Nas batalhas de confete da Tijuca, Vila Isabel e Andaraí, principalmente na mais famosa delas, que era a da Rua Dona Zulmira, os blocos do Salgueiro sempre faziam bonito, marcavam a sua presença. Era tempo de corda, que impedia a invasão de estranhos e permitia que todos brincassem despreocupados e à vontade. Mas, sem dúvida, havia uma grande pinimba entre os blocos dos outros lugares e os do Salgueiro, isso porque, na hora em que era preciso, o pessoal do morro se juntava para enfrentar o adversário comum. Em Vila Isabel havia um bloco muito temido, o Faz Vergonha, no qual saíam Noel Rosa, Henrique Foréis Domingues (Almirante), Carlos Alberto Ferreira Braga (João de Barro), Álvaro de Miranda Ribeiro (Alvinho), Nássara e outros rapazes da mesma turma. Consta que foi em janeiro de 1935, numa batalha da Rua Dona Zulmira, que Noel Rosa, de pura implicância, saiu no Faz Vergonha cantando o seguinte samba:
Oswaldo Cruz, Morro da Mangueira
Favela, Estácio de Sá
Vamos acordar o Salgueiro
O mundo inteiro
Quer ouvir o seu cantar
Os brios salgueirenses foram feridos. Os integrantes dos blocos foram contar o sucedido ao diretor do Azul e Branco, Antenor Santíssimo de Araújo, o famoso Antenor Gargalhada, que estava na tendinha do seu Candinho tomando umas e outras com a rapaziada. Quando tomou conhecimento do assunto, quem assistiu diz que ele pediu 500 réis de cachaça, deu pro santo, tomou, deu uma cusparada para o lado e quando voltou já veio com a resposta pronta:
Uma resposta em cima da hora
Temos o prazer e glória em citar
O Salgueiro não está adormecido
Quem é a Vila pra nos acordar?
Trecho retirado do livro "Salgueiro: academia do samba", de Haroldo Costa. No livro constam as partituras das músicas. Escrevi em um programa de editor de partituras e criei o áudio da melodia.
Mostrando postagens com marcador Noel Rosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Noel Rosa. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 30 de junho de 2017
terça-feira, 14 de maio de 2013
DCS - Noel Rosa plageador?
Historinha sobre a música "Fita amarela".
Músicas
Fita amarela (Noel Rosa)
Quando você morrer (Donga / Aldo Tarânto)
Músicas
Fita amarela (Noel Rosa)
Quando você morrer (Donga / Aldo Tarânto)
Atalho
Almirante,
Araci de Almeira,
Carmem Miranda,
DCS,
Donga,
Noel Rosa,
vídeo
terça-feira, 30 de abril de 2013
DCS - Noel Rosa e Floripa
Nova coluna De Carona com o Samba audiovisual.
Não deu e incluir a música "Vitória" (Noel Rosa e Nonô) no vídeo. Para baixar, clique aqui.
Ouça aqui embaixo:
Vitória
(Noel Rosa e Nonô)
Antes da vitória não se deve cantar glória
Você criou fama, deitou-se na cama
Eu que não estou dormindo
Vou subindo, vou subindo
Enquanto você vai decaindo
Quero a minha independência
E com jeito e paciência
Me preparo pro futuro
Não garanto, nem duvido
Mas você tome sentido
Que entre nós o páreo é duro
Aguentei muita indireta
Mas andei na linha reta
Não maldigo a minha sorte
Vou agindo com cadência
Sei que a minha independência
Há de ser a sua morte (vitória)
Sua voz, se alguém percebe
Bem humilde lhe recebe
Sua entrada ninguém veda
Você goza de ventura
Mas quem voa em grande altura
Leva sempre grande queda
Não tenho medo de grito
Sempre fiz papel bonito
O que eu falo é bem pensado
Não receio escaramuça
E que aceite a carapuça
Quem se sente melindrado (vitória)
Para baixar a música "Até amanhã" (Noel Rosa), clique aqui.
Ouça aqui embaixo:
Até amanhã
(Noel Rosa)
Até amanhã se Deus quiser
Se não chover eu volto pra te ver, oh, mulher!
De ti gosto mais que outra qualquer
Não vou por gosto
O destino é quem quer
Adeus é pra quem deixa a vida
É sempre na certa que eu jogo
Três palavras vou deixar por despedida
"Até amanhã! Até já! Até logo!"
O mundo é um samba em que eu danço
Sem nunca sair do meu trilho
Vou cantando o teu nome sem descanso
Pois do meu samba tu és o estribilho
Eu sei me livrar do perigo
No golpe de azar eu não jogo
É por isso que risonho eu te digo
Até amanhã! Até já! Até logo
(verso registrado, mas não gravado)
Não deu e incluir a música "Vitória" (Noel Rosa e Nonô) no vídeo. Para baixar, clique aqui.
Ouça aqui embaixo:
Vitória
(Noel Rosa e Nonô)
Antes da vitória não se deve cantar glória
Você criou fama, deitou-se na cama
Eu que não estou dormindo
Vou subindo, vou subindo
Enquanto você vai decaindo
Quero a minha independência
E com jeito e paciência
Me preparo pro futuro
Não garanto, nem duvido
Mas você tome sentido
Que entre nós o páreo é duro
Aguentei muita indireta
Mas andei na linha reta
Não maldigo a minha sorte
Vou agindo com cadência
Sei que a minha independência
Há de ser a sua morte (vitória)
Sua voz, se alguém percebe
Bem humilde lhe recebe
Sua entrada ninguém veda
Você goza de ventura
Mas quem voa em grande altura
Leva sempre grande queda
Não tenho medo de grito
Sempre fiz papel bonito
O que eu falo é bem pensado
Não receio escaramuça
E que aceite a carapuça
Quem se sente melindrado (vitória)
Para baixar a música "Até amanhã" (Noel Rosa), clique aqui.
