terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Férias!

Acho que nunca "fechei" o blog. Mas tudo tem sua primeira vez.

Estou entrando de férias. Só volto em meados de fevereiro.
Até lá, não vou usar computador.

Precisando de mim, estarei no celular.

Obrigado a todos que acessam com frequência.
Voltarei ano que vem!


Felicidades, um forte abraço e um grande beijo!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

João da Baiana

Não estou descobrindo o mundo. Está na internet.


Velho João da Baiana sambando aos 80 anos.

O do violão é Baden Pawell. O outro é o diretor do documentário.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Projeto Resgate na Rádio

Reportagem especial de Rosa Helena para o Blog Cantinho do Nermal.


O Projeto Resgate também foi pauta pra Rádio Guarujá e Rádio Udesc.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Projeto Resgate

O Projeto Resgate veio, venceu o cansaço e ficou na memória de todos que viram, ouviram e se emocionaram.
Fernandinho, Coisa Linda, Careca, Meu Cumpadre Wlademar, Mathias, Susin, Mário, Milene, Pikachu, Gustavo, Banana, Moah, Vilmar, participação especial de Cupim e dos representantes em Santa Catarina: Rosa, Dôga e eu. Digo isso porque eles não se intitulam um grupo de samba, mas uma reunião de amigos. E aí tomo a liberdade de nos incluir.

"Mas isso não é um grupo de samba, é um banda da Polícia Militar" disse o porteiro de uma das casas onde se apresentaram. Senti até uma ponta de ironia na infeliz frase. Mas acho que ele se calou depois.

Eu organizei o roteiro e no fim fiquei com pena. Foi uma correria muito grande.
Desculpa, Resgate. Não faço mais isso.

Mesmo com a chuva miúda que cismava em cair durante todo a manhã e meio da tarde, o Projeto Resgate foi até a Travessa Ratclif onde o Um Bom Partido tocava. Antes de acabar, o grupo abriu espaço para apresentação dos gaudérios. Até a chuva parou para ouvi-los. Debaixo dos guarda-sóis que ainda estavam abertos o coro do Projeto Resgate chamou atenção e comeu.
A chamada nem todos devem ter ouvido: "Ahh, la vem...", mas o coro que se seguiu, todos ouviram: "Lá vem o Ipanema, o bonde que nunca viaja vazio...". Dizem até que o Tuco e o Batalhão de Sambistas, lá de São Paulo, ouviram.
Fernandinha não se conteve. Pediu licença, pegou o cavaco e acompanhou, em pé mesmo, algumas músicas. Maria Helena ficou admirada. Cantou junto vários sambas e ainda foi ver a apresentação deles no Praça 11.

Lá no Praça, uma surpresa aos presentes, acostumados a ouvir outro estilo de samba. Ficaram estupefatos com a apresentação. Até os bêbados pararam com as arruaças para ouvir.

Na Barra, todos cansados e a metade, como diria Vilmar, passou mal e não pode ir. Na verdade foram somente duas ausências, Banana e Moah. Mas a roda foi muito legal também.

Nas três rodas, as mesmas coisas aconteceram: Todos ficaram em silêncio, chegaram perto da roda para ouvir e ficaram admirados, atônitos, não acreditavam no que viam.
Era uma cadência mais lenta, sambas recém descobertos de compositores quase esquecidos, outros que já haviam sido gravados, pelo menos uma vez, há mais de 60 anos, uma roda de samba, instrumentos desplugados (nas apresentações ligamos os violões), um lençol de vozes, todos cantando.
Foi muito bom!

Dizem que teve quem chorou. Eu não vi.
Foi mesmo algo que Florianópolis nunca tinha visto.

Obrigado, Projeto Resgate, pela presença, pela paciência e pela bagunça que vocês fizeram!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Projeto Resgate em Florianópolis neste sábado



O Projeto Resgate, de Porto Alegre, estará se apresentando neste sábado aqui em Florianópolis.
Serão 3 apresentações:

15h - Travessa Ratclif, no Centro;
18h - Praça 11, em SJ;
23h - Vigia do Casqueiro, na Barra da Lagoa.


O Projeto Resgate, fundado em 07/09/2008, é uma união de músicos e amigos admiradores do samba tradicional (samba de morro, samba de roda, samba de terreiro, época do rádio). A idéia principal é - através da execução de um repertório musical baseado em pesquisas - tocar sambas utilizando, dentro do possível, técnicas, idéias e valores dos fundadores e bambas do gênero. Por isso, o Projeto Resgate não se propõe à inovações, pelo contrário, o fundamental é manter o espírito da música que representa um dos aspectos mais importantes da cultura brasileira, ou seja, o samba. Sempre enaltecendo sambas das velhas-guardas como: Portela, Salgueiro, Mangueira, Estácio, Império e outros, buscando o seu formato original no momento da execução, desde o apito inicial até a última marcação. Desta forma, cada escola é representada com respeito e reverência.

