quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Site do Grupo Número Baixo

Agora o mundo inteiro conhecerá o Grupo Número Baixo mais facilmente.

http://www.numerobaixo.com.br

Sugiro entrar em "O Grupo" pra conhecer a história. Está melhor contada do que eu poderia dizer por aqui.

Aliás, sugiro entrar no site todo, mas vale a pena conhecer sua história.

O Número Baixo pode ser encontrado todo sábado no Projeto Cultural Mantendo as Tradições.

Enquanto isso o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina, arresolveu se casá." (Sérgio Porto)

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Noites Cariocas em Florianópolis



Toda quinta feira, a partir das 23:30, no Skala 2000, em São José acontece o show Noites Cariocas.

O espetáculo está em cartaz há 1 ano e fará a festa de aniversário nesta quinta feira, dia 31/08.

Vários músicos e cantores já vararam as Noites Cariocas: Daniel Aranha, Mirela, Guilherme Partideiro, Adilson Bispo, Vicente Marinheiro, Marçal do Samba, Rafael Leandro, entre outras tantas atrações locais e nacionais, incluindo o autor, que não é atração nenhuma, mas se inclui na lista.
Hoje, Jeisson Dias, Raquel e Davi de Floripa, acompanhados pelo grupo Bambas da Ilha, comandam o evento.

No meio do salão, há um espaço reservado especialmente pra dançar uma boa gafieira. E fica bonito de se ver aquele povo todo dançando "tudo junto misturado", como diria Marçal do Samba.


Esporadicamente algumas quintas, a cerveja é vendida pelo preço de 1 centavo. A oferta só é válida para quem levar moedas de 1 centavo.

A entrada tem o custo de R$ 10,00 para homens, e mulheres que se apresentarem até a meia noite não pagam entrada.

Aproveitem!

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Minha caixa de correio

Minha caixa de correio eletrônico está cheia de mensagens indesejáveis: piadinhas, mensagens românticas, com lição de moral, pornografia, e eu quase não tenho tempo de limpar minha caixa.

Esse problema é, foi, ou será comum a muita gente.

A "caixa de correio" do tópico é diferente mas o problema nem tanto.
Falaremos da caixa de correio daquelas que ficam na frente da nossa casa. Por onde entram várias mensagens indesejáveis todo fim do mês.
E nessa época do ano, vocês já podem imaginar que outro tipo de mensagens aparecem: "Vote em mim!"

Será que não há como reclamar com meu provedor, nesse caso os Correios, pra bloquear este tipo de mensagem?
Quem sabe colocando, ao invés de uma mensagem automática de resposta, uma mensagem automática de envio: um santinho, ou um adesivo do meu candidato na minha caixa de correios. Mas creio que algum infeliz pensará que pode colar qualquer adesivo, e colará um outro candidato por cima.
Ou ficar esperando os contratados pelo infortunado cidadão chegar em minha rua, e solicitar que não coloquem nesta caixa específica.
Acreditem, já tentei e não deu certo.

Pensei então em ajudar outras pessoas. Pegar todos os santinhos que eu conseguir para que outras pessoas não tenham o desprazer de se deparar com tal propaganda enganosa e desestimulante. Mas só consegui encher a minha mochila com milhares de papeis, encher o meu saco com muita impaciência, e uma dor nas costas de carregar a mochila.

Oras. Se não pode vencê-los, junte-se à eles.
Eu agora fico normal. Dos santinhos que eu recebo, guardo as propostas mais interessantes e cobro dos candidatos que se elegem. Sendo uma proposta deles ou não, sendo meu candidato ou não. Afinal, não é só pelo fato de eu não ter votado em nenhum dos eleitos, que eu não posso cobrar nada, não é mesmo?

Está dada a minha dica. E mais aqueles clichês: votem com consciência, aquela coisa toda.

E tomara que depois dessas eleições o povo pare de cantar: "Foi em Diamantina, onde naisceu JK, que a Princesa Leopoldina, arresolveu se casá..." (Sérgio Porto)

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Projeto Cultural Mantendo as Tradições

Por Artur de Bem Silva.