Ouça aqui embaixo:
Até amanhã
(Noel Rosa)
Até amanhã se Deus quiser
Se não chover eu volto pra te ver, oh, mulher!
De ti gosto mais que outra qualquer
Não vou por gosto
O destino é quem quer
Adeus é pra quem deixa a vida
É sempre na certa que eu jogo
Três palavras vou deixar por despedida
"Até amanhã! Até já! Até logo!"
O mundo é um samba em que eu danço
Sem nunca sair do meu trilho
Vou cantando o teu nome sem descanso
Pois do meu samba tu és o estribilho
Eu sei me livrar do perigo
No golpe de azar eu não jogo
É por isso que risonho eu te digo
Até amanhã! Até já! Até logo
(verso registrado, mas não gravado)
Atalho
DCS,
Florianópolis,
Noel Rosa,
Samba em Floripa,
vídeo
sábado, 13 de abril de 2013
Nelson Cavaquinho e Noel Rosa
Taí uma combinação que nunca me passou pela cabeça.
Mas pensemos:
Noel Rosa nasceu em 1910.
Nelson Cavaquinho nasceu em 1911.
Noel Rosa era amigo de Cartola.
Nelson Cavaquinho era amigo de Cartola.
Noel Rosa andava muito em Mangueira.
Nelson Cavaquinho andava muito em Mangueira.
Noel Rosa fez samba junto com Cartola.
Nelson Cavaquinho fez um samba junto com Cartola.
E coincidentemente, o único samba de parceria de Nelson com Cartola, "Devia ser condenada", era cantado lá no Morro de vez em quando. Em uma das idas de Noel por lá, ele ouviu e gostou.
Eis a história do Noel.
Eis a história do samba.
E eis o samba completo que recebeu elogios de Noel Rosa, na voz do Nelson. A primeira do Nelson e a segunda do Cartola.
Sabe-se lá de qual autoria o Noel ficou sabendo. Se somente do Nelson, enquanto só havia a primeira; Nelson e Cartola; ou Nelson e o outro policial.
Devia ser condenada
(Nelson Cavaquinho / Cartola)
Devia ser condenada ou crucificada pois juraste falso
Beijaste a cruz do Senhor e dissesses que me tinha amor
Quando eu ouço as baladas do sino daquela igrejinha
Julgo-me ainda feliz e que és toda minha
E quando vejo a torre bem alta daquela linda catedral
Fujo da tua amizade infernal
Eu vivo tão magoado
Não sei viver mais ao teu lado
Só peço a Deus que me dê coragem
Eu preciso esquecer
Da tua grande mentira
Que me faz sofrer
(Me faz sofrer)
Só faltou uma parceria Nelson e Noel.
Mas pensemos:
Noel Rosa nasceu em 1910.
Nelson Cavaquinho nasceu em 1911.
Noel Rosa era amigo de Cartola.
Nelson Cavaquinho era amigo de Cartola.
Noel Rosa andava muito em Mangueira.
Nelson Cavaquinho andava muito em Mangueira.
Noel Rosa fez samba junto com Cartola.
Nelson Cavaquinho fez um samba junto com Cartola.
E coincidentemente, o único samba de parceria de Nelson com Cartola, "Devia ser condenada", era cantado lá no Morro de vez em quando. Em uma das idas de Noel por lá, ele ouviu e gostou.
Eis a história do Noel.
Eis a história do samba.
E eis o samba completo que recebeu elogios de Noel Rosa, na voz do Nelson. A primeira do Nelson e a segunda do Cartola.
Sabe-se lá de qual autoria o Noel ficou sabendo. Se somente do Nelson, enquanto só havia a primeira; Nelson e Cartola; ou Nelson e o outro policial.
Devia ser condenada
(Nelson Cavaquinho / Cartola)
Devia ser condenada ou crucificada pois juraste falso
Beijaste a cruz do Senhor e dissesses que me tinha amor
Quando eu ouço as baladas do sino daquela igrejinha
Julgo-me ainda feliz e que és toda minha
E quando vejo a torre bem alta daquela linda catedral
Fujo da tua amizade infernal
Eu vivo tão magoado
Não sei viver mais ao teu lado
Só peço a Deus que me dê coragem
Eu preciso esquecer
Da tua grande mentira
Que me faz sofrer
(Me faz sofrer)
Só faltou uma parceria Nelson e Noel.
Atalho
Cartola,
Música,
Nelson Cavaquinho,
Noel Rosa,
vídeo
sábado, 12 de janeiro de 2013
Cuíca
Em homenagem a grandes cuiqueiros que eu vi em ação: Mestre Catonho, Seu Luiz, Dôga, Fabricio Gonçalves, Alfredo Castro, Gustavo Mariante, Brito, Bidu, Padeirinho, entre outros.
A invenção da cuíca é atribuída a João Mina, batuqueiro da Deixa Falar. Mas, como sempre, há controvérsia.
Segundo Sérgio Cabral, a cuíca já era usada há décadas anteriores, nos cordões carnavalescos.
Segundo outras diversas fontes, a cuíca é um instrumento de origem africana. Era um pouco diferente da que se usa hoje em dia, com a vareta, varão, bambu, do lado de fora.
Talvez a cuíca usada nos cordões seja uma mais rudimentar, sendo João Mina o primeiro a usá-la do modo como se usa hoje.
Seja como for, João Mina está na história também por ser parceiro de Noel Rosa no partido alto "De babado".
Mas a postagem é sobre cuíca, então lá vai.