Ao longo do tempo, o Projeto Resgate realizou e diversas rodas, incluindo a participação de outros grupos e artistas, como Central do Samba (RS), Núcleo de Samba Jequitibá (SP), Império Serrano, Moacir Luz e Gabriel da Muda, Nei Lopes e Rui Quaresma, entre outros.

Desde o início de 2010, o projeto realiza suas rodas na Galeria Dois Pontos, espaço cultural que integra livraria, café e outros eventos na área de cultura e conhecimento. As rodas acontecem sempre no primeiro sábado de cada mês.


Caso chova, somente não haverá samba na Travessa Ratclif, por ser um local aberto. O Praça e o Vigia estão confirmados!



Já falei sobre esse grupo em outras oportunidades.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Salve, Candeia! Salve, Dinho!

Dinho?
É... Dinho. Aquele que tocava no Um Bom Partido.
Não voltou pro samba (ainda), mas deu uma canja.

Torresmo à Milanesa, Projeto Nosso Samba, Maria Helena, Reizinho (que eu não vi pois cheguei atrasado), Boca de Siri, de Itajaí, que me desculpem, mas foi tudo esquecido quando o Um Bom Partido começou a tocar.

E começaram com capoeira, jongo e ponto, pra abrir os caminhos. Depois ainda teve samba, choro, partido alto e participações de Verônica, Marçal, Mará, Denise e Marcão, de Balneário. Tudo de Candeia. Tudo para Candeia.

O grupo estava impecável. Músicas novas, um clima legal e um axé muito forte naquela roda.
Jandira é uma entidade. Josiane apresentou belos sambas canções, do estilo dela. Fernanda comandava a harmonia e fazia o clima. Pedro, mesmo com 6 cordas em um momento, foi brilhante. Adão no berimbau, deu um charme à roda. Derik me impressiona a cada dia. Fabricio fazia o peso no surdo. Dôga quebrava tudo na conga, tamborim, cuíca e repique de anel. Mazinho... Mazinho é o Mazinho. Mata a pau.
E a Júlia. A Júlia é a melhor cantora de samba que temos hoje. E ponto.

Os olhos gordos, que arrebentaram algumas cordas, foram embora quando Dôga pediu um lá menor e cantou para as retinas fofinhas: "Não, não é bem assim. É bem diferente o que anda falando essa gente de mim".

Pronto. Estava esticado o tapete vermelho para o que se seguia: Dinho.

Um diminutivo. Mas foi o maior. É o maior.
Afastado do samba há alguns anos por questões pessoais, deu o ar de sua graça.
Subiu no tablado meio tímido, na humildade. Mesmo o meio tímido dele já era uma presença maior e melhor do que qualquer outra pessoa. Pediu um ré maior e assim que começou a cantar, provocou o choro de muitos dos presente.


Dinho e Jandira. Par perfeito!

Ele cantava e pedia, rindo, o coro das pastoras, que cantavam em meio a soluços e tentando enxugar os olhos.
A cada frase que cantava, mais e mais lágrimas corriam.
Mudou o tom e puxou: "Saio de casa e vou pra rua. A noite está pra violão..."
Não havia mais lágrimas pra derramar. Todos já estavam em alfa.
Jandira estava mais embriagada pela presença do irmão do que pela cachaça.

A homenagem era pra Candeia, mas Dinho roubou a cena.
Quando puxou um partido alto, todos já estavam alucinados. Dinho e Jandira são os melhores partideiros dessa cidade.
Foram versos fortes. Mesmo se não estivéssemos em clima de cordialidade e festa, seria difícil derrubar a dupla.
Ainda houve participação de Dôga, Amarildo, Marçal, Mará e a minha modesta contribuição no partido alto, mas Dinho deu aula.

Foi um evento emocionante! Perfeito!
Pra lavar a alma. Calar a boca dos faladores (...). Ensinar os que acham que entendem.

Foi pra fechar "muito bem, obrigado" o ano.
Mas ainda tem água pra rolar.
Aguardem!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Monsueto

Conheci esse samba em Caiobá, uma cidade próxima de Curitiba (alô, Anildo!), através do Marcão.
Era um domingo, meio dia, e o Bom Partido tocava quando chegou ele.
Cantou vários sambas, com a interpretação brilhante que lhe é peculiar, e, no meio dos sambas, me veio com isso.

Eu, tocando surdo, juro que me emocionei. Era a interpretação, o fato de ser uma música nova, uma melodia desconcertante e uma letra fenomenal.
Até toquei o surdo mais baixo, pra poder ouvir melhor a letra. Fiquei imaginando a cena narrada pela música...

Quem me passou essa música foi o Thales, do blog O Samba é meu dom.



Na casa de Antônio Jó
(Monsueto / Venâncio)

Assisti um quadro na casa de Antônio Jó
Antônio tem oito filhos
Levou um pão para casa
Todos queriam um bico
Mas o pão era um só

Um prato de pirão d’água
Todos sentados ao redor
No centro do prato, um ovo
Todos queriam o ovo
Mas o ovo era um só

Ao chegar a noite
A confusa foi maior
Quem dorme na beira da cama cai
Todos queriam um canto
Mas o canto era um só

Me lembrei daquela frase
O pão de cada dia
Me lembrei daquela cena
A ceia do Senhor
Então eu refleti
Deus é um só
Dá pra todo seu amor

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Atenção!

