terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Pequenas explanações

Creio que nada do que foi publicado abaixo seja alguma ilusão.

Quem foi nos eventos ouviu com todas as letras, assim como todas as letras foram aquelas publicadas nos jornais.

Não fiz este comentário no espaço reservado para comentários da postagem abaixo pois ninguém lê e porque eu tenho a opção de publicar neste espaço. :)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sambistas soltam a voz e criticam Escolas de Samba

Nas comemorações do Dia Nacional do Samba, ocorridas em Florianópolis (30/11) e São José (02/12), os sambistas soltaram a voz pra cantar e aproveitaram o momento pra fazer críticas sobre o fato de “importar” sambistas cariocas.

Histórico
Em 2006 a Embaixada Copa Lord abriu, pela primeira vez, um concurso de samba enredo. Para a final estavam concorrendo 4 sambas. Um deles era de um carioca, Mará. Antes do concurso havia um boato de que o samba já estava escolhido, iria ser o carioca. Marçal do Samba, Rafael Leandro e Guilherme Partideiro, integrantes do Grupo Número Baixo, que concorriam em parceria, levaram um grandioso número de pessoas para torcer por eles. Diante da festa, a diretoria da escola se viu obrigada a, pelo menos, incluir o refrão do trio no “samba já escolhido”, e unir os 2 sambas.
Este ano a história foi semelhante. O trio estava concorrendo de novo e, de novo, havia o samba carioca na disputa. Só que o trio foi cortado pela diretoria dias antes da final e venceu o carioca, sozinho desta vez. Nas declarações do presidente, Jacaré, não haverá mais concurso, pois se desapontou com a baixa qualidade das composições e por se incomodar demais com o concurso.
Na Consulado houve o fato de maior repercussão. Reza a lenda (ou seja, as informações daqui por diante divulgadas são impressões do autor, daquilo que foi lido em jornais e conversado em rodas de conversas) que o samba escolhido pelos jurados não foi o escolhido pela diretoria da escola para ser o vencedor. Como a diretoria fala mais alto, venceu um samba de uma compositora desconhecida até então. Ao procurá-la, descobriu-se que era uma carioca. A revolta dos integrantes foi tamanha que, entre umas ameaças de saída da escola e outras, a diretoria voltou atrás e escolheu um samba florianopolitano porém, alterado. A escolha não agradou e os desligamentos da escola continuaram.

Presente
Há algum tempo há, implicitamente, um movimento pra fortalecer o samba local. Os grupos Bom Partido e Número Baixo são alguns exemplos. Um dos ideais desses grupos é cantar sambas feitos na cidade, por compositores da cidade.
A Associação dos Sambistas da Grande Florianópolis (ASGFLO) surgiu com, entre outras finalidades, esse propósito: de congregar e exaltar os sambistas locais.
O movimento se fortalece a todo instante ganhando apoios cada vez mais explícitos de Jeisson Dias, André Calibrina, Maria Helena, Vicente Marinheiro (estes 3, por sinal, nascidos no Rio de Janeiro), Sabaráh, Vlademir Rosa, Rachel Barreto, Celinho da Copa Lord, etc.
O surgimento das Velhas Guardas das Escolas de Samba é outro exemplo do reflexo desse movimento. Senhores que não iam mais ao samba, hoje sobem ao palco, cantam e são aplaudidos. A União das Velhas Guardas é outro exemplo.
O Projeto Cultural Mantendo as Tradições é outro exemplo deste movimento. Com o propósito de cantar sambas locais, incentivar músicos, compositores, cantores, o Projeto seque para o terceiro ano de existência, com suas próprias pernas. Perna de gente bamba.
Enfim. Exemplos de música de qualidade não faltam. O que falta é coragem de dizer: eu aplaudo músico de Florianópolis.
Gostaria de agradecer à Consulado por nos ajudar a fortalecer este movimento de cultuar os sambistas locais.
E pra constar: não temos nada contra os sambistas cariocas. Nem poderíamos. Só não vemos necessidade de trazê-los percebendo a vasta qualidade dos nossos.

