Lembrei de alguns sambas sobre traição de amigo com mulher.
Assim não é legal
(Noel Rosa de Oliveira)
Quando eu passo pela porta do seu barracão
Ouço uma voz que atormenta o meu coração
Que diz que você me ama
Por isso me chama
Mas a deslealdade não vive comigo
Eu não posso trair um grande amigo
A ele tenho grande consideração
Não é possível uma traição
A este grande amigo eu serei leal
Ela anda errada
Assim não é legal
Com lealdade
(Alberto Lonato)
Fita os olhos da mulher que eu adoro
E não posso confessar o meu sofrer
Prefiro sacrificar minha amizade
Mas não quero ser falso a alguém que me trata
Com lealdade, com lealdade
Tenho feito investidas pra me declarar
Trazendo escritas palavras bem ditas e na mão meu chapéu
Mas quando me aproximo os olhos me embaçam
Eu não posso ser falso a um amigo fiel
Fita os olhos da mulher...
Sim
(Cartola / Oswaldo Martins)
Sim
Deve haver o perdão para mim
Se não, nem sei qual será o meu fim
Para ter uma companheira até promessas fiz
Consegui um grande amor, mas eu não fui feliz
E com raiva para os céus os braços levantei, blasfemei
Hoje todos são contra mim
Todos erram nesse mundo
Não há exceção
Quando voltam à realidade
Conseguem perdão
Porque é que eu, Senhor
Que errei pela vez primeira
Passo tantos dissabores
E luto contra a humanidade inteira?
Samba da traição
(Chico Santana)
Quem vê cara não vê coração
Um sorriso também pode ser uma traição
Cristo também foi traído
Por Judas, fingindo ser amigo
Com tanta ternura um beijo na testa lhe deu
E por 30 dinheiros lhe vendeu
Com um sorriso Cristo recebeu o beijo de ironia
Dando a impressão que nada sabia
Judas estremeceu ao ouvir sua voz:
"Existe um traidor entre nós!"
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terça-feira, 23 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Cartola bagunceiro
A cada quinzena eu vou criar um vídeo para acompanhar minha coluna no Jornal O Carona, distribuído quinzenalmente às terças nos terminais de ônibus de Floripa.
Esse primeiro vídeo é um piloto, pra ver se dá certo.
A coluna dessa semana é essa:
Esse primeiro vídeo é um piloto, pra ver se dá certo.
A coluna dessa semana é essa:
sábado, 13 de abril de 2013
Nelson Cavaquinho e Noel Rosa
Taí uma combinação que nunca me passou pela cabeça.
Mas pensemos:
Noel Rosa nasceu em 1910.
Nelson Cavaquinho nasceu em 1911.
Noel Rosa era amigo de Cartola.
Nelson Cavaquinho era amigo de Cartola.
Noel Rosa andava muito em Mangueira.
Nelson Cavaquinho andava muito em Mangueira.
Noel Rosa fez samba junto com Cartola.
Nelson Cavaquinho fez um samba junto com Cartola.
E coincidentemente, o único samba de parceria de Nelson com Cartola, "Devia ser condenada", era cantado lá no Morro de vez em quando. Em uma das idas de Noel por lá, ele ouviu e gostou.
Eis a história do Noel.
Eis a história do samba.
E eis o samba completo que recebeu elogios de Noel Rosa, na voz do Nelson. A primeira do Nelson e a segunda do Cartola.
Sabe-se lá de qual autoria o Noel ficou sabendo. Se somente do Nelson, enquanto só havia a primeira; Nelson e Cartola; ou Nelson e o outro policial.
Devia ser condenada
(Nelson Cavaquinho / Cartola)
Devia ser condenada ou crucificada pois juraste falso
Beijaste a cruz do Senhor e dissesses que me tinha amor
Quando eu ouço as baladas do sino daquela igrejinha
Julgo-me ainda feliz e que és toda minha
E quando vejo a torre bem alta daquela linda catedral
Fujo da tua amizade infernal
Eu vivo tão magoado
Não sei viver mais ao teu lado
Só peço a Deus que me dê coragem
Eu preciso esquecer
Da tua grande mentira
Que me faz sofrer
(Me faz sofrer)
Só faltou uma parceria Nelson e Noel.