Foto: Artur de Bem Silva.

Neste sábado, aconteceu mais um encontro de sambistas, no Restaurante Praça XI, em São José. Trata-se do Projeto Cultural Mantendo as Tradições, criado pelo sambista Marçal do Samba, integrante do Grupo Número Baixo.
O sambista sentiu a necessidade de resgatar os belos sambas existentes não só no Rio de Janeiro e São Paulo, mas, principalmente, em Florianópolis. Chamou o Grupo Número Baixo, do qual faz parte como fundador, para ajudar neste Projeto.
A roda de samba começa às 14:00, e são cantados, além de sambas de outras cidades, sambas de compositores já consagrados de Florianópolis como Seu Avez-Vous, Celinho da Copa Lord, Jeisson Dias, Jandira, etc., novos compositores e sambas do grupo também.
Marçal incentiva os instrumentistas, cantores, compositores e partideiros a expor seus trabalhos neste Projeto. Marú, Vladimir Rosa, Marco Sorriso, Jeisson Dias, Thiago Cabelo Pixaim, as pastoras do Grupo Novos Bambas são alguns dos cantores que já mostraram seu valor. Vários instrumentistas também já passaram por ali.
O Projeto teve reconhecimento nacional. Os compositores Carlos Caetano, Adilson Bispo, Jorginho Chinna, Marquinhos e Carica, ex-integrantes do Grupo Sensação, hoje formando uma dupla, e o ex-cavaquinhista do Grupo 100% já visitaram o Restaurante Praça XI para conhecer o Projeto.
Pra quem é músico, cantor, compositor, partideiro, produtor ou simplesmente admirador, esta é uma grande oportunidade de ouvir, ver e conhecer bons sambas e sambistas. O Projeto começa às 14:00 e termina às 18:00 no Restaurante Praça XI, em São José. A partir das 12:30 há uma seresta, executada por Guilherme Partideiro e Du, violão de 7 cordas e cavaquinho respectivamente, também integrantes do Grupo Número Baixo.
Hoje, Marçal do Samba está conseguindo gravar um cd do Projeto, somente com músicas feitas na cidade, que é o propósito do Projeto. A previsão é de que o cd esteja pronto até dezembro.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Projeto Cultural Mantendo as Tradições

de Artur de Bem Silva.

Isso é notícia boa, por isso não sai no jornal
Samba bom e de qualidade, no fundo de um quintal
Marçal do Samba, sambista e compositor
Criou essa roda de samba, com carinho e muito amor

Projeto Cultural Mantendo as Tradições
Preencheu a lacuna de samba de raiz
A festa é diurna, com grandes composições
De uma gente sofrida, mas que canta e é feliz

O Projeto parte de um nobre ideal
Cantar tudo que for belo, de preferência que seja local
Marçal do Samba e o Grupo Número baixo cumprem bem este papel
Pra cada gota de música ruim, eles rebatem com um tonel

E para consagrar essa vitória
Para o músico que quiser mostrar o seu valor
Terá o seu nome guardado na história
Se depender deste historiador

É o exemplo de alguns participantes
Maru, Vladimir, Jeisson Dias, Sorriso
Pessoas até de lugares distantes
Mas citar estes seus nomes se faz preciso

Quem puder ter a benção de ouvir

Quem quiser deixar de lado a nostalgia
Vai poder sentar, cantar, beber e sorrir
No Praça 11 todo Sábado, ao meio-dia.*

*Estrofe de “Bem aventurado” (Guilherme Partideiro)

domingo, 28 de maio de 2006

Patriotismo

Época de copa e todo mundo coloca bandeira do Brasil na frente de casa.

É tão bonito ver o povo ter orgulho de ser brasileiro.

Que coisa tola. Orgulho de ser brasileiro por causa de um jogo de futebol. Até os que não gostam de futebol, ou não entendem, ou nunca viram nada, se tornam os mais fanáticos dos brasileiros.

E no 7 de setembro? E no 15 de novembro? 