Algo está para acontecer...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Raidinho atualizado - Jorginho Pessanha

Bide!

Coloquei Jorginho Pessanha, o verdadeiro Jorginho do Império!
Ouçam e vejam se eu não tenho razão!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Fotos do Woodstuco

Bide!

Assim foi apelidado o fim de semana do lançamento do cd do Tuco e Batalhão de Sambistas.

Cabe uma explicação pra esse "Bide!" no começo das minhas postagens.
Aprendi com o Fernando Paiva, de Uberlândia/MG, que, ao acordarmos, deveremos sempre dizer "Bide", reverenciando esse grande sambista. É um exercício que todos devemos praticar.

Agora as fotos, de Artur de Bem. Exceto a última.
Em destaque, Tuco e Donga.

Rafael Toledo no pandeiro com Rafael Lo Ré ao fundo. A sombra do flash tapou o rosto do Jorge Castro no tamborim.

Léo Careca apontando pro responsável pelo fim de semana desgraçado.

Meu parceiro Dôga dividindo os tamborins com Careca. Na foto ainda aparece o Fernando Paiva, com a camisa do Vasco.

A roda! A roda! Ah, roda!

Alfredo e Tuco.

Artur de Bem (eu), Dôga, Thiago Nascimento, Léo Careca (ambos do Projeto Resgate, de Porto Alegre) Alfredo Castro e André Carvalho. Foto: Bagdasamba

domingo, 21 de novembro de 2010

Mais caseiras do Candeia

Bide!

Depois das caseiras em áudio, descobri no blog O Couro do Cabrito, do André Carvalho, um vídeo caseiro do mestre, que reproduzo aqui também.

sábado, 20 de novembro de 2010

Caseiras do Candeia

Bide!

Circula na internet há algum tempo uns áudios gravados, muito provavelmente pela Cristina, na casa do Candeia.

Essa é Lírios, do mestre.

Prováveis acompanhamentos:
Osmar no cavaco, Jorge no violão e Candeia no ritmo.

Já fiquei o dia inteiro ouvindo essa música por causa da evolução das cordas.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tuco! Eu fui!


Tuco lançou seu cd 'Tuco & Batalhão de Sambistas ao vivo' neste fim de semana, dias 12, 13 e 14, em uma chácara na cidade de Atibaia - SP.
Eu fui!

Na verdade, esses três dias foram um dia só, divididos por 2 tempos de cerca de 2 horas de sono cada. Quando entramos na Chácara Bambuzal nada mais importava. O que ficou do lado de fora era completamente inexpressivo. Só tínhamos noção de horário quando eram servidos o café da manhã, almoço e janta. No mais, pensar no ponteiro do relógio era bobagem.

Chegamos na sexta, dia 12, de noite. Eu, Dôga, Jorge Garcia, Juçara, Pedro Romão e a mãe do Jorge. Estupidamente muito bem recepcionados, depois de cumprimentar todos (Glória ao Samba, Terreiro de Mauá, Jequitibá, Projeto Resgate (RS), Roda de Samba de Uberlândia (MG), Amigos do Samba, Terra Brasileira, e os amigos sem grupo), era hora de conhecer o alojamento. Quartos, salão de jogos com sinuca e ping-pong, campo de futebol, piscina, churrasqueira.

Alguns dizem que o samba começou por volta das 3 da manhã. Mas como disse, pensar em horário seria bobagem.
Os cavaquinhos, os pandeiros e as cuícas. Os tamborins, chocalhos e surdo foram uma tentação. Além dos violões, repiques, recos, agogôs, e do lençol de vozes (aprendi essa com Alexandre, um dos fundadores do G.R.T.P. Morro das Pedras, que, em meados de 2001, deu origem há isso tudo).

A chácara se transformou em um grande conservatório. Em todos os cantos, em todos os momentos, se encontrava uma roda de samba, choro ou seresta.
E a música surgia fácil no meio das 45 espécies de plantas, 14.832 tijolos (eu contei, Pedro Romão!), entre os músicos de plantão, fluia no meio do ar que respirávamos. Era natural. Era de arrepiar. Emocionante. Era o samba acontecendo!

E o clima de amizade era tão gostoso, tão intenso. Conheci muita gente boa lá. Todos com humildade, com disposição de ensinar e aprender.

Parabéns, Tuco e Noeli! Tudo isso que foi dito aqui não consegue transmitir a emoção que eu senti e ainda sinto.

Peço desculpas a todos os presentes, principalmente à mãe e tia do Jorge, à Noeli e à Juçara, pois não tive tempo de me despedir de ninguém. Saí correndo pra pegar o avião.

