caberia aqui.
Negócio agora é voltar pra vidinha mais ou menos...
E salve a Bahia, senhor!
PS.: Quem quiser fitinha do Senhor do Bonfim, tenho umas pra vender ainda.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Você já foi à Bahia, bem? Não? Então vá!
E eu estou indo daqui a pouco.
Terra de paínho, Tia Ciata, Dorival Caymmi (autor da frase do título), Jorge Amado, Dona Edith do Prato, Batatinha, ACM, Castro Alves, acarajé, das noites de magia e do candomblé...
Nenhum samba em vista, em princípio. É só pra passear mesmo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Hoje é o Samba
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O grupo fará um evento para comemorar o Dia Nacional do Samba (02/12) e, pra isso, chamou amigos de peso: Jandira, cantora do grupo Um Bom Partido, Seu Ari, da Velha Guarda da Copa Lord, no tamborim e agogô, Julio Córdoba no violão de 6 cordas e Dôga na percussão.
O Ginga é formado por Fernanda da Silveira no cavaco, Fabricio Gonçalves no pandeiro, Raphael Galcer no violão de 7 cordas e Bernardo Sens na flauta.
A apresentação do show fica por minha conta, Artur de Bem.
Mais informações, com a Fernanda: 8402-1151.
Show Hoje é o Samba, 26/11/09, no Teatro da Igrejinha da UFSC, no Projeto 12h30
Grupo Ginga do Mané e convidados
Jandira / Dôga / Seu Ari / Julio
Texto e apresentação: Artur de Bem
1. Cheguei (Pixinguinha)
Pixinguinha foi o maior músico que tivemos! Talvez, um dos maiores do mundo. E essa informação tem o respaldo de todos os outros grandes músicos. Vinicius de Moraes disse, um dia, não conhecer figura tão excepcional quanto Pixinguinha. E Vinicius conhecia bastante gente.
Pixinguinha foi especial.
Aqui, o primeiro da Santíssima Trindade.
2. Pelo Telefone (Donga / Mauro de Almeida)
Donga foi, talvez, o maior responsável pela preocupação dos compositores em registrar suas obras. Segundo Heitor dos Prazeres, o refrão deste samba era cantado por todos na casa de Tia Ciata (antigamente não havia segundas partes, o pessoal improvisava), e ninguém saberia dizer, ao certo, quem era o autor. Donga registrou este como sendo seu, causando certo desconforto entre os outros sambistas freqüentadores da Tia Ciata. O jornalista Mauro de Almeida fez uma paródia do samba para uma reportagem sobre cassino e publicou no jornal. A paródia fez tanto sucesso quanto a original. Hoje, se cantam das duas formas e a autoria foi dividida.
Donga é o segundo da Santíssima Trindade.
3. Jura (Sinhô)
O auto intitulado Rei do Samba. Infelizmente, Sinhô é muito conhecido por roubar músicas dos outros, o que poderia até diminuir sua credibilidade. Não para nós. Sinhô tinha, sim, essa malandragem de embebedar outros compositores e pedir para eles executarem a obra várias e várias vezes, enquanto um amigo de Sinhô escrevia a partitura escondido atrás de algum biombo. Após isso, corriam para a rádio dizer que tinham feito um samba novo.
Mas Sinhô também era compositor de verdade, além de um músico extraordinário. Incapaz de ler uma linha sequer de partitura, tocava de ouvido. Seu instrumento era o piano. Certa vez em um cabaré, colocaram uma partitura em sua frente e pediram para executar tal obra. Sinhô, malandramente, disse que não poderia, pois não se dava com o autor.
4. Batuque na Cozinha (João da Baiana)
Exímio tocador de prato e faca e pandeiro, compositor, improvisador, dançarino, João da Baiana foi preso por portar um pandeiro, quando se dirigia à Festa da Penha. Quando o senador Pinheiro Machado, seu amigo, soube do ocorrido, mandou soltá-lo, mandou fazer um pandeiro novo, talhar no corpo do instrumento os dizeres “Do senador Pinheiro Machado para João da Baiana” e o presenteou.
