Partido alto é isso e .
E mais um vídeo, antigo, famoso, mas aqui está remasterizado.
Partideiros reunidos é pau, couro e só!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Vício do samba
Minha música!
Vício do Samba
(João Nicolau Carneiro Firmo)
Todo mundo sabe
Que eu não bebo
Que eu não fumo
O samba é minha paixão
Sem o samba não tenho alegria em meu coração
Em minha alma se enraizou
Como vício embriagador
De alguém que me inspirou
Pro meu grande amor
Vício do Samba
(João Nicolau Carneiro Firmo)
Todo mundo sabe
Que eu não bebo
Que eu não fumo
O samba é minha paixão
Sem o samba não tenho alegria em meu coração
Em minha alma se enraizou
Como vício embriagador
De alguém que me inspirou
Pro meu grande amor
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Depoimentos para posteridade - André Calibrina
No dia da gravação faltou luz e não pude usar o vídeo. Gravei no celular, lá no Bar do Noel.
Partido alto
Então um sujeito resolve pegar um pedaço de madeira com umas cordas de aço, um pedaço de casco de tartaruga e começa a raspar com o casco nas cordas.
Um outro sujeito resolve pegar um outro pedaço de madeira com um couro no meio e começa a bater nele.
Outros sujeitos aparecem, começam a cantar algo que se repete o tempo todo.
De repente, um só inventa uma música no meio daquela e quando acaba, todo mundo volta a cantar a música anterior, repetindo o tempo todo. Sem deixar o ritmo cair. Então vem outro sujeito e canta outra música. Aí acaba, e todo mundo volta a cantar a música anterior. Como mágica. Emendando uma na outra. E por aí sucessivamente.
Entre uma intervenção e outra todo mundo ri, não sei do que.
E continua o casco a raspar nas cordas, a mão a bater no couro e o povo a cantar.
Que graça tem isso?
TODA!
E salve o partido alto!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Bar do Noel pode fechar definitivamente!!!
Está rolando um manifesto sobre o possível fechamento do Bar do Noel motivado por várias denúncias na Prefeitura e no Ministério Público.
Infelizmente, em Florianópolis, a lei que regulamenta esse tipo de atividade cultural não prevê o que acontece no Noel, ou com os capoeiristas no centro da cidade.
A lei diz que o alvará para música em um estabelecimento somente será cedida após tratamento acústico. Acontece que neste caso o som é na rua. E não há legislação para isso.
Os eventos em locais públicos devem ser solicitados previamente para a SUSP e a Floram autorizarem (ou não). A lei também não prevê eventos ordinários. Ou seja, se o bar ficar pedindo toda semana, é capaz de numa dessas, o pedido ser negado. E se fizer um pedido só com todas as datas, o poder público pode considerar uma afronta, piada de mal gosto, sei lá.
Enquanto isso, cumpre-se a lei e acaba-se com a manifestação cultural que revitalizava aquela espaço do Centro Histórico, esquecido pelo poder público.
Segue o manifesto:
A Travessa Ratclif, hoje convertida num dos principais
pontos de encontro de Floripa por conta das atividades da Travessa Cultural,
Jazz e Samba do Bar Canto do Noel, todas gratuitas, têm sido alvo de processos
e denúncias de alguns poucos vizinhos que acabaram por conseguir a suspensão
total das atividades abertas ao público, queixando-se do “barulho” que a música
encerra em seus ouvidos, embora esses eventos primem pelo respeito ao horário
limite das 22hs.
Tendo em vista que nesta sexta, dia 02/12 é o Dia Nacional
do Samba, estamos programando uma manifestação, com saída da Travessa Ratclif,
com destino ao Mercado Público (onde estará rolando o grande evento de
comemoração ao Samba), em favor da cultura, da arte e do desenvolvimento
social, com concentração a partir das 17 horas.
Tradicional reduto cultural de Florianópolis, ponto de encontro
de intelectuais, músicos, poetas, teatristas, jornalistas, artesãos e boêmios,
sambistas, moradores das comunidades do Maciço do Morro da Cruz, por décadas
abrigando o Museu da Arte Metálica, a Travessa assumia as fantasias
carnavalescas com o Desfile das Escolas de Samba desde sua transferência para
suas imediações na Avenida Paulo Fontes até a criação do Sambódromo em
1989.
Hoje, o local abriga um Ponto de Cultura e várias atividades
artísticas, gratuitas a todo público, como o Jazz e Sambas do Canto do Noel e cursos no Instituto Arco-Íris, e tem
a pretensão de contribuir com os inúmeros projetos como o de Revitalização do
Centro Histórico do CDL e PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) das Cidades Histórias.
