sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Limpeza urbana. A começar pelo fim.
Outro dia passou por mim uma carroça, dessas que o pessoal usa pra catar papelão. A carroça parou pra catar uns papelões no lixo, enquanto seu cavalo, bem belo e formoso, cagava para a situação. Sem fazer trocadilhos com posições políticas. O cavalo levantou o rabinho, e começou a festa da imundice.
Será que o dono do cavalo, a exemplo das donas dos cachorros, não deveria usar também um recipiente para coletar o coco dos seus bixinhos?
Sim, porque o coco de um cachorro, embora muitas vezes só perceptivo quando pisamos, é pequenininho, não fede muito e é de fácil limpeza. Agora, o coco de um cavalo é muito grande, fede pra tudo que é lado, e demora pra ser limpo naturalmente.
Há evidências de que o coco de cavalo foi usado como tapa buraco. A prefeitura não apareceu com o asfalto, a Comcap não apareceu com a equipe de limpeza, uniu-se o útil ao agradável.
Pode parecer sacanagem com os pobres coitados dos catadores, mas porra, dá um jeito na merda do animal.
Eu ia ficar muito puto se um infeliz trouxesse um cachorro pra cagar na minha calçada. Imagina um cavalo.
Ainda bem que elefantes não voam.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Pensamento de cidade pequena
2 - Não prever expansão;
3 - Ficar surpreso com o crescimento;
4 - Querer atrair investidores enquanto a população necessita de atendimento médico;
5 - Não ter estrutura para receber os investidores;
6 - Ficar faceira com atrações interestaduais;
7 - Não ter saneamento básico;
8 - Subestimar a população;
9 - Lembrar de como era bom o passado;
10 - Conhecer os cidadãos do calçadão;
11 - Ser rodeada de água e não possuir um porto;
12 - Ser rodeada de água e não usar transporte marítimo;
13 - Fazer projetos para trem e não fazer projetos para transporte marítimo;
14 - Criar elevados para escoar o trânsito e não usar o transporte marítimo;
15 - Planejar teleférico e não planejar transporte marítimo;
16 - Pensar em todas as possibilidades de transporte, exceto o marítimo;
17 - Ter 3 pontes, usar 2, e não cuidar de nem 1;
18 - Ser comandada por 2 ou 3 famílias;
19 - Ficar feliz com a chegada de novos shoppings;
20 - Copiar outras cidades, inclusive os exemplos ruins;
21 - Ansiedade em ter túneis, elevados, alto índice de engarrafamentos, etc., para dizer que é uma cidade grande;
22 - Fazer de tudo para ter problemas para poder dizer que é uma cidade grande;
23 - Enfim, querer ser uma cidade grande.
Qualquer semelhança com Florianópolis é mera coincidência.
sábado, 14 de julho de 2007
Assessor de Imprensa do Grupo Número Baixo
Anuncio com um grande prazer e 'saitisfação' que sou o novo Assessor de Imprensa do Grupo Número Baixo, grupo este que tenho muito apreço e admiração.
Não posso assumir o cargo oficialmente porque o Sindicato dos Jornalistas não permite que um estudante de jornalismo assine como jornalista, mas, informalmente, sou.
E minha primeira nota já está no ar: www.numerobaixo.com.br - 'Adilson Bispo reencontra o samba de Floripa.'
Agora vocês já tem mais um lugar para me ler.
Então, boa leitura.
E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina / onde naisceu JK / que a Princesa Leopoldina / arresolveu se casá..." (Sérgio Porto)
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Eleição
As próximas eleições serão somente em outubro do ano que vem, mas esse cantinho quer saber: Se as eleições para prefeito fossem hoje, em quem você votaria? Quem você acha que cuidaria melhor do seu bairro?
Escolhi alguns nomes que circundam as páginas de política dos jornais.
- Esperidião Amim
- Dário Elias Berger
- Carlos Amashta
- Marcílio Ávila
- Notícias do Dia
- Hora de Santa Catarina
- Juarez Silveira
- Outros
Eleições 2
Para quem não sabe, Colombo Machado Salles, homônimo de uma das nossas pontes que estão caindo, ainda está vivo.
Sendo assim, este cantinho pergunta:
Quem você acha que se tornará memória primeiro?
- Colombo M. Salles, o próprio
- Colombo M. Salles, a ponte
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Campanha para emagrecer
Seria cômico, se não fosse trágico. Milhões de dinheiros investido em campanhas de emagrecimento: remédios, produtos diet, light, zero, enquanto milhões de mulheres brancas na faixa de 18 até 35 anos passam fome.
Maneira fácil, rápida e barata de emagrecer unindo o útil ao agradável: pára de comprar comida.
E se quiser gastar um pouquinho mais, faz um intercâmbio no Zaire, Etiópia, Haiti, ou até mesmo na minha casa.
Quanta ignorância! Gastar dinheiro pra produzir algo que faça emagrecer!