João termina a formação da Santíssima Trindade da Música Popular Brasileira.
5. Se você Jurar (Ismael Silva / Nilton Bastos / Francisco Alves)
Ismael Silva foi o fundador da primeira escola de samba, a Deixa Falar. O termo Escola de Samba foi criado pelo fato da sede do bloco ser ao lado de uma escola comum, e pelo fato do bloco ser repleto de grandes sambistas que acabavam ensinando samba às outras pessoas, até para o pessoal da Portela (então Vai Como Pode) e Mangueira (então Estação Primeira), na época em que as escolas de samba ensinavam samba. Ironicamente, a Deixa Falar nunca foi registrada como Escola de Samba, apenas como Bloco Carnavalesco e, mais tarde, Rancho Carnavalesco. De Escola de Samba, tinha, apenas, o apelido.
Ismael foi, também, o responsável pela mudança de andamento do samba amaxixado da época. Houve até uma discussão proposta pelo pesquisador Sérgio Cabral entre Ismael e Donga. Ismael dizia, sobre o samba de Donga: “Isso não é samba, é maxixe!”, ao que Donga respondia, sobre o samba de Ismael: “Isso não é samba, é marcha!”. Alguém se arrisca a dar um palpite?
Uma dia dois amigos se encontraram num bar:
- Você viu o Ismael?
- Quem?
- Ismael! Não conheces?
- Não!
- Você não conhece Ismael Silva????
O rapaz se levanta, bate continência e diz:
- Você está falando do Grande Ismael Silva?
6. Agora é Cinza (Bide / Marçal)
Também da Estácio, assim como Ismael, Bide e Marçal estão entre as maiores duplas de todos os tempos. Bide dizia que eles se completavam. A ligação que eles tinham era tamanha que, quando da morte de Marçal, Bide parou de compor e se dedicou à atividade de percussionista de rádio e das gravadoras. Dois grandes bambas da Estácio, exímios percussionistas e excelentes compositores. Bide inventou o surdo e uns atribuem a ele a invenção do tamborim, apesar dele mesmo declarar não ter certeza disso.
Marçal é o primeiro da dinastia Marçal, que hoje está na terceira geração.
Esta música foi a primeira parceria dos dois.
7. Alvorada (Cartola / Carlos Cachaça)
Terminada Estácio de Sá, vamos para Mangueira, fundada por Cartola e Carlos Cachaça, grandes amigos e parceiros, entre outros sambistas. Na década de 70, Cartola ficou de longe dos desfiles da Mangueira, por não conseguir seguir o andamento das escolas de samba.
Cartola foi dono de restaurante: o Zicartola. Ele era o gerente e Dona Zica, sua esposa, a cozinheira. Como gerenciar conta de bêbados amigos não era o forte, o restaurante faliu, não sem antes revelar grandes nomes do samba como Paulinho da Viola, Nelson Sargento, Anercarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, como Rosa de Ouro, Clementina de Jesus, etc.
Um dia, Heitor Villa Lobos ouviu uma música que Cartola tinha recém composto e disse: “Ta tudo errado, mas ta ótimo!”.
8. Minha Vontade (Chatim)
“Da Mangueira tem Carola, do Estácio, Ismael. Da Portela tem o Paulo, que é o nosso Deus do Céu!”
A Portela é um celeiro de bambas. Além da quantidade, há a qualidade. A Portela detinha a mais respeitada ala de compositores. Dentro dela, Chatim.
Infelizmente não há muitos detalhes sobre a sua vida, mas Chatim fez parte do grupo musical da Velha Guarda da Portela, gravou algumas de suas músicas e deixou outras tantas não gravadas. Recentemente, um áudio gravado por Candeia com uma segunda parte, inédita, de um de seus sambas foi descoberto e está circulando pela internet.