Getúlio Marinho "Amor" fez um samba, "Molha o pano", em parceria com Cândido Vasconcelos, sobre o instrumento.
Gravação de Aurora Miranda.
Molha o pano
Pega na cuíca
Puxa certo e com cadência
Veja o samba como fica
Fui num pagode
A família deu um "não"
Aqui não se quer cuíca
Porque não é barracão
Fiquei sentida
"Coragem!" Gritou meu mano
Quem é rico paga orquestra
E quem é pobre molha o pano
É um abuso
E por demais autoridade
Fazer pouco em quem é pobre
Só por ter felicidade
Não fiz barulho
Porque me julgo decente
Tratei de molhar o pano
E gritei “vamos em frente"
Há este vídeo, de um filme feito em 1936. É o mesmo áudio de cima.
O mais interessante nisso é que quem está tocando cuíca, ao menos no filme, é o grande Bide! Uma imagem rara, talvez única, do Bide em vídeo.
Wilson Baptista também dá o seu recado. Neste samba, em parceria com Haroldo Lobo, ensinam "Como se faz uma cuíca".
Gravação de Anjos do Inferno, em 1944.
Um pedaço de pau
Um pedaço de couro
Numa barrica
É assim que se faz uma cuíca
Depois de tudo acabado
Tem outra observação
Arranje um pano molhado
Para fazer a marcação
Venham ver como é que o samba fica
O piano é de nobre
O instrumento de pobre é a cuíca
Cuíca, pra mim, é instrumento de molho. De acompanhamento.
Mas bato palmas pra Fritz Escovão!
Agora sim! Fritz Escovão!
Termino a postagem com este breve documentário, de 1978, sobre cuíca.
Grande dúvida que me corrói: instrumento de percussão ou de harmonia?
A invenção da cuíca é atribuída a João Mina, batuqueiro da Deixa Falar. Mas, como sempre, há controvérsia.
Segundo Sérgio Cabral, a cuíca já era usada há décadas anteriores, nos cordões carnavalescos.
Segundo outras diversas fontes, a cuíca é um instrumento de origem africana. Era um pouco diferente da que se usa hoje em dia, com a vareta, varão, bambu, do lado de fora.
Talvez a cuíca usada nos cordões seja uma mais rudimentar, sendo João Mina o primeiro a usá-la do modo como se usa hoje.
Seja como for, João Mina está na história também por ser parceiro de Noel Rosa no partido alto "De babado".
Mas a postagem é sobre cuíca, então lá vai.
Getúlio Marinho "Amor" fez um samba, "Molha o pano", em parceria com Cândido Vasconcelos, sobre o instrumento.
Gravação de Aurora Miranda.
Molha o pano
Pega na cuíca
Puxa certo e com cadência
Veja o samba como fica
Fui num pagode
A família deu um "não"
Aqui não se quer cuíca
Porque não é barracão
Fiquei sentida
"Coragem!" Gritou meu mano
Quem é rico paga orquestra
E quem é pobre molha o pano
É um abuso
E por demais autoridade
Fazer pouco em quem é pobre
Só por ter felicidade
Não fiz barulho
Porque me julgo decente
Tratei de molhar o pano
E gritei “vamos em frente"
Há este vídeo, de um filme feito em 1936. É o mesmo áudio de cima.
O mais interessante nisso é que quem está tocando cuíca, ao menos no filme, é o grande Bide! Uma imagem rara, talvez única, do Bide em vídeo.
Wilson Baptista também dá o seu recado. Neste samba, em parceria com Haroldo Lobo, ensinam "Como se faz uma cuíca".
Gravação de Anjos do Inferno, em 1944.
Um pedaço de pau
Um pedaço de couro
Numa barrica
É assim que se faz uma cuíca
Depois de tudo acabado
Tem outra observação
Arranje um pano molhado
Para fazer a marcação
Venham ver como é que o samba fica
O piano é de nobre
O instrumento de pobre é a cuíca
Cuíca, pra mim, é instrumento de molho. De acompanhamento.
Mas bato palmas pra Fritz Escovão!
Agora sim! Fritz Escovão!
Termino a postagem com este breve documentário, de 1978, sobre cuíca.
Grande dúvida que me corrói: instrumento de percussão ou de harmonia?
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Que baixo!
Retirado do Songbook Noel Rosa, de Almir Chediak. Texto de Sérgio Cabral.
Em entrevista cedida ao Diário Carioca (o entrevistador era o grande jornalista da música popular e do carnaval, João Ferreira Gomes, o Jota Efegê), em janeiro de 1936, Noel Rosa contou que Araci de Almeida não queria gravar esta marchinha, destinada a compor o outro lado do disco em que gravaria 'Palpite infeliz'. E explicou a razão: "Onde já se viu namorar pulga? E sem saber qual é o macho?"
Noel respondeu dizendo que se ela não queria gravar 'Que baixo!', não gravaria também 'Palpite infeliz'.
Araci de Almeida gravou, é claro.
Primeira gravação lançada em janeiro de 1936, por Araci de Almeida, em discos Victor.
Que baixo!
(Noel Rosa e Nássara)
Você cozinha, racha a lenha e eu não racho
Que baixo!
Que baixo!
Namora pulga sem saber quem é o macho
Que baixo!
Que baixo!
Você me diz que faz a gente de capacho
Mas eu não acho
Mas eu não acho
Planta dinheiro pra nascer dinheiro em cacho
Que grande baixo!
Que grande baixo!
Você cozinha, racha a lenha e eu não racho
Que baixo!
Que baixo!
Namora pulga sem saber quem é o macho
Que baixo!
Que baixo!