No fim, uma burocracia estúpida no aeroporto serviu pra reforçar que o que vale no mundo é a amizade e que se dane o resto.

Salve os amigos!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Salve, Nelson Cavaquinho!

Texto magnífico do meu mestre Dôga, publicado originalmente no seu blog, em 29 de outubro, com o título "É feliz quem já viveu aflito..", que eu copio na maior cara de pau e assino embaixo.


"É feliz quem já viveu aflito..
e hoje tem a vida sossegada
Muita gente tem o corpo tão bonito mas tem a alma toda tatuada"

Hoje, dia 29 de outubro, comemoramos 99 anos do nascimento de um mito, um poeta, boemio, um excepcional compositor, que, na minha opinião, está entre os quatro maiores sambistas da história - e não é pelo fato de ele participar do disco "Os 4 grandes do Samba".

Falo de Nelson Antônio da Silva, o Nelson Cavaquinho.

Suas músicas me fascinam, me consomem, acho que pelo fácil entendimento e tamanha sintonia entre letra e melodia. Acho fantástico os temas utilizados pelo Mestre, como as coisas simples da vida, o passado, a saudade, o violão, o bar, mulheres, traição, solidão, botequins e, até mesmo a morte. Não há nada mais direto e realista do que suas letras.
E a simplicidade está também nas melodias, o que pra mim, é um grande exemplo do que é o gênero musical Samba, bom e verdadeiro.
Os Sambas de Nelson parecem brotar da alma, e refletem bem aquilo que ele sente (sentia, muitos diriam).

Nelson "melancólico" Cavaquinho é modesto e sem igual. É diferente de tudo e todos e sem dúvida muito importante para a história da nossa música.

Ele me fez entender meus pensamentos de que o Samba é "ralé", é comum e não precisa de frescuras mais. E que pra ser sambista não se precisa de quase nada ou nada, basta ser.

O saúdo hoje Mestre!! E meu hoje é todos os dias, principalmente os que não durmo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Portela 71 no Raidinho



Não tenho a pretensão de tornar este blog um Prato e Faca da vida. É só pra atualizar o Raidinho mesmo.

Disco muito bom!

Eu só não sei porque o player começa na faixa 6, mas tá valendo.

sábado, 30 de outubro de 2010

O fino da vida

Noite de 7 de outubro foi mais uma daquelas memoráveis.
Dôga, Fernanda, Marcelo Portela, Mário, Milene (os 2 do Projeto Resgate, de Porto Alegre) e Fabricio me proporcionaram momentos incríveis. Obrigado a todos vocês!
Infelizmente, não estava com a máquina em mãos e não registrei nada.
Sem problemas. Fica na memória!

Na saída do choro da Lagoa (às quintas), eu não estava levando muita fé que fôssemos pra um buteco. Depois de discutir e divagar sobre uma vasta variedade de opções (duas), decidimos ir na mais próxima.
Foi só sentar, que levantamos para ir ao próximo. Motivo: preço da cerveja e a possibilidade de tocar.

No segundo local, bebidas, histórias e risadas. Muitas risadas!

Ele, sempre ele, meu irmão e parceiro mais constante, me intizica a cantar. Puxa um samba, eu puxo outro. Cantamos, todos, ritmando na perna. Não sei quanto tempo, já que o tempo não existiu naqueles 48 minutos, mas foi uma força de samba. Samba!

Ao final, o dono do bar avisa que vai fechar. Saímos todos cantando, como se fôssemos um bloco de carnaval de antigamente. Fizemos a curva, cada um pegou seu carro e foi embora.


Só publico hoje por puro esquecimento de publicar antes e para aproveitar o gancho de que estou indo visitá-los (Projeto Resgate, em Porto Alegre) neste feriadão. Lá, mais histórias.

Dôga, Fernanda, Marcelo Portela, Mário, Milene (do Projeto Resgate, em Porto Alegre) e Fabricio. Obrigado a todos vocês!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Choro na Ufsc por R$ 1


Material da assessoria de comunicação

Turnê Choro Carioca: Música do Brasil - Florianópolis

Serviço:
Show: Turnê Choro Carioca: Música do Brasil - Florianópolis
Local: Centro de Cultura e Eventos da UFSC - Auditório Garapuvu (3721-9559)
Data: 30 de outubro, sábado
Horário: 20h
Preço: R$ 1,00 (um real)
concerto didático gratuito voltado a músicos e estudantes de música às 16hs no mesmo local.


O projeto inédito Choro Carioca: Música do Brasil chega a Florianópolis no dia 30 de outubro, sábado, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC – Auditório Garapuvu, a 1 real, levando à cidade uma amostra especial das músicas de compositores da região sul.

Pesquisadas para a compilação da coleção da caixa de 9 CDs Choro Carioca-Música do Brasil, as peças serão interpretadas pelos renomados músicos Luiz Flavio Alcofra (violão), Rui Alvim (clarinete e saxofone), Aquiles Moraes (trompete e flugel horn), Marcilio Lopes (bandolim), Jayme Vignoli (cavaquinho) e Oscar Bolão (percussão e pandeiro).