9. As Forças da Natureza (Paulo César Pinheiro / João Nogueira)
João Nogueira foi o criador do Clube do Samba. Não só da música, mas do Clube em si, que tinha a sede no quintal de sua casa e reunia grandes sambistas.
João era um excelente intérprete. Suas divisões melódicas são inigualáveis.
Paulo César Pinheiro foi casado com Clara Nunes e, junto com João Nogueira, era presença garantida nos álbuns da Guerreira.
Excelentes letristas, melodistas, poetas, essa dupla marcou história no samba.
10. Partido Alto da Clementina de Jesus (Candeia)
Sou suspeito de falar, mas Candeia foi o maior sambista de todos os tempos. A lista de elogios é extensa, então vou tentar resumir: Respeitava os mais velhos, criava, respeitando as tradições, tocava cavaquinho, violão, percussão, compunha letra, melodia, cantava, e, muito importante, conhecia os fundamentos.
Fundou o Grêmio Recreativo Arte Negra Escola de Samba Quilombo em 1974, por não aceitar o que estava acontecendo com o carnaval e com as escolas de samba, que estavam deixando de lado os verdadeiros responsáveis pela criação do carnaval e das escolas: os sambistas, os pobres e os negros.
Sambista, chorão, capoeirista, jongueiro, foi um grande líder do movimento negro.
11. Timoneiro (Paulinho da Viola / Hermínio Bello de Carvalho)
O grande Paulinho da Viola seja, talvez, o último dos sambistas-chorões, com passagem fácil por essas duas vertentes, e que executa tão bem as duas modalidades.
Em sua primeira visita à quadra da Portela, já arranjou uma parceria de peso. Casquinha ouviu uma primeira de Paulinho, foi ao banheiro e retornou com uma segunda que se encaixou perfeitamente. Estava feito o samba Recado, e selada a entrada de Paulinho na mais respeitada ala de compositores, da Portela.
Em 1970, juntou o pessoal da Velha Guarda da Portela e produziu o primeiro álbum da Velha Guarda. Hoje ele é padrinho da Velha Guarda e pede a bênção pros seus afilhados.
12. Tia Eulália na Xiba (Nei Lopes / Cláudio Jorge)
Nei Lopes é um grande pesquisador da cultura negra. Autor de livros, dicionários, sambas, jongos, e outros estilos musicais. Fez muitos sambas de sucesso, principalmente com seu parceiro mais constante: Wilson Moreira.
Nei, hoje, costuma fazer sambas com um grupo de samba de São Paulo e alimenta um blog com contos, causos, histórias e demais informações interessantes.
13. Cantar (Teresa Cristina)
Chegando na nova geração, Teresa Cristina surge em 1998, no movimento de revitalização da Lapa. Cantora, compositora, portelense, Teresa tem músicas em parceria até com Argemiro Patrocínio. Chegou ao mercado regravando músicas de Paulinho da Viola, e hoje já grava suas próprias músicas.
Teresa é facilmente encontrada na Lapa.
14. A Fina Flor (Jandira)
Também da nova geração, temos a Jandira, maior partideira do Brasil, quando venceu o primeiro torneiro, em 2002, no Rio de Janeiro.
Cantora, compositora, percussionista, improvisadora, fundadora do grupo Um Bom Partido, Jandira está em qualquer lista que se preze sobre as figuras mais importantes do samba de Florianópolis.
15. Aquarela Brasileira (Silas de Oliveira)
Terminamos aqui esta humilde e pequeníssima, diante do vasto mundo do samba, cronologia do samba com o maior compositor de samba enredo de todos os tempos. O que quase ninguém sabe, é que Silas de Oliveira é, também, um excelente compositor de samba de terreiro.
Faltando alguns minutos para o desfile da Império Serrano de 1964, em homenagem a Ary Barroso, chega à concentração a notícia de que Ary, autor de Aquarela do Brasil, havia falecido. Foi, talvez, o desfile mais emocionante da escola.