Você me diz que toca bem o contrabaixo
Mas eu não acho
Mas eu não acho
Você afina, parte a corda e eu me abaixo
Que grande baixo!
Que grande baixo!
Atalho
Almir Chediak,
Araci de Almeira,
Jota Efegê,
Música,
Nássara,
Noel Rosa,
Sérgio Cabral
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Raidinho atualizado!
Depois de ficar quase 1 ano, sei lá, com o Raidinho tocando "Cristina Buarque e Henrique Cazes - vol 01 - Sem tostão...A crise nao é boato", chegou a vez de Cristina Buarque e Henrique Cazes - vol. 2 - Sem tostão...A crise continua
E os sambas e histórias de Noel continuam sendo cantadas e contadas...
Noel era malandro!!
PS.: o Raidinho tá começando na faixa 6 não sei porque. Mas o álbum está completo.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Noel Rosa morreu! E nem completou 26 anos!
Tudo na vida tem começo, meio e fim.
Pelé foi um gênio porque, além de jogar um futebolzinho mais ou menos, era inteligente. Soube, inclusive, a hora de parar, no ápice de sua carreira, pra fechar com chave de ouro.
Ninguém é insubstituível.
Todo mundo pode ser trocado por qualquer coisa. Ainda mais no mundo de hoje, onde os itens de valor estão cada vez mais se tornando dispensáveis, meros detalhes.
Sempre falei que o Bar do Noel era o melhor ambiente da cidade e que o samba feito lá, aos sábados, era a melhor, se não única, e que nem por isso deixaria de ser a melhor, roda de samba da cidade.
O clima do buteco era muito bom. O clima da roda era muito bom. Tudo era muito bom.
Nem tudo, óbvio. Mas alguma coisa era até relevada.
Em todo lugar existe as pessoas boas e os chatos. No Noel não era diferente.
Sempre gostei dos undergrounds que andavam por lá. Até porque, desde que eu conheço aquela região (Ratclif, João Pinto), eles sempre dominavam o espaço. E o samba que era executado aos sábados é underground. Não só pelo repertório, mas pela instrumentação, o clima, a confraternização, tudo. É algo fora dos padrões, fora da moda, fora de qualquer possibilidade de entendimento das mentes sãs.
Infelizmente, com o passar do tempo, os undergrounds nativos foram deixando de frequentar naturalmente, sem desrespeito. Até aí, nada de mais.
O problema é que, recentemente, surgiram vários "donos" do espaço. Não só do bar, mas da Travessa, do samba, do sábado...
Não sei cozinhar, mas sei que se duas pessoas mexerem na mesma panela, a comida desanda.
Com grandes poderes, surgem grandes responsabilidades. Ser "dono" de um grupo musical, por exemplo, significa, praticamente, ser dono de uma empresa, onde os outros integrantes do grupo são os funcionários que fazem a empresa ir para frente. Apesar de ser um trabalho gratificante, deve-se saber administrar, pois um erro pode levar ao fim do grupo (empresa), e a consequente demissão dos integrantes (funcionários). Imagina, então, ser dono de uma empresa onde acontece semanalmente a apresentação de um grupo musical.
Devemos, sempre, respeitar os mais velhos, aqueles que chegaram primeiro. Quem é do samba, tem isso incrustrado nas veias.
Nunca se começa nada do marco zero. Primeiro, porque o tempo é cíclico. As coisas sempre se repetem. E segundo, porque sempre há uma história antecedendo a sua, e que não deve ser ignorada.
Obrigado, Seu Edson! Que reabriu o antigo Petit, ou apenas mudou de nome (não sei bem ao certo), e teve vontade, coragem, peito e responsabilidade ao iniciar algo que virou história na cidade, com o grupo Bom Partido. Uma história que respeitou o passado e deve ser respeitada no futuro.
O Bar do Noel cerrou as portas. Por tempo indeterminado. Mesmo sabendo que um dia ia acabar, assim como se sabe que depois da vida há a morte, a gente fica triste. Mesmo imaginando que o bar volte um dia, assim como volta um amigo de viagem, a gente está triste. Mesmo que o samba volte, assim como reatam os namorados, não será como era antes. Nunca é. E eu fico triste por isso.
Por isso, e pela falta de sensibilidade de alguns em não conseguir vislumbrar toda beleza que havia lá. Toda a magia. Toda a história.
Mas tudo bem. Ainda temos ar nos nossos pulmões, sangue em nossas veias, samba em nossa alma. Devemos agora lembrar dos tempos bons que passamos lá. Esquecer o passado ruim e nos reencontrarmos. Em algum samba por aí.
A gente era feliz. E sabia!
Pelé foi um gênio porque, além de jogar um futebolzinho mais ou menos, era inteligente. Soube, inclusive, a hora de parar, no ápice de sua carreira, pra fechar com chave de ouro.
Ninguém é insubstituível.
Todo mundo pode ser trocado por qualquer coisa. Ainda mais no mundo de hoje, onde os itens de valor estão cada vez mais se tornando dispensáveis, meros detalhes.
Sempre falei que o Bar do Noel era o melhor ambiente da cidade e que o samba feito lá, aos sábados, era a melhor, se não única, e que nem por isso deixaria de ser a melhor, roda de samba da cidade.
O clima do buteco era muito bom. O clima da roda era muito bom. Tudo era muito bom.
Nem tudo, óbvio. Mas alguma coisa era até relevada.
Em todo lugar existe as pessoas boas e os chatos. No Noel não era diferente.
Sempre gostei dos undergrounds que andavam por lá. Até porque, desde que eu conheço aquela região (Ratclif, João Pinto), eles sempre dominavam o espaço. E o samba que era executado aos sábados é underground. Não só pelo repertório, mas pela instrumentação, o clima, a confraternização, tudo. É algo fora dos padrões, fora da moda, fora de qualquer possibilidade de entendimento das mentes sãs.