E o povo um dia vai cantar sem medo: “O samba lá em Floripa é lindo / E saiba, também é batido na palma da mão / O povo recebe você sorrindo / E só de pensar na partida dói o coração” (Adilson Bispo, Lula Matos, Anderson Baiaco) – Cariocas.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Dia Nacional do Samba – 02 de dezembro

Em Florianópolis o Dia Nacional do Samba será comemorado no dia 30 de novembro, sexta-feira, aproveitando o dia útil da semana, para atingir um público maior.
Os eventos serão de qualidade e de graça, indo ao povo onde o povo está. Logo de manhã, às 6h30, quando a população estiver indo para o trabalho ou escola, o Grupo Número Baixo estará aguardando e presenteando com uma apresentação no TICEN. Às 11h30, quando alguns estiverem indo embora, no intervalo do almoço, ou ainda chegando para trabalhar, será a vez do Grupo Bom Partido.
A partir das 18h, o evento principal, no Mercado Público, até às 23h. Sambistas, intérpretes, compositores, escolas de samba, todos nascidos, ou criados, ou nascidos e criados em Florianópolis: Celinho da Copa Lord, Camélia, Jeisson Dias, Léia Farias (Velha Guarda da Protegidos), Marçal do Samba, Márcio Martins, Rachel Barreto, Sabaráh, Wânia Farias (Velha Guarda da Protegidos), Grupo Bom Partido e participação especial de Bira Pernilongo e Wagner Segura.
Será a 4ª edição do Dia Nacional do Samba em Florianópolis.
A organização é do Mandato do vereador Márcio de Souza e da Galeria da Velha Guarda da Protegidos da Princesa.

Em São José será a 1ª vez, mas nem por isso perde em qualidade.
Dia 02 de dezembro, domingo, o Restaurante Praça 11, palco do Projeto Cultural Mantendo as Tradições, será, também, o local da comemoração.
Número Baixo, Novos Bambas, Kadência do Samba, David de Floripa, Marú, Sabaráh, Vlademir Rosa, Leonel Januário, Jeisson Dias, Rachel Barreto, Celinho da Copa Lord, Bira Pernilongo, Maria Helena, Vicente Marinheiro e Júlio César vão protagonizar este memorável encontro.
Por ainda não ter apoio de governo, é cobrado um valor simbólico de R$ 5 para se emocionar com os mais belos sambas e mais belas interpretações da Grande Florianópolis.
A organização é da Associação dos Sambistas da Grande Florianópolis – ASGFLO.

Um dia o povo cantará: "O rádio não quer mais tocar / A mídia me ignora / O samba na mesa do bar / Faz parte da minha memória / Amigo! Hoje o samba sou eu / Execrado, rejeitado / Que o mundo não emudeceu / Percebeu! E eu ainda aqui estou: / Falido, banido e ferido / Eu canto o samba que sobreviveu" (Guilherme Partideiro e Dôga)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

1º Dia Nacional do Samba em São José

Dia 2 de dezembro não é o aniversário de Tia Ciata, nem de Pixinguinha, Cartola ou Donga.
Ary Barroso já havia composto "Na baixa do Sapateiro" (Ah! Bahia / Bahia que não me sai do pensamento) quando pisou pela primeira vez na Bahia, dia 2 de dezembro. Por iniciativa do vereador bahiano Luis Monteiro da Costa, instituiu-se o Dia Nacional do Samba para homenagear Ary. Desde então, Salvador e Rio de Janeiro são as principais cidades onde há comemoração deste dia.

Em São José, Santa Catarina, esta celebração será realizada pela primeira vez, no Restaurante Praça 11.
Por iniciativa da Associação dos Sambistas da Grande Florianópolis – ASGFLO, os grupos Número Baixo, Novos Bambas, Kadência do Samba, os intérpretes David de Floripa, Marú, Sabaráh, Vlademir Rosa, Leonel Januário, Jeisson Dias, Rachel Barreto, Celinho da Copa Lord, Bira Pernilongo, Maria Helena, Vicente Marinheiro e Júlio César irão protagonizar este encontro histórico.
A comemoração será no dia 2 de dezembro, domingo, a partir das 12h, com entrada de R$ 5,00.


Dia 02/12 o povo cantará: "Vai amanhecer / As flores vão crescer / Enfeitar a cidade / E sem repressão / O povo vai abrir o coração pra liberdade" (João Carlos)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Tobias

Versos para o meu cachorro feitos há tempos. Meio mal, mas vou postar pra não perder.