Atalho
Artur de Bem,
Ginga do Mané,
Samba em Floripa
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Artur de Bem vai ao Rio de Janeiro
Na verdade é para São Paulo, mas se eu coloco isso no tópico, não ia chamar tanta atenção.
Estou indo visitar o Terreiro Grande, maior e melhor grupo de samba dos últimos anos.
Não dá tempo de explicar, mas acreditem!
É isso. Na volta, conto como foi.
E o povo canta: "Felicidades, um forte abraço e um grande beijo!" (Paulinho da Viola)
domingo, 18 de outubro de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Nunca mais vou te perder
Mais um samba meu.
Meu primeiro samba em parceria.
Não vou explicar o samba, porque perde a graça, mas leiam e imaginem pra quem seja.
Nunca mais vou te perder
Nunca mais vou te perder
Nunca mais vou te deixar passar
Você é quem mostra meu caminho
Nunca me deixa sozinho
Na hora da aflição
Se te chamam paradora
Eu dou um novo apelido
És a minha condução
Me levas pra onde quero
Quase nunca te espero
Sempre muito pontual
Te encontro só, tão inocente
As vezes cheia de gente
Com um desconforto sem igual
E quando eu me atraso
Fazes disso um grande caso
Passas sem olhar pra trás
Reconheço tua pressa
Então faço uma promessa
Não te perco nunca mais
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Perdesse a hora
Um dia fiz um samba e mostrei pra minha mãe.
Depois fiz outro samba e mostrei pra mãe.
Fiz outro samba e mostrei pra mãe.
Ae ela se irritou e disse: Onde estão esses sambas, que eu não ouço?
Ae ela se irritou e disse: Onde estão esses sambas, que eu não ouço?
Como eu não tenho como gravar esses sambas, porque não participo de um grupo de samba, não sou empresário de um grupo de samba e não tenho dinheiro pra contratar músicos e gravadora, vou publicá-los aqui no blog. Pelo menos a letra. A melodia poderá ser ouvida sempre que me for solicitado.
Nos próximos dias serão postados mais sambas meus, e outros sambas que nunca foram gravados, provavelmente nunca serão, mas que o povo precisa conhecer.
Vou começar por um samba que eu sempre quis cantar no Praça 11, como resposta a um samba do Marçal do Samba e Rafael Leandro, Perdi a hora. É o homem explicando pra sua esposa porque chegou atrasado em casa e afins. A resposta é a mulher para o homem.
Franci, Ana, não fiz um texto, nem um artigo, nem uma matéria pra falar das esposas dos músicos, como solicitaram, mas fiz um samba, serve?
Perdesse a hora
(Artur de Bem)
Perdesse a hora, meu bem
Perdesse também o jantar
Se continuar, vais perder a dona do teu lar
Perdesse emprego
Perdesse carreira, perdesse salário
Perdesse o cargo de operário
Perdesse a zona que quer te pôr a perder
E tu chega atrasado
Perdesse o juízo e o compromisso
Homem desgraçado a me dar prejuízo
Vou perder as estribeiras com você
Perdi a esperança
Perdi a cabeça, já perdi a calma
E se eu não rezar logo vou perder a alma
Tudo isso eu faço pra não te perder
Mas tu chega
Perdendo comigo a noção do perigo
Ninguém gira ao redor do seu umbigo
Perdi a paciência com você
Perdesse a razão
Perdesse a memória do comprometimento
Das juras no dia do nosso casamento
E a mordomia pra poligamia
Pois agora saiba
Já arranjei outro pra estar do meu lado
Perdesse a chance de ficar calado
Quem vai ao ar perde o lugar
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Eu trabalho
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Dôga

O autor e Dôga
O samba é feito por pessoas. Apesar das mortes de Xangô da Mangueira e de Casemiro, fico tranquilo e feliz porque existe Dôga, porque ele mora em Floripa e, tenho o orgulho de dizer, porque ele é meu amigo!