Seria mais fácil usar uma parte desse dinheiro pra produzir mais produtos que engorda e dar pros que morrem de fome. Não é aquela morte de fome que se sente quando está na pizzaria e a pizza atrasa. É aquela morte de quando a perna vai bamboleando, a cabeça vai ficando fraca, o pensamento voa, e logo em seguida a alma.
Se for parar pra pensar, não faz sentido criar produtos de emagrecimento. Eu não entendo. E creio que nem aquela mulher branca de 18 a 35 anos que passa fome, ou aquela jovem preta, velha preta, criança preta, homem branco, velho branco, criança branca.....
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Samba
De acordo com o que eu vi, quero desdizer o que eu disse em um e-mail enviado aos amigos sobre o Grupo Bom Partido. A apresentação de sábado estava muito boa. Ensaiada, repertório bom, instrumentos em sintonia, tudo bonitinho. Teve até a Josiane dançando, lindamente, na frente do palco (foto). Coisa que eu não via há tempos. Faça isso sempre, Josiane!
Dança é o que não faltou. Seu Lidinho (foto), integrante da Velha Guarda da Copa Lord, também compareceu e deu o seu show particular.
Uma pena é que daqui há cerca de 3 meses, que se prolongará por mais muitos, o grupo não poderá contar com uma das integrantes de maior relevância - segundo os próprios outros integrantes do grupo - Jandira. Ela está grávida de 5 meses.

Rafael, Adriano, Josiane, Jandira, Marcelo, Fabrício (part. especial), Bruno (part. especial) e Luiz. Faltou a Júlia. Foto: Artur de Bem.

Josiane terá que ajudar manter o coro feminino na ausênsia da irmã, grávida. Foto: Artur de Bem.

Seu Lidinho é o único integrante com fôlego, perna, e autorização de Avez-Vous para dançar em apresentações da Velha Guarda. Foto: Artur de Bem.
Pra ficar por dentro das apresentações do Bom Partido, envie um e-mail para o Carlos, produtor do grupo: carlosraulinobp@hotmail.com. Frequentemente ele envia a agenda para uma lista de pessoas que solicitam. Vale a pena!
E o povo continua cantando: "O dia do pagamento? 32 de fevereiro, à tardinha." (Tio Hélio e Nilton Campolino)
O espaço para comentários está logo abaixo desta linha, onde está escrito: # posted by Artur de Bem @ 6:14 PM 0 comments
terça-feira, 29 de maio de 2007
Aparthaid
Tanto se fala em acabar com o preconceito, acabar com a divisão, mas mais e mais grupos são formados. Não entendo a razão.
Vivemos em um mundo de orkut, cheio de comunidades. É a vida imitando o virtual? Ou será que o virtual imitou a vida, e agora a vida quer imitar o virtual? Porque o virtual tem mais glamour! É melhor eu participar de uma comunidade virtual de leitores de livros do Papa do que criar um grupo de estudos dele. O virtual desvirtua o real.
A única separação desse tipo da qual me deram um argumento válido é a Cota para Negros na Faculdade. Motivo: temporário. Cerca de 20, 30 anos. É aberta a cota para que o negro saia formado e crie chances para que as crianças negras entrem mais, e melhor, na escola e tenham mais chance, em cerca de 20 anos, de chegar à uma faculdade, ai sim, sem precisar de cotas. O período das cotas valeria até que haja um equilíbrio racial nas faculdades. Uma espécie de alavanca.
No mais, qual é a função de um grupo de mulheres, deficientes, negros? Lutar por suas causas? Justo. Mas pra isso, será mesmo necessário criar uma associação?
Deve ser porque é o caminho mais fácil. Entre mudar o pensamento para que ninguém mais olhe um diferente como diferente – Oras! Diferentes todos somos! Ainda bem! – e formar uma associação, é muito mais fácil formar uma associação.
Me permito discordar de Tom Jobim quando disse: “Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver.” Que horrível seria todos iguais. Não teria graça nenhuma. A não ser que sejam iguais a mim. E não chiem. Se vocês fossem iguais a mim, iriam concordar. A opinião é minha, e seria nossa.
Vou criar uma associação. AAQA (Associação dos Associados em Qualquer Associação). Será a maior Associação do mundo! E eu, sendo o presidente, posso comandar o planeta!
segunda-feira, 21 de maio de 2007
E agora, José?
Agora ajoelha e chora. Espera acabar este mundo e começar outro. O que deveria ser feito já não vai adiantar hoje. Adiantaria há cerca de 10, 15 anos atrás: Planejamento.
Tanto se fala em Planejamento Econômico, Urbano, etc, mas com o Planejamento Social ninguém se importou. Até teve gente que se importava. Se tivessem dado ouvidos para Betinho, Chacrinha, Gonzaguinha, se tivessem dado ouvidos até para o próprio Lula um tempo atrás, poderia ser de grande valia.