Infelizmente, com o passar do tempo, os undergrounds nativos foram deixando de frequentar naturalmente, sem desrespeito. Até aí, nada de mais.
O problema é que, recentemente, surgiram vários "donos" do espaço. Não só do bar, mas da Travessa, do samba, do sábado...
Não sei cozinhar, mas sei que se duas pessoas mexerem na mesma panela, a comida desanda.
Com grandes poderes, surgem grandes responsabilidades. Ser "dono" de um grupo musical, por exemplo, significa, praticamente, ser dono de uma empresa, onde os outros integrantes do grupo são os funcionários que fazem a empresa ir para frente. Apesar de ser um trabalho gratificante, deve-se saber administrar, pois um erro pode levar ao fim do grupo (empresa), e a consequente demissão dos integrantes (funcionários). Imagina, então, ser dono de uma empresa onde acontece semanalmente a apresentação de um grupo musical.
Devemos, sempre, respeitar os mais velhos, aqueles que chegaram primeiro. Quem é do samba, tem isso incrustrado nas veias.
Nunca se começa nada do marco zero. Primeiro, porque o tempo é cíclico. As coisas sempre se repetem. E segundo, porque sempre há uma história antecedendo a sua, e que não deve ser ignorada.
Obrigado, Seu Edson! Que reabriu o antigo Petit, ou apenas mudou de nome (não sei bem ao certo), e teve vontade, coragem, peito e responsabilidade ao iniciar algo que virou história na cidade, com o grupo Bom Partido. Uma história que respeitou o passado e deve ser respeitada no futuro.
O Bar do Noel cerrou as portas. Por tempo indeterminado. Mesmo sabendo que um dia ia acabar, assim como se sabe que depois da vida há a morte, a gente fica triste. Mesmo imaginando que o bar volte um dia, assim como volta um amigo de viagem, a gente está triste. Mesmo que o samba volte, assim como reatam os namorados, não será como era antes. Nunca é. E eu fico triste por isso.
Por isso, e pela falta de sensibilidade de alguns em não conseguir vislumbrar toda beleza que havia lá. Toda a magia. Toda a história.
Mas tudo bem. Ainda temos ar nos nossos pulmões, sangue em nossas veias, samba em nossa alma. Devemos agora lembrar dos tempos bons que passamos lá. Esquecer o passado ruim e nos reencontrarmos. Em algum samba por aí.
A gente era feliz. E sabia!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Raidinho atualizado - Cristina Buarque e Henrique Cazes
Sem tostão... A crise não é boato
Eles cantam e contam músicas e causos do Noel Rosa.
Muito mais do que 'Com que roupa eu vou', 'Palpite infeliz' e 'Feitiço da Vila', que, aliás, nem estão no cd.
Muito bom!
É o volume 1, gravado em 1995.
Atalho
blog,
Cristina Buarque,
Henrique Cazes,
Música,
Noel Rosa
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Cidade acautelada
De vez em nunca alguém comenta que tá começando a ficar com medo da gripe suína.
Lembrei dessa música por causa do trecho grifado.
Quem tá cantando deve ser o Bando de Tangarás.
Isso não é samba. Foi uma das primeiras composições do Noel, uma embolada.
(Noel Rosa)
Minha viola
Ta chorando com razão
Por causa duma marvada
Que roubou meu coração
Eu não respeito cantadô que é respeitado
Que no samba improvisado me quisé desafiá
Inda outro dia fui cantá no galinheiro
O galo andou o mês inteiro sem vontade de cantá
Nesta cidade todo mundo se acautela
Com a tal de febre amarela que não cansa de matá
E a dona Chica que anda atrás de mal conselho
Pinta o corpo de vermelho
Pro amarelo não pegá
Eu já jurei não jogá com seu Saldanha
Que diz sempre que me ganha
No tal jogo do bilhar
Sapeca o taco nas bola de tal maneira
Que eu espero a noite inteira pras bola carambolá
Conheço um véio que tem a grande mania
De fazê economia pra modelo de seus filho
Não usa prato, nem moringa, nem caneca
E quando senta é de cueca
Prá não gastá os fundilho
Eu tive um sogro cansado dos regabofe
Que procurou o Voronoff, doutô muito creditado
E andam dizendo que o enxerto foi de gato
Pois ele pula de quatro miando pelos telhado
Adonde eu moro tem o Bloco dos Filante
Que quase que a todo instante um cigarro vem filá
E os danado vem bancando inteligente
Diz que tão com dor de dente
Que o cigarro faz passá
Ta chorando com razão
Por causa duma marvada
Que roubou meu coração
Eu não respeito cantadô que é respeitado
Que no samba improvisado me quisé desafiá
Inda outro dia fui cantá no galinheiro
O galo andou o mês inteiro sem vontade de cantá
Nesta cidade todo mundo se acautela
Com a tal de febre amarela que não cansa de matá
E a dona Chica que anda atrás de mal conselho
Pinta o corpo de vermelho
Pro amarelo não pegá
Eu já jurei não jogá com seu Saldanha
Que diz sempre que me ganha
No tal jogo do bilhar
Sapeca o taco nas bola de tal maneira
Que eu espero a noite inteira pras bola carambolá
Conheço um véio que tem a grande mania
De fazê economia pra modelo de seus filho
Não usa prato, nem moringa, nem caneca
E quando senta é de cueca
Prá não gastá os fundilho
Eu tive um sogro cansado dos regabofe
Que procurou o Voronoff, doutô muito creditado
E andam dizendo que o enxerto foi de gato
Pois ele pula de quatro miando pelos telhado
Adonde eu moro tem o Bloco dos Filante
Que quase que a todo instante um cigarro vem filá
E os danado vem bancando inteligente
Diz que tão com dor de dente
Que o cigarro faz passá
sábado, 14 de junho de 2008
Dieve e assessoria de imprensa
A Dieve é a única jornalista que cita o nome do assessor de imprensa, pelo menos o meu, hehe. Isso é muito bom! Valoriza o nosso trabalho.