Quatro horas antes do show, haverá um concerto didático, gratuito, voltado aos músicos e estudantes de música com os mesmos artistas que farão os shows.

Turnê Choro Carioca: Música do Brasil

Com uma série de shows durante outubro e novembro, este trabalho circulará em 20 cidades pelos estados do país de onde saíram as composições que serviram de matéria-prima para a gravação dos 9 discos da coleção. Nos shows de cada estado, serão priorizados os compositores daquela região.

Além das músicas regionais, o roteiro trás ainda choros contemporâneos como Guará (Bonfiglio de Oliveira), Garoto (E. Nazareth), O Turbante do Joel (Maurício Carrilho), Cinza (Jayme Vignoli, um dos músicos do show) e Acerte o Passo (Pixinguinha) e ainda duas canções de Meira, o homenageado desta edição, Arranca Toco e Molambo.

O Turnê Choro Carioca: Música do Brasil - Florianópolis é uma realização do Instituto Casa do Choro, com patrocínio da Petrobras, em comemoração aos 10 anos da Escola Portátil de Música, hoje forte referência em ensino de música no Brasil.

Coleção Choro Carioca: Música do Brasil

A coleção Choro Carioca: Música do Brasil, lançada em 2006 pela Acari Records, que registrou um panorama do choro em todas as regiões do Brasil, teve importância ímpar na história da música brasileira por resgatar, através das 132 músicas nela registradas, a obra de 74 compositores de diversos estados brasileiros, todos nascidos até a primeira década do século XX.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Coração delator

É verdade! Sou muito nervoso. Mas não sou louco! E meu ouvido sempre foi muito bom. A doença não entorpecera meus sentidos. Antes, aguçou-os.
Eu ouvia todas as coisas: do céu, da terra. Até do inferno. Como, então, sou louco?

Ouçam: uma ideia penetrou no meu cérebro. Sei lá como. Sei que ficou comigo, dia e noite. Era uma música. Mas não era qualquer música. Era uma canção. Eu ouvia as notas suaves provenientes de uma flauta. Uma atrás da outra. Sem parar. Dós, fás, sis. Quando percebi que ninguém por perto tocava tal instrumento. Nem eu.

Pensei em colocar essas notas em um papel, para não esquecer. Não conseguia. Não entendo nada de música. Não sei ler partitura. Procurei alguém para me ajudar. Tinha que ser rápido. As notas não paravam de chegar. Tinha que fazer um esforço sobrenatural para não esquecer o começo. Quando esquecia, a música começava de novo. Passei 3 dias com a melodia na cabeça, sons de flauta no ouvido e sem encontrar ninguém para me ajudar a colocar em um papel.

Eu não comia, não dormia, suava. Podia esquecer tudo e simplesmente voltar a trabalhar. Mas aquela música me fazia bem. Não conseguia fazer nada com ela na cabeça. Nem sem ela.

Encontrei um amigo que finalmente me ajudou a transpor tudo para o papel. Que incrível! Uma música minha. Só minha!

Ao final da música, fui percebendo que já a conhecia. Todo mundo conhecia. Meu amigo começou a tocar no violão. Impulsivamente cantei: "Meu coração, não sei porque, bate feliz, quando te vê...".

Não sou compositor. O coração de Braguinha me entregou.


Fiz esse texto em 2 de agosto de 2005 para um trabalho da faculdade e o encontrei perdido na minha gaveta.

domingo, 24 de outubro de 2010

Vem chegando o verão...

...e com ele, as baratas.



Jongo gravado pelo GRANES Quilombo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Samba domingo, dia 17 !!!

Acho que é a primeira vez que eu to organizando algo.
Depois de tanto criticar as coisas que acontecem, chegou a minha vez de fazer algo.

Uma roda de samba está sendo armada domingo, dia 17, às 13h, no Bar da Tia, Rua Laudelino Souza Filho, em Barreiros, próx. da Faculdade Estácio de Sá.
É algo tão simples, que fica difícil explicar. É sentar, beber e tocar.

Repertório? Aquelas do álbum: "As desconhecidas de Chico e Caetano. Chico Santana e Antônio Caetano, fundadores da Portela".

Estarão na roda os mais graduados, os que tem a mais alta patente da hierarquia do samba de Florianópolis:
Dôga, Fabricio Gonçalves, Fernanda da Silveira, Raphael Galcer, Jandira, Júlia, Jose, Derik Bellardi e Julio Córdoba.

E o Bar da Tia é um buteco simples. Tem cerveja, cachaça, porção, mesa, espaço... E pros mais moderninhos, tem até wi-fi.

E se chover, não tem problema! Fazemos a roda dentro do bar! Tem espaço!

Sejam bem vindos!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tuco e Batalhão de Sambistas

Copiado, sem dó nem piedade, do blog O Couro do Cabrito:


Nesta quinta, direto da Boca do Lixo paulistana, ali na Rua General Jardim, onde se situa o Centro de Cultura Popular Consolação, o CCPC, teremos uma excelente roda de samba com Tuco e o Batalhão de Sambistas.

