quarta-feira, 23 de maio de 2012

Bom Partido no Varandas agora às sextas!!!

Informações no folder


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Samba de terreiro em Floripa

Eu ia escrever algo sobre. Talvez ainda escreva. Mas estou com outros textos na fila e pode ser que demore.
Por hora, publico umas fotos e vídeos do encontro da cacalhada de São Paulo, Uberlândia e Porto Alegre.

No Bar do Noel


No Varandas



As fotos



 Fotos até aqui: Nalva Photos
As de baixo não sei.



Essa foto é da Nádia

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Núcleos samba de terreiro do Brasil em Floripa neste sábado

Núcleos de pesquisa de todo o Brasil estarão em Florianópolis para uma roda de samba.

Representantes de grupos de Uberlândia (MG), Terra Brasileira (SP), Terreiro de Mauá (Mauá, SP), Glória ao Samba (SP) e Projeto Resgate (Porto Alegre) estarão em Florianópolis neste sábado, 5, para duas apresentações: no Bar do Noel, a partir das 14h, e no Varandas, a partir das 23h.

A programação está confirmada mesmo com chuva! Sem problemas!


Todas as duas apresentações serão junto com o grupo Um Bom Partido, que já se apresenta nesses locais, e será o anfitrião do encontro.


No Noel é de graça, como sempre.
No Varandas, a entrada é de apenas R$10. Mulher não paga se entrar até meia noite e há desconto em petiscos e bebidas.

Mais informações: (48) 9969-0311


O que é?

Os grupos Glória ao Samba, Terra Brasileira, @migos do Samba.com (ambos de São Paulo), Terreiro de Mauá (de Mauá, SP), Resgate (de Porto Alegre), a Roda de Samba de Uberlândia (MG) virão para Florianópolis fazer o que fazem em suas cidades: uma roda de samba. Mas dessa vez estarão todos juntos, e em Florianópolis.

O Samba de Terreiro, é considerado por muitos, junto ao Partido-alto, a vertente mais autêntica do Samba. É o Samba que principiava os carnavais antigos, o Samba feito com muita naturalidade pelos sambistas das agremiações. É a confraternização, é a união de sambistas mostrando que o Samba é do povo e este é o povo do Samba.

Quem são?

O Terreiro de Mauá iniciou oficialmente seus trabalhos dia 22 de dezembro de 2002, na cidade de Mauá, no ABC Paulista, com o intuito de criar um núcleo de estudo de sambas antigos feitos nas escolas de samba do Rio de Janeiro.

O Terra Brasileira, com sede atual no Brás, em São Paulo, surgiu em 2005 com o mesmo propósito. Um de seus fundadores era membro do Morro das Pedras, o primeiro, ou mais expressivo, movimento organizado com o mesmo fim, criado em 2000.

O Glória ao Samba possui o mesmo propósito. Também possui entre seus integrantes um dos fundadores do Morro das Pedras.

O @migos do Samba.com não é um grupo musical propriamente dito, mas de organizadores de eventos e incentivadores culturais. O @migos do samba organiza freqüentes rodas de samba e homenagens para figuras que julga importantes.

O Projeto Resgate, de Porto Alegre, surge em 2007 na mesma linhagem de pesquisa e valorização do samba de terreiro, criando um núcleo semelhante no sul do país.

Em Uberlândia, também houve essa preocupação de mostrar o que a Velha Guarda tem. Não houve a mesma preocupação, entretanto, de criar um nome, sendo chamado, para fins de apresentação, como Roda de Samba de Uberlândia.

Esses núcleos de estudo organizaram, em 2011, uma homenagem nacional ao compositor Chico Santana, da Portela. Foram 6 rodas de samba realizadas em Uberlândia, São Paulo (3), Porto Alegre e a última na Portelinha, no Rio de Janeiro, sede da Velha Guarda da Portela, da qual Chico Santana fazia parte. Participaram dessas homenagens pessoas como Monarco; Waldir 59; Tia Surica; Tia Eunice; Áurea Maria; Neide Santana, filha de Chico Santana, todos membros da Velha Guarda da Portela; o escritor João Baptista M. Vargens, autor de um livro sobre Candeia; o jornalista Sérgio Cabral; Marcos Monte, ex-presidente da Portela; entre outras.
No final de 2011, o @migos do samba.com organizou, em São Paulo, uma homenagem a algumas pessoas, entregando Prêmio Paulo da Portela. Lá estavam, de novo, representantes dos movimentos de pesquisa de São Paulo, Uberlândia e Florianópolis.

