terça-feira, 17 de junho de 2014

[HSF] Produções

Florianópolis não possui uma cultura muito forte de gravar discos, muito menos de samba. A maioria dos vinis ou CDs de grupos do gênero foram gravados no Rio de Janeiro ou São Paulo. Há alguns estúdios na cidade, mas poucos dedicados ao estilo e por vezes falta dinheiro aos grupos para bancar um bom estúdio. Com tudo isso, mesmo quando um CD é gravado em Florianópolis, dificilmente há um trabalho de continuidade e distribuição. Grava-se o CD e passado alguns meses, o CD cai no esquecimento. Do próprio grupo, as vezes. Tudo isso influi no personagem compositor. Não havendo uma cultura de gravação, consequentemente, não há cultura de composição. Até porque, desde o princípio, o samba veio do Rio de Janeiro já pronto, por vezes incluindo as músicas, apenas reproduzidas em Florianópolis.

Em fins da década de 1970, em 1978, 79, a casa da Wânia Farias, da Velha Guarda da Protegidos, na Base Aérea, era muito frequentada por alguns dos sambistas aqui apresentados como Marco do Violão; Sabaráh; Mauro Brito, músico carioca; e jogadores de futebol. É nesse local que Wagner Segura começa a tocar, cavaquinho. Depois passa pelo bandolim e se populariza no violão de 7 cordas.

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