segunda-feira, 25 de abril de 2016

Brinca Quem Pode

Não se tem muita informação a respeito desse bloco, ou escola de samba, de Florianópolis.

Segundo a pesquisadora Cristiana Tramonte, o bloco Brinca Quem Pode é de meados de 1938, e era formado só por negros.

Há uma história envolvendo o governador da época Nereu Ramos, que assumiu o governo do estado de 1935 a 1945. Os membros do bloco foram pedir uma ajuda financeira ao governador. Ato comum desde aquela época. Não sei bem como Nereu Ramos fez a piada, mas ele fez um trocadilho com o nome do bloco, dizendo que se o nome do bloco é "Brinca Quem Pode", quem não pode, não brinca. E não deu o dinheiro pra eles.

O trecho abaixo é do Seu Augusto, fundador da Escola de Samba Associação Desportiva Alvim Barbosa, fundada em 1956, cantando um trecho de um samba do bloco.


quarta-feira, 23 de março de 2016

Relatos intensos de um domingo monótono

Acordo. Ainda deitado, com os olhos entre abertos, vou tendo noção de onde estou. É meu quarto. A televisão está desligada. Talvez eu tenha lembrado de programá-la para desligar antes de dormir, ou ela desligou sozinha, quando percebeu que eu não dava mais atenção à ela. O ventilador, bravo companheiro, continuava seu trabalho constante de me fornecer um frescor no quarto fechado, e um ruído ininterrupto do motor que acompanha o frescor. A lâmpada está acesa. Sempre está. E o lençol cobre minhas pernas.

Vou abrindo mais os olhos e começo a me mexer. Primeiro uma espreguiçada para a esquerda. Depois uma pra direita, pra igualar os lados do corpo. Permaneço imóvel, esperando alguma reação dos meus músculos, que parecem ainda dormir. A reação não vem. Então eu faço um esforço de mexer meu braço esquerdo em busca do celular, no chão, ao lado da cama. Só então pude ter conhecimento do horário. São quatro horas da tarde.

A essa altura, o sol já estava cansado de tanto tentar penetrar as frestas da minha janela na tentativa de me acordar. Foram cerca de 12 horas ininterruptas de iluminação constante. Em vão. Sequer tomei conhecimento de sua existência enquanto conversava com Morfeu. Frustrado, percebo que ele começa sua trajetória de partida. Se fosse o caso de acordar com iluminação, não teria deixado a lâmpada acesa. Não posso esquecer de agradecer o ventilador, que me ajudou muito nesse sentido, amenizando o calor, que entrava junto com a iluminação externa.

No celular vejo que há mais de 999 mensagens no WhatsApp. Confiro se há alguma mensagem privada que seja importante. Nada demais. Respondo algumas com o cérebro ainda em estágio vegetativo.

Com o braço direito busco meu óculos e o controle remoto da TV. É domingo, são quatro horas da tarde, portanto deve estar começando algum jogo de futebol. Batata! Não me recordo quais times jogavam. Mas lembro que aos 20 e tantos minutos de jogo, começo a sentir sono de novo. Aos 30 eu não resisto e durmo.

O volume da TV parece aumentar involuntariamente e eu desperto. Troco de canal, abaixo o volume e volto a dormir. A cena se repete algumas vezes, até que eu desperto de vez. Então eu faço um esforço de mexer meu braço esquerdo em busca do celular, no chão, ao lado da cama. São oito horas da noite e está passando um filme qualquer na TV, que dessa vez permanece ligada. Assim como o velho companheiro incansável ventilador. E a lâmpada, que não faz tanto esforço. Somente brilha.

Meus músculos ainda não respondem a contento, mas a pressão da minha bexiga é a força maior que me motiva a levantar. Pela primeira vez no dia eu levanto. Faço minhas necessidades, uma leve higiene pessoal e volto pra cama. Me sento, de cabeça baixa pra não forçar os músculos do pescoço, e espero. Não sei o que, exatamente. Mas espero. Eis que surge um sinal: minha barriga ronca. Pudera. Devo estar há, no mínimo, 20 horas sem comer. Levanto, meio zonzo, e me dirijo à cozinha. Apalpando as paredes pelo caminho. Preparo o forno, coloco uma pizza para assar, me sento à mesa e espero alguns minutos. Como a pizza, e volto pro quarto.