Hoje, com a remoção do principal terminal de transportes, a
região leste do Centro perdeu sua pujança com a diminuição do tráfego de
pessoas. Esses fatores implicam numa necessidade imperiosa de revitalização da
ocupação desta área, resgatando sua vocação gastronômica e cultural, conforme
manifesta o próprio CDL de Florianópolis, propiciando atividades que sejam
atrativas à população local de forma a incentivar investimentos em restaurações
do patrimônio histórico e atrair, também, o turista visitante, fomentando o
desenvolvimento sócio-econômico da região.
Travessa Cultural, além de ser um Ponto de Cultura é,
também, uma rede de parcerias que tem como foco a questão o desenvolvimento
sócio-cultural através das artes, da comunicação e da inclusão digital.
Janaina
Canova (Instituto Arco-Íris)
(48)
9961-3820
janacanova@gmail.com
Acauã Irê F.
Canabarro Machado (Bar Canto do Noel):
(48)
3223-1779 / 9117-3803 / 8833-0724 / 9900-1510/
8457-3994
acauaire@hotmail.com
drakunk@gmail.com
Atalho
Bar do Noel,
Florianópolis,
Samba em Floripa
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Um caso de verão
Então um dia a vi. Foi um caso rápido. Alguns segundos. Logo ela foge do alcance dos meus olhos.
Isso aconteceu por algumas vezes. Acho que ela também me viu em todas as ocasiões. O que será que ela pensou? Porque fugiu?
Certo dia houve uma festa em minha casa. Ela apareceu. Estava num canto da casa. Sozinha. Não pode ser verdade. Assim também já é demais.
Fui ao encontro dela. Ela correu, mas ainda estava no meu campo de visão. Dessa vez ela não escaparia. Ela ia pra um lado, eu ia atrás. Ela voltava, eu voltava também.
Eis que consigo prensá-la contra uma parede. De forma concisa. Precisa. Firme. Forte. Ela bambeia. A deixo por uns instantes, orgulhoso. Vou buscar uma bebida. Quando volto, ela havia sumido de novo. Mas como? Depois dessa prensa ela ainda foge?
Maldita barata!!!
domingo, 20 de novembro de 2011
Abre a roda, moçada, que o samba é pesado!
Vi a receita e copiei.
Batuqueiro
(Candeia)
Abre a roda moçada que o samba é pesado
(Sim meu senhor)
Batuqueiro que é bamba não é derrubado
(Sim meu senhor)
Se cair se levanta de bico calado
(Sim meu senhor)
Batuqueiro de roda não fica sentado
Quem sai com chuva vai se molhar
Quem vai pro samba vai pra sambar
A batucada já começou
O samba é duro, mas sambar eu vou
Abre a roda moçada que eu vim da favela
(Sim meu senhor)
Sai da porta menino e não abre a janela
(Sim meu senhor)
Esse samba é pra homem, não é pra donzela
(Sim meu senhor)
O Marçal está pensando, esperando por ela
Abre a roda moçada que eu vim da favela
(Sim meu senhor)
Levo para a comadre uma rosa amarela
(Sim meu senhor)
Venho lá de Mangueira, ainda vou na Portela
(Sim meu senhor)
E o nêgo comendo farofa amarela
(Sim meu senhor)
Quero ver a comida que tem na panela
(Sim meu senhor)
Batuqueiro
(Candeia)
Abre a roda moçada que o samba é pesado
(Sim meu senhor)
Batuqueiro que é bamba não é derrubado
(Sim meu senhor)
Se cair se levanta de bico calado
(Sim meu senhor)
Batuqueiro de roda não fica sentado
Quem sai com chuva vai se molhar
Quem vai pro samba vai pra sambar
A batucada já começou
O samba é duro, mas sambar eu vou
Abre a roda moçada que eu vim da favela
(Sim meu senhor)
Sai da porta menino e não abre a janela
(Sim meu senhor)
Esse samba é pra homem, não é pra donzela
(Sim meu senhor)
O Marçal está pensando, esperando por ela
Abre a roda moçada que eu vim da favela
(Sim meu senhor)
Levo para a comadre uma rosa amarela
(Sim meu senhor)
Venho lá de Mangueira, ainda vou na Portela
(Sim meu senhor)
E o nêgo comendo farofa amarela
(Sim meu senhor)
Quero ver a comida que tem na panela
(Sim meu senhor)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Desculpas públicas a Sinhô
Venho a público pedir minhas sinceras desculpas ao Rei do Samba, Sinhô!
Certa vez eu fui convidado para apresentar um show. O texto era meu. Tentei buscar um lado incomum, coisas que nem todos conhecem sobre os compositores das músicas que seriam apresentadas.
Com Sinhô, cometi alguns deslizes.
Primeiro - Ele não é auto intitulado Rei do Samba. Ele era intitulado por jornalistas, cronistas, amigos e pelo povo em geral, que adorava as músicas de Sinhô e se via nelas. Sinhô era um compositor popular. Suas músicas caíam fácil na aceitação do povo.