Junto com esses núcleos, participam frequentemente das manifestações várias outras pessoas que não tem a pretensão, ou tempo, de firmar um compromisso, mas que também pesquisam e auxiliam na manutenção dos nomes sagrados que louvamos.

Além destes grupos, existem outros, espalhados por outros locais do país, como na própria São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro.

Por que o encontro em Florianópolis?

Em 2010, houve uma visita de alguém de Florianópolis para o Projeto Resgate, de Porto Alegre. No mesmo ano, houve uma viagem até São Paulo, para uma roda de samba do Terreiro Grande, também oriundo do Morro das Pedras. Em janeiro, um representante de Floripa foi até Uberlândia para a primeira homenagem a Chico Santana, com pessoas de Floripa, SP, e MG. Depois foi para Porto Alegre, São Paulo (em uma das 3 homenagens) e para Portelinha, no Rio.

Não há como precisar quando começou, mas esse intercâmbio entre todas essas cidades envolvidas acontece comumente e frequentemente há tempos. Uberlândia já foi para Porto Alegre e São Paulo, São Paulo já foi para Porto Alegre e Uberlândia, Porto Alegre já foi para São Paulo e Florianópolis (em 2010, para 3 apresentações).

Esta será a primeira vez que Florianópolis irá receber os núcleos de São Paulo e Uberlândia, junto com Porto Alegre, somando mais de 60 pessoas, para um encontro nacional sem um motivo especial, se não a confraternização entre os amigos, a comunhão de um mesmo ideal: tocar samba.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Confraternização

Walter Rosa. Grande compositor da Portela. Famoso, entre outra coisas, por gostar de gostar de usar um linguajar rebuscado, usando, por vezes, palavras que ele não conhecia.

Não consegui retirar só o trecho específico do Walter Rosa, então vai tudo.
Carlos Monte, que já foi diretor do departamento cultural da Portela nos anos 70 e co-autor do livro "A Velha Guarda da Portela", junto com João Baptista M. Vargens, fala sobre o compositor, sobre a confraternização e outras coisas.



Segue as 3 confraternizações cantadas pelo próprio:

Confraternização
(Walter Rosa)


Envio aqui, musicalmente,
Cartões de boas festas
A todos os poetas e compositores
Espero que estes os encontrem contentes, gozando saúde
E felizes em seus amores
Zinco, lá dos Filhos do Deserto
Prefere sempre estar perto das florestas
Ouvindo os pássaros cantando
Cartola se afasta do morro mas não vai embora
A saudade lhe devora
De Carlos Moreira, Zagaia e Padeirinho
Com este último, com quem conversei bastante
Sobre um assunto interessante com Nonô do Jacarezinho
Ariosto Ventura de tanto dizer:
Vem morar comigo
Se andares direita te darei amor
Se errares te darei só castigo
Ilco, lá do Engenho da Rainha
Uma vez numa tendinha me chamou em particular
Walter Rosa, por Deus quero compor
Com você uma prosa que não relacione o amor

Silas, viga-mestre do Império Serrano
Lá do alto quando abre-se o pano
Aparece a cantar:
És a luz da minha vida para ela
A Serrinha em peso abre a janela
Para ouvir o seu cantor
Candeia, Waldir, Picolino
Manacéa, Alvaiade, Avelino
Monarco e Chatim
Padrões de talento da Portela
Os seus valores não tem fim


Confraternização nº 2
(Walter Rosa)


Renovarei
Votos de estima aos poetas
E compositores já citados
Chegou a vez
Daqueles que ainda não foram lembrados
Que vivem escondidos por aí
Com lindas melodias
Que o povo quer ouvir
Noel e Anescarzinho do Salgueiro
Quando lançaram no terreiro
O samba que o brasileiro vibrou
Chica da Silva do cativeiro zombou
Cícero e Hélio Cabral da Estação Primeira
Diz que a semente do samba quem possui é só Mangueira
Ramon Russo ao passar pelo Império foi um caso sério
Com aquele tal de Timbó
Foi notória a presença de
Osório Diz o que quis no samba tango
E escreveu como ele só, assim redigiu
Dançando me viu e fingiu que não viu
Com aquele cavalheiro ela saiu