A assessoria de imprensa guarda uma certa mágua dos colegas de profissão dos jornais, penso eu.
O assessor de imprensa faz toda a pesquisa, gasta um tempo danado, faz todo o trabalho de um bom release pra chamar a atenção do pauteiro, etc.
O jornalista recebe o release e publica ipsis litteris, faz um Ctrl C Ctrl V, um plágio.
Plágio é a palavra certa. Se apropria de um texto do assessor pra publicar e assinar como se fosse dele.
Não sei exatamente qual é a posição do sindicato dos jornalistas sobre isso, mas já está mais do que na hora de se tomar uma providência, tomar vergonha na cara, tomar juízo, e parar de deixar o assessor de imprensa tomando na cara, tomando no pé*.
E o povo canta: "Agora vou mudar minha conduta. Eu vou pra luta, pois eu quero me aprumar" (Noel Rosa)
A assessoria de imprensa guarda uma certa mágua dos colegas de profissão dos jornais, penso eu.
O assessor de imprensa faz toda a pesquisa, gasta um tempo danado, faz todo o trabalho de um bom release pra chamar a atenção do pauteiro, etc.
O jornalista recebe o release e publica ipsis litteris, faz um Ctrl C Ctrl V, um plágio.
Plágio é a palavra certa. Se apropria de um texto do assessor pra publicar e assinar como se fosse dele.
Não sei exatamente qual é a posição do sindicato dos jornalistas sobre isso, mas já está mais do que na hora de se tomar uma providência, tomar vergonha na cara, tomar juízo, e parar de deixar o assessor de imprensa tomando na cara, tomando no pé*.
E o povo canta: "Agora vou mudar minha conduta. Eu vou pra luta, pois eu quero me aprumar" (Noel Rosa)
terça-feira, 29 de abril de 2008
CIC cumprindo seu papel
O Centro Integrado de Cultura (CIC) está integrando a cultura da cidade.
Nesta quarta-feira, dia 30, véspera de feriado, Wagner Segura e Grupo Bom Partido estarão se apresentando no CIC.
Wagner Segura se apresenta às 21h, no teatro, com o show "Encontro", com apresentação de Capoeira, choro, valsa, tango, etc.
Às 22h, o Grupo Bom Partido se apresenta no Café Matisse, homenageando Noel Rosa.
É um verdadeiro centro de integração cultural!
Nesta quarta-feira, dia 30, véspera de feriado, Wagner Segura e Grupo Bom Partido estarão se apresentando no CIC.
Wagner Segura se apresenta às 21h, no teatro, com o show "Encontro", com apresentação de Capoeira, choro, valsa, tango, etc.
Às 22h, o Grupo Bom Partido se apresenta no Café Matisse, homenageando Noel Rosa.
É um verdadeiro centro de integração cultural!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Bom Partido no Café Matisse
O grupo Bom Partido irá se apresentar nesta quarta-feira, às 22h, no Café Matisse, no Centro Integrado de Cultura (CIC), com o projeto "Samba", homenageando Noel Rosa. A abertura fica por conta do pesquisador e cantor Marcão, acompanhado por Raphael Galcer no violão de 7 cordas, apresentando sambas, que não constam no repertório de nenhum grupo, resgatados graças ao trabalho deste pesquisador.
A entrada é de R$10.

O grupo Bom Partido já existe há mais de 10 anos e sempre teve a preocupação de cantar os sambas e os sambistas de Florianópolis, e resgatar os sambas que não são mais cantados, evitando que caiam no esquecimento. Seu único CD até agora possui somente músicas de compositores da cidade como Zininho, Celinho da Copa Lord, Dinho, Jandira, e Marcelo 7 cordas.
O grupo é formado por Jandira (voz), Josiane (voz), Júlia (voz), Dôga (percussão), Bidu (percussão), Fernanda da Silveira (cavaco) e Thiago Laroyd (violão).
Desde o começo do grupo, o Bom Partido faz homenagens freqüentes à um sambista. Aniceto do Império, João Nogueira, Dorival Caymmi, Clara Nunes, e até o próprio Noel, na primeira sessão de homenagens, feita há quase 10 anos, são alguns dos sambistas que podem ser citados.
O projeto "Samba" é de criação do próprio Bom Partido e consiste em uma apresentação por mês para homenagear um sambista. Em abril será Noel Rosa.
O Grupo escolheu os melhores sambas do compositor, dentre os mais conhecidos, até para não deixar os espectadores perdidos, e irá apresentar para o público do Café Matisse.
Noel Rosa (11/12/1910 – 04/05/1937) é considerado por muitos historiadores como o maior cronista do país. Pra quem quer conhecer um pouco do Rio de Janeiro da década de 20 e 30 pode buscar as músicas de Noel, que terá uma boa fonte de informações. Noel tinha uma facilidade incrível de escrever versos e criar melodias e suas músicas ainda podem ser interpretadas como se fossem atuais.
A primeira gravação de Noel foi feita em 1929 e a última em 1937, ano de sua morte, tendo, baseado no ano de gravação, apenas 7 anos para compor suas mais de 150 músicas e dizer o que pretendia. Além das outras tantas canções que corrigia, refazia ou fazia inteira e dava para outras pessoas, sem colocar seu nome.
