quarta-feira, 26 de junho de 2013

DCS - Enquanto se luta, se samba também

E a coluna dessa quinzena continua sendo sobre as manifestações Brasil afora.



Música
Viver (Candeia)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Manifesto

Quilombo é um símbolo de resistência. Lembrando os quilombos dos negros fujões, que não aceitavam a escravidão. O mais famoso foi o Quilombo liderado por Palmares.

Candeia, um líder do movimento negro, fundou o seu. Também como válvula de escape para tudo aquilo que ele via de errado e não aceitava no carnaval, e em especial na sua Portela. Era o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo. Ou GRANES Quilombo. Ou Quilombo do Candeia. Ou só Quilombo.

Quando da sua fundação, Candeia apresentou um manifesto, que transcrevo abaixo.

A primeira parte é perfeitamente cabível ao momento que vivemos hoje em nosso país.

Salve Candeia!

E vamos nos manifestar!


"Estou chegando...
Venho com fé.
Respeito mitos e tradições.
Trago um canto negro.
Busco a liberdade. Não admito moldes.

As forças contrárias são muitas.
Não faz mal...Meus pés estão no chão.
Tenho certeza da vitória.
Minhas portas estão abertas. Entre com cuidado.
Aqui, todos podem colaborar. Ninguém pode imperar.
Teorias, deixo de lado.
Dou vazão à riqueza de um mundo ideal.

A sabedoria é meu sustentáculo,
O amor é meu princípio,
A imaginação é minha bandeira.
Não sou radical.
Pretendo, apenas, salvaguardar o que resta de uma cultura.
Gritarei bem alto desafiando um sistema que cala vozes importantes
E permite que outras totalmente alheias falem quando bem entendem.
Sou franco-atirador. Não almejo glórias.
Faço questão de não virar academia. Tampouco palácio.
Não atribua a meu nome o desgastado sufixo -ão.
Nada de forjadas e malfeitas especulações literárias.
Deixo os complexos temas à observação dos verdadeiros intelectuais.

Eu sou povo.

Basta de complicações. Extraio o belo das coisas simples que me seduzem.
Quero sair pelas ruas dos subúrbios com minhas baianas rendadas sambando sem parar.
Com minha comissão de frente digna de respeito.
Intimamente ligado às minhas origens.
Artistas plásticos, figurinistas, coreógrafos, departamentos culturais, profissionais:
Não me incomodem, por favor.
Sintetizo um mundo mágico.
Estou chegando..."

terça-feira, 11 de junho de 2013

DCS - Soberba

De Carona com o Samba dessa quinzena e a soberba do G1 ou do Exposamba.




Músicas do vídeo

Na subida do morro (Moreira da Silva / Ribeiro Cunha)


Acertei no milhar (Wilson Baptista)


Jogo proibido (Moreira da Silva / Zé da Zilda / Tancredo Silva / David Silva)


Quem espera sempre alcança (Paulo da Portela)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Moraes Moreira e o samba de breque

Em São Paulo acontece a Exposamba, um festival de mostra de sambas.

O G1 reuniu especialistas (grifo meu) da Exposamba para mostrar as diferenças entre diversos tipos de samba que chegaram a ser inscritos na competição: samba-enredo, samba de breque e partido alto.

Saiu esse samba do crioulo doido:


O professor que resolveu dar a aula, o cantor Alex Sandro, disse que o um dos que faziam samba de breque era Moraes Moreira. É possível que o moço tenha se confundido com Moreira da Silva. Ou não.

Além dessa balbúrdia, os músicos (um deles com a alcunha de "mestre Rafael") fizeram uma salada de fruta na exemplificação dos ritmos.

Isso tudo poderia ser uma piada. Mas como eles falaram sério, surge piada do fato...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

DCS - De carona com Wilson Baptista

Com muito atraso, depois de alguns problemas, publico a coluna de semana passada.




Músicas do Wilson Baptista que falam de bonde, trem ou lotação:

A mão do Alcides (c/ Ferreira Gomes / Bruno Gomes)


Ai, Ari (c/ Jorge de Castro)


Boca de siri (c/ Germano Augusto)


Cala a boca, Etelvina (c/ Antônio Almeida)


Datilógrafa (c/ Jorge Faraj)


E o 56 não veio (c/ Haroldo Lobo)


Lá vem o Ipanema (c/ Arlindo Marques / Roberto Roberti)


Meu último cigarro


Mundo de zinco (c/ Nássara)


O bonde São Januário (c/ Ataulfo Alves)


Pedreiro Waldemar (c/ Roberto Martins)


Tenho que fugir (c/ Germano Augusto)


Você já foi a São Paulo? (c/ Jorge de Castro)