Já são cerca de 11 horas da noite. Amanhã é segunda-feira e eu tenho compromissos. É hora de ir pra cama e dormir.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Alô, Europa!

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Ou seja, europeus, o recado é:

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Cordiais saudações

O disco “Cordiais saudações”, do excepcional cantor Roberto Mahn, mais conhecido como Roberto Seresteiro é “o melhor disco de serestas dos últimos anos!”, como diz o próprio. “Até porque foi o único lançado nos últimos anos”, complementa.

Mesmo que tivessem lançados outros, tenho a tranquila certeza que este disco ainda figuraria entre os melhores! A união da agradabilíssima voz de Roberto com o Regional Imperial como grupo base do disco, além de outros excelentes músicos, com uma execução primordial ajudaram a tornar esse disco inesquecível.


O disco não é só de serestas. No repertório do Seresteiro estão também samba epistolar, samba, tango-canção, samba-canção, canção, samba-choro, valsa, marcha-rancho, fox-canção e canção sertaneja. Pelo menos essas são as designações impressas no encarte.

E qual é a diferença? Toda! Todas essas vertentes são caprichosamente executadas como deveriam pelo Regional Imperial e outros 15 músicos participantes do disco! O ainda jovem e cada vez mais experiente João Camarero é o responsável pelo arranjo de quase todo o disco. Um primor!

As participações especiais não ficam por menos. Roberto Luna, Tuco Pellegrino, Antônio Caros Fioravante (Bolão) e Agnaldo Rayol! Talvez dentre eles, o único conhecido do grande público seja o último. Pois o grande público deve conhecer os outros três! Eis a oportunidade!

E a voz do jovem Roberto Seresteiro é sublime! Não por menos que adotou “Seresteiro” como seu nome artístico. Ele dedica sua vida a estudar a fundo essa vertente (e as vertentes da vertente, como já citado) quase esquecida.

Sua interpretação é incrível! Estando em 2015 é possível sentir a dor dos caboclos nas músicas que falam de sertão e um desamor boêmio de 1920 nas canções. Porque nenhuma música do disco é recente.

Roberto Seresteiro é um cantor brasileiro! Sem cacoetes estrangeiros. Sem gritos histéricos. Sem forçar a barra. Sua voz é limpa. Sua dicção é perfeita. Sua entonação é precisa. Francisco Alves, simbolizando todos os outros cantores brasileiros pra não citar todos e correr o risco de esquecer algum, está feliz!

Uma vez um amigo me disse que parece que o samba nunca teve uma preocupação muito grande em ter um cantor de verdade. Tem uma gama de pessoas muito grande que canta. Mas cantor de verdade, dentro de tantos anos de existência, e dentro de um universo tão grande, não foram tantos. E me questionou um cantor da atualidade.

Guilherme, é com imenso prazer que lhe apresento Roberto Seresteiro!

sábado, 1 de agosto de 2015

Morreu Malvadeza Durão

Morreu na madrugada dessa sexta-feira, no Morro da Mangueira, o Malvadeza Durão. O corpo foi encontrado em frente a uma ribanceira com um punhal no coração. A polícia supeita de José da Conceição, porém sem provas, pois em Mangueira não existe delator.


O que se comenta, à boca miúda, apurado pela nossa equipe de reportagem, é que Malvadeza Durão e José da Conceição, conhecido no morro por Mulato Calado, discutiram durante uma roda de samba. José empunhava seu violão enquanto Malvadeza cantava sambas exaltando Rosinha, sua esposa. Era meia noite quando o Malvadeza chegou. Ao fim da disputa, ainda de madrugada, ele teria ido fumar um cigarro. Seu corpo foi encontrado nas primeiras horas da manhã com uma subscrição para ser enterrado. Ele estava sorrindo.