Excepcional boêmio, ídolo de quase todos os sambistas, autor de músicas mágicas, Noel será relembrado na noite de quarta-feira, 30, véspera de feriado, às 22h, no Café Matisse, no CIC, em um show propício inclusive para quem gosta de dançar.
Para os mais inspirados esta noite pode render até o dia 1º de maio, como, com certeza, Noel Rosa faria.
Para mais informações, entre em contato com Carlos Raulino pelo telefone 9991-3218
E tem mais! Quem chegar mais cedo, ainda poderá curtir Wagner Segura no teatro, com o show "Encontro". (Parafraseando meu colega Claudio Caldas)
E o povo canta: "Mu... mu... mulher. Em mim fi... fizeste um estrago. Eu de nervoso esto... tou fi... ficando gago." (Noel Rosa)
A entrada é de R$10.
O grupo Bom Partido já existe há mais de 10 anos e sempre teve a preocupação de cantar os sambas e os sambistas de Florianópolis, e resgatar os sambas que não são mais cantados, evitando que caiam no esquecimento. Seu único CD até agora possui somente músicas de compositores da cidade como Zininho, Celinho da Copa Lord, Dinho, Jandira, e Marcelo 7 cordas.
O grupo é formado por Jandira (voz), Josiane (voz), Júlia (voz), Dôga (percussão), Bidu (percussão), Fernanda da Silveira (cavaco) e Thiago Laroyd (violão).
Desde o começo do grupo, o Bom Partido faz homenagens freqüentes à um sambista. Aniceto do Império, João Nogueira, Dorival Caymmi, Clara Nunes, e até o próprio Noel, na primeira sessão de homenagens, feita há quase 10 anos, são alguns dos sambistas que podem ser citados.
O projeto "Samba" é de criação do próprio Bom Partido e consiste em uma apresentação por mês para homenagear um sambista. Em abril será Noel Rosa.
O Grupo escolheu os melhores sambas do compositor, dentre os mais conhecidos, até para não deixar os espectadores perdidos, e irá apresentar para o público do Café Matisse.
A primeira gravação de Noel foi feita em 1929 e a última em 1937, ano de sua morte, tendo, baseado no ano de gravação, apenas 7 anos para compor suas mais de 150 músicas e dizer o que pretendia. Além das outras tantas canções que corrigia, refazia ou fazia inteira e dava para outras pessoas, sem colocar seu nome.
Excepcional boêmio, ídolo de quase todos os sambistas, autor de músicas mágicas, Noel será relembrado na noite de quarta-feira, 30, véspera de feriado, às 22h, no Café Matisse, no CIC, em um show propício inclusive para quem gosta de dançar.Para os mais inspirados esta noite pode render até o dia 1º de maio, como, com certeza, Noel Rosa faria.
E tem mais! Quem chegar mais cedo, ainda poderá curtir Wagner Segura no teatro, com o show "Encontro". (Parafraseando meu colega Claudio Caldas)
E o povo canta: "Mu... mu... mulher. Em mim fi... fizeste um estrago. Eu de nervoso esto... tou fi... ficando gago." (Noel Rosa)
Atalho
Noel Rosa,
Samba em Floripa,
Um Bom Partido,
Wagner Segura
sábado, 12 de abril de 2008
Peça pelo número
Depois de vários longos anos montando um acervo de imagens dos sambas pela cidade à fora (e continuo), e de mais um bom tempo de espera e angústia catalogando tudo, segue a relação dos vídeos que eu tenho.
Como nem relógio anda de graça, e como fazer tudo isso não foi de graça pra mim, quem tiver vontade de assistir aos eventos listados, peço encarecidamente a quantia simbólica de R$10 para contribuir um pouco com as despesas provindas das filmagens.
Antes de escolherem os vídeos, quero lembrai-vos que eu nunca fiz curso de filmagem, estou com a câmera desde o dia 30 de novembro de 2007 e filmo a esmo, sem pensar no destino, sem querer mostrar pra ninguém. Então algumas tomadas podem não fazer muito sentido, mas depois de editadas podem ficar muito legais.
Ainda não consegui um programa pra edição de vídeo, então não consegui tirar as cenas "nada a ver" do meio dos vídeos.
Todos os vídeos estão em formato de computador, sendo assim, alguns raros aparelhos de DVD podem não ler.
Alguns eventos são fechados, e o responsável pode não dar autorização pra liberar o vídeo para qualquer um. Mas creio que cada pessoa vá pedir os eventos dos quais participou.
Cada DVD pode caber uns 3 ou 4 itens citados.
Fiz a lista por ordem de data e por ordem de lugar/pessoa.
