quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Iara Germer canta Baden Powell



Iara Germer está de volta, ao lado, sempre, de Luiz Sebastião.
Acompanham Eduardo Costa e Neno Moura.

As informações estão todas no cartaz. Só posso acrescentar que vale a pena.
Até porque, caso contrário, nem anunciaria.

Mais informações pelo telefone 8407-2422.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Quintas na Lagoa

Dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
Pois, pela segunda vez, das duas existentes, a noite de quinta-feira foi mágica.

Além do Samba incrível, houve um bis, de cerca de 1 hora.

O Samba acabou às 2h, como de praxe. Ficamos até às 3h conversando, quando o Dôga se invoca e convoca o Raphael, Álvaro e eu pra um desafio de partido alto. Fomos até às 4h brincando de fazer versos de improviso, sacaneando uns com os outros, idolatrando uns aos outros. Os que permaneceram no bar curtiram, cantaram os refrões, de vários temas, bateram palma, riram e se divertiram com o duelo travado entre nós!
Paramos às 4h porque tínhamos que pegar o madrugadão. Não havia carona pro centro.

Se algum solidário quiser ir para o centrinho da Lagoa, no bar Cervaria, do lado do Confraria Chopp da Ilha, quinta que vem, de carro, e quiser dar carona para voltar, sem hora marcada, agradecemos imensamente!!! E o Samba também!!!
Além de ouvir um bom samba, estarás contribuindo com a história do Samba de Florianópolis!!! Que tal???

O evento começa às 21h30 e a entrada é de R$4.
Dôga, Bidu, Raphael Galcer e Álvaro Fausane.
O vapor do Samba de Floripa. Porque a nata do Samba está um pouco mais abaixo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Críticas...

Da sábia Mafalda:

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Transporte coletivo fora da lei II

Lei 034/99, regulamenta o transporte coletivo de Florianópolis.

Art. 45 A frota de cada empresa operadora será composta de veículos em número suficiente para atender a demanda máxima de passageiros.

É necessária a minha intervenção tecendo comentários sobre o que está escrito acima?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Dia do Samba comentado III

A participação das escolas de samba poderia ser mais limitado.

Elas já possuem uma semana inteira de espaço na mídia e no povo pra mostrar seus sambas, lá por fevereiro. O Dia Nacional do Samba é para expressar as outras vertentes do Samba: partido alto, samba canção, samba de terreiro, samba de quadra, etc.
O samba enredo tem um andamento rápido. Isso confunde muita gente pensando que isso anima.
Me anima muito mais ouvir um samba bem interpretado, por mais que seja lento pra dedéu, mas que tenha sentimento, letra, melodia, do que ouvir um samba enredo.

Pro ano que vem é esperar que o poder público dê mais atenção ao Dia Nacional do Samba.

No Rio de Janeiro, o Dia é comemorado nos trens. São 4 trens. Cada trem tem 8 vagões. Em cada vagão uma perdição.
Os trens saem da Central e param em Oswaldo Cruz (terra da Portela). Lá há mais 4 palcos e 83 rodas de samba espalhadas pelo bairro.

Aqui em Floripa, cidade pequena, pensamento pequeno.................

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Variedades - DC II

Pra quem ainda não sabe, o A Notícia e o DC são do Grupo RBS. O A Notícia está se tornando regionalizado. Rodará somente em Joinville.

Reparem nas datas! (A Notícia - 03/12/08 | DC - 04/12/08)
Será falta de assunto?
Se é isso, eu posso sugerir algumas pautas pra eles.

Esse jornalismo, especificamente esse, é uma merda!!!



terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Samba às quintas na Lagoa

O MELHOR!!!

Não consigo descrever a emoção de estar naquele bar durante a madrugada de quinta pra sexta.
O resto do mundo não importava. Trabalhar no outro dia de manhã era a mesma coisa que nada.

A única coisa que eu sentia era o Samba. Na sua mais pura e autêntica forma. Em forma. O Samba estava lá. E se eu pudesse personificar o Samba, ele estava sentado ao meu lado cantando, enquanto eu tocava o surdo que ele deixou de lado, como se tivesse hipnotizado com aquilo que ele mesmo proporcionava.

E quinta que vem tem de novo. Dia 11, às 21h30, no Cervaria, ao lado do Confraria Chopp da Ilha, no centrinho da Lagoa. E quinta que vem, de novo. E toda quinta-feira vai ter. A entrada é de apenas R$ 4.
Dôga, Bidu, Raphael Galcer e Álvaro Fausane.
O vapor do samba de Florianópolis. Porque a nata do samba está um pouco mais abaixo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Dia do Samba comentado II

As reclamações do evento foram poucas. Confesso. Até porque nem conversei com tanta gente assim. Relatei no primeiro comentário só os pontos negativos, porque o resto estava bom. Mesmo assim, vamos aos pontos positivos:

Apesar de todos os pesares (ditados na primeira postagem), houve a festa! Isso, por si só, já é uma grande vitória.
Cantaram sambas locais. Metade do repertório foram de sambas locais. Alguém percebeu isso? Se não percebeu, é um bom sinal. Sinal de que os sambas locais estão se tornando comuns nos ouvidos do povo.
Os intérpretes deram um banho. Cada um na sua.
A banda deu um banho, apesar de algumas coisas que foram improvisadas. Alguém reparou? Se não, é porque realmente a banda deu um banho.
Não houve problema com o som. Microfonia, falha de instrumento, nada. E a equalização estava muito boa. Todos os instrumentos eram ouvidos tranquilamente.