Segundo - Eram suas músicas. Não plágios. Muito menos roubo!
Havia, na época, reclames de alguns compositores, como Heitor dos Prazeres, de que certas músicas de Sinhô seriam, na verdade, de outras pessoas. Acontece que nunca apresentaram provas contundentes de que Sinhô teria plagiado, ou roubado, samba de outros.
É fato que Sinhô se inspirou em valsas estrangeiras para compor músicas. É fato que Sinhô se apropriou de versos que já estavam ficando no ostracismo, ou se tornado de domínio público - quando ainda não havia um órgão fiscalizador - para criar suas obras. Há quem defenda isso como sendo malandragem ou ato sem maldade, pensando apenas em resgatar os versos a fim de não deixar cair no esquecimento.
De qualquer forma, essas músicas seriam uma parcela muito pequena diante das mais de 150 músicas compostas por Sinhô.
Sendo assim, registro aqui meus sinceros pedidos de desculpas ao Rei do Samba!
Certa vez eu fui convidado para apresentar um show. O texto era meu. Tentei buscar um lado incomum, coisas que nem todos conhecem sobre os compositores das músicas que seriam apresentadas.
Com Sinhô, cometi alguns deslizes.
Primeiro - Ele não é auto intitulado Rei do Samba. Ele era intitulado por jornalistas, cronistas, amigos e pelo povo em geral, que adorava as músicas de Sinhô e se via nelas. Sinhô era um compositor popular. Suas músicas caíam fácil na aceitação do povo.
Segundo - Eram suas músicas. Não plágios. Muito menos roubo!
Havia, na época, reclames de alguns compositores, como Heitor dos Prazeres, de que certas músicas de Sinhô seriam, na verdade, de outras pessoas. Acontece que nunca apresentaram provas contundentes de que Sinhô teria plagiado, ou roubado, samba de outros.
É fato que Sinhô se inspirou em valsas estrangeiras para compor músicas. É fato que Sinhô se apropriou de versos que já estavam ficando no ostracismo, ou se tornado de domínio público - quando ainda não havia um órgão fiscalizador - para criar suas obras. Há quem defenda isso como sendo malandragem ou ato sem maldade, pensando apenas em resgatar os versos a fim de não deixar cair no esquecimento.
De qualquer forma, essas músicas seriam uma parcela muito pequena diante das mais de 150 músicas compostas por Sinhô.
Sendo assim, registro aqui meus sinceros pedidos de desculpas ao Rei do Samba!
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Tocar em pé
Tem gente que me critica por tocar meu tamborim em pé lá no Bar do Noel. Dizem que faço isso por vaidade. Com o intuito de me aparecer.
Pura ignorância!
Primeiro: Não faço parte do grupo Bom Partido. Faço parte da manifestação cultural que o grupo protagoniza. A roda é do grupo. Só senta na roda quem é permitido por eles. A não ser que um mal educado, ou mal intencionado, sente sem permissão;
Segundo: Ali, em pé, me torno subalterno à roda. Quem está sentado é que dá as diretrizes. Sendo assim, quem está sentado, tem mais autonomia do que eu, em pé;
Terceiro: Não preciso me aparecer. Se eu quisesse me aparecer, pintava a rodoviária de vermelho;
Quarto: Só o fato de tocar naquela roda, a pessoa já está exposta. Não precisa ficar em pé;
Quinto: Gosto de tocar em pé.
Sexto: Então se eu chego numa tendinha, com apenas 1 mesa e 3 cadeiras, ocupadas, eu não posso participar do samba em pé porque estaria com o objetivo de me aparecer, me tornar melhor do que os que estão sentados? Ora essa. Era só o que me faltava.
Sétimo: Quem quer se aparecer são aqueles que não sabem tocar nada, não tem nenhuma intimidade com o instrumento, não tem nenhuma intimidade com o ambiente da roda de samba, não conhece a música que está sendo executada, chega na roda, puxa um instrumento qualquer que está parado em cima da mesa (geralmente o molho: tamborim, agogô, reco-reco, afoxé), pensa que não vai atrapalhar (mas atrapalha, e muito), toca três, quatro músicas pra mostrar pros outros que sabe alguma coisa, que tem moral pra chegar na roda e pegar qualquer instrumento e tocar, larga e parte pra cima da mulherada com ar de bonzão. Esse sim quer se aparecer.
Oitavo: Aquela manifestação aos sábados não é uma simples apresentação de um grupo. É, acima de tudo, uma roda de samba. E uma roda de samba é.... Ora, meus caros críticos de meia tigela. Se não sabem o que é uma roda de samba, não me venham fazer acusações levianas e críticas infundadas.
Felicidades, um forte abraço e um grande beijo!
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