Valter Coringa só escreve o fino e bacana
Assim como o grande Cabana
Aidno, Catoni e Evancoé
Este que fez sua transferência pra Portela
Tal qual o Jair da Capela
Hoje com Jorge Bubu e Casquinha defendem Oswaldo Cruz
Aonde a música seduz


Confraternização nº 3
(Walter Rosa)


Parabenizaram-me
Muitos ficaram aborrecidos
Foi aquele 'zum zum zum'
Dentre os que não foram incluídos
Levaram a cópia do original
Da Fraternização nº 1
Ao conhecimento de um jornal
Garanto que não foi nenhum dos valores escondidos
Que existem por aí
Por exemplo o Everaldo que eu conheci

Na residência de Antônio Candeia
Para mim foi um dia feliz
Assim como vivem felizes
Carlinhos Sideral, Velha, Matias e Bidi
Enquanto possuirem o samba na veia
Defenderão a sua Imperatriz
Quem não conhece o talento de Tolito, Geraldo Babão
Zuzuca e Darci, que só faz samba bonito
Mantive um papo sadio com Aurinho da Ilha
Sobre Paulinho da Viola e o seu sucesso 'Sei lá não sei'
Chegou Jorginho dizendo:
Gravei um LP que é só maravilha
Os autores são Pelado, Preto Rico e Leléo
Mostrou-se muito empolgado
Com Martinho de Vila Isabel
Que está com a bola branca
E promete ocupar o trono de Noel


Walter Rosa usa trechos de sambas de alguns compositores, histórias de outros, tudo isso envolto em uma história e uma melodia atraente e singular.

É Walter Rosa registrando a história fazendo história. Metalinguagem total!!

Salve, Walter Rosa!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um Bom Partido aos sábados no Varandas Bar, na Lagoa



O grupo Um Bom Partido está se apresentando no Varandas Bar, na Av. das Rendeiras, Lagoa da Conceição, todo sábado a partir das 23h.

Até meia noite mulher não paga para entrar!


No repertório, samba de terreiro, samba de roda, partido alto, samba amaxixado, samba canção... Dá pra dançar junto no samba canção, sozinho no samba de terreiro, em grupo no samba de roda. E até pra quem prefere ficar parado só curtindo a música. Tem pra todos os gostos!

A entrada é de apenas R$ 10.

Mais informações pelo telefone 9904-2281.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tunico da Vila no Bar do Noel

Tunico da Vila, o Tunico Ferreira, filho de Martinho da Vila, estará se apresentando no Bar Canto do Noel neste sábado, dia 14, a partir das 14h. De graça!

É a segunda visita de Tunico ao Bar. Na primeira vez, no fim do ano passado, Tunico veio para acompanhar seu pai num show na UFSC, ouviu falar do bar e procurou os proprietários para uma possível participação no samba de sábado. Negócio fechado! Tunico esteve junto com o grupo Um Bom Partido, com a Travessa Ratclif lotada.

Dessa vez, em nova visita à cidade, renovaram-se os contatos e Tunico estará de novo no Bar do Noel, comendo um peixe, uma feijoada e fazendo samba junto com o grupo Um Bom Partido a céu aberto para quem quiser ouvir.

Foto: Janine Costa

O que? Tunico da Vila
Onde? Bar Canto do Noel, Travessa Ratclif, Centro
Quando? Sábado, 14, às 14h
Quanto? De graça!


Tunico da Vila

Tunico da Vila, o Tunico Ferreira, é percussionista profissional desde 1993. Gravou CDs de vários artistas como Leila Pinheiro, Emilio Santiago, João de Aquino, Luís Carlos da Vila, Jorge Agrião, Gera, Fundo de Quintal, Leci Brandão, Bia Bedran, Dona Ivone Lara, Mpb4 e Jorge Degas, que o levou para gravar na Dinamarca os CDs dos cantores Keld Andersen, Naja Storebjerg e Vini Johansen. Desde 1986 é membro da bateria da escola de samba Unidos de Vila Isabel. Foi também integrante da antiga Rio Jazz Orquestra, do grupo Musical Coeur Samba e por mais de 10 anos acompanhou seu pai, Martinho da Vila, em shows pelo Brasil e pelo mundo.