Mas pensemos:
Noel Rosa nasceu em 1910.
Nelson Cavaquinho nasceu em 1911.
Noel Rosa era amigo de Cartola.
Nelson Cavaquinho era amigo de Cartola.
Noel Rosa andava muito em Mangueira.
Nelson Cavaquinho andava muito em Mangueira.
Noel Rosa fez samba junto com Cartola.
Nelson Cavaquinho fez um samba junto com Cartola.
E coincidentemente, o único samba de parceria de Nelson com Cartola, "Devia ser condenada", era cantado lá no Morro de vez em quando. Em uma das idas de Noel por lá, ele ouviu e gostou.
Eis a história do Noel.
Eis a história do samba.
E eis o samba completo que recebeu elogios de Noel Rosa, na voz do Nelson. A primeira do Nelson e a segunda do Cartola.
Sabe-se lá de qual autoria o Noel ficou sabendo. Se somente do Nelson, enquanto só havia a primeira; Nelson e Cartola; ou Nelson e o outro policial.
Devia ser condenada
(Nelson Cavaquinho / Cartola)
Devia ser condenada ou crucificada pois juraste falso
Beijaste a cruz do Senhor e dissesses que me tinha amor
Quando eu ouço as baladas do sino daquela igrejinha
Julgo-me ainda feliz e que és toda minha
E quando vejo a torre bem alta daquela linda catedral
Fujo da tua amizade infernal
Eu vivo tão magoado
Não sei viver mais ao teu lado
Só peço a Deus que me dê coragem
Eu preciso esquecer
Da tua grande mentira
Que me faz sofrer
(Me faz sofrer)
Só faltou uma parceria Nelson e Noel.
Atalho
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vídeo
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Não quero mais amar a ninguém
Carlos Moreira de Castro, o Carlos Cachaça, certa vez, fez isso:
Semente de amor sei que sou desde nascença
Mas sem ter brilho e fulgor eis minha sentença
Jurei pela primeira fez um sonho vibrar
Foi beijo que nasceu e morreu sem se chegar a dar
Às vezes dou gargalhada ao lembrar do passado
Nunca pensei em amor, nunca amei nem fui amado
Se julgas que estou mentindo, jurar sou capaz
Foi simples sonho que passou e nada mais
A Mangueira desfilou com este samba em 1936.
Após o carnaval, o Zé da Zilda procurou o Carlos Cachaça com uma proposta de gravação e pediu pra ele assinar uma autorização. Carlos Cachaça ponderou que o Cartola também era autor do samba e devia ser consultado. Zé concordou.
De posse da autorização assinada pelo Carlos Cachaça, ele escreveu uma segunda parte
O que dou preferência hoje em dia
e registrou o samba no nome dele e do Carlos Cachaça. Aracy de Almeida gravou este samba em 09/09/1936, e no selo saiu "Não quero mais" (José Gonçalves/Carlos Moreira da Silva). Erraram o nome do Carlos Cachaça. Quando o Cartola soube da gravação foi falar com o Carlos Cachaça que explicou a história toda. Cartola não ficou magoado com o Carlos Cachaça, mas nunca mais falou com o Zé da Zilda.
Em 1973 quando o Paulinho da Viola gravou o samba com a letra original, a Zilda procurou o Paulinho dizendo que tinha direitos, que o Zé era parceiro da música, coisa e tal. O Cartola assinou uma cessão de direitos pra Zilda e nunca mais falou com ela também.
Hoje o Zé consta como autor do samba, mas não tem uma vírgula da autoria dele na letra com que o samba é cantado.
Não significa que o Zé seja encrenqueiro ou "comprositor". Zé tem obras belíssimas, inclusive em parceria com a Zilda, sua esposa.