Sambistas de todos os costados da Paulicéia e região estarão presentes para prestigiar este grande ás do samba, que se prepara para lançar seu primeiro disco solo, o "Peso é Peso".

Para quem não puder ir, a
Rádio Alambique, comandada de maneira exemplar pelo Mano Ary, irá transmitir a bagunça ao vivo.

SERVIÇO

Tuco e Batalhão de Sambistas
Local: CCPC
Endereço: Rua General Jardim , 269 - Centro - São Paulo/SP
Data: 30 de setembro (quinta-feira)
Horário: 21h
Valor: 5 reais


A Rádio Alambique pode ser ouvida aqui neste blog!
Eu vou ouvir!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Novidade no samba!

Não de Florianópolis, claro! Infelizmente e ainda!

É o blog É Batucada!
Simples e bonito, como é o samba!



Edinho, parabéns!!!
Queria eu fazer um programa assim. Não deu. Ainda.
Tenho o Depoimentos para posteridade, que voltará em breve com novas entrevistas.

sábado, 18 de setembro de 2010

Impasse

Fui no lançamento do documentário Impasse, do meu mestre Fernando Evangelista e sua esposa, Juliana Kroeger, nesta quinta, na Ufsc.
O documentário é excelente!
Foi o maior aulão de reportagem que eu já vi. O auditório da reitoria estava lotado de pessoas, jornalistas e aspirantes a jornalistas.

Impasse não tem a pretensão de encontrar um problema pro impasse do transporte coletivo, mas de mostrar como foi a manifestação contra o aumento da tarifa em maio e junho desde ano. E o fez com maestria.

Detalhes, depoimentos, imagens, áudio, tudo muito bem costurado, com informações claras e opiniões lúcidas de todos os envolvidos direta (manifestantes, policiais) e indiretamente (secretários, líderes).
Aliás, os dados foram obtidos na rua, no momento da manifestação, na empolgação das palavras de ordem, no calor dos embates com a polícia.
Cenas raras, exclusivas, com um impacto violento. Algo que nunca havia sido mostrado em lugar nenhum.

Quem não tem ideia do que se passa em uma manifestação contra o aumento da passagem do ônibus, e até quem estava na manifestação, se espanta com o documentário.

Me senti muito impotente ao ver atitudes tomadas pelo poder público totalmente sem critério, sem motivo, sem justificativa e sem noção.
Policiais e manifestantes se sentindo em uma guerra civil, com nervos a flor da pele.

No auditório, me perguntava o que passava na cabeça de um policial quando, naquelas semanas, saia de casa para ir trabalhar. Será que ele já saía com raiva? Já saía pensando em bater em alguém? Saía querendo prender bandido e ficando fulo por ter que acompanhar manifestação? Saía pensando no mínimo salário que recebe?

Durante a exibição, quando a polícia, um secretário ou representante das empresas falava, era um alvoroço. Quase não se ouvia o que eles tinham a dizer. E possivelmente pouco importava para a plateia. Senti a ausência de credibilidade do serviço público. Será que toda essa revolta se refletirá nas urnas?

O documentário foi apresentado em um momento muito oportuno para a cidade: há menos de um mês das eleições e, nesta semana, foi aprovado na Câmara Municipal o projeto de lei que autoriza a licitação do transporte coletivo. Resta saber se será satisfatório para a população, pois já há reclamações do modelo de licitação que será apresentado.

Enfim, parabéns Fernando Evangelista e Juliana Kroeger! Obrigado, mestre, por mais uma aula! E que o mundo assista esse documentário!

Mais informações sobre o documentário: www.impasse.com.br

Samba ao vivo aqui

Daqui a pouco, às 15h, haverá transmissão ao vivo do Samba da Ouvidor, no Rio de Janeiro, pela Rádio do Alambique!

Não perca!

Hoje, é a melhor roda de samba do país!

Apesar do tempo ruim lá, confirmaram a roda, que é na rua. Mas o tempo tá ruim.


Atualização da tarde
E o tempo ruim prevaleceu. Não teve samba.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O fino da vida

Como diria Renato Martins.

Foto dedicada a Gabriel da Muda.

Sabe aqueles lugares longe, que se demora umas 4 horas para chegar, mas quando chega, se passam momentos inesquecíveis?

Pois então. Foi o que aconteceu domingo na casa do meu amigo Fábio Célio Ramos Mister Chocolate Primeiro e Único.
Eu não bebo, então essas garrafas não me dizem nada. Mas sei que muita gente bebe. Então toma!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Novidade no samba de Florianópolis II

A postagem anterior não foi com erro. Foi em branco porque nada de novo acontece no samba de Florianópolis!

Nenhum grupo novo. Nenhum músico novo. Nenhum repertório novo. Nenhum arranjo novo. Nenhuma formação de palco nova. Nenhum show novo. Nenhum nada!
Simplesmente nada de novo acontece no samba de Florianópolis!