Animação.
Festa é com as Velhas Guardas! Elas são essenciais para qualquer evento! Elas animam, são animadas, cantam, dançam, se divertem e divertem. As Velhas Guardas deram um show a parte!

Todos dançaram, cantaram e saíram de lá felizes.

Quem não foi não pode mais ver pra crer. Quem foi jamais esquece e não pode reconhecer.

E ano que vem tem mais. Não é frase pronta pra dizer que haverá a comemoração de novo. É mais mesmo!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Raidinho - Buci Moreira

Há pessoas que não merecem ouvir este raidinho. E provavelmente não seja justo com quem mereça. Não é querer ser egoísta, mas certas informações não podem ser repassadas para qualquer um.
Mesmo assim publico o áudio do programa Ensaio, do pesquisador Fernando Faro, com Buci Moreira.

Abaixo trecho do livro "As Escolas de Samba do Rio de Janeiro" vol.2 (minha bíblia), de Sérgio Cabral (meu papa). Porque ninguém melhor que Sérgio Cabral, maior pesquisador de samba, para falar sobre Buci.


Buci Moreira (1909-1984) foi um sambista completo, não tivesse ele, neto da famosa tia Ciata, o sangue azul da música popular brasileira.
Compositor e ritmista profissional, foi autor de sambas dotados de um balanço extraordinário, desses que fazem a alegria dos cantores cheios de bossa, mestres na arte de interpretar um bom sincopado. Uma pena que Buci tenha morrido sem que o cinema e a televisão tenham documentado o seu talento para dançar o samba. Não conheci outro homem que executasse tão bem os passos do samba e que exibisse com tanta graça o sapateado ou a dança do miudinho.

Nascido no Rio de Janeiro, estudou na Escola Benjamim Constant, na Praça Onze, desfilou pelo Bloco Deixa Falar e atuou durante alguns anos como diretor de harmonia da Escola de Samba Vê se Pode, do Morro de São Carlos. Foi um dos compositores de samba descobertos por Francisco Alves, que, em fins de 1929, promoveu a sua estréia como compositor, cantor, ocupando o lugar que era, anteriormente, de Baiaco.

Autor de "Não põe a mão", "Quem pode, pode", "Não precisa pagar" e de tantas outras músicas, foi integrante de um grupo de compositores que, nos anos 30 e 40, fazia ponto nos botequins da Praça Tiradentes para vender os seus sambas. Eram autores pobres que, muitas vezes, passavam adiante verdadeiras obras-primas em troca de trocados que os libertassem de certas aflições. Ele, Wilson Batista e Raul Marques eram os mais destacados membros desse grupo.

Foto: Arquivo Walter Firmo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Dia Nacional do Samba comentado

O show nem havia começado e ouço a primeira reclamação: "Meu nome não consta como autora de um dos sambas!" Era uma compositora que havia visto, sem querer, a relação das músicas que iriam ser entregues aos músicos, onde, de fato, não havia necessidade de constar autoria.

As outras reclamações só vieram quando terminou o show: Faltou o Número Baixo, Novos Bambas, Um Bom Partido, Sambatuque, Molho Madêra, Portal do Choro, Rancho do Neco, Coisa da Antiga, Marú, Rachel Barreto, Mirela, Raphael Galcer, uma maior participação das escolas de samba, o evento poderia ter sido em local aberto, cantores desafinaram.

Eu fui um dos que ajudou a ampliar a lista de reclamações, apesar de estar na organização do evento, como assessor do vereador Márcio de Souza, co-organizador do evento, junto com a Galeria da Velha Guarda da Protegidos.
Por esse motivo posso responder algumas reclamações.

Pra começar, já de início, tivemos uma ré do Tribunal Regional Eleitoral, que proibiu qualquer tipo de liberação de verbas pela Prefeitura, por ser ano eleitoral. Como o evento era "patrocinado" pela Prefeitura (subvenção social), tivemos que correr e recorrer para apoio privado.

Semanas antes do dia 2 de dezembro acontece a maior catástrofe natural da história do Brasil. Primeiros questionamentos: fazer ou não fazer? Pensei comigo: A tradição africana manda cantar de qualquer maneira.
Depois: Mercado Público? Mas o clima está ruim. E o clima também. E se chover? Tenda? Se chover não tem público. Onde fazer? Centro Sul? Não tem acústica. TAC? CIC? Não há dinheiro.
Nos últimos dias, conseguimos o Clube 12.
O evento até foi anunciado precipitadamente como sendo no Mercado Público pela mídia especializada. Teve que refazer a informação.

Isso é o que eu posso responder.

Questões musicais (arranjo, repertório, etc), das quais eu discordo em partes, devem ser feitas com Wagner Segura, diretor musical, contratado para esta parte. Foi escolhido a dedo, portanto, homem de confiança. O trabalho foi bem realizado, a questão em questão é gosto pessoal.
Questões de convidados, das quais eu também discordo em partes, devem ser questionadas com Beloni, da VG da Protegidos e Márcio de Souza.

As escolas de samba foram convidadas. Só elas podem responder o motivo da ausência.

O que me deixa irritado é a falta de participação dos outros músicos que fazem samba o ano inteiro e não foram convidados para cantar. Mesmo não tendo sido convidados, poderiam muito bem ter ido prestigiar o evento.

Considerações finais (até pra não ficar mais extenso): não foi o meu melhor Dia Nacional do Samba. E eu acompanhei todos os cinco. Os dois primeiros foram apenas como espectador.

Destaque para Paulinho Carioca. Não conhecia o lado cantor dele. Matou a pau.