Depois de algumas breves esplanações, segue a lista:
2007 - Praça 11 no 1º dia que foi até às 20h
30/11/2007 - Dia Nacional do Samba de Floripa01/12/2007 - Praça 11
02/12/2007 - 1º Dia Nacional do Samba de São José08/12/2007 - Praça 11
08/12/2007 - Número Baixo em Itajaí16/12/2007 - Confraria Nosso Samba
23/12/2007 - Morro do Céu05/01/2008 - Praça 11
18/01/2008 - Elias Marujo no Mercado19/01/2008 - Praça 11
19/01/2008 - Sambatuque no Cine York20/01/2008 - Sombrinha
24/01/2008 - Turma do Ki-Suco no Mercado26/01/2008 - Praça 11
27/01/2008 - Confraria Nosso Samba31/01/2008 - Enterro do Seu Avez-vous
16/02/2008 - Praça 1117/02/2008 - Aniversário do Praça 11 no CATI
23/02/2008 - Sambatuque no Riozinho23/02/2008 - Novos Bambas na Lagoa
24/02/2008 - Confraria Nosso Samba16/03/2008 - Jandira no Partido Alto nota 10
22/03/2008 - Praça 1130/03/2008 - Monarco no Praça 11
09/04/2008 - Jeisson Dias no FEMIC--------------------------------------------------------
Praça 11 no 1º dia que foi até às 20h - 2007
Praça 11 - 01/12/2007
Praça 11 - 08/12/2007Praça 11 - 05/01/2008
Praça 11 - 19/01/2008Praça 11 - 26/01/2008
Praça 11 - 16/02/2008Praça 11 - 22/03/2008
Aniversário do Praça 11 no CATI - 17/02/20081º Dia Nacional do Samba de São José - 02/12/2007
Dia Nacional do Samba de Floripa - 30/11/2007Sambatuque no Cine York - 19/01/2008
Sambatuque no Riozinho - 23/02/2008Novos Bambas na Lagoa - 23/02/2008
Número Baixo em Itajaí - 08/12/2007Elias Marujo no Mercado - 18/01/2008
Jeisson Dias no FEMIC - 09/04/2008Jandira no Partido Alto nota 10 - 16/03/2008
Turma do Ki-Suco no Mercado - 24/01/2008Morro do Céu - 23/12/2007
Enterro do Seu Avez-vous - 31/01/2008Monarco no Praça 11 - 30/03/2008
Sombrinha - 20/01/2008Confraria Nosso Samba - 16/12/2007
Confraria Nosso Samba - 27/01/2008Confraria Nosso Samba - 24/02/2008
E o povo canta: "O cinema falado é o grande culpado da transformação..." (Noel Rosa)
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Parabéns aos bares da Lagoa!
Fato raro: vou elogiar.
Quero falar de dois lugares na Lagoa que, até onde eu perceba, tratam os músicos muito bem: Estação Santa Catarina e a tendinha da Praça da Lagoa.
No Estação SC, onde toda sexta feira o Grupo Novos Bambas se apresenta, o Grupo recebe bebida à vontade, porção de batata frita ou polenta no intervalo, e são bem tratados.
Na tendinha a mesma coisa. Bebida não falta pros músicos que faziam a roda de choro e partido alto. Até lanche de graça já presenciei.
São dois ambientes diferentes, com propósitos de música diferentes, mas a forma de tratamento é a mesma, como deve ser. Dessa forma o músico desenvolve melhor, pois fica mais à vontade, atraindo cada vez mais público (consumidor) para o bar, que lucra cada vez mais. É uma bola de neve. E no melhor sentido da expressão.
Vida longa à esses empresários!
E o povo canta: "Seu garçom faça o favor de me trazer depressa / uma boa média que não seja requentada / um pão bem quente com manteiga à beça, um guardanapo / e um copo d'água bem gelada / Feche a porta da direita com muito cuidado / que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol / Vá perguntar ao seu freguês do lado qual foi o resultado do futebol" (Noel Rosa)
Quero falar de dois lugares na Lagoa que, até onde eu perceba, tratam os músicos muito bem: Estação Santa Catarina e a tendinha da Praça da Lagoa.
No Estação SC, onde toda sexta feira o Grupo Novos Bambas se apresenta, o Grupo recebe bebida à vontade, porção de batata frita ou polenta no intervalo, e são bem tratados.
Na tendinha a mesma coisa. Bebida não falta pros músicos que faziam a roda de choro e partido alto. Até lanche de graça já presenciei.
São dois ambientes diferentes, com propósitos de música diferentes, mas a forma de tratamento é a mesma, como deve ser. Dessa forma o músico desenvolve melhor, pois fica mais à vontade, atraindo cada vez mais público (consumidor) para o bar, que lucra cada vez mais. É uma bola de neve. E no melhor sentido da expressão.
Vida longa à esses empresários!
E o povo canta: "Seu garçom faça o favor de me trazer depressa / uma boa média que não seja requentada / um pão bem quente com manteiga à beça, um guardanapo / e um copo d'água bem gelada / Feche a porta da direita com muito cuidado / que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol / Vá perguntar ao seu freguês do lado qual foi o resultado do futebol" (Noel Rosa)
domingo, 9 de março de 2008
Motivos que fazem uma casa de show fechar
Dia 18 de janeiro de 2008 eu fiz um texto com esse título.
Na época, me referia ao Bar 4 x 4, na Av. das Rendeiras, na Lagoa, onde o Número Baixo tocava.
Hoje eu me refiro ao Bar de Raiz, na Joaquina, onde o Jeisson, Mirela, e cia cantavam; O Manezinho, onde o Bom Partido tocava; a praça da Lagoa da Conceição, onde rola uma roda de choro e, depois, de partido alto, e a polícia manda fechar o bar, com cerca de 200 pessoas na maior paz de deus, à 00h;......
E a contagem continua................
E o povo canta: "...porque a Vila não quer abafar ninguém. Só quer mostrar que faz samba também!" (Noel Rosa)
Na época, me referia ao Bar 4 x 4, na Av. das Rendeiras, na Lagoa, onde o Número Baixo tocava.
Hoje eu me refiro ao Bar de Raiz, na Joaquina, onde o Jeisson, Mirela, e cia cantavam; O Manezinho, onde o Bom Partido tocava; a praça da Lagoa da Conceição, onde rola uma roda de choro e, depois, de partido alto, e a polícia manda fechar o bar, com cerca de 200 pessoas na maior paz de deus, à 00h;......
E a contagem continua................
E o povo canta: "...porque a Vila não quer abafar ninguém. Só quer mostrar que faz samba também!" (Noel Rosa)
Assinar:
Comentários (Atom)