Tobias, cachorro tinhoso, outrora manhoso
Chorava por tudo, antes chorar, do que ser mudo
Quem não chora não mama, ditado conhecido
Esse cão mais que sabido, já sabia de sua fama

O coitado chorou, não mamou por culpa do dono
Sentado em seu trono, não enxergava a vontade do animal
E quando mal ganhava carinho, chorava de alegria
E quando o dono voltava pro ninho, chorava, mas no fundo, sorria

Pobre do cão que não ia para escola
Não tinha que trabalhar fora, apenas cuidar de seu lar
A comida que recebia, vinha sempre na mesma bacia
A água que saciava sua sede, na borda do balde, um limo verde

Até disso o cachorro chorava
Mas na frente de seu dono, sua alegria contagiava
Pula de um lado para o outro
Parece um Fado meio torto

Um dia desses, ele não mais chorou
Olhou fixamente, e apenas se deitou
Não esperava receber gratidão, mesmo depois de muitos anos de amor
Não latiu, não chorou, não esboçou nenhuma reação

Uma lágrima seca escorreu de seu rosto
O desgosto de viver é o que a lágrima explica
Um último suspiro e o seu dono sente
Tocou no cão pela primeira vez, seu fucinho não mais estava quente.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Celular. Um mal necessário ou um bem desnecessário?

Em uma consulta médica, onde havia uma placa pedindo que desligasse o celular, o próprio medido desrespeitou a “lei”, atendeu uma ligação, não chegando, sequer, a terminar a minha consulta. Com o dito cujo na orelha, esticou o papel com a receita médica em sinal de “tchau”. O que mais me irrita é o fato de eu ter desligado o meu. Fiz errado? Acho que não. Obviamente não retornarei àquela clínica.

Quando eu entrei na Faculdade Estácio de Sá pela primeira vez, para fazer a minha matrícula, percebi algumas placas do tipo: “Desligue seu celular, você não passou no vestibular com ele.”. Proposta interessante. Desrespeitei a regra pensando da seguinte forma: Quando meu celular toca, ele vibra e só depois faz barulho. Em um primeiro momento não incomodaria ninguém e eu teria tempo de cancelar a ligação, ou atender, caso fosse algo emergencial, visto que eu quase nunca uso. Depois pensei: Não é o fato de fazer barulho, mas, sim, de atrapalhar uma conversa.

Hoje nas salas de aula, não importa a série, todos usam celulares. Professores e alunos. Até mesmo aquelas pessoas que entram para dar algum recado sobre algum evento: “Opa pessoal, desculpa.”. Desliga, melhor dizendo, cancela a chamada e continua com o recado.

Uma amiga, que cursa o ensino médio em colégio público, me disse que atendeu o celular durante a aula. Quando a professora pediu que desligasse, essa minha amiga ficou brava. Pensou estar com a razão pois a aula estava chata. Argumento furado. Outra informação que ela disse foi o fato dos professores também atenderem o celular durante a aula. Um erro não justifica o outro.

Faculdade, ensino superior, e o problema continua. A placa, a pouco citada, está fixada em todas as salas de aula. Incluindo a minha. E porque cargas d’água o cidadão deixa o celular ligado, se não há necessidade? E se há necessidade, configure o eletrônico para que não faça barulho no primeiro instante, saia do recinto, e atenda a infortuna ligação.

É uma incomensurável falta de respeito com o professor e com o graduando ao seu lado, além do fato de não prestar atenção àquilo que o professor diz. Mas creio que isso não seja o suficiente para tirar o sono do aluno telefonista.

Sem mais delongas, meu caro colega, por favor, desligue o celular.

E o povo canta: "O chefe da polícia / pelo telefone mandou avisar / que na Carioca tem uma roleta para se jogar" (Donga / Mauro Duarte)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Novos Bambas

Minha homenagem ao Novos Bambas.

São 7 anos de vida. Ainda são novos. O Novos Bambas, grupo de nome simples, quase próximo do simplório, impressiona, e não é de hoje.

Na 138ª edição do Projeto Cultural Mantendo as Tradições (06/10) o grupo mostrou que está de volta, pelo menos pra mim, ao meio sambístico da cidade. Com uma tranqüilidade de Velha Guarda, uma força de escola de samba, uma vontade de principiantes, expressam nos olhares um ar de ingenuidade, quase insegurança. O Novos Bambas apresentou um repertório antigo, mas novo. Nem tão novo quanto Número Baixo, nem tão antigo quanto Bom Partido. Nem melhor, nem pior, apenas diferente.

Suas cordas são harmônicas, coesas. 12 bordões formam uma sustentação e tanto para o canhoto Diogo demonstrar sua destreza no cavaco.