Colaborou: Barão do Pandeiro
Não quero mais amar a ninguém
Não fui feliz
O destino não quis meu primeiro amor
Morreu como a flor ainda em botão
Deixando saudades que dilaceram o meu coração
Cartola ouviu e colocou uma segunda:
Mas sem ter brilho e fulgor eis minha sentença
Jurei pela primeira fez um sonho vibrar
Foi beijo que nasceu e morreu sem se chegar a dar
Às vezes dou gargalhada ao lembrar do passado
Nunca pensei em amor, nunca amei nem fui amado
Se julgas que estou mentindo, jurar sou capaz
Foi simples sonho que passou e nada mais
A Mangueira desfilou com este samba em 1936.
Após o carnaval, o Zé da Zilda procurou o Carlos Cachaça com uma proposta de gravação e pediu pra ele assinar uma autorização. Carlos Cachaça ponderou que o Cartola também era autor do samba e devia ser consultado. Zé concordou.
De posse da autorização assinada pelo Carlos Cachaça, ele escreveu uma segunda parte
O que dou preferência hoje em dia
É viver com bastante alegria
E o sorriso que esperava esconder
Saudade que me faz sofrer
e registrou o samba no nome dele e do Carlos Cachaça. Aracy de Almeida gravou este samba em 09/09/1936, e no selo saiu "Não quero mais" (José Gonçalves/Carlos Moreira da Silva). Erraram o nome do Carlos Cachaça. Quando o Cartola soube da gravação foi falar com o Carlos Cachaça que explicou a história toda. Cartola não ficou magoado com o Carlos Cachaça, mas nunca mais falou com o Zé da Zilda.
Em 1973 quando o Paulinho da Viola gravou o samba com a letra original, a Zilda procurou o Paulinho dizendo que tinha direitos, que o Zé era parceiro da música, coisa e tal. O Cartola assinou uma cessão de direitos pra Zilda e nunca mais falou com ela também.
Hoje o Zé consta como autor do samba, mas não tem uma vírgula da autoria dele na letra com que o samba é cantado.
Não significa que o Zé seja encrenqueiro ou "comprositor". Zé tem obras belíssimas, inclusive em parceria com a Zilda, sua esposa.
Colaborou: Barão do Pandeiro
sábado, 15 de maio de 2010
Podes rir de mim - Cartola
Sim, Cartola fez mais do que As rosas não falam!
Essa é uma gravação que parece ser caseira.
Batucada de primeira.
Lindo! Lindo! Lindo!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Peso é peso!


Sabem o vídeo da postagem anterior?
Então... É Tuco e o Batalhão de Sambistas. Tuco também faz parte do Terreiro Grande.
Estou indo lá pra São Paulo, de novo, ver o show "Peso é peso" e a gravação do cd ao vivo do show.
E eu vou cantando: "Todos que pertencem ao samba do Rio te mandam um abraço. Paulicéia, Ô! Paulicéia, Ô!" (Cartola / Paulo da Portela)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Jandira homenageia Cartola
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Participações especiais do poeta Cesar Felix declamando poesias, e de Josi e Júlia (do Um Bom Partido).
Jandira será acompanhada por Fernanda da Silveira no cavaco, Raphael Galcer no violão de 7 cordas, Dôga e Bidu na percussão.
Jandira será acompanhada por Fernanda da Silveira no cavaco, Raphael Galcer no violão de 7 cordas, Dôga e Bidu na percussão.
A entrada é de R$10.
A sambista se apresentará toda quinta-feira com o show A Fina Flor do Samba.
Mais informações pelo telefone (48) 9991-3218.
A sambista se apresentará toda quinta-feira com o show A Fina Flor do Samba.
Mais informações pelo telefone (48) 9991-3218.
Atalho
Cartola,
Jandira,
Lagoa da Conceição,
Samba em Floripa
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
100 anos de Cartola
"Cartola não existiu. Foi um sonho que a gente teve" (Nelson Sargento)
Fundador do Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, um dos maiores sambistas do Morro da Mangueira, da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil, Cartola ganhou este apelido quando ainda era pedreiro e usava uma cartola para se proteger da poeira.