Esta douta figura é a minha âncora. Se eu não aprendi tudo com ele, foi quase tudo. E ainda aprendo.
Profundo conhecedor do samba. Se eu já falei isso de alguém aqui no blog, esqueçam. Nesta cidade, ninguém se compara ao Dôga.
Sempre que eu tenho a oportunidade de citar seu nome, o faço com muito gosto. Estranhamente ainda não tinha ocupado uma postagem inteira com ele. O faço agora.
Quando algum jornalista quer fazer uma matéria sobre samba e me pede alguém pra entrevistar, ele é o primeiro da lista (inclusive consta na lista de músicos indicados deste Cantinho).
Aliás, ele é o meu primeiro da lista em tudo.
Meu parceiro de composições (nem precisa, pois ele compõe tudo, melodia e letra, muito bem), de boemia, de conversa, de samba.
Os outros amigos que me desculpem, mas eles vão concordar: ter Dôga na roda é fundamental! Sua presença dá um ânimo nos ambientes mais fúnebres.
Sair com o Dôga é sempre mágico. Nada de ruim acontece. Pelo contrário. Dá tudo certo. Ônibus na hora, inspiração pra compor, e os males que por ventura acontecem vem pra muito melhor!
O Dôga, encontrado no meio da percussão, chega a quase ser um desperdício. Seu conhecimento na percussão é tamanho, que é uma pena vê-lo tocar 1 instrumento só por vez. Mas cada instrumento fica feliz quando ele o toca. Eu também ficaria. Imaginem a felicidade do instrumento ao ver Dôga abdicar de todo o resto para dar atenção única e exclusiva para ele.
Tamborim, cuíca, conga, surdo, agogô, saco plástico, pandeiro, prato e faca, repique de anel, garrafa, ganzá, cinzeiro, e o que mais existir de instrumento de percussão ele é sabedor.
Ele conhece minunciosamente cada parte do instrumento. Do tipo de material usado na porca que segura os parafusos dos intrumentos, até o tipo de ração dada para o cabrito para que a pele fique boa. Além, claro, do conhecimento na arte de tocar. Porque quando ele toca é uma obra ímpar e de número primo.
Dôga é um iluminado!
Além de tudo isso que foi citado, ele é lindo! hehe...
Asé O! (acertei, Dôga?)
E o povo canta: "Passo o dia em claro e do despertar me separo só pra encontrar você" (Artur de Bem / Dôga)
Atalho
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domingo, 9 de novembro de 2008
De Artur de Bem para Paulinho da Viola
Querido Paulinho,
infelizmente não pude ir ao seu show aqui em Florianópolis, dia 7, na UFSC. Os ingressos haviam se acabado.
Quando eu soube que irias fazer um show na minha cidade, tratei de divulgar a informação. Mandei e-mail para a minha rede, relativamente boa, coloquei a notícia em meu blog, relativamente bem lido na cidade, e no site Agenda Samba-Choro, do Paulo Eduardo Neves, que deves conhecer, o maior site de informações de samba do país, do qual eu tenho acesso.
Fui buscar informações sobre o ingresso. Depois de 14 ligações para a UFSC, em uns 4 dias, soube que iriam começar a vender no dia 3, mesma semana do show. Como a minha mãe é professora da UFSC, pedi para ela ir comprar os ingressos. Para nossa surpresa, no mesmo dia em que começaram a vender, já haviam se esgotado (acabaram em 4 horas).
Começou o meu desespero. Liguei para a IMK, empresa que fez o anúncio, para a superintendência do Banco do Brasil, patrocinadora do show, e para a sua produção. Infelizmente não obtive sucesso.
O que me deixa triste é que o pessoal que foi ao seu show não gosta de samba. Se gostasse, também teria lotado o show do Monarco, no mesmo lugar. Mas no show do Monarco havia metade do público. Se gostasse, iria ver os shows de samba que ocorrem todos os dias da semana em Florianópolis, com uma qualidade elogiada por músicos cariocas e paulistas.