Todo mundo fecha a cara. Mas é feriado! É dia da independência brasileira! É dia da proclamação da república! Mas pros brasileiros isso não importa.

Gente!! Temos que ter mais amor pelo Brasil, e não pela seleção de europeus que colocam a camisa da seleção brasileira. Temos que ter orgulho de ser brasileiros sempre, e não só de 4 em 4 anos, em época de copa do mundo. Todos tem um dia pra se orgulhar, pelo menos 1 vez ao ano: Dia do orgulho gay, Dia das mulheres, Dia da consciência negra, etc.Nós não temos que ter isso. Todo dia é dia de todos, inclusive dos brasileiros.

E agora que a seleção perdeu? Não demorou 2 dias pra sumir todas as bandeiras, bandeirolas, fitinhas verde e amarelas da cidade. Se precisamos de um momento pra sermos brasileiros, que sirva como impulso para que continuemos assim, e não "coisa de momento que balança o coração" como cantava Zeca Pagodinho em uma propaganda.

Mas o momento acabou. Agora vamos voltar a fechar as nossas caras, ficar bravos com tudo e com todos, criticar os políticos e continuar votando neles. Depois continuamos com a cara fechada e reclamamos dos políticos que acabamos de votar, depois, ainda com a cara amarrada, votamos neles de novo, e continuamos reclamando de cara fechada e barriga vazia. Então ficaremos com pena de uns ou outros ex-brasileiros que abandonaram sua pátria pra poder ganhar a vida lá fora, e por obra da fatalidade morre, enquanto 14 mil brasileiros morrem todos os dias. Aos poucos. Primeiro morre o sonho, a alma, depois é a vez de perder um parente próximo e querido, a casa, a vontade de viver e por fim, morre a carne.

PUTA QUE O PARIU!!! PAREM DE RECLAMAR!!! É O ÔNIBUS QUE TÁ ATRASADO, É O CLIMA QUE TÁ FRIO, É O CLIMA QUE TÁ QUENTE, É PORQUE CHOVE, É PORQUE NÃO CHOVE...... MAS QUE MERDA!!!

É um clichê, mas já passo da hora de fazer alguma coisa. Mas se ainda continuam repetindo isso, é porque nada foi feito ainda.

E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina, arresolveu se casá" (Sério Porto)

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Educação brasileira

Eu não vou falar da educação na escola. Embora tenha muito haver.

Outro dia eu estava indo pra faculdade, vou de ônibus, mas lembrei que os motoristas e cobradores estavam fazendo uma paralização (1) pedindo aumento no salário. (2)

Enquanto eu esperava que chegasse 18:00, horário do fim da paralização, vários carros passavam demonstrando solidariedade com aqueles semelhantes que estavam no ponto de ônibus junto comigo: "Otáááários!", "Egoo!", "Espera até amanhã", fora as buzinas. (3)

Antes disso, eu liguei pra faculdade pra saber se iria ter aula devido a paralização dos funcionários. A resposta da faculdade foi de que haveria aula normalmente. Outro aluno recebeu a resposta de que haveria aula, porque a maioria dos alunos tem carro. (4)

Em outro momento, quando também houve paralização, eu estava saindo do trabalho, e vários donos de vans pararam no ponto de ônibus oferecendo carona para o centro da cidade. Por 2 reais. (5)

Agora vou começar a explicar a enumeração:
1 - Paralização não é coisa que se faça pra que a solicitação de um sindicato, ou de um grupo trabalhista, seja atendida. Pra isso, existem reuniões, assembléias, enfim, comunicação dentro da uma empresa. Se os trabalhores e os chefes tivessem educação o suficiente, tudo se resolveria na comunicação.
2- Pedir aumento de salário? Tá certo que todos querem e/ou precisam de dinheiro. Mas todos os produtos aumentam de preço, menos o produto da mão de obra, o salário do trabalhador. Se o país tivesse educação suficiente pra tal, ninguém ia pedir aumento de salário. Não vo falar dos aumentos de salários dos deputados. Para isso, precisaria de uma postagem especial.
3 - Ora, minha vó já dizia: Se não ajuda, não atrapalha. Vocês não sabem o quanto eu torcia para que aqueles carros que passavam buzinando e falando batesse logo ali adiante. Isso que eles fizeram não e faz.
4 - Como que haverá aula normalmente, se não tem transporte público que leve o aluno pra aula? Se um aluno tem carro, bom pra ele. Uma instituição de ensino não pode ignorar um fato que atinge não só os alunos, mas também funcionários e professores. Se a própria instituição de ensino tivesse educação, a aula seria no mínimo facultativa.
5 - Melhor que o caso número 3, pelo menos parou pra prestar ajuda. Mas 2 reais? Eu pagava na época 1,50 com ônibus (Ô tempo bom...). Se ele me cobrasse 1 real, até iria na van. Mas também não ia pechinchar carona. A desculpa que ele me deu foi: "Eu também tenho que viver, meu camarada."

É, o dinheiro do povo brasileiro tá mais curto do que pescoço de peixe.
E tem gente vendendo almoço pra comprar a janta.

O dia que o povo para de cantar: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá (Sérgio Porto) e começar a cantar "Foi Tiradentes o inconfidente, que foi condenado à morte, trinta anos depois, o Brasil tornou-se independente..." (Candeia / Altair Prego), eu vo ficar mais feliz.

domingo, 14 de maio de 2006

O Ausente MSN Volta Logo porque agora está Ocupado.

Qual a função do MSN?

Eu sempre achei que era a comunicação. É só fazer a associação: MSN, Messenger, Mensagem.

Mas tem gente que conecta, única e exclusivamente, pra ficar em modo Ausente, Volto Logo, Ocupado ou até Aparecer Offline.

Eu me pergunto: Então por que cargas d'água* essa pessoa vai conectar?
*Termo usado pela minha mãe.

Eu entro no MSN pra conversar com alguém, mas não posso. Todas as pessoas que estão conectadas estão Ausentes. E ainda por cima trocam o nome pra algo do tipo: "To na casa da vovó", "Ganhei um presente legal", "To carente".

Esses 2 últimos significa que a pessoa quer conversar e já abriu um grande precedente, mas fica Ausente ou Ocupado.


Eu não gosto de começar uma conversa com alguém que esteja Ocupado ou Ausente. E não converso.

O que dizer então das pessoas que conectam e deixam em modo "Aparecer Offline". Mais vouyer impossível. Só pra saber quem entrou e quem saiu.

Ou então as pessoas que tem 2 MSN. Um para todos, e o outro para os "VIPs". Oras, se não quer conversar com as pessoas que tem na lista, pode-se simplismente deletar, bloquear, enfim, não há necessidade de criar outro MSN. Ah, mas é pra dizer que tem amigos "VIPs". Os que não estão no outro MSN não são "VIPs", são amigos normais. Bobagem.
E o pior é que fica Ausente no MSN comum para todos, e Online no MSN VIP, vice-versa, ou fica Ausente nos 2.

Agora com licença, porque um dos meus amigos saiu do modo Ausente.

E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina arresolveu se casá" (Sérgio Porto)

terça-feira, 9 de maio de 2006

Maio do Samba

Dia 5 de maio foi aniversário de Beth Carvalho, Vó Maria (ex mulher de Donga) e Dino 7 Cordas, segunda pessoa no Brasil a tocar violão de 7 cordas. A primeira foi outra pessoa mas que eu esqueci o nome. Pelo menos fica aqui registrado o fato.

Dino agora tá aposentado e deixou como sucessor Carlinhos 7 Cordas. Provavelmente Carlinhos tenha superado o mestre.

Hoje, dia 9, é aniversário do sambista e pesquisador Nei Lopes.

E dia 4 foi aniversário da minha mãe. :)


Enquanto isso o povo continua cantando: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a princesa Leopoldina, arresolveu se casá" (Sérgio Porto)

terça-feira, 11 de abril de 2006

Alô alô continente, aquele abraço

Eu moro na comunidade do Morro do Geraldo, em Capoeiras, um dos maiores bairros de Florianópolis, e o maior do continente.
Grandes coisa, o continente está abandonado.

Asfaltaram algumas ruas, estão construindo o elevado da Ivo Silveira. Legal. Quero ver se vão continuar dando as devidas atenções pro lado de cá da ponte.

Por falar em ponte, alguém já viu algum técnico fazer qualquer trabalho de manutenção em alguma ponte? Eu nunca vi.
Quando vão fazer, entram nas galerias, ateiam fogo, e deixam a ilha sem luz.

A ponte Hercílio Luz só não cai porque não quer se sujar na água que circunda nossa ilha.

As outras 2 pontes que possuem uma passagem para pedestre, 1 não, 2 passagens para pedestre em cada lado, ou seja, 4 passagens no total, também não sofre qualquer trabalho de manutenção. E quem sofre somos nós. Apenas 1 passagem de pedestre funciona. Mal e porcamente por sinal. A segurança, tanto no acesso quanto no trajeto pela travessia, é precária.

Mas voltemos a falar sobre meu continente.
Capoeiras, Abraão, Coqueiros, Itaguaçú, Estreito, Canto, Balneário, Coloninha, Monte Cristo, Jardim Atlântico, Bom Abrigo. 11 bairros.
Morro da Caixa, Maloca, Covanca, Morro do Geraldo, Baxada, Vila Aparecida, Vila São João, Pro Casa, Chico Mendes. 9 comunidades que eu contei, das quais eu conheço, entre os bairros de Capoeiras, Monte Cristo, Coqueiros e Coloninha.

É relativamente bastante gente.

11 bairros, e 2 ônibus circular: um que ninguém sabe o horário, e outro que ninguém sabe se existe, porque nunca viram.

Se eu saio de Capoeiras e quero ir para Coqueiros, eu tenho que ir até o centro, e pegar o Abraão. Ou esperar um dos circulares. Se eu vou até o centro para depois pegar outro ônibus, então uso o cartão. Mas muita gente terá uma surpresa se for tentar isso. A integração não acontecerá. Interessante, não?

Então as opções são: Espero um dos circulares, pago 3,50 (só pra ir), vou apé pelo Angeloni, ou corto caminho pelo Vila Aparecida.

Mas se eu moro em Capoeiras e quero ir pra Puta que o pariu, eu pago só 1,75. :)

Agora vejam o interessante: Saindo do Centro, eu pago 2,10 em dinheiro pra ir até Forquilhinhas e 2,00 em dinheiro para ir até Capoeiras. Eu também posso pagar 1,75 em dinheiro e ir até o Hospital Regional, ou 1,75 no cartão para ir até Capoeiras.

E se eu quiser ir e voltar de Capoeiras para Coqueiros, eu pago 7,00. Está quase o preço de uma passagem para a praia da Pinheira. Detalhe: Capoeiras é do lado de Coqueiros. E não quero dizer que é perto. É do lado mesmo. Não há nenhum bairro entre Capoeiras e Coqueiros.

Aliás, só pra informação, Capoeiras faz divisa com Estreito, Coloninha, Monte Cristo, Canto, Coqueiros, Abraão. 6 dos 10 bairros (não estou contando Capoeiras), fazem divisa com Capoeiras.

Um bairro grande, requer grande atenção. Mas o continente está abandonado.

Uma paródia da canção do exílio malfeitinha, mas bunitinha, minha sobre o continente.

Minha terra tem ruas
Que esperamos asfaltar
Nas ruas que aqui andamos
Não andamos como lá

Nossos postes tem mais fio
Nem por isso temos mais luz
Nossas esquinas tem mais praças
Nossas praças mais amores

Em cismar, sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu aqui
Minha terra tem ruas
Que esperamos asfaltar

Minha terra tem aconchego
Que tais não encontro ali
Em cismar, sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu aqui
Minha terra tem ruas
Que esperamos asfaltar

Tomara que eu nunca deixe
De morar neste Morro
De desfrutar deste aconchego
Que eu só encontro aqui
Sem qu’inda aviste as ruas
Que esperamos asfaltar.