quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Beiramar Continental


Gostaria de apresentar para quem não conhece: Beiramar Continental!

Ela está quase pronta. Estão até plantando um jardim.

Qualquer pessoa que passa pelo Estreito, pouco antes da Livraria Catarinense, pode vislumbrar esta maravilha da engenharia: uma obra muito bem planejada, sendo executada a pleno vapor. Muito bem planejada, porque, pelo que se ve, é só no planejamento que vai ficar. A pleno vapor, porque é só vapor que passa por ali. Homem e mulher não há.

A Beiramar não está pronta, e já estão planejando o metrô de superfície. Planejando, planejando.
Tantas obras são planejadas. Pena que a cidade não é.


E o povo canta: "Esperando, esperando, esperando, esperando o sol, esperando o trem, esperando aumento, desde o ano passado, para o mês que vem." (Chico Buarque)

Menos um espaço de samba...

...e mais um de pagode.

A noite do Skala de quintas-feiras deixou de ser carioca.
O evento Noites Cariocas, com Jeisson Dias, Rachel Barreto, David de Floripa e Número Baixo, não existe mais. No lugar deles está um grupo de pagode modinha.

Além de nossos instrumentos, nosso apelido, acabaram de roubar um espaço que eles já possuíam, aos sábados, na mesma casa.

Estava tudo bonitinho, cada coisa no seu lugar: O Samba às quintas e o pagode modinha aos sábados. Agora não há mais Samba às quintas.

Agora o Grupo Número Baixo está tocando, às quintas-feiras, no bar 4x4, Av. das Rendeiras, Lagoa da Conceição, das 22h30 até às 3h. A entrada é de R$10 para homens e R$7 para as mulheres. Toda semana haverá um convidado. O primeiro é Vlademir Rosa.


E o povo canta: "Eu que lá na favela / Era chamado de samba / Até mudaram meu nome / Meu Deus, como pode! / Hoje eu sou pagode / Já frequentei os palácios / Mas sou produto do morro / Com quem tenho laços" (Adilson Bispo)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

As 3 pontes que caem


Já falei sobre isso há um tempo atrás, mas volto a repetir.

Florianópolis possui 3 pontes. Todas as 3 estão fadadas a livros de história.

Pontes caem no mundo todo: Estados Unidos, Europa, lugares de primeiro mundo. Porque não podem cair em Florianópolis, cidade pequena de um país de terceiro mundo?

Não estou rogando praga, nem desejando mal. Estou querendo chamar a atenção pras pontes Pedro Ivo e Colombo Salles, além da Hercílio Luz, e prevendo o inevitável.

Sejam honestos e digam: Alguém já viu um simples técnico fazendo qualquer espécie de manutenção ou vistoria nas 2 pontes atualmente transitáveis?
Da única vez, o resultado foi queda de luz na ilha. E a manutenção nem era na estrutura da ponte.

Isso já foi tema deste Cantinho, já foi pauta de jornal, mas o governo não faz nada, além de rezar para que elas permaneçam de pé por 4 anos.

Eu já estou preparado e tentando preparar vocês para o futuro. Só espero que ela não caia com pessoas transitando em cima.
PS.: A disputa de quem vira memória primeiro, Colombo Salles, a ponte, ou Colombo Salles, o próprio, ainda está valendo.


E o povo canta: "Senhor prefeito, por favor, mande recuperar o nosso velho e querido Miramar" (Zininho)

98, 99, 00, 01....

Em 1999, quando eu escrevia a data com 2 dígitos (04/07/99) eu pensei: é bom começar a usar 4 dígitos no ano. Logo em seguida veio à tona a questão do Bug do Milênio. Não era pelo Bug que eu pensava em 4 dígitos. A minha questão era histórica. Quando alguém for fazer alguma pesquisa do que aconteceu em 99, ou 01, 02, 07, pode haver algum equívoco de século.

Podem achar que é uma viagem muito grande, mas e quando chegar em 2099? 2199? 2089? 2079?

Já vi documentos de 1953, por exemplo, em que aboliam o 1000. Era apenas 953.

Além de ficar feio (vaidade), fora do padrão (um pouco de vaidade), pode causar transtorno um dia.


E o povo despreocupado com o mundo canta: "Vou descendo o morro, com a minha viola. Vou para o asfalto, para defender a minha escola" (Almir Guineto / Gelcy do Cavaco / Pedrinho da Flor / Mestre Zeca)

Rafael Leandro!


Acho que já fiz alguma homenagem para o Rafael Leandro. Se o fiz, faço de novo, e com muito gosto!

Rafael Leandro é pandeirista, percussionista, cantor, compositor, sambista da mais alta estirpe.

Fundador do Número Baixo, Associação dos Sambistas da Grande Florianópolis, Confraria Nosso Samba, intérprete da Embaixada Copa Lord.

Apesar de pandeirista, adora tocar violão e cavaco. Pra variar, toca muito bem.

Não está de aniversário, mas o parabenizo.


E o povo canta: "São 6 fios abençoados, 6 fiapos de emoção, sem os 6 não sei o que faço, sem compasso e sem bordão" - Salve o Rei Violão! (Rafael Leandro / Guilherme Partideiro)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Florianópolis despreza os florianopolitanos

A temporada de verão já começou, mas alguns bares não estão prontos para receber os turistas.

Usei esta frase na última postagem. Ela é usada constantemente.

