terça-feira, 14 de julho de 2009

Fórum Municipal da Cultura de Florianópolis

E não foi dessa vez que o Fórum foi criado.

Nova reunião será agendada.


Antônio Jr, tinhas razão!

sábado, 11 de julho de 2009

Fórum Municipal da Cultura de Florianópolis

Foto: Artur de Bem

Florianópolis não tem a cultura de cultuar a cultura de sua própria cidade.

Pela primeira vez algo grande vai acontecer.

As pessoas que praticam a cultura em Florianópolis (atores, músicos, artistas plásticos, dançarinos, cineastas, boi-de-mamoeiros, etc.) se reúnem, de tempos em tempos, para ver o que pode ser feito para melhorar a situação na cidade.
Nesta quarta-feira (8) houve mais uma dessas reuniões e houve um encaminhamento: Formar o Fórum Municipal da Cultura.
Um Fórum, segundo o dicionário Priberam, é um local destinado à discussão pública; reunião ou sítio virtual onde se discute determinado tema; ou praça pública, na antiga Roma.
Nesse Fórum serão discutidas formas de se fazer cultura de uma forma melhor, já que pior não pode ficar.

A partir do Fórum, o prefeito vai conhecer quem são as pessoas que fazem a cultura acontecer em Florianópolis, e terá uma boa base para poder convocar a Conferência Municipal da Cultura.

Tudo isso é exigido aos municípios pelo Ministério da Cultura para que se possa destinar verba do Ministério para os municípios que fizeram todos esses passos.

A partir da Conferência, serão retirados os nomes para formar o Conselho Municipal de Cultura, que será o órgão regulamentador da cultura em Florianópolis, digamos assim. Dará conselhos ao prefeito.

Nunca antes na história dessa cidade aconteceu algo dessa magnitude.

O Fórum Municipal da Cultura será criado no Teatro da Ubro, na Escadaria da Ubro, terça-feira, dia 14, às 19h.


A partir de agora, quem reclamar que não tem oportunidade de fazer cultura na cidade vai merecer uma camassada de pau. Se ficar no "ai de mim", "tadinho de mim", depois de tudo isso, tem que largar a cultura e entrar no ramo da engenharia civil.


Ps.: Cultura, conforme o Priberam, é, entre outras definições, o conjunto das operações necessárias para que a terra produza.
Eu, usando essa definição, digo que a cultura é o que define um povo e seus costumes.
Qual é a cultura do manezinho? É comer tainha (então a pesca e a culinária podem estar incluídas na cultura municipal); é fazer ladainha, rezar aos domingos (então a religião pode estar incluída na cultura municipal); é fofocar; é saber que o vento suli faz mal quando tomamos café quente; é ler o jornal cedo pra saber do Avaí e do Figueirense......

quinta-feira, 2 de julho de 2009

História de Avez-vous



Avez-vous – O primeiro carro alegórico da Copa Lord foi quando eu fiz o samba “Florianópolis, paraíso terreal”. Era uma ostra, grande, no meio da ostra o Rei Netuno e ao lado dele uma sereia. Um carro simples onde predominava o dourado. E a Protegidos da Princesa, quando viu que a Copa Lord vinha, já tinha feito samba pra eles, Brugman Engenheiro, na última hora fizeram um navio, brinde, um navio mais ou menos, do tamanho de 2 metros, por aí, mas um negócio mal acabado. Mas só porque a Copa Lord veio com carro alegórico. E o Filhos do Continente, pra não ficarem por baixo, botaram uma menina, filha do militar graduado lá do 14º Batalhão, uma lourinha, em cima do cavalo branco, Anita Garibaldi. Saiu como Anita Garibaldi, foi em 1965. Essas foram as primeiras alegorias das Escolas de Samba de Florianópolis.
Artur de Bem – Dali em diante, todas elas...
Avez-vous – Ah, dali em diante, cada um começaram as brigas das alegorias, que até então não tinham.
(A parte em vermelho é porque não entendi muito bem o áudio)


Tive o privilégio de entrevistar um dos maiores boêmios que Florianópolis já teve. Isso foi em 30 de abril de 2007, em sua casa, naquele sofazinho onde ele concedia todas as suas entrevistas. Foi uma entrevista de áudio, gravada em umas 3 fitas k7.
Já passei esse material pra cd, e distribuí pra umas 2 pessoas. Uma delas é a Dieve. A outra, se é que eu realmente fiz, foi pro Velho Bruxo. A minha cópia perdi. A Dieve até agora não encontrou a cópia que dei pra ela. Mas ela diz que tá lá, em algum lugar da casa dela.

A questão é que estou decupando as fitas que estão comigo, mas não sou muito bom nisso (até porque as fitas vão ficando velhas e o áudio cada vez mais imperceptível), nem tenho tempo.

Como é uma certa responsabilidade cuidar disso tudo sozinho, estou cá pedindo ajuda, a quem interessar possa, para decupar as fitas.

É a sua chance de fazer algo pela história do samba de Florianópolis.