O pessoal que foi ver teu show não conhece 1/10 do que eu conheço de ti. Sendo que o que eu conheço de ti não deve chegar a 1/10 do todo.
O pessoal que foi ver teu show deve ter cantado somente Foi um rio que passou em minha vida. E nem deve ter cantado o samba completo.
O público que foi ver o teu show não tem nem idéia de quem seja Cristina Buarque, Celsinho Silva ou o sobrenome Rabello.
O público que foi ver o seu show pensa que Casquinha é apenas aquela parte crocante do sorvete. Que Chatim é o diminutivo de chato, no sotaque florianopolitano. Que Candeia é um trecho do samba que o Zeca Pagodinho canta. Que Bide é aquela peça de banheiro. Que Padeirinho é apenas aquele que faz pão. Que Zé com Fome é nome de mendigo ou de exu. Que Xangô da Mangueira é algum orixá carioca. Que Cartola só compos As rosas não falam. Que Pixinguinha só compos Carinhoso. E que Paulo da Portela será o novo puxador da escola em 2009.
Vários sambistas e chorões de nossa cidade não puderam ir ao teu show. Várias pessoas que entendem de samba não puderam ir ao teu show. Aquele que, muito provavelmente, foi o responsável por avisar mais da metade de quem foi ao teu show, eu, não pode ir ao teu show.
Agora eu mais ou menos sinto na pele o porque de Candeia ter fundado a Quilombo.
Quando eu começei a gostar e entender de samba, o que me deixava frustrado era o fato de que eu nunca iria conhecer os sambistas do Rio e São Paulo. Com sorte já consegui conversar com Monarco, 2 vezes, com Luiz Carlos da Vila, e outros sambistas, que não são da linhagem antiga.
Tu esteves em minha cidade e não pudemos nos encontrar.
Sabe-se lá quando haverá outra oportunidade.
Quem sabe um dia.
Até mais.
De seu fã,
Artur de Bem
--
Felicidades, um forte abraço e um grande beijo.
Artur de Bem
http://arturdebem.blogspot.com
E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina / Onde nasceu JK / Que a Princesa Leopoldina / Arresolveu se casá..." (Sérgio Porto)
Felicidades, um forte abraço e um grande beijo.
Artur de Bem
http://arturdebem.blogspot.com
E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina / Onde nasceu JK / Que a Princesa Leopoldina / Arresolveu se casá..." (Sérgio Porto)
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Jingle premiado
Um jingle que eu fiz para um pessoal do curso de publicidade, uns anos atrás. Esse jingle foi premiado em um concurso da faculdade.
Vou registrar aqui pra não se perder na memória.
Jingle AIDS
(Artur de Bem)
O prazer sexual
Tem sua contra-indicação
É um bichim piquinininho
Que a gente olha mas não vê
O anticoncepcional não funciona nessa situação
Não existe ninguém imune }
Bichim vai lá e pune } BIS
Quem não presta atenção }
Olha só, meu camarada
Olha, meu camaradinha
Use sempre camisinha
Que é sinal de proteção
Olha só, minha cumadre
Proteja tua xaninha
Porque meu camaradinha
Te ama de paixão
Vou registrar aqui pra não se perder na memória.
Jingle AIDS
(Artur de Bem)
O prazer sexual
Tem sua contra-indicação
É um bichim piquinininho
Que a gente olha mas não vê
O anticoncepcional não funciona nessa situação
Não existe ninguém imune }
Bichim vai lá e pune } BIS
Quem não presta atenção }
Olha só, meu camarada
Olha, meu camaradinha
Use sempre camisinha
Que é sinal de proteção
Olha só, minha cumadre
Proteja tua xaninha
Porque meu camaradinha
Te ama de paixão
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Tema de entrevista
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