Frequentou somente até a 4ª série do 1ª grau e foi capaz de compor poesias incríveis, invejáveis até por membros da Academia Brasileira de Letras, se duvidar.
Infelizmente Cartola é lembrado apenas por "As rosas não falam".
O Grupo Um Bom Partido e o poeta Cesar Felix apresentam o tributo a Cartola, neste domingo, dia 28, às 14h, no Praça 11, com participação especial de Raphael Galcer no violão de 7 cordas, Lu Alves na voz, Fabrício na percussão e Bernardo Senz na flauta. Relembram (para alguns) e apresentam (para outros) um repertório de canções feitas por este sonho mangueirense, fluminense, carioca e brasileiro.
O poeta Cesar Felix declamará poesias de poetas conhecidos, desconhecidos e poesias próprias entre uma música e outra.
Mais informações: 9991-3218 / 3247-3346
E o povo canta: "Bate outra vez..." (Cartola)
Atalho
Cartola,
Samba em Floripa,
Um Bom Partido
sábado, 22 de março de 2008
O maior sambista de Florianópolis
Ele não existe.
Estou ficando farto dessas briguinhas entre um e outro.
Alguém não pode ver outro alguém se dando bem, que já cresce o olho e tenta derrubar.
Ao invés de ficar feliz com o sucesso alheio, tenta mostrar que o outro não é tão bom assim. Coisa de quinta série.
É por essas e outras que o samba de Floripa não evolui como merece.
Melhor dizendo...
É por essas e outras que o samba de Floripa não evolui. Merece. Culpa dos próprios sambistas.
Tanto grupo bom, tanta carreira solo boa, e fica esse jogo de perna, um dando rasteira no outro.
Não sei se é incapacidade de fazer "melhor", medo de perder o "posto", inveja... ou sei lá o que.
Cada um tem a sua praia, a sua escola... então fiquemos cada um na sua, mas com alguma coisa em comum: o Samba.
Um dia um jornalista chegou em mim e sugeriu que o tema do meu TCC fosse essa briga que existe entre os sambistas de Florianópolis.
Eu recusei na hora. O samba em Florianópolis existe há uns 30 anos, sempre houve briga, todos sabem que há, sabem o motivo, e nunca ninguém falou nada. Não serei eu o primeiro.
Hoje já não penso assim.
E o povo canta: "Chega de demanda, chega! Com este time temos que ganhar! Somos da Estação Primeira. Salve o morro de Mangueira!" (Cartola)
Estou ficando farto dessas briguinhas entre um e outro.
Alguém não pode ver outro alguém se dando bem, que já cresce o olho e tenta derrubar.
Ao invés de ficar feliz com o sucesso alheio, tenta mostrar que o outro não é tão bom assim. Coisa de quinta série.
É por essas e outras que o samba de Floripa não evolui como merece.
Melhor dizendo...
É por essas e outras que o samba de Floripa não evolui. Merece. Culpa dos próprios sambistas.
Tanto grupo bom, tanta carreira solo boa, e fica esse jogo de perna, um dando rasteira no outro.
Não sei se é incapacidade de fazer "melhor", medo de perder o "posto", inveja... ou sei lá o que.
Cada um tem a sua praia, a sua escola... então fiquemos cada um na sua, mas com alguma coisa em comum: o Samba.
Um dia um jornalista chegou em mim e sugeriu que o tema do meu TCC fosse essa briga que existe entre os sambistas de Florianópolis.
Eu recusei na hora. O samba em Florianópolis existe há uns 30 anos, sempre houve briga, todos sabem que há, sabem o motivo, e nunca ninguém falou nada. Não serei eu o primeiro.
Hoje já não penso assim.
E o povo canta: "Chega de demanda, chega! Com este time temos que ganhar! Somos da Estação Primeira. Salve o morro de Mangueira!" (Cartola)
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