Estamos vivendo em um hiato.
É uma morosidade irritante.
Não sei o que acontece, mas nada acontece.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Novidade no samba de Florianópolis

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Raidinho do blog atualizado

Eu não tenho acesso à Rádio Alambique do serviço. O servidor bloqueia. Então ouço meu próprio Raidinho.
E ele está atualizado. Troquei o servidor, esse é mais bunitinho visualmente, e troquei as músicas.
Coloquei o álbum da Aparecida. O Bom Partido toca algumas músicas dela.

Quem não consegue acessar a Rádio Alambique como eu, tem uma alternativa.

Vou tentar atualizar esse Raidinho mensalmente.

Bom samba!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Doe sangue!



A Associação dos Sambistas da Grande Florianópolis - Asgflo lança o folder da campanha de doação de sangue.

Em breve, serão impressos cartazes e folders para distribuição.

domingo, 29 de agosto de 2010

Bidu em Floripa!

Bidulino está na área pra visitar os amigos.
Com barba, cabelo e bigode!


Na casa do Dôga, com Fabricio, conversando samba, choro e coisas mais.

Foto: Artur de Bem

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ginga do Mané ensina choro nas escolas de Floripa

Recebi e-mail do grupo agora pouco. O texto também se encontra no site da Prefeitura.
Pra contrariar Noel Rosa... :)

Com o objetivo de difundir a música brasileira, especialmente o choro, nas escolas da rede pública de ensino, foi criado o projeto Choro na Escola. A iniciativa possibilita aos estudantes e a comunidade, o entendimento dos ritmos, instrumentos e linguagem da música brasileira e ainda o conhecimento de compositores e obras catarinenses e nacionais deste gênero.

O projeto é desenvolvido pelo grupo de choro Ginga do Mané, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, por meio do programa Escola Aberta. Com seis anos de história, o grupo, é composto pelos músicos Bernardo Sens (Flauta / Coordenação Geral), Fernanda da Silveira (cavaco), Raphael Galcer (Violão 7 cordas) e Fabrício Gonçalves (Pandeiro). No repertório estão as obras dos grandes músicos nacionais como: Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo e também dos catarinenses Nilo Dutra, Carlos Vieira, Geraldo Vargas e Bernardo Sens.

O nome Ginga do Mané faz alusão ao choro “A Ginga do Mané”, do grande mestre Jacob do Bandolim. Também faz referência ao jeito florianopolitano de ser, cujo nativo é carinhosamente chamado de “manezinho”.

A primeira apresentação do projeto, acontece neste sábado (28/08), às 14h , na Escola Básica Municipal Gentil Mathias da Silva, no bairro Ingleses, em Florianópolis. A entrada é franca
A importância do choro

O Choro é um gênero musical brasileiríssimo, que arrebata a atenção de qualquer platéia com seus andamentos velozes e vibrantes. Da mesma forma, envolve e cativa a todos com a criação de um ambiente melancólico e sereno, patrocinado por algumas de suas composições mais lentas com seus arranjos sublimes. Não há como ficar indiferente ao choro bem executado.

O projeto possibilita a troca de saberes através de apresentações didáticas envolvendo e cativando os escolares para a apreciação das mais belas composições do gênero Choro.

Sensibilizar a comunidade para a riqueza dos ritmos e músicas catarinenses, difundir a música instrumental e aproximar o brasileiro de sua cultura são os objetivos do projeto Choro na Escola – Educando através da música brasileira.

Serviço
O quê: Apresentação do projeto Choro na Escola
Quando: Sábado (28 de agosto)
Horário: 14h
Local: Escola Gentil Mathias da Silva
Rua Dom José Becker, 986 – Ingleses
Entrada Franca

Imagem: Divulgação

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Prêmio Multishow e Prêmio da Música Brasileira

Queria tentar entender a disparidade entre os premiados nesses dois prêmios, que são considerados uns dos melhores prêmios da música brasileira.

Os regulamentos
No Prêmio Multishow, são duas etapas, e o povo é quem sugere os concorrentes e os premiados.
No Prêmio de Música Brasileira (PMB) (que já foi Prêmio Sharp, Prêmio Caras e Prêmio TIM), os concorrentes são indicados pelas gravadoras, ou pelos próprios artistas, enviando os cds, dvds ou mp3, e uma comissão do Prêmio analisa e escolhe os premiados.

Os vencedores estão mais abaixo. Coloquei somente as categorias que se equivalem, já que o PMB tem muita e o Multishow é mais abrangente.

Não encontrei nenhum vencedor igual.

Aí começam os questionamentos (sem respostas, óbvio):
Será mesmo que é o povo quem escolhe no Multishow?
Seriam os jurados do PMB tão alheios ao que acontece no mundo e com um gosto tão diferente do povo, que não enxergam os artistas que foram escolhidos no Multishow?
Quem são esses jurados?
Nenhum resquício de nome igual. Porque tamanha disparidade dos vencedores?
Esse tipo de prêmio realmente premia o melhor, ou é fachada para agradar gregos e troianos?
Eu não confio.

