sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Alberto Lonato

Fiz um apanhado das informações e músicas de Alberto Lonato que estão na internet, compilei tudo em um arquivo PDF e juntei suas músicas.

Aqui estão todas as músicas compostas e gravadas pelo Alberto Lonato, compositor da Velha Guarda da Portela.

https://www.4shared.com/folder/AkNfQ4zM/Alberto_Lonato.html

Caso tenha algum erro no texto, a fonte da pesquisa está ali para ser confrontada. Nada que não possa ser corrigido, acrescentado ou removido.

Qualquer erro na letra, por favor, fique a vontade para me avisar para que possa ser corrigido.


Os primeiros contatos com o samba aconteceram por volta de 1916, na casa de Madalena Xangô de Ouro, na Rua Quintão, ainda em Quintino. Dessas reuniões também participavam outros portelenses que se tornariam famosos, além de personalidades que já faziam sucesso no Centro da cidade, como Pixinguinha e Brancura. Esses encontros, lembrados com saudade por quem participava deles, serviram de escola para o jovem Alberto.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Noel Rosa - Faz Vergonha

Nas batalhas de confete da Tijuca, Vila Isabel e Andaraí, principalmente na mais famosa delas, que era a da Rua Dona Zulmira, os blocos do Salgueiro sempre faziam bonito, marcavam a sua presença. Era tempo de corda, que impedia a invasão de estranhos e permitia que todos brincassem despreocupados e à vontade. Mas, sem dúvida, havia uma grande pinimba entre os blocos dos outros lugares e os do Salgueiro, isso porque, na hora em que era preciso, o pessoal do morro se juntava para enfrentar o adversário comum. Em Vila Isabel havia um bloco muito temido, o Faz Vergonha, no qual saíam Noel Rosa, Henrique Foréis Domingues (Almirante), Carlos Alberto Ferreira Braga (João de Barro), Álvaro de Miranda Ribeiro (Alvinho), Nássara e outros rapazes da mesma turma. Consta que foi em janeiro de 1935, numa batalha da Rua Dona Zulmira, que Noel Rosa, de pura implicância, saiu no Faz Vergonha cantando o seguinte samba:


Oswaldo Cruz, Morro da Mangueira
Favela, Estácio de Sá
Vamos acordar o Salgueiro
O mundo inteiro
Quer ouvir o seu cantar

Os brios salgueirenses foram feridos. Os integrantes dos blocos foram contar o sucedido ao diretor do Azul e Branco, Antenor Santíssimo de Araújo, o famoso Antenor Gargalhada, que estava na tendinha do seu Candinho tomando umas e outras com a rapaziada. Quando tomou conhecimento do assunto, quem assistiu diz que ele pediu 500 réis de cachaça, deu pro santo, tomou, deu uma cusparada para o lado e quando voltou já veio com a resposta pronta:


Uma resposta em cima da hora
Temos o prazer e glória em citar
O Salgueiro não está adormecido
Quem é a Vila pra nos acordar?


Trecho retirado do livro "Salgueiro: academia do samba", de Haroldo Costa. No livro constam as partituras das músicas. Escrevi em um programa de editor de partituras e criei o áudio da melodia.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Quem não é ouvido não é lembrado - Bernardo França

Seguindo a linha editorial do programa, de exaltar os famosos anônimos, segue a segunda edição do programa "Quem não é ouvido não é lembrado", dessa vez com Bernardo de França da Silva. Um grande percussionista e que sabe cantar muito bem!

Pode ser ouvido no player abaixo, no player lateral do blog, ou clicando nesse link. Também há uma versão com menor qualidade rolando no zapzap.

Sem mais delongas, senhoras e senhores, Bernardo!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Quem não é ouvido não é lembrado

Está no ar a primeira edição do programa "Quem não é ouvido não é lembrado - o programa que vai cair no esquecimento". É um programa de entrevistas com os famosos anônimos do samba, aqueles que são conhecidos entre as pessoas do meio musical, mas que não estão na grande mídia.

Não há uma periodicidade fixa do programa. Ele vai ao ar sempre que possível.

É possível fazer o download para ouvir em outro momento ou guardar no computador, basta clicar aqui no link do soundcloud.

O primeiro programa é com o violonista Cleber dos Santos.

Ouçam!