Apesar do apelido, Malvadeza Durão era considerado no Morro e seu enterro estava cheio de amigos. Rosinha não compareceu ao enterro, mas fincou uma cruz no local onde seu marido foi encontrado.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A emoção foi geral

Faltava pouco para o carnaval, quando o Bloco de Samba Pega o Lenço e Vai se armava para seu cortejo. Por ironia, o bloco mais brasileiro que eu já vi sai de uma rua com nome estrangeiro: Rua San Juan. Frontalmente ao número 121, no bairro Parque das Américas, em Mauá, no ABCD Paulista, no espaço denominado Centro Cultural Dona Leonor, o CCDL.

Seu ideal tem valor: colocar em prática a lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da cultura afro-brasileira na escola. O tema deste ano foi a Balaiada, ocorrida no Maranhão. E de cara, a primeira frase da letra do samba emociona:

"No Brasil o opressor recebe condecoração"

Foi aí, já nos primeiros instantes do cortejo, que eu me emocionei. Umas 100 pessoas descendo a rua e cantando com euforia:

"Ô ô ô ô ô
O balaio chegou
Cadê o branco?
Não há mais branco!
Não há mais senhor!"

Moradores, frequentadores do buteco logo a frente, transeuntes em geral, olhando espantados para o aglomerado de maluco cantando. Consigo até imaginar eles pensando: "Que negócio é esse de balaio?"

E o samba foi repetido inúmeras vezes. É daqueles sambas que quando termina a primeira parte dá vontade de ir pra segunda, e quando termina a segunda dá vontade de começar de novo. E assim foi feito.

Cavaquinhos, pandeiros, cuícas, tamborins, recos-recos e surdo. Batuqueiros, pastoras soltando a voz no agudo, homens no grave, crianças!!

Findado a parte temática, digamos assim, do Bloco, começam a ser cantados os sambas livres, também feitos pela ala de compositores.

Momento sublime foi quando o Bloco parou no meio da rua, faz uma roda, e começam os versos de improviso. O tema? O bloco! Samba de malandro que balança mas não cai.


Ao centro, o estandarte, sendo inaugurado, desfraldado e aclamado pelo povo. Pelo menos o povo do Bloco. Enquanto os moradores da região e comerciantes olhavam atentos e atônitos.

Segue o barco! Ou o Bloco!

Uma volta na praça e o retorno pro CCDL! Depois de todas as músicas entoadas, na subida da rua, o que tocar pra voltar pra sede? O tema, lógico! E lá fomos nós subindo a San Juan cantando a Balaiada de novo!

Várias colunas de instrumentos tomaram a cidade de Mauá. Após derrotarem o cansaço, cantaram triunfantes melodias!

O Bloco defende o samba o ano inteiro. O que justifica o meu atraso de uns 3 meses em escrever sobre ele, que me faz viajar todo ano pra Mauá pelo menos uma vez ao ano, em fevereiro.

Até 2016!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Mapa dos sambas de Florianópolis

Usando uma função do google maps, um banco de dados está sendo montado coletivamente para mapear, literalmente, os sambas da cidade.

O intuito é mapear, principalmente, os sambas que existiam. Pros sambas que existem há outros meios para divulgação. A ideia é que se conheça onde já teve samba na cidade. Os pontos de encontro dos sambistas. Os períodos. Os grupos. Os personagens. Os famosos anônimos. Ajudar a montar a história do samba de Florianópolis.

O link para visualização e edição é este
https://www.google.com/maps/d/edit?mid=zoVbtxJwb14g.kFoWV4L__LM8


Se houver erro, é possível corrigir. É público. Qualquer um pode mexer!!

Qualquer dúvida, você pode entrar em contato no e-mail mapasambafloripa@gmail.com.

terça-feira, 10 de março de 2015

Glória ao Império Serrano

"A gente não quer mudar a história da música, a gente não quer revolucionar nada. Nós só queremos mostrar o que a velha guarda tem!"