No final de 2003 lançou seu primeiro CD como cantor, intitulado “TUNICO FERREIRA”, pela gravadora Seven Music, embalado pelo sucesso “Nota de cem”, muito executada nas rádios e em vários programas de TV, obtendo destaque nacional ao apresentar-se no Domingão do Faustão, Hebe Camargo, Almoço com os Artistas, e outros. Esse CD lhe deu o prêmio de Cantor Revelação 2003, dado pelo Jornal das Gravadoras, ligado a Associação Brasileira de Produtores de Disco (Abpd).

Em 2006, pela ZFM RECORDS, Tunico lançou seu segundo CD, intitulado “NA CADÊNCIA DO PARTIDO-ALTO”, produzido por Martinho da Vila, e teve o projeto gráfico assinado por Elifas Andreato. Tunico abre o álbum com o emocionante “Na cadência do partido alto”, onde faz uma bela reverência aos grandes nomes do samba, como ele mesmo versa: “Tive o prazer de ver em minha própria casa, sambas maravilhosos com partideiros de primeira linha...”.

Agora Tunico prepara a gravação do seu DVD “Na Cadência do Partido-Alto”, que será uma viagem pelos ritmos como o samba, maxixe, forró e Semba (Angola), ritmos nos quais ele aprendeu direto na fonte como ele mesmo gosta de falar:

“Aprendi a tocar o verdadeiro semba com o Joãozinho e o Rui lá em Angola, depois fui aperfeiçoando dando canja em Portugal na banda do caboverdeano Tito Paris. O grupo Tabanka Jazz quando veio ao Brasil também me ajudou muito e em Lisboa não foi diferente. Íamos pra todos os lugares onde tinha música ao vivo e o Galeano e Jair me passaram muita coisa. Foi uma bela escola, pois passei muita coisa de samba pra eles e eles me passaram muito de música africana, um verdadeiro intercâmbio entre músicos.”

Tunico já fez shows pelo Brasil e pelo mundo. Já se apresentou em Florianópolis em 2009 e 2011 e agora retorna para mais uma apresentação.

Mais informações: (48) 9117-3803 – Acauã Irê

sexta-feira, 30 de março de 2012

Um Bom Partido no Bar do Noel


Samba é resistência.
Fazer samba é uma diversão, mas não é brincadeira.

Isso é desde os tempos mais primórdios, quando era proibido, quando pessoas eram presas por andarem com um pandeiro embaixo do braço.
O executar um samba num bar não é somente executar um samba num bar. Qualquer pessoa que se digna a executar um samba tem que ter em mente que este ato é um ato de resistência, de enfrentamento a uma cultura que insiste em ser desviada para caminhos estranhos, mas sempre volta a si quando um samba é entoado.

Por isso não posso ser tão flexível quando o assunto é samba. Me sinto obrigado a colocar os pingos nos is e ser radical nas minhas posições. Se me prontifiquei a viver para isso, tenho que entrar de unhas e dentes e evitar que seja deturpado. Enfrentando quem e o que quer que seja. Evitando que, aos poucos, o samba seja desvirtuado para uma coisa qualquer, sem fundamento, sem história, sem emoção.

Ninguém toca samba por tocar. Ao menos, não deveriam. No samba existe um axé, como tem na capoeira, no candomblé, ou qualquer outra manifestação afro. Me arrisco a dizer que existe axé em qualquer manifestação que envolva louvação a alguém já falecido, como costumeiramente acontece no samba. Quando não existe um axé bom, não tem samba bom.

Quando se toca um samba, não se toca um samba simplesmente. Há todo um ritual que envolve uma roda de samba. Porque o samba só é samba quando vem do povo e para o povo. Quando há uma execussão musical do gênero samba em uma casa noturna, no palco, longe do povo, com itens distanciadores, como o ingresso, deixa de ser samba. Passa a ser uma simples execussão musical do gênero samba.

E dentro do ritual da roda de samba, enquanto executamos os sambas, estamos louvando aqueles compositores, alguns já falecidos. Estamos falando de forças extra terrenas. De energias que rondam a roda. O axé.
A cada samba executado de um compositor diferente, ou quando se louva um cantor, ou um instrumentista, o axé é renovado.