Legenda da foto: Foto usada pela Copa Lord em um painel gigante no carro onde ia desfilar Avez-vous em 2008, ano de sua morte. Essa foi a melhor foto dele encontrada na internet pela escola. O crédito não foi dado. Um dia, vendo um TCC sobre a Copa Lord, vi a sua esposa dando depoimento e essa foto estava em uma moldura, de fundo, em sua casa. O crédito não foi dado, e nunca recebi nada por isso. Foto: Artur de Bem

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Repentista agora é profissão

Sabe aqueles figuras que ficam de vez em quando na Praça XV, ou na Felipe Schmidt, cantando, e todos chamavam de malandros e mandavam trabalhar?
Pois agora eles tem uma profissão: repentistas.

Essa é a análise da Câmara Federal, que aprovou projeto de lei que regulamenta esta profissão.
Agora será necessário ser aprovado pelo Senado.

Mais informações clicando aqui.



O vídeo, pra este caso, serve apenas os 40 primeiros segundos. O resto é lucro.

Agora já vislumbro ter duas profissões: jornalista e sambista. E nem vou precisar de diploma. Pra nenhum dos dois.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sexta-feira no Mercado Público

Estive, nesta sexta-feira, no vão central do Mercado Público com um amigo. Vou omitir o nome para preservar sua credibilidade.
Podem rir, mas afirmo, com a mais absoluta tranquilidade, que foi uma das melhores sextas-feiras que eu tive nos últimos meses.

Gente estranha, música ruim, som problemático, mala, bandido, mulher feia, mulher bonita, cerveja gelada e refrigerante tem em tudo que é lugar. Mas no Mercado parece que essa junção toda não fica tão ruim. Fica até legal. Acho que é porque todos esses itens nós encontramos em um butiquim qualquer. E o Mercado é um butiquim em grande escala. E o clima bom de um butiquim mantém a proporção.

Foi uma noite agradável. Um velho conhecido nos pagou uma cerveja, embora eu não beba, depois esse mesmo velho conhecido sentou conosco à mesa, dividiu mais uma, e se tornou um novo amigo. Bêbados dançavam ao som da música ruim, homens procuravam alguém para esquentar seus pés, apenas por aquela noite, prostitutas faziam o seu trabalho, malas transitavam pelas mesas, e eu até fui paquerado por uma pretinha da mesa ao lado. Alguém pode dizer: "só faltou fazer chover". Não faltou nem isso, porque choviscou um pouco, o que nos obrigou a sentar junto a mais outras 2 mesas, de mais outros velhos conhecidos.

É claro que as sextas-feiras no Mercado Público não são aquelas sextas-feiras da época em que eu não frequentava, mas já encontrei um lugar pra ir quando sair do trabalho.

sábado, 27 de junho de 2009

Plágio

Na postagem que eu fiz sobre plágio, muita gente disse que a postagem deu a entender que o samba da Portela parece um samba da Copa Lord. De fato. Relendo percebo que dá essa impressão.

Na verdade o samba da Portela parece muito com um samba da Velha Guarda da Coloninha.
É que foi tão automático pra mim, quando ouvi o samba da Portela, que achei que outras pessoas sentissem o mesmo que eu. Parece que não.

Já fiz essa retificação na postagem original também, e também explico nessa postagem nova.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Memória

Eu, enquanto historiador, fico muito triste com as notícias que recebi nos últimos dias:
O fim do Bar Cine York (o Cine já tinha fechado há mais tempo)
O fim do jornal O Estado (a morte já era anunciada, mas o estado do fim do O Estado é que é triste)
E a situação da Biblioteca Pública Estadual.

Li no Blog do Moacir Pereira sobre a situação da Biblioteca.

O elevador continua sem operar. Os ladrilhos estão caindo. Os jornais não têm proteção. O mais rico acervo, com obras do século XVIII, está sem climatização.

Agora, o pior: na semana passada, um defeito no sistema hidráulico, provocou enchente parcial. As águas atingiram jornais e revistas no terceiro andar.

Na segunda-feira, a Biblioteca Pública foi interditada. Informa-se que os jornais molhados seriam enviados para o lixão.


Pra quem ainda queria ver alguma coisa do jornal O Estado, pode ser que agora não veja nunca mais.

Eu já fui algumas vezes pesquisar coisas nos jornais antigos da Biblioteca.
Em teoria, seria necessário usar luvas pra proteger o jornal de contatos com a pele. Mas eles não tem luvas. Fico sem ler o jornal? Não. Fico sem luva e leio do mesma jeito.


O estado do jornal O Estado está sendo divulgado em vários blogs: Moacir Pereira, César Valente, Celso Martins, Alexandre Gonçalves, Carlos Damião, Alessandro Bonassoli, e acho que só.
Meu chefe e a minha mãe já trabalharam no jornal O Estado. Meu chefe foi diagramador e a minha mãe foi revisora. Puxando do baú ela lembrou que até já fez 2 ou 3 matérias. Até ela já foi jornalista. E não tem diploma. Isso nos idos de 1970.
Quando contei pra ela que a função de revisor não existe mais, ela lamentou. Eu também. Os leitores também. É muita matéria sem começo, meio fim, sem pé, sem cabeça, sem informação, sem nada.
Sinto falta de um revisor sem nunca ter trabalhado com um.