Mas será que só os turistas merecem um bom tratamento dos bares de Florianópolis? Os florianopolitanos não merecem?
O que os turistas tem a mais que os nativos? Dinheiro, óbvio. Quando eles se vão, deixam dinheiro, mas ao chegarem, levam nossa água, nossa energia elétrica, nossa comida e, por vezes, nossas mulheres e homens.
Se o dinheiro vale a pena tudo isso, só posso deduzir que nos prostituímos para os turistas.

Florianópolis realmente não está preparada para os turistas, e nunca esteve preparada para os moradores.

Ruas, praias, praças, todas arrumadas para o verão, para os turistas, enquanto o resto do ano passam esquecidas, desprezadas, para quando chegar o próximo verão serem revitalizadas.

A impressão que eu tenho é que nós, moradores, fazemos um favor para a cidade morando aqui fora de temporada. Mantemos a cidade durante o ano para que os turistas se deleitem no verão.


E o povo canta aos turistas: "Porque vieste com proposta amorosa? Eu que vivia num perfeito mar de rosa. Só conheci falsidade em lugar de carinho. No meio das flores quiseste levar-me ao monte de espinho" (Monarco)

Despreparo de bares para a temporada de Florianópolis

A temporada de verão já começou, mas alguns bares não estão prontos para receber os turistas.

Em Itaguaçú, os garços perguntam para os clientes se desejam algo mais, pois a cozinha está fechando. É meia noite e meia de sábado, sendo que os bares ficam abertos até às 2h.

Na Lagoa da Conceição, bares com ambiente fechado não possuem ar condicionado, nem ventilador. Clientes saem do bar pois não agüentam o calor. Se os clientes já sentem calor, imagine os músicos. O Grupo Novos Bambas toca toda sexta-feira em um dos bares com ambiente fechado, no centrinho da Lagoa. O bar encher pela música, mas a rotatividade de clientes é grande devido ao calor.

Florianópolis tem o apelido, ou título, de Capital do Turismo. Com certeza não é motivado pelo exemplo desses 2 bares.


E o povo canta: "Alalaô, ô ô ô, ô ô ô, mas que calor, ô ô ô, ô ô ô" (Antônio Nássara)

domingo, 30 de dezembro de 2007

Se me ver andando na rua, pára e me chama! Posso estar precisando de carona!

Frequentemente eu estou andando em algum ponto da cidade, por mais inusitado que seja. Desde a Palhoça até a Lagoa da Conceição, Balneário Camboriú, Sombrio, e até pelo centro de Floripa eu transito.

Frequentemente eu encontro algum conhecido de carro passando por mim. Mais frequente ainda é quando algum conhecido me encontra, porque, como disse no texto anterior, ali embaixo, sou míope e não vejo muita gente.

Frequentemente, quando nos encontramos, rola uma buzina.

Frequentemente eu continuo andando apé.

Peço encarecidamente pra quem me ver andando na rua, parar e me chamar. Eu posso estar precisando de carona.

Obrigado.


"Nunca mais vou te perder / Nunca mais vou te deixar passar / Você é quem mostra meu caminho / Nunca me deixa sozinho / Na hora da aflição / Se te chamam paradora / Eu dou um novo apelido / És a minha condução" (Artur de Bem e Jorge Jr.)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Sou míope!

Sim! É difícil quando as pessoas admitem defeitos em si, mas eu admito!
As pessoas me perguntam: "Porque não usas óculos?"
Mas claro! Porque não pensei nisso antes?

Eu tenho um óculos. A armação está torta, as lentes estão tortas, além de defasadas. As lentes que eu usava eram de 1 grau cada (mistura de miopia com astigmatismo). Acontece que era só pra fazer grau. Efeito que é bom, nada. Pensei: se é pra ficar míope, vou ficar míope com vontade. Abandonei meu óculos.

Agora eu tenho a sã consciência que não enxergo, e as pessoas também, já que eu estou sem óculos.

Quando estou em algum evento e há pessoas conhecidas, eu evito olhar. Não por otarisse, babaquisse, ou coisa do gênero, é pura miopia.
Se eu olho alguém que não é um conhecido, me passo por folgado. Se eu acho que é um conhecido, quando chego perto, vejo que não é.
As vezes eu até enxergo um conhecido, mas não sei ver se ele está olhando pra mim, e não cumprimento de longe.

Não é estrelismo, nem nada, mas quando me encontrarem em algum lugar, venham falar comigo. Eu não vou enxergar, ou não vou saber se estão me enxergando também e não vou cumprimentar, ou não vou saber que são vocês.

Espero ter explanado a situação.


E pra me sacanear o povo canta: "Vejam essa maravilha de cenário..." (Silas de Oliveira)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Por favor, seu tel. Perdi minha agenda

Só pra informar pro pessoal que o e-mail enviado não é vírus.

Eu realmente perdi minha agenda de celular.

A TIM me informou uma loja autorizada para manutenção do meu aparelho (Rua Tenente Silveira). Só que não é (só na Dom Jaime Câmara). E em 3 segundos o sujeito conseguiu a façanha de resetar o meu celular. Perdi fotos (o de menos), agenda de compromissos e todos os telefones registrados. Ele nem sequer quis saber de me informar o que fez, ou o que estava fazendo ou o que iria acontecer se o fizesse.

Sendo assim, peço encarecidamente que vocês me enviem seus telefones de casa, celular e do trabalho.

Muito obrigado!


Artur de Bem