Foi com essa frase do grande Fernando Paiva que se iniciou pra mim, em 2010, a primeira série de homenagens que soube e participei. Foi uma homenagem ao compositor Chico Santana, da Portela, com presença da filha dele, Neide Santana, em Uberlândia. A homenagem foi orquestrada pelo pessoal de Uberlândia e seguiu Brasil afora. Porto Alegre, São Paulo e terminou no Rio de Janeiro.

Depois disso, houve outras várias. Wilson Baptista, Herivelto Martins, Irmãos Andrade, Casquinha, Monarco, Chatim, Manacéa, Alvaiade, Mano Décio da Viola, Morro do Salgueiro, Bide, etc. A maioria delas organizada por uns e outros maneiros que não tem outro objetivo a não ser mostrar o que a velha guarda tem.














Para que elas acontecessem, foram realizadas várias pesquisas em sites, blogs, livros, discos, mais velhos, para juntar tudo que fosse possível para uma homenagem honesta. Todas essas homenagens não foram em vão. Muito desse material, dessas histórias descobertas, sambas resgatados, fazem parte do repertório de um monte de roda de samba Brasil afora.

E são esses uns e outros maneiros que organizam agora uma homenagem ao morro da Serrinha. Foi mais um trabalho grande de pesquisa de sambas já gravados, e entrevistas com os mais velhos do morro da Serrinha, para descobrir sambas inéditos de Silas, Mano Décio, Manula, Molequinho, Aniceto, etc. E foram vários.

A homenagem que será realizada neste sábado, 14, na quadra do Império Serrano será uma homenagem não só ao Império, mas também ao Prazer da Serrinha. Ou seja, a todo o morro da Serrinha.

Por conta desse histórico todo, e mais um pouco, tenho certeza que essa homenagem à Serrinha será excelente, como excelente tem sido os eventos organizados pelo Glória ao Samba, Roda de Samba de Uberlândia, Ora Chove e Molha a Flor, e cia ilimitada.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Só não passa a dor de uma saudade

São Paulo!!! Ah, São Paulo!!!
São Paulo da garoa, São Paulo terra boa!!!

Ir para São Paulo é uma das maiores felicidades do mundo!! Se você nunca foi a São Paulo, deve ir!!

Já não é a primeira vez que vou visitar esta bela cidade com nome de santo e tão belo encanto. São Paulo, terra onde se planta e tudo dá. É uma glória poder visitar esta terra brasileira!

O nervosismo de perder o avião e deixar de ver os amigos na última oportunidade do ano, numa das melhores festas de samba, dos @migos do samba.com, fez com que eu acordasse meio ruim na manhã da viagem. Mas depois de aterrissar em terras paulistanas, já fui me acalmando.

Desde que cheguei, na sexta, não parei. Congonhas, Centro, Fradique Coutinho, Vila Buarque, Rua Augusta, Bom Retiro, Centro. Aí eu descansei. Domingo foi Mauá. Pra não perder o costume.

Sambisticamente falando, a oportunidade de tocar com pessoas como Junior Pita, Adriana Moreira, Alfredo Castro, mesmo que numa canja de 3 músicas, é arrepiante. Adriana Moreira tem um axé inexplicável. Cris, obrigado pela oportunidade! A Ação Educativa é excelente!

José Ramos Tinhorão. O maior, com 1,65m (por aí).
O evento principal do fim de semana, no sábado, no Anhanguera, foi emocionante. Para mim, pelo menos. Conheci e tirei uma foto com o maior de todos, José Ramos Tinhorão, fui homenageado por tabela no troféu Pé de Cachorro e tive a honra de participar da roda do Glória ao Samba na homenagem ao Chatim.