Já o Bar Cine York fechou as portas. Mais um espaço que guarda(va) a memória da cidade de São José se indo.
O Cine York já tinha fechado há mais tempo. Dessa vez foi o Bar.
Uma das justificativas para o fechamento do bar é a manutenção do espaço. Estava ficando inviável.
Eu quase choro quando passo por lá, vejo a faixa de "Vende ou aluga", e lembro dos poucos momentos que estive lá, fazendo um samba, imagina o Seu Catonho Gerlach, um dos donos do espaço.


Eu quase choro com essas informações, com o fato de que o Museu de Imagem e Som está em estado de depreciação também, que pessoas estão deixando esse mundo e ninguém dá a mínima, que ninguém pensa em guardar a história da cidade.
Até pensam, mas ninguém coloca em prática.


E o povo canta: "Quem é que não se lembra da jaqueira. Da jaqueira da Portela. Velha fiel amiga e companheira. Eu sinto saudades dela" (Zé Ketti)

Saxofone de Proveta é prematuro

Não contive o trocadilho...

Um dos maiores saxofonistas e clarinetistas do país, Nailor Proveta, estaria em Florianópolis para o pré lançamento do seu cd Brasileiro Saxofone, mas ele ficou doente.

Segue informação do Luiz Sebastião:

Queridos amigos...

O que temos pra informar é sério e muito triste...

O proveta nos telefenou e informou que seu estado de saúde é grave e necessita de tratamento urgente.

Há algum tempo ele vem sentindo fortes dores nos braços (tendinite) após passar algum tempo tocando. Sua médica pediu para ele fazer repouso absoluto e esperar algum tempo antes de voltar a tocar (este tempo é que não sabemos o quanto vai ser). Como a apresentação seria na semana que vem dia 03 de julho, resolvemos cancelar esta data e adiar a apresentação para uma data futura quando ele estiver recuperado.

Por isso pedimos desculpas aos amigos que ajudaram na divulgação do evento, e gostariamos que este comunicado de cancelamento fosse repassado aos seus contatos.

As pessoas que por ventura tenham comprado o seu convite, por favor podem trocá-lo novamente no local da compra.

Pedimos desculpas à todos...

No momento pedimos aos amigos que torçam pela rápida recuperação desta pessoa maravilhosa e músico extraordinário:
N
ailor Proveta

Muito obrigado

L
uiz Sebastião

domingo, 21 de junho de 2009

"Vive melhor quem samba!"


Isso é Antônio Candeia Filho, o maior sambista de todos os tempos. Ponto.

E o autor de sua biografia (Candeia - Luz de um vencedor), João Baptista M. Vargens, estará em Florianópolis para o lançamento da 3ª edição do livro.

O lançamento já foi realizado em várias outras cidades do país. No Rio de Janeiro o acontecimento foi acompanhado por Cristina Buarque e Terreiro Grande. O vídeo de cima não é deste evento especificamente, mas de um outro show, em homenagem ao Mestre!
Aqui o lançamento será dia 28, domingo, junto com o aniversário de 12 anos do grupo Um Bom Partido, no restaurante Praça 11, em São José.

O livro vem acompanhado de um cd com 23 músicas inéditas, 5 na voz do próprio e outras na voz de outras pessoas, como Cristina Buarque.
O livro todo é uma obra prima.
Ainda não o li, mas sei que tem ilustrações de LAN, Nei Lopes, e a orelha é de Sérgio Cabral, pra mim, o papa do samba. Se Sérgio Cabral recomenda, eu sigo de olhos fechados, correndo, sem piso guia e sem bengala de apoio.



Eu digo e até posso afirmar: vive melhor quem samba!

Vou pela rua cantando e o clarão da rua vem ornamentar
Sim, vou levando alegria pra Dona Tristeza alegre ficar
Abra a janela do peito e deixe o meu samba passar
Samba não tem preconceito e já vai te libertar
A liberdade dos prantos e dos desencantos que a vida nos deu
A liberdade que canto é amor e esperança pra quem já sofreu
Cada qual que olhar para trás verá que sempre há uma razão de viver
Quem guerreia pela paz, a verdadeira paz nunca há de ter

Cantem todos como eu faço, perdoem os fracassos. A vida é tão curta! Enquanto se luta, se samba também
Noite fria, enluarada, fim de madrugada, feliz vou cantando, cantando a alegria que o samba contém

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sou jornalista!

Ainda não me formei, mas o STF antecipou pra mim. Não é mais obrigatório o diploma, logo, sou jornalista!

Qualquer um já se dizia sambista, porque não há um diploma de sambista, agora qualquer um vai se dizer jornalista. Que merda...