Uma coisa que me deixou muito fulo no PMB, é a categoria especial, para eleger a melhor interpretação de uma música da Dona Yvonne Lara, homenageada deste ano. As interpretações estão disponíveis no Youtube.

Esse era um dos concorrentes (que nem passou da primeira etapa)


Esse foi o vencedor


Percebam que a batida do vencedor, em momento algum, é de samba e ele altera a entonação de algumas palavras. Além do repertório banal.
Enquanto que o primeiro vídeo tem samba, tem respeito ao compositor (no caso, compositora), cantando na entonação correta da música, e tem um repertório maravilhoso!

Juro que eu não consigo vislumbrar o primeiro vídeo não passando da primeira etapa. Muito menos o segundo como vencedor.
Quem são esses jurados?

Infelizmente, é assim: de pouco em pouco, vão deturpando o samba.
Mas eu prefiro brigar, bater o pé, ser radical, pra manter o mínimo de coerência, colocar o pingo no "i" e defender o bom e velho samba, sem interferência, puro, como deve ser.


Os vencedores
Prêmio Multishow
Música: Recomeçar
Revelação: Luan Santana
Cantora: Ana Carolina
Cantor: Samuel Rosa
Grupo: Banda Cine
Melhor álbum: Maria Gadú
Sertanejo: Vitor e Léo
Instrumentista: Rodrigo Tavares

Prêmio de Música Brasileira
Melhor música: Feita na Bahia - Maria Bethânia (na verdade é de Roque Ferreira, mas isso não foi informado no site oficial)
Revelação: Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz
Voto popular
Melhor cantora: Daniela Mercury
Melhor cantor: Juraildes da Cruz
Canção popular
Melhor cantora: Rita Ribeiro
Melhor cantor: Cauby Peixoto
Melhor grupo: Trilogia
Melhor disco: Zeca Baleiro - O coração do homem bomba ao vivo mesmo
Melhor dupla: Zezé Di Camargo e Luciano
Melhor solista: Yamandú Costa


PS.: A Dona Yvonne Lara, do auto dos seus 89 anos, sentada (e pra quem canta, sabe que é mais difícil cantar sentado, por causa do diafragma), ainda bota todo mundo no chinelo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Os quatro crioulos, Os cinco crioulos, Rosa de ouro e A voz do morro

Tinha uma dúvida cruel com relação aos grupos Os quatro crioulos, Os cinco crioulos, Rosa de ouro e A voz do morro.
André Carvalho tirou minha dúvida. Segue.

Artur, em 1965 e 1966, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho, Anescar do Salgueiro, Zé Keti, Oscar Bigode e Zé da Cruz formaram o Conjunto a Voz do Morro (eles lançaram 3 álbuns).

Na mesma época (1965), Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho e Anescar do Salgueiro participaram do espetáculo Rosa de Ouro, ao lado de Clementina de Jesus e Aracy Cortes. Formou-se aí, então, o conjunto Rosa de Ouro.

Em 1967, Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho, Anescar do Salgueiro e Mauro Duarte formaram o conjunto os Cinco Crioulos, que lançou 3 discos.

"Os Quatro Crioulos" é um samba de Elton Medeiros e Joacyr Santana que foi gravado em forma de partido alto no disco "Rosa de Ouro"

São 4 crioulos inteligentes
Rapazes muito decentes
Fazendo inveja a muita gente
Muito bem empregados numa secretaria
Educados e diplomados em filosofia
E quando chega fevereiro
Ver os crioulos no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
São figuras de destaque
No desfile principal


No disco "Rosa de Ouro 2" aparece uma nova letra, complementar, após os versos de improviso.

O quinto crioulo
Quase indigente
Rapaz até indecente
Fazendo inveja a pouca gente
Muito mal empregado numa carpintaria
Educado e diplomado na boemia
E quando chega fevereiro
Ver o crioulo no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
É figura de destaque
No plantão policial


Aí, em 1971, numa gravação para uma edição da Abril Cultural (Elton Medeiros e o samba do morro), Elton gravou uma segunda parte no samba.

São 4 crioulos inteligentes
Rapazes muito decentes
Fazendo inveja a muita gente
Muito bem empregados numa secretaria
Educados e diplomados em filosofia
E quando chega fevereiro
Ver os crioulos no terreiro
É sensacional
No dia de carnaval
São figuras de destaque
No desfile principal


Esses 4 crioulos são o orgulho da gente de cor
Só quem os conhece saberá dar um justo valor
Trabalham, estudam, tem o samba por divertimento
Para eles a moral é o maior documento


Pra finalizar a história, em 1990, Paulinho da Viola foi gravar o ENSAIO na TV Cultura e, de surpresa, apareceram lá Elton Medeiros, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho e Anescar do Salgueiro. O programa (que depois virou CD) ficou batizado de "Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos".