segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Projeto Resgate

O Projeto Resgate veio, venceu o cansaço e ficou na memória de todos que viram, ouviram e se emocionaram.
Fernandinho, Coisa Linda, Careca, Meu Cumpadre Wlademar, Mathias, Susin, Mário, Milene, Pikachu, Gustavo, Banana, Moah, Vilmar, participação especial de Cupim e dos representantes em Santa Catarina: Rosa, Dôga e eu. Digo isso porque eles não se intitulam um grupo de samba, mas uma reunião de amigos. E aí tomo a liberdade de nos incluir.

"Mas isso não é um grupo de samba, é um banda da Polícia Militar" disse o porteiro de uma das casas onde se apresentaram. Senti até uma ponta de ironia na infeliz frase. Mas acho que ele se calou depois.

Eu organizei o roteiro e no fim fiquei com pena. Foi uma correria muito grande.
Desculpa, Resgate. Não faço mais isso.

Mesmo com a chuva miúda que cismava em cair durante todo a manhã e meio da tarde, o Projeto Resgate foi até a Travessa Ratclif onde o Um Bom Partido tocava. Antes de acabar, o grupo abriu espaço para apresentação dos gaudérios. Até a chuva parou para ouvi-los. Debaixo dos guarda-sóis que ainda estavam abertos o coro do Projeto Resgate chamou atenção e comeu.
A chamada nem todos devem ter ouvido: "Ahh, la vem...", mas o coro que se seguiu, todos ouviram: "Lá vem o Ipanema, o bonde que nunca viaja vazio...". Dizem até que o Tuco e o Batalhão de Sambistas, lá de São Paulo, ouviram.
Fernandinha não se conteve. Pediu licença, pegou o cavaco e acompanhou, em pé mesmo, algumas músicas. Maria Helena ficou admirada. Cantou junto vários sambas e ainda foi ver a apresentação deles no Praça 11.

Lá no Praça, uma surpresa aos presentes, acostumados a ouvir outro estilo de samba. Ficaram estupefatos com a apresentação. Até os bêbados pararam com as arruaças para ouvir.

Na Barra, todos cansados e a metade, como diria Vilmar, passou mal e não pode ir. Na verdade foram somente duas ausências, Banana e Moah. Mas a roda foi muito legal também.

Nas três rodas, as mesmas coisas aconteceram: Todos ficaram em silêncio, chegaram perto da roda para ouvir e ficaram admirados, atônitos, não acreditavam no que viam.
Era uma cadência mais lenta, sambas recém descobertos de compositores quase esquecidos, outros que já haviam sido gravados, pelo menos uma vez, há mais de 60 anos, uma roda de samba, instrumentos desplugados (nas apresentações ligamos os violões), um lençol de vozes, todos cantando.
Foi muito bom!

Dizem que teve quem chorou. Eu não vi.
Foi mesmo algo que Florianópolis nunca tinha visto.

Obrigado, Projeto Resgate, pela presença, pela paciência e pela bagunça que vocês fizeram!

13 comentários:

Anônimo disse...

Aê Arthur, sem estas de desculpas, po! Foi tudo bão demais... O que nos matou foi o cansaço da longa viagem... Tirando isso... Foi tudo muito perfeito! Além das ótimas Rodas de Sambas que existem ai, e, que graças a você ficamos conhecendo, a recepção que tivemos ai, de todos, foi incrivel - tirando o cara do carro lá, com o som alto, e a policia, que ao ouvir rádio pratulha tentou nos multar, rsrsrs - ... a cidade é lindíssima. Um paraíso! Espero voltar ai, em breve, com ou sem cavaco, pra cantar junto ou beber, ou, apenas visitar os amigos queridos! Obrigado à todos. Mas em especial à você, Arthur e a sua mãe, à Rosa e ao amigo Dôga. Podem crêr que vocês serão SEMPRE BEM-VINDOS NO RESGATE E EM MINHA CASA.

Grande beijo!
Fernandinho

Samira Moratti disse...

Texto gostoso de ler, típico de quem é apaixonado pelo tema e pelo o que faz. Parabéns! Me disseram que foi muito bom realmente :)
Abs.
Samira

Vinicius Terror disse...

Que maravilha!

Gustavo disse...

Ai Artur...
Faço das palavras do fernandinho as minhas tbm...
Foi historico, pode ter certeza q vai ficar na memoria de todos nos!!
Tu é foda!!!
Manda um abraçao pra todos ai, doga, rosa, um bom partido, coro de gato, praças onzes...
Até a proxima!!!

Cumpadre Wrademar disse...

Tudo perfeito meu velho, obrigado por nos receber tão bem. Muito bem lembrado pelo Fernandinho, o samba aí tá muito bom, sendo feito com sinceridade e sem xavecada, em breve nós é que queremos recebê-los por aqui. Agradeça a todos aí por nós, sem duvida foi inesquecível!!!
Abraços e saammmmm!!!!

Thiago do Nascimento disse...

Thiago do Lá vem o Ipanema..hehehe...Salve Gambazada...sem palavras cumpadre Debem...Quem realmente gostou do samba em Florianópolis foi uma pessoa que nem presente estava lá - a minha mãe. Pela primeira vez eu fui e voltei sãozinho da silva, nem parecia que havia bebido. Segundo ela, aí deve ser uma terapia para curar as pessoas. Abraço...e salve a bahia, capital dos colombianos.

Anônimo disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Anônimo disse...

O Resgate é minha referência de samba de terreiro, de samba de roda. E isso, eu devo ao Artur. Foi ele quem me mostrou o que é samba de verdade.
Ele me ensinou os primeiros passos e me explicou as diferenças entre A e B, me apontou quem é quem no mundo do samba.
Lembro como se fosse hoje quando, na Galeria Dois Pontos, vi o Resgate numa das primeiras vezes. Atravessei o corredor, meio escuro, de entrada da Galeria, totalmente, curiosa com o que estava por vir. Dei de cara com homens e mulheres cheios de alegria, com sorrisos no rosto, fez-se a luz!
Lembro, até, dos sambas que eles cantavam: “Foi uma jura que fiz de nunca mais amar” e “Lá, lá, lá iá, lá, lá iá, não posso perdoar um pobre coração que não me soube amar”. Me apaixonei pelo som de imediato e pela galeria também que é ,no mínimo, singular.
O que mais me toca nos Resgateiros, o que mais me contagia, é o clima de amizade. Sem dúvidas, é isso que os faz tão especiais.
A presença do Resgate em Florianópolis me deixou emocionada, boba. Nem acreditei que aquela “tropa” estivesse aqui, contagiando o Canto do Noel, O Praça e o toda gente bonita da Barra da Lagoa.
Não imaginei que os Resgateiros pudessem ficar tão à vontade tocando em Floripa pela primeira vez. Ignorância minha. Eles tocaram e tocara bonito, sem se importar com mais nada além do samba.
Me trouxeram boas vibrações, fizeram renascer sentimentos, emoções, provocaram choro, sensações.
Sem dúvidas o Resgate me deixou uma semente.
Obrigada aos colegas, sem exceção, sem citar nomes para não esquecer ninguém.
Obrigada Artur por plantar a “semente, primeira”. Por me apresentar, essa “reunião de amigos” que é o Projeto Resgate, por me fazer ter contato com o samba e com pessoas tão especiais como esses meninos de Porto Alegre e o Mestre dos Magos, o caríssimo Dôga.

Beijos,

Rosa Helena

Rosahelenasouza.blogspot.com

Fernando Paiva disse...

Parabéns ao Resgate e aos irmãos Artur de Bem e Dôga! Abraços a todos.

Anônimo disse...

Da Próxima,nemq tenhadepeir demissão,mas eu vou cara,Gostaria de ter ido.. Maslembrei de vocês daqui,abraços a todos...
Trovão

Anônimo disse...

Mano Paiva, valeu! E que venha o Chico Traidor!
Trovão... Tamu junto na próxima, então!



Fernandinho!

Maria Helena disse...

Parabéns, Artur, pela iniciativa de trazer para Floripa e nos apresentar um grupo que encatou a todos que o conheceram.

André Carvalho disse...

Axé Resgate!!!!!
Axé Artur, grande batalhador do samba!