Sua percussão é pura, como deve ser. Tupi comanda a cozinha, que contém, ainda, Luiz, D’Ângelo e Lelê. Nada extravagante, sem firulas. Pandeiro, tantã, repique de mão, repique de anel, surdo e tamborim se alternam entre os 4.

Suas pastoras são sensacionais. Tríade famosa, mas que ninguém lembra os nomes: Heloísa, Daniela e Caroline. É de chorar. Um canto hipnotizante. Pra tentar ajudar a entender quem é quem, a Daniela também pode ser vista tocando repique de mão e a Heloísa, surdo.

Não podemos esquecer da família, essa instituição tão importante. E a família Novos Bambas é algo de extraordinário. Sempre alegres e dançantes. Essa família, sim, sabe fazer um pagode!

O grupo já tocou com Jeisson Dias, Jandira, Bom Partido, Número Baixo, Coisa da Antiga, Celinho da Copa Lord, Leonel Januário, e mais uma pá de gente. Mas são novos. Já participou de eventos como: Encontro de Samba Raiz I, II, III, IV, V; O Samba Pede Passagem, entre outros. Mas são novos. São constantemente chamados para tocar fora da cidade, do estado, já tocaram fora do país. Mas são novos. Não quero nem ver quando eles forem velhos bambas. Mentira, quero sim!

Desejo muito axé para este grupo!

E o povo hoje canta: "Alegria / Se arrastando / E deixando / Rastros imortais..." (Diogo Medeiros)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Disputa de samba enredo

Na primeira eliminatória de samba enredo da Consulado, o samba de César Farias Junior, o Cezão, foi desclassificado. Eu estava lá no dia e não ouvi nenhum comentário sequer sobre algum defeito no samba. Pelo contrário.

Ouvi alguns comentários de que um ou outro samba não estava bom e que, um destes não muito bons, seria um plágio de um samba da mesma escola. Um músico contou os compassos: 12. O limite pra ser considerado plágio são 8.

Ninguém entendeu o que se passou. Várias pessoas estão sem entender até hoje. Algumas delas me pediram para escrever esta nota e publicar no jornal. Como não tenho esse poder, ainda, publico no meu nada lido blog.

Sei que é complicado, mas cabe uma nota sobre a escolha dos sambas enredo. Outras escolas de samba seguem quase a mesma linha. Exemplo maior é a Copa Lord. Perguntem para o presidente da Copa o porque do samba do Marçal do Samba, Guilherme Partideiro e Rafael Leandro ter saído da disputa. O porque da desclassificação dos outros 7 sambas, antes.

O sujeito gasta com estúdio, cd, divulgação, entre outros, para ser desclassificado sem motivo?
É por essas e outras que eu não gosto de samba enredo, não entendo de samba enredo e não faço questão de gostar e entender.

Como sambista-saudosista, quero mais é que ESTA evolução implantada nas escolas de samba se exploda.
"E o povo já pergunta com maldade: Onde está a honestidade? Onde está a honestidade?" (Noel Rosa)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Feijoada do Bloco Santo Estêvão

Do meu amigo Marcelo:

Nesse domingo (07/out) houve a Feijoada do Bloco Santo Estêvão, no Praça 11, com grande presença de moradores do morro e convidados.

O Grupo Bom Partido arrebentou com músicas de Dorival Caymmi, Clara Nunes, Paulinho da Viola e outros clássicos do samba de raiz.

A sambista Jandira, prestes a ganhar o terceiro filho, ficou em casa repousando, mas a maioria da família de sambistas estava lá.

Reencontrei o Douglas (Doga), que agora faz parte do grupo, e relembramos a etnografia que fizemos na 3ª fase.

A feijoada tava no ponto. A tarde foi tão gostosa que falou-se na possibilidade de uma nova edição.

Até Amarildo soltou a voz e cantou pra valer. Sem falar da aclamada Maria Helena e sua grande participação.

Segue algumas fotos.


Falou, Marcelo!


Fotos: Marcelo

Adriano do Cavaco, Luiz, Doga e cervejas.


Théo, filho do Marcelo, tocando Djembe. Depois de
quebrar, aprendeu a mecher.

domingo, 7 de outubro de 2007

Censura

Só pra constar: A Copa Lord retirou o samba abaixo do concurso.
Mais informações: entre em contato com o presidente da Copa Lord.

E o povo canta: "Hoje você é quem manda / Falou, tá falado / Não tem discussão..." (Chico Buarque)