E o axé que existe aos sábados no Bar do Noel, na roda do Um Bom Partido, é muito bom.

Digo isso porque frequento o Bar do Noel desde quando é Bar do Noel - não frequentava quando era Bar do Petit -, mesmo quando não tem samba.

Digo isso porque no samba de sábado podem ser encontrados os melhores músicos em suas respectivas áreas, na sua linha de samba.

Digo isso com a propriedade de quem já frequentou praticamente todos os sambas da cidade e esse ser o único lugar que me tira de casa.

Digo isso depois de muito criticar, brigar, elogiar, brigar, discutir. Aprendi que as moças que comandam aquela roda há mais de 3 anos, e comandam o grupo há mais de 13 anos, não vão lá todo sábado pra brincar de fazer samba. Estão lá cantando músicas que ninguém canta em lugar nenhum da cidade. Os músicos idem. Executando gêneros musicais que não se executa em lugar nenhum da cidade. Deixando de marcar outros compromissos, como com a família, para ganhar 50 reais por dia, debaixo de um sol do meio dia, tocando 4 horas, perdendo um dia inteiro que poderiam estar curtindo seus filhos ou produzindo algo para si. Mas estão lá enfrentando tudo e todos. Todos aqueles que não dão bola pro samba e só querem pagode. Aqueles que não dão bola pro samba e só querem mulher ou homem. Aqueles que não dão bola pra manifestação cultural que acontece gratuitamente e pacificamente e que querem fechar o bar. Enfrentando o Estado, que deveria chamar a responsabilidade pra si e ofertar cultura para a população, mas que não faz força nenhuma para ajudar e não mede esforços para tentar fechar o bar e acabar com o samba de todas as formas. Mesmo assim, o samba está lá. Resistindo. Enfrentando. Isso é o samba.

Viva o samba!
Viva o Bar do Noel!
Viva o grupo Um Bom Partido!
Viva a resistência cultural!

terça-feira, 27 de março de 2012

Aula de dança

Começando com algo leve...


Uma fonte diferente...


Um nível mais avançado, tocando e dançando ao mesmo tempo...


A brincadeira...


Salve, Luna! (O último a dançar)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Portela registra a história! De novo!

Em 1973, a Portela não veio bem. Vários problemas durante o desfile. O pior deles foi a bateria, que desandou de forma feia e trágica, e a escola amargurou um quarto lugar.
Eis que Paulinho da Portela aparece com um samba e apresenta na quadra para animar o pessoal para o ano seguinte. Em 1974, a Portela ficaria em segundo.


Seu diretor de bateria
(Paulinho da Viola)

Seu diretor de bateria
Aquilo que eu disser não leve a mal
Agora que chegou a calmaria
Vamos esquecer o vendaval
Reúna nossos batuqueiros
Que eu já peguei meu violão
Pois esse ano a Portela vai sair pra definir
Aquela situação

Quem chorou, chorou
Quem sorriu, sorriu
O nosso destino é lutar
Portela não vai deixar cair
Aquilo que construiu

sexta-feira, 16 de março de 2012

Portela registra a história

Portela também registra a história através de samba!

Em 1952, Portela e Mangueira já haviam desfilado quando, durante o desfile do Império Serrano, caiu um temporal da peste. O Império se manteve firme e forte desfilando. Os jurados não.
Claro que o Império Serrano foi reclamar do fato. E com certa razão.
Resultado: nenhum. A apuração foi cancelada e não houve vencedor.
Quem venceria o carnaval de 1953 seria considerado o super campeão. Deu Portela.

Mas o fato é que a anulação do resultado do desfile acabou em samba. Uma provocação na rima, sem dizer quem seria o responsável pela anulação.
Esse samba foi cantado no esquenta da Portela para o desfile de 1953.


Não foi Portela que anulou
(Maneco)

Não foi Portela
Que anulou
Não foi Mangueira
Também não foi, não senhor
Essa escola, pra vocês é um mistério
Não digo o nome
Deixo isso a seu critério

Ainda uma chance eu vou lhe dar
Essa escola fica perto de Madureira
Saiu representando, em 52
Ana Néri, a corajosa enfermeira

Mais um samba que fala o ano do ocorrido, o enredo, as escolas que não foram responsáveis pela anulação, e, claramente, a escola que anulou o resultado.

Sensacional!!!