Resolveram fazer vista grossa, mas o grosso foi crescendo. Agora, como disse Cartola: “Chora, disfarça e chora”, mas não dá mais pra disfarçar. Deve ter gente grande sendo incomodada com isso. O povo já está incomodado há tempos. O povo nunca teve voz, nem vez. Vocês podem até lembrar do impeatchement do Collor, mas não foi o povo que tirou ele do poder. Ele mexeu no bolso do povo e também de empresários grandes.
Enquanto isso as cadeias foram enchendo. Aliás, já estavam cheias desde os tempos da ditadura, mas estavam cheias com as pessoas erradas. Hoje continuam cheias, dessa vez com as pessoas certas. De que adianta? O preso liga para o solto fazer o assalto, é preso, liga para o solto fazer o assalto, é preso..... É como querer matar um talibã que adoraria morrer. Na cadeia o pobre fudido que recebeu o telefonema e foi preso vai ganhar comida, fama, mesmo que a cadeia seja superlotada, amigos, e continua livre, ligando pra quem quiser.
Eu fico com a pureza da resposta das crianças: “me dá o relógio, o celular e a carteira!”
E o povo continua cantando: “Foi em Diamantina, onde naisceu JK, que a Princesa Leopoldina, arresolveu se casá.”
Escrito em 18/05/2006
sábado, 5 de maio de 2007
Saudades de um saudosista
Estou com saudade de vocês, leitores. Morando sozinho, sem computador, e sem acesso às configurações do blog pela faculdade, não posso atualizar este Cantinho. Mas não pensem que estou sem escrever. O mural da sala, na faculdade, virou o meu blog real, enquanto o virtual descansa.
Aliás, muito bom. Escrever pra algo palpável é bom. Creio que até melhor do que internet. Pelo menos no meu caso a interação está sendo maior.
Eu, como saudosista, historiador, pesquisador, prefiro ter tudo guardado em papel. Muito mais seguro.
Por falar em saudosismo, segue um texto que muito provavelmente irá também para o "Espaço do Artur", nome do espaço que eu ganhei da curadora do mural, Kenni.
Há aquela história de que a criança pobre tem mais imaginação do que a criança rica. Isso porque a criança rica quando recebe um brinquedo, já recebe com ele pronto: ou é uma boneca já pronta ou um carrinho já pronto. A pobre não. Arranja um pedaço de madeira qualquer. Pode ser tanto um boneco, um carrinho, uma nave espacial, vai depender da imaginação da criança.
Baseado nisso é que eu fico pensando sobre aquele toca discos mágico: o MP3 player.
Eu não tenho um. Tenho um gravador que uso para fins profissionais e que também pode servir como o tal do walkman. Mas não preciso de um reprodutor de som comigo. Eu imagino uma música. Não escuto nada pronto.
Sorte a minha, pois sou compositor e músico-teimoso nas horas vagas. Então imagino qualquer música, melodia e crio meus sambas. E mais: não gasto com pilhas, não gasto meus ouvidos, só gasto imaginação. Mas creio que isso seja ingastável.
Coitado daquele que vive com um fio pendurado no ouvido. Preso à um mundo já pronto e que não cria, só reproduz.
Além do que é uma baita falta de respeito com as pessoas ao lado. Ponto de ônibus, dentro do ônibus, fila, etc. Logo aqui em Florianópolis, onde o povo é tão comunicativo. Ninguém conversa com ninguém. Porque além de estar sem imaginação, está ouvindo algo já pronto, com idéias prontas e vai ter os mesmos pensamentos prontos. Pronto. Ponto.
E o povo de Florianópolis ultimamente canta: "Se gritar 'pega ladrão', não fica um meu irmão, se gritar 'pega ladrão', não fica um" (Ary do Cavaco / Bebeto di São João)
quinta-feira, 1 de março de 2007
Policiamento
Dos textos que eu leio em jornal, revista, etc., mas principalmente em jornal, vejo muita coisa errada comparando com o que aprendemos em aula. Parece até que é normal o erro. Então de que adianta eu me matar de estudar, pra fazer um texto teoricamente perfeito, tirar nota 10, se em campo, eu vou fazer muita coisa errada? E vou. E você também.
Nossos professores, que também são jornalistas, têm parte de culpa no cartório. A parte da culpa deles é por ser jornalista.
Ora, se eu sou um médico e vejo um colega de trabalho fazer algo errado, eu tenho que denunciar, ou, dependendo da gravidade, apenas conversar com o médico. Na verdade deveria que ser assim com qualquer profissão: o policiamento. Um jornalista erro um dia, ninguém fala nada, outro erra outro dia e o primeiro não falo nada porque não falaram dele... e vira uma bola de neve. E o aluno quando erra, erra e é punido. Certo. Errei, estou aprendendo. Só aprendemos com punição. Multas de trânsito estão ai pra não me deixar mentir.
Deveria haver uma punição para o jornalista que erra.
Eu sinto saudade do revisor sem nunca ter trabalhado com um.