Enquanto se armava a roda do Glória, conglomerado de pessoas com sérios distúrbios e que andam na contra mão da música brasileira, que eu sou fã incondicional, eu conversava com Saci e Gustavão e ele me perguntou se eu não ia participar da roda. Quando me virei, me deparei com Paulo Mathias apontando pra mim e me chamando. Foi o primeiro instante de emoção. Gelei. Mas corri. Peguei o cavaquinho e sentei, todo faceiro.

Na primeira música da homenagem ao Chatim, ninguém me viu chorar, mas juro que chorei. Com a cabeça baixa sem cantar. Se eu abrisse a boca naquele momento, ia abrir um berreiro junto. Depois de me recompor um pouco, pude levantar a cabeça e apreciar o momento.

Siiinooooooo...
Era eu do lado de meus ídolos! Lo Ré, Mateus, Tuco, Marcelo, Jorgera, Paiva, Paulo Mathias, Padeirinho, Zeca, Galego, e demais.

E os sambas inéditos. Cantados com vontade. Como se fossem grandes sucessos da rádio ou tv. Como se fosse o último samba da vida de cada um. E a força do coro. E o lençol de vozes. E a batucada infernal. E o samba se repetindo inúmeras vezes, sem se prender pra padrões de gravações. E zaz... e zaz...

Foi demais! Foi uma Glória!!!

Domingo em Mauá, uma feijoada de primeira, e uma confraternização excelente. Nem precisaria de uma roda. Nem parecia que aconteceria algo expressivo. Mas com Edinho, Baseado, Didi, David, Léo, e o Lo Ré, sempre o Lo Ré, juntos, é inevitável que não aconteça alguma batucada. E a bagunça foi brasa! Por cima de Brasa!

Resumindo tudo isso, eu fico cada vez mais envaidecido e emocionado de estar presente em momentos como esses, com todos esses citados, e mais um pouco. Pessoas que tem troscentos anos de história, um profundo conhecimento de samba e, acima de tudo, um excepcional tratamento com o próximo. Uma vontade e alegria de transmitir o conhecimento que eles adquiriram.

Eu tenho uma eterna gratidão com todos por tudo que eles me ensinam, mesmo sem querer, mesmo sem saber. Cada viagem para São Paulo é uma aula. Volto revigorado.

Posso escrever 412 páginas que não vou conseguir descrever minha alegria, nem agradecer a todos como deveriam e como quero.

A indisposição que eu tive antes de viajar já passou. Só não passa a dor de uma saudade.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Agora sim eu sou feliz!

Depois de tanto ficar nessa brincadeira de procurar samba antigo, encher o HD de músicas, catar troscentos dvds de programas Ensaio, shows, documentários, finalmente consegui, junto com meu amigo Dôga, colocar um pouco em prática isso tudo.

Passei anos baixando álbuns do blog Prato e Faca; copiando o HD externo do Vinicius Terror, Fernando Paiva, Fernandinho Pavão; pedindo sambas pro Lo Ré, Tuco, Paulo Mathias, Edinho, Baseado; até que um dia eu pensei: "Não tenho condições de colocar isso em prática. Pra que ficar pedindo sambas inéditos pra eles?". Comecei a ficar constrangido de pedir músicas.

Hoje fico constrangido de não conhecer as novidades que eles encontram de músicas inéditas.

Hoje, quando participo de uma roda de samba com eles, não canto, por não conhecer metade do repertório deles.

Mas a partir de hoje a coisa muda de figura!

Hoje eu e o Dôga conseguimos juntar umas criaturas que não conheciam esse formato de samba, pudemos abrir uma porta para eles, plantar uma semente, colocar uma pulga atrás da orelha, e incentivá-los a executar. Mas antes disso, criamos novos amigos.

Hoje me sinto um pouco mais aliviado de conseguir passar pra frente tudo aquilo que tanto estudava.

Obrigado, velho Aldo, André, Andréia, Caio Elton Medeiros, Caroline, Dôga, Gabriela, Gutorre, Gustavo, Jaque, Leandro, Léo, Lucas Morcego, Mauro, Nilton, Rafael, Sandro.

